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Ibovespa encerra a semana em alta; destaque para discursos mais duros de dirigente do Fed, subida de juros pelo BCE e deflação no Brasil

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 02/09 a 09/09

Ibovespa: 1,3% | 112.300 pontos

Em semana mais curta, marcada pelo feriado da Independência no Brasil e do Dia do Trabalho nos EUA, o Ibovespa encerrou em alta de 1,3% aos 112.300 mil pontos. O movimento foi em linha com uma semana de fortes ganhos nas bolsas lá fora, na qual o índice S&P 500 fechou com alta de +3,6%, apesar de comentários mais duros de membros do Federal Reserve sobre os rumos da política monetária americana.

No Brasil, o IPCA de agosto caiu 0,36% em relação a julho, sua segunda deflação consecutiva. Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses voltou a ficar abaixo dos dois dígitos pela primeira vez em um ano. Ainda sobre o aumento de preços, o presidente do banco central, Roberto Campos Neto, disse em discurso que o comunicado do Copom continua em vigor, isto é, que a autoridade monetária seguirá observando aos dados e que a mensagem de avaliação sobre um ajuste final na taxa de juros segue válida.

Nos EUA, dirigentes do Federal Reserve se manifestaram em discursos reforçando a postura mais hawkish do banco central americano. Jerome Powell, presidente do Fed, afirmou que o banco central precisava agir com franqueza para garantir que a inflação elevada não se consolidasse e Lael Brainard, vice-presidente, enfatizou que o Fed deve manter uma postura de gerenciamento de risco para garantir que a inflação não fique mais fora de controle. Os comentários reforçaram as expectativas já consolidadas no mercado de uma continuidade do aperto monetário em 0,75p.p., levando as taxas ao intervalo entre 3% e 3,25%.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros em 0,75p.p., em linha com as expectativas. A decisão levou a taxa de depósito de referência a 0,75%, o nível mais alto desde 2011. Na entrevista após a decisão, a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que movimentos dessa escala não são a norma, mas assegurou que haverá vários aumentos nas taxas nos próximos meses para garantir que a inflação volte à meta de 2%. O BCE também elevou suas projeções de inflação para a zona do Euro, mas disse não esperar uma recessão.

Na China, a política zero Covid segue colocando mais cidades em lockdown, reforçando os temores de uma maior fragilidade da economia do país. A inflação ao consumidor do país caiu de 2,7% para 2,5% em agosto, abaixo das expectativas de 2,8% e da meta do governo chines de 3%. A leitura reflete a fraqueza da economia chinesa em meio a novas restrições relacionadas à Covid-19 no país. Já o índice de preços ao produto atingiu 2,3% de 4,2% no mês anterior, muito abaixo do esperado. As leituras mostram que o pacote de estímulos anunciado pelo governo no último mês ainda não afetou o crescimento do país, que enfrenta várias dificuldades devido a interrupções na atividade econômica.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com queda de -0,44% em relação ao Real, em R$ 5,15/US$. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de 30 bps na semana, atingindo 11,5%.

Fonte: Bloomberg, Research XP
Fonte: Bloomberg, Research XP

O que esperar para semana que vem?

Na próxima semana, destaque no cenário internacional para as divulgações de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) nos EUA referentes a agosto, bem como da inflação ao consumidor na Zona do Euro de agosto. Além disso, o Banco da Inglaterra anunciará decisão sobre sua taxa de juros. Por fim, haverá publicação de diversos indicadores de atividade na Europa, China e EUA.

No Brasil, atenções voltadas para a divulgação de indicadores de atividade econômica relativos a julho: vendas no comércio varejista; receitas do setor de serviços; e IBC-Br, proxy mensal do PIB calculada pelo Banco Central.

Ações

O setor como um todo apresentou uma boa performance na semana. Os preços de minério de ferro avançaram em meio a uma redução dos estoques de aço na China e início de uma temporada de retomada das atividades imobiliárias.

Atribuímos a alta das ações a (i) queda dos preços de petróleo (-2,6%) em conjunto com a valorização do real frente ao dólar na semana; e (ii) notícias positivas referentes à demanda aérea no Brasil, que em julho ultrapassou níveis pré-pandemia.

Sem notícias específicas.

Atribuímos a alta das ações a (i) queda dos preços de petróleo (-2,6%) em conjunto com a valorização do real frente ao dólar na semana; e (ii) notícias positivas referentes à demanda aérea no Brasil, que em julho ultrapassou níveis pré-pandemia.

Sem notícias específicas.

As ações dos frigoríficos brasileiros sofreram na semana após a divulgação do relatório do USDA China: Livestock and Products, no qual a agência americana atualiza suas estimativas para as importações de carne bovina e suína da China em 2023, para a qual o USDA espera uma queda de 19% A/A e 8 % A/A, respectivamente. Em nossa opinião, a reação do mercado ao relatório é exagerada pois (i) já esperávamos uma demanda menor da China devido à recessão global; (ii) mesmo com desaceleração acima do esperado, o Brasil continuará sendo o principal fornecedor, portanto não prevemos grandes mudanças nas perspectivas; e (iii) vemos a reação do mercado como um comportamento de manada desvinculado dos fundamentos, e as ações estão sendo negociadas com múltiplos abaixo da média histórica em geral.

As ações dos frigoríficos brasileiros sofreram na semana após a divulgação do relatório do USDA China: Livestock and Products, no qual a agência americana atualiza suas estimativas para as importações de carne bovina e suína da China em 2023, para a qual o USDA espera uma queda de 19% A/A e 8 % A/A, respectivamente. Em nossa opinião, a reação do mercado ao relatório é exagerada pois (i) já esperávamos uma demanda menor da China devido à recessão global; (ii) mesmo com desaceleração acima do esperado, o Brasil continuará sendo o principal fornecedor, portanto não prevemos grandes mudanças nas perspectivas; e (iii) vemos a reação do mercado como um comportamento de manada desvinculado dos fundamentos, e as ações estão sendo negociadas com múltiplos abaixo da média histórica em geral.

Sem notícias específicas.

Atribuímos a performance ao receio quanto a recessão econômica global, influenciando no preço do barril de petróleo, embora essa tendência tenha sido revertida no final da semana.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de R$ -1,7 bilhões.

*Até dia 07/09/2022

Fonte: Bloomberg, Research XP

Performance das Bolsas mundiais na semana

Fonte: Bloomberg, Research XP
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