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Bens de Capital: 100 Insights depois — o que funcionou (e o que não funcionou)

Como valuation, momentum e posicionamento moldaram os retornos no setor.

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Após 100 insights semanais, aproveitamos a oportunidade para olhar para trás e avaliar o que impulsionou os retornos dentro da nossa cobertura de Bens de Capital nos últimos anos. Observamos uma ampla dispersão de performance, com os retornos sendo moldados pela combinação entre valuation, momentum operacional e posicionamento. Olhando à frente, em meio a uma perspectiva macro sensível e incerta, permanecemos relativamente mais construtivos com companhias menos expostas ao ambiente doméstico brasileiro, com fundamentos bottom-up construtivos/de-risked e baixos níveis de alavancagem, favorecendo Embraer e Marcopolo como top-picks.

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Valuation precisa de uma âncora de lucros, e momentum ajuda no timing da recomendação. Olhando para a performance de Bens de Capital nos últimos dois anos, valuations descontados não foram suficientes para impulsionar um re-rating, como ilustrado pelo trade de RAPT4 ex-FRAS3. Uma ação pode parecer barata, mas, se os lucros continuarem sendo revisados para baixo, a âncora de valuation se desloca para baixo, e o desconto aparente se torna menos relevante. Nesse contexto, um re-rating exige melhora dos fundamentos, não apenas um múltiplo baixo, com revisões para cima fornecendo a evidência mais clara de que a base de lucros está se estabilizando. O mesmo se aplica no sentido inverso: investidores frequentemente começam a precificar um downcycle antes que ele apareça nos números reportados, como observado nas preocupações em torno de POMO4, com alguns investidores ainda céticos sobre a sustentabilidade dos níveis atuais de rentabilidade (uma preocupação que não vemos como suficiente para justificar os múltiplos baratos da Marcopolo).

…mas fique atento às temáticas. EMBJ3 não era barata em relação à nossa cobertura, nem em relação ao mercado acionário brasileiro mais amplo, mas passou a ser cada vez mais comparada a pares globais de aeroespacial. À medida que a percepção dos investidores mudou, valuation passou a ser menos uma restrição, enquanto a visibilidade do backlog, a execução de entregas e os fluxos estrangeiros sustentaram um re-rating mais amplo. Isso reforça que nomes que passam a fazer parte de um universo diferente de investidores (por exemplo: maior crescimento / menor custo de capital), incluindo temáticas ligadas a Defesa e IA, podem negociar sob um framework diferente do restante do setor.

Fluxos e posicionamento foram a segunda camada da história. Nomes de grande capital foram evidentemente mais expostos a movimentos mais amplos de mercado, que foram liderados, especialmente recentemente, por fluxos estrangeiros. Caso os fluxos institucionais locais se recuperem, vemos espaço para que nomes mais domésticos e de beta mais alto também se beneficiem, incluindo ações menos líquidas que normalmente ficam fora do principal universo de investidores estrangeiros. Isso explica parcialmente o interesse crescente que temos visto em nomes de “deep value”, como TUPY3, à medida que investidores buscam sinais iniciais de que o ciclo pode estar se aproximando de um ponto de inflexão. Por ora, porém, seguimos mais cautelosos, já que posicionamento e valuation podem melhorar a assimetria, mas não substituem a necessidade de evidências mais claras de estabilização dos lucros.

Como o cenário para o 2S26 permanece sensível ao macro e binário, seguimos favorecendo nomes em que vetores específicos da companhia podem carregar uma parcela maior da tese de investimento. EMBJ3 e POMO4 seguem como nossos nomes preferidos, com Embraer oferecendo um ponto de entrada mais atrativo após a recente correção (-14% desde o 1T26), enquanto a tese de investimento de POMO4 continua implicando um risco-retorno atrativo, com espaço limitado para revisões negativas (especialmente em comparação a outros nomes de Autopeças). Embora WEGE3 também apareça como uma boa composição de portfólio (alta qualidade, crescimento consistente), ainda aguardamos a estabilização dos lucros de consenso antes de chamar o fundo (ações em queda de -18% desde as máximas recentes). Por fim, embora RAPT4 e TUPY3 devam eventualmente passar por um ponto de inflexão de lucros, mantemos nossa postura cautelosa até que sinais mais claros dessas melhoras comecem a se materializar.

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  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
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  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
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