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Temporada de resultados: como os balanços podem influenciar o preço das ações 

Saiba quais indicadores acompanhar e como interpretar os balanços antes de tomar decisões

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Temporada de resultados: como os balanços podem influenciar o preço das ações 

A temporada de resultados acontece ao longo de todo o ano, dividida em 4 trimestres. A cada 3 meses as empresas listadas na bolsa de valores publicam balanços mostrando como foi o seu desempenho financeiro. 

A importância da divulgação desses resultados corporativos vai além de uma relação mais transparente entre as empresas, seus acionistas e o mercado em geral. O momento serve para concretizar numericamente as projeções dos analistas e potencialmente sinalizar boas oportunidades de compra aos investidores. 

Onde os resultados são divulgados?

Pelas regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as empresas de capital aberto precisam divulgar seus resultados operacionais e financeiros periodicamente. A elaboração e a divulgação desses números seguem orientações específicas. 

O calendário-padrão da temporada de resultados dessas companhias no Brasil costuma ser trimestral (ou seja, ocorre quatro vezes ao ano) e, além do site da CVM, o investidor pode encontrar informações completas de desempenho no próprio site das empresas, na área de RI (Relações com Investidores). 

O que é importante avaliar 

Abaixo, você encontrará informações sobre como funciona a análise dos resultados de uma empresa e como suas ações podem ser impactadas pelos números. 
Acompanhe a leitura e descubra a importância da temporada de balanços para investidores. 

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A importância dos indicadores 

Os relatórios costumam mostrar dezenas de números e informações qualitativas, mas há indicadores essenciais para a análise de uma companhia:  

  • Receita: essencial para que o investidor entenda se os produtos/serviços da empresa estão suprindo as necessidades do mercado, além de avaliar se essa procura está aumentando ou caindo em comparação com períodos anteriores; 
  • Lucro por ação (LPA): a fórmula básica é a divisão de lucro pelo número total de ações. O indicador mostra quanto uma empresa gerou de lucro líquido para cada uma de suas ações em circulação;  
  • Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE): mede a capacidade de uma companhia de gerar lucro com seus próprios recursos e o dinheiro investido pelos acionistas. A fórmula essencial é a divisão entre o lucro líquido e o patrimônio líquido;  
  • Lucro Líquido: mostra o ganho real de uma empresa após a dedução de todos os custos, despesas e impostos de um determinado período; 
  • EBITDA: sigla em inglês para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization, em português significa Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização. Ele é usado para avaliar a eficiência operacional e a habilidade de gerar caixa de um negócio a partir de suas atividades centrais, sem o impacto de efeitos fiscais financeiros e outras despesas contábeis que não afetam o caixa. 

Preço das ações: entenda como é definido 

O questionamento que fica é: como esses resultados interferem nas ações? Antes de responder essa pergunta, é importante entender como o preço delas é formado. 

De forma geral, o principal vetor para a precificação de uma ação é a relação entre oferta e demanda, ou seja, a quantidade de investidores que querem comprar ou vender determinado ativo.  

A definição do preço ocorre em dois momentos principais: 

  1. Mercado primário: quando a empresa estreia na Bolsa de Valores e oferece suas ações ao público pela primeira vez (IPO, sigla para Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial); 
  1. Mercado secundário: após a estreia, quando os investidores passam a negociar essas ações entre si no dia a dia (lei de oferta e demanda). De forma simplificada: quando há mais pessoas querendo comprar uma ação do que vendê-la, o preço sobe, e quando há mais pessoas querendo vender do que comprar, o preço cai. 

Impacto dos resultados nas ações da empresa 

Em relação à interferência dos resultados nas ações, o movimento envolve diversos fatores e é influenciado pelo comportamento em massa dos investidores. 

Uma forte reação ao balanço costuma vir com a leitura dos dados divulgados e as projeções de mercado. Em muitos casos, quando a empresa não consegue atingir as expectativas, a ação costuma ser penalizada no curto prazo. O contrário também acontece: se a leitura sobre os resultados é positiva, pode-se esperar uma boa reação nos papéis. 

Um ponto que merece atenção é que os resultados não são o único elemento a guiar o desempenho dos ativos. 

Fatores como o cenário macroeconômico, acontecimentos externos que impactam a companhia e mudanças de governança também podem influenciar a volatilidade das ações. 

Um erro muito comum é confundir “barato” com “oportunidade”: uma ação que caiu muito após um balanço ruim não está necessariamente barata. Ela pode estar apenas refletindo uma deterioração real dos fundamentos da empresa. 

A recomendação da XP é sempre estudar as companhias-alvo e seus mercados, bem como o cenário macroeconômico. Para melhor gestão de risco, busque diversificar o portfólio também.  

O time de Research da XP divulga mensalmente diversas carteiras recomendadas para diferentes perfis de investidor e objetivos. Acesse aqui e encontre oportunidades.

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