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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa sobe às vésperas das eleições presidenciais

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em alta de 4,7% em reais e de 4,2% em dólares, por conta da depreciação de 0,6% do real, aos 192.115 pontos.
  • As bolsas globais encerraram a semana sem direção única (S&P 500: -0,3%; Nasdaq: +0,7%; Dow Jones: -1,3%), em um movimento marcado pela onda global de venda de títulos e pela mudança na precificação do Fed. Apesar de a Treasury de 10 anos ter tocado 5,34%, maior nível desde 2002, os mercados foram sustentados na reta final pelos dados mais fracos de inflação e emprego: o núcleo do PCE veio em 3,0% A/A, contra 3,3% esperados, e o payroll de setembro mostrou criação de apenas 29 mil vagas, levando a probabilidade de alta em outubro de cerca de 70% para 20%. No cenário geopolítico, a rejeição de Trump à proposta iraniana e o envio de um terceiro porta-aviões ao Oriente Médio contrastaram com a retomada das exportações sauditas, levando o Brent a variar +4,1% na semana, para perto de US$ 103/barril. No micro, a Micron subiu 3% na quinta-feira após guidance acima do esperado, enquanto a Nvidia anunciou recompra adicional de US$ 150 bilhões. Na contramão, a Nike chegou a cair cerca de 10% no pré-mercado de sexta, ao menor nível desde 2013, após projetar queda de receita no ano fiscal.
  • Enquanto isso, as ações brasileiras encerraram a semana em alta, superando o desempenho misto dos mercados globais. Os ativos locais permaneceram voláteis na última semana antes do primeiro turno das eleições, reagindo às novas divulgações de pesquisas e aos ajustes de posição antes da votação. Na sexta-feira, o payroll mais fraco nos Estados Unidos contribuiu para a melhora do apetite por risco. No cenário doméstico, os indicadores trouxeram sinais mistos:, com a taxa de desemprego em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, mantendo o mercado de trabalho resiliente, enquanto a produção industrial recuou 0,6% no mês e 1,2% em relação ao ano anterior, abaixo das expectativas e reforçando a perda de ritmo da atividade. Na frente fiscal, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, resultado menor que o observado um ano antes e melhor que a mediana das projeções. No câmbio, o dólar acumulou alta de 0,6% frente ao real, refletindo tanto o ambiente externo quanto a cautela antes das eleições. Assim, a semana contou com leve saída líquida de fluxo de capital estrangeiro de R$ 263 milhões, acumulando entrada de R$ 9,1 bilhões ao longo de setembro e de R$ 27,4 bilhões em 2026.
  • Hapvida (HAPV3, +24,6%) foi o destaque positivo da semana após dados mostrarem queda de 37% nas novas ações judiciais contra o sistema de saúde privado em agosto. Por outro lado, Santander (SANB3, -5,6%) foi o destaque negativo, acompanhando a queda das ações da controladora espanhola, que reduziu o valor implícito da oferta de permuta pelos papeis da subsidiária brasileira.

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