IBOVESPA +1,12% | 197.323 Pontos
CÂMBIO -1,16% | 5,02/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 4,9% em reais e 7,8% em dólares, renovando máximas históricas e se aproximando da marca de 200.000 pontos.
Hapvida (HAPV3, +24,8%) liderou as altas do índice, impulsionada pela notícia de que a companhia contratou um banco de investimento para avaliar a venda de suas operações no Sul do Brasil. Já Azzas 2154 (AZZA3, -17,3%) foi a principal queda, refletindo o anúncio da saída de um executivo-chave. Confira o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros no Brasil mostraram movimento misto, com leve abertura na parte curta da curva e fechamento relevante na ponta longa. A alta dos vértices mais próximos refletiu a surpresa altista do IPCA de março, enquanto o maior apetite por risco ao longo da semana favoreceu ativos locais e pressionou para baixo os prêmios longos. Lá fora, as Treasuries avançaram levemente após os dados de inflação nos EUA, em um ambiente ainda sensível às notícias sobre o Oriente Médio. A T Note de 2 anos encerrou em 3,80% (estável vs. semana anterior), a T Note de 10 anos em 4,32% (+2 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,91% (+3 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,06% (+3 bps), o DI jan/29 em 13,38% ( 25 bps) e o DI jan/31 em 13,42% ( 32 bps).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -0,7%), pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio. O movimento ocorre após uma semana forte para os mercados, com o cenário mudando rapidamente após o fracasso das negociações no fim de semana. O WTI salta para US$ 104,5 (+8,2%) e o Brent para US$ 102,5 (+7,7%), refletindo continuidade do risco de disrupção no fluxo global de energia. No radar, começa a temporada de resultados do 1T26, com destaque para bancos americanos ao longo da semana.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,7%), acompanhando o movimento global. O setor de viagens e lazer lidera as perdas (-2,1%), pressionado pelo risco de disrupção no fornecimento de combustível, com companhias como Wizz Air, Lufthansa e EasyJet em forte queda. Em contrapartida, o setor de energia se destaca positivamente, com empresas como a norueguesa Var Energi avançando, acompanhando a alta do petróleo. O movimento reflete o aumento da percepção de risco de um conflito mais prolongado e seus efeitos sobre a economia europeia.
Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: -0,9%; CSI 300: +0,2%), refletindo a cautela dos investidores diante da escalada geopolítica e da volatilidade no petróleo. No restante da região, o movimento foi majoritariamente negativo, com o Nikkei recuando 0,7% e o Kospi 0,9%, enquanto a Austrália também fechou em queda. O pano de fundo segue sendo a deterioração das perspectivas para o conflito, com o mercado precificando um cenário de guerra mais longa e impactos mais persistentes sobre energia e atividade global. Veja os Top 5 temas globais.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o período em alta de 0,67%, impulsionado pelo avanço dos Fundos de Tijolo, com destaque para o desempenho positivo dos Fundos de Shoppings e dos Fundos de Lajes Corporativas, que subiram 1,23% e 0,99%, respectivamente. Os Fundos de Recebíveis também fecharam a semana no campo positivo, com alta de 0,55%, puxados principalmente pelos fundos indexados ao IPCA. Entendemos que esses fundos podem se beneficiar de um ambiente mais inflacionário, dada a possibilidade de efeitos positivos sobre a distribuição. Ainda entre os Fundos de Papel, os principais destaques negativos ficaram com os FIIs de perfil mais high yield. Por fim, os Fundos Multiestratégia avançaram 0,75%. Saiba mais.
Economia
No cenário internacional, as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã em Islamabad, no Paquistão, foram encerradas sem acordo após mais de 21 horas de conversas. Em resposta, o presidente Donald Trump ordenou que a Marinha americana inicie hoje um bloqueio marítimo a portos iranianos, levando o petróleo Brent a superar novamente a marca de 100 dólares por barril.
No Brasil, o IPCA de março avançou 0,88%, acima das expectativas, com contribuição expressiva dos combustíveis — refletindo os primeiros impactos do conflito no Oriente Médio. Em resposta ao dado, revisamos nossa projeção para o IPCA de 2026 de 4,8% para 5,1%. Adicionalmente, o governo começa a delinear um pacote antiendividamento que prevê liberação parcial do FGTS e novas linhas de crédito, com potencial superior a R$ 100 bilhões.
Na agenda desta semana, destaque para a divulgação do PIB do 1º trimestre e dos dados de atividade de março na China, a inflação ao produtor nos Estados Unidos e a inflação ao consumidor da Zona do Euro. No Brasil, atenção para as vendas no varejo, receitas reais de serviços e o IBC-Br de fevereiro.
Veja todos os detalhes
Economia
Negociações no Paquistão terminam sem acordo; petróleo volta acima de 100 dólares por barril
- As negociações entre Estados Unidos e Irã realizadas em Islamabad, Paquistão, foram encerradas sem acordo, após mais de 21 horas de conversas mediadas pelo governo paquistanês. Segundo o vice-presidente americano JD Vance, que chefiou a delegação dos EUA, o impasse principal foi a recusa do Irã em se comprometer formalmente com o abandono do seu programa de armas nucleares. Do lado iraniano, o porta-voz do parlamento, Mohammad-Bagher Ghalibaf, atribuiu o fracasso a exigências que considerou “excessivas” por parte de Washington. Dentre as demandas iranianas, constam a reabertura controlada do Estreito de Ormuz somente após um acordo definitivo, reparações de guerra, desbloqueio de ativos congelados no exterior e a extensão do cessar-fogo ao Líbano. O Paquistão instou ambas as partes a manter a trégua de duas semanas em vigor, e sinalizou que tentará viabilizar nova rodada de diálogo nos próximos dias. Em resposta ao fracasso diplomático, o presidente Donald Trump ordenou que o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) inicie hoje um bloqueio marítimo às embarcações que entram e saem de portos iranianos. O preço do petróleo Brent reagiu com alta de cerca de 7%, voltando a superar a barreira de 100 dólares por barril.
- Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor de março (CPI) avançou 3,3% no resultado acumulado em 12 meses – abaixo das expectativas do mercado (3,4%). O dado representou forte aceleração em relação ao 2,4% registrado em fevereiro. O salto foi praticamente integralmente explicado pelo componente de energia, que subiu 10,9% em um mês, impulsionado pela gasolina (21,2%), diretamente afetada pelo conflito no Oriente Médio. O resultado reforça o cenário de que o Fed deve manter os juros inalterados por período prolongado.
- No Brasil, o IPCA de março avançou 0,88% — acima das expectativas (XP: 0,79%; mercado: 0,77%). A inflação acumulada em 12 meses subiu de 3,81% em fevereiro para 4,14% em março, e o índice acumulou alta de 1,93% no primeiro trimestre de 2026. Esta foi a primeira leitura do IPCA após o início da guerra no Oriente Médio, com contribuição expressiva de combustíveis: os preços da gasolina avançaram 4,6% no mês, enquanto o diesel saltou 13,9%. Em resposta ao dado, revisamos nossa projeção para o IPCA de 2026 de 4,8% para 5,1%, refletindo a aceleração em alimentos no domicílio (projeção: de 4,2% para 5,3%), bens industrializados (de 3,2% para 3,5%) e preços monitorados (de 5,1% para 5,4%). Para política monetária, seguimos projetando corte de 0,25 p.p. na Selic em abril, com a extensão do ciclo dependendo principalmente da evolução do conflito no Oriente Médio. Nossa projeção para a taxa básica de juros ao final de 2026 se mantém em 13,50%. Para detalhes, leia nosso relatório IPCA: Elevamos nossa projeção para 5,1% em 2026.
- O pacote antiendividamento do governo começa a ser delineado. Segundo o jornal O Globo, o Planalto estuda expandir as medidas para além da renegociação de dívidas, incluindo novas linhas de crédito com juros abaixo dos praticados pelo mercado destinadas a motoristas de aplicativo, taxistas e caminhoneiros para renovação de veículos, com foco em segmentos em que o governo enfrenta menor aprovação popular — um plano que ainda depende do aval da equipe econômica. No campo da renegociação, avança a liberação de recursos do FGTS — entre R$ 7 bilhões retidos pela Caixa e outros R$ 5 a R$ 10 bilhões destinados à quitação de dívidas caras, como as de cartão de crédito —, além de estímulos à renegociação de dívidas de empresas de menor porte e uma linha de crédito para médias empresas, com aporte de cerca de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor de Investimentos (FGI). Segundo a Folha de S. Paulo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) poderão sacar até 20% do saldo do FGTS para abater dívidas, com possibilidade de desconto de até 90% sobre o valor original e refinanciamento do saldo restante a taxas entre 2% e 2,5% ao mês, com garantia do governo via FGO.
- Na agenda internacional desta semana, destaque para a publicação de dados de atividade na China. Entre eles, produção industrial, vendas varejistas, investimentos em ativos fixos e taxa de desemprego referentes a março, além do PIB do 1º trimestre de 2026. Além disso, índices de inflação ao consumidor da Zona do Euro e inflação ao produtor dos Estados Unidos serão conhecidos. No Brasil, a atividade econômica também estará no centro das atenções. As vendas varejistas devem registrar o segundo aumento consecutivo, refletindo a solidez do mercado de trabalho e o aumento das concessões de crédito (sobretudo para aquisição de veículos) no período recente. Estimamos alta de 1,0% para o índice de varejo ampliado em fevereiro em relação a janeiro. Na mesma linha, esperamos crescimento das receitas reais de serviços, embora a um ritmo mais moderado (0,5%). Com isso, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que serve como proxy mensal do PIB, também deve mostrar o segundo avanço seguido (0,3%).
Empresas
Aura (AURA33): Produção em linha, com Borborema e MSG em destaque
- A Aura reportou números de produção em linha (com ex‑MSG -5% T/T, +22% A/A, +3% vs. XPe), com destaque operacional forte em Borborema e upside modesto vs. nossas estimativas em MSG (volumes ainda abaixo de níveis normalizados), parcialmente compensados por volumes mais fracos em Aranzazu e EPP.
- Destacamos: (i) Borborema, que entregou mais uma melhora sequencial, refletindo a continuidade do ramp‑up e maior output de moagem;
- (ii) MSG, onde a produção superou nossas estimativas apesar dos volumes ainda estarem abaixo dos níveis normalizados, uma vez que a companhia dedicou o trimestre a upgrades críticos de infraestrutura subterrânea, preparando o terreno para uma produção mais consistente à frente; e
- (iii) Aranzazu e EPP, que registraram queda de volumes T/T, impulsionada por efeitos de conversão de cobre para ouro em Aranzazu e por sequenciamento de mina e menores recuperações em EPP.
- No geral, com a produção amplamente em linha com nossas expectativas, mantemos uma visão construtiva para a tese de investimento da Aura, com os principais vetores de upside ligados à execução em MSG e Borborema, combinados a uma perspectiva favorável de preços do ouro no médio prazo, apesar da volatilidade recente das commodities associada ao conflito EUA–Irã.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Rumo (RAIL3): Tracker Mensal de Ferrovias + atualização de estimativas
- Apresentamos nosso Track Mensal de Mar’26, destacando a continuidade de volumes fortes da Rumo, com 7,6 bilhões de RTK (+17% A/A; +6% vs. XPe), sustentados por:
- Desempenho sólido no Norte (+16% A/A), principalmente impulsionado por grãos, em meio a uma dinâmica mais favorável da soja;
- Força sustentada no Sul (+22% A/A);
- Também estamos reduzindo nossa estimativa de EBITDA ( 3% para 2026) e atualizando nosso Preço Alvo 2026 (de R$24/ação para R$22/ação) para refletir:
o Preços levemente menores (ex diesel) ( 2% em 2026);
o Custos caixa um pouco mais elevados (custos fixos +3% em 2026);
o Volumes mais fortes (+2% em 2026); - • Apesar das estimativas menores, seguimos construtivos com os fundamentos de longo prazo da Rumo, além de:
o Melhora nas perspectivas de demanda de curto prazo;
o Níveis de valuation ainda atrativos; - Reiteramos nossa recomendação de Compra;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Assaí (ASAI3) | Prévia do 1T26: Receita pressionada segue como o desafio; uma tese macro com um momentum desafiador no curto prazo
- Esperamos resultados fracos no 1T, com as vendas nas mesmas lojas (SSS) ainda pressionadas pela deflação de alimentos e pela dinâmica de volumes, enquanto o EBITDA deve sofrer com a desalavancagem operacional, apesar dos esforços de controle de custos.
- Também aproveitamos para atualizar nosso modelo com a inflação de alimentos e a dinâmica macro mais recentes, agora incorporando uma taxa básica de juros de 13,5% até o fim de 2026 (vs. 12,5% anteriormente).
- Como resultado, reduzimos nosso Lucro Líquido Ajustado de 2026 em 10%, principalmente devido a maiores despesas financeiras, mantendo nosso preço-alvo e recomendação inalterados.
- Mantemos nossa recomendação de Compra, pois vemos o Assaí como uma tese macro/juros, com sólido controle de custos e geração de caixa, enquanto as iniciativas em andamento (por exemplo, farmácia, marca própria, parceria com o MELI) podem ajudar a dinâmica de SSS.
- No entanto, a inflação de alimentos moderada e o poder de compra apertado devem permanecer como ventos contrários para o momentum de curto prazo.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Oncoclínicas pede hoje proteção na Justiça contra credores (Valor Econômico);
- Aegea mira redução de alavancagem e prevê maior custo de capital após crise com mercado, diz fonte (Valor Econômico);
- BRB almeja levantar até R$ 15 bilhões com FIDC (Valor Econômico);
- A exigência de Rubens Ometto na reestruturação da Raízen (O Globo).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Vale avança em frete de baixo carbono; Aneel adia regras para leilão de baterias | Brunch com ESG
- Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
- Nesta semana, destacamos: (i) Vale fecha acordo de 25 anos para frota de navios de minério movidos a etanol; e (ii) Aneel adia decisão sobre regras para sistemas de armazenamento, reduzindo visibilidade para o 1º leilão de baterias;
- Clique aqui para ler o conteúdo completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Com alta de 0,49% no pregão da sexta, IFIX avança 0,65% na semana (FIIs);
- Allos e Kinea se unem para criar FII de shoppings de até R$ 2 bi (Metro Quadrado);
- Fundo imobiliário fará amortização milionária e XPML11 reduz cotistas; veja as mais lidas da semana (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
No Brasil, venda de elétricos e híbridos cresce 89% A/A no 1T26, diz Fenabrave | Café com ESG, 13/04
- O mercado encerrou a semana passada em forte alta, com o IBOV subindo 4,9% e o ISE 5,4%. O pregão de sexta-feira também terminou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,12% e 0,79%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a Vale começará a construir, neste ano, uma usina de processamento de rejeitos e estéril com capacidade para produzir 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano – a usina, que deve entrar em operação a partir de 2027, faz parte da meta da empresa de reaproveitar matérias-primas antes rejeitadas e avançar em programa de economia circular; e (ii) após o recorde de 2025, as vendas de veículos eletrificados seguem em forte expansão no Brasil em 2026 – de acordo com a Fenabrave, no acumulado do primeiro trimestre de 2026, os eletrificados somaram 94.700 unidades, crescimento de 89% em relação ao mesmo período de 2025;
- No internacional, o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou na sexta-feira que o país vai dobrar o apoio estatal para 10 bilhões de euros por ano até 2030, a fim de acelerar a transição do uso de petróleo, gás e seus derivados para a eletricidade – as medidas, que incluem o incentivo ao uso de veículos elétricos, visam reduzir a dependência da França de energia importada;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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