Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do que o Brasil e o mundo falam sobre os principais assuntos, tendências e companhias que formam o setor. Aqui você encontra o título com o link para a fonte original da notícia, além de uma breve descrição do conteúdo.
Quarta-Feira 01 de Abril
Destaques: (i) MDIC defende aplicação automática da tarifa horária para MMGD (Megawhat); (ii) Sistema Cantareira irá operar em faixa de atenção em abril, diz ANA (CNN Brasil); e (iii) Âmbar se isola do restante do mercado na tentativa de anular leilão de termelétricas (Eixoa)
MDIC defende aplicação automática da tarifa horária para MMGD
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) defendeu mudanças estruturais na micro e minigeração distribuída (MMGD), por meio da aplicação automática da tarifa horária para todas as unidades da categoria, independentemente do consumo. A pasta recomendou ainda a inclusão dos impactos do curtailment na regra em análise para valoração dos custos e benefícios dos pequenos geradores. Em contribuições enviadas, nos dias 19 e 24 de março, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no âmbito da Tomada de Subsídios nº 023/2025 e da Consulta Pública nº 046/2025, a pasta trouxe argumentos sobre a necessidade de melhorar sinais de preço no setor elétrico brasileiro e de equacionar os impactos da MMGD no sistemas. A compatibilização entre a tarifa horária, conhecida pelo termo tarifa branca, e a micro e minigeração distribuída (MMGD) é uma das principais preocupações da Aneel no processo regulatório que trata da aplicação automática da modalidade tarifária, sendo que a aplicação aos consumidores com sistemas fotovoltaicos divide opiniões e representa um dos principais nós do debate regulatório. O tema está sendo tratado na Consulta Pública nº 046/2025, que discute a migração automática para a tarifa branca de consumidores de baixa tensão com consumo igual ou superior a 1.000 kWh por mês – grupo que representa cerca de 25% da energia vendida por meio de distribuidoras no Brasil. (Megawhat)
Sistema Cantareira irá operar em faixa de atenção em abril, diz ANA
O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Grande São Paulo, passará a operar na faixa de atenção a partir de abril, segundo anunciou a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) na noite desta terça-feira (31). Em comunicado, as agências afirmaram que durante o período úmido, que vai até maio, a liberação de vazões para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ) são realizadas pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) a partir de comunicados da SP Águas, tendo maior flexibilidade para atendimento aos limites de vazões nos postos de controle definidos por resolução conjunta. Mais cedo, o sistema registrou 43,62% de seu volume útil, apresentando um acréscimo em relação aos 35,42% observados em 27 de fevereiro, último dia útil do mês passado. Com o volume acima do limite de 40% no último dia útil deste mês, a operação será operada em atenção. A partir da decisão, a Sabesp está autorizada a retirar do Cantareira até 31 metros cúbicos por segundo, em vez dos até 27m³/s que vinham sendo autorizados até então. (CNN Brasil)
Âmbar se isola do restante do mercado na tentativa de anular leilão de termelétricas
A Âmbar Energia, do Grupo J&F, está isolada no mercado em sua tentativa de anular parcialmente os resultados do 2º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP). A Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget) manifestou formalmente à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o seu “apoio irrestrito” ao processo do certame e aos seus resultados. A entidade, que representa os interesses dos principais agentes do setor, muitos deles vencedores no leilão de 18 de março, como Eneva, Petrobras, Diamante Energia, Karpowership, Origem Energia e Delta, além da própria J&F, não vê fundamentação nos recursos apresentados pela Âmbar. A percepção no mercado é de que o pedido do grupo J&F não deve prosperar internamente na Aneel, nem numa eventual judicialização do caso. A Abraget, porém, vê espaço para contornar a situação por meio de uma saída fora do 2º LRCAP: a antecipação do leilão de potência de 2027, que permitiria à Âmbar seguir com seus planos frustrados. A associação entende que a contratação de potência dos leilões de março, de quase 20 GW, ficou abaixo da demanda estimada pelo mercado. Estudo da consultoria Thymos Energia, contratado pela Abraget, calculava uma necessidade de até 25 GW antes do leilão de março. (Eixos)
Âmbar ‘não entendeu as regras’ do LRCap, diz Eneva
A Eneva afirmou, em contrarrazões apresentadas à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que a Âmbar Energia “não entendeu as claras regras escritas” do leilão de reserva de capacidade (LRCap) de 18 de março ao questionar o resultado do certame. Foram ainda apresentadas manifestações da Petrobras e Origem Energia, que também pediram a rejeição integral dos recursos da empresa da J&F. As três vencedoras do leilão afirmam que os argumentos não encontram respaldo nas regras do edital e que eventual alteração do resultado comprometeria a isonomia entre os participantes e a segurança jurídica dos contratos. Segundo a Eneva, “resta, tão somente, o simples fato de o reclamante ter errado. Não entendeu as claras regras escritas e não atentou à sistemática amplamente divulgada”. Em outro trecho, a companhia afirma que houve “desconhecimento de uma regra basilar” e acrescenta que “se a proponente não leu os documentos oficiais da licitação ou não compreendeu a sistemática do leilão – para a qual foi disponibilizado treinamento formal –, não é razoável que tal omissão se converta em ônus para os demais participantes e para a Administração Pública”. (Megawhat)
Petrobras e Eneva pedem que Aneel rejeite recurso da J&F contra leilão de capacidade
A Petrobras e a Eneva pediram que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) rejeite os recursos apresentados pela J&F para anular parte do resultado do grande leilão de capacidade realizado neste mês. Nas manifestações enviadas ao órgão regulador, as duas empresas, que são grandes geradoras termelétricas e também participaram do certame, afirmam que os argumentos apresentados pela empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista não procedem. As empresas também apontam que alterar o resultado do leilão traria insegurança jurídica e regulatória, além de potencial risco à segurança energética do país. Uma das maiores ganhadoras da licitação que contratou 19 gigawatts (GW) para reforçar o sistema elétrico nacional, a J&F foi a única empresa a entrar com recurso após a realização do leilão, alegando que alguns de seus projetos foram prejudicados ou impedidos de participar de parte das disputas. No caso da usina Santa Cruz, a J&F afirmou que foi impedida de participar da disputa por contratos de potência para 2027, com o sistema do leilão tendo ficado bloqueado para a usina nessa concorrência, depois de o empreendimento ter vencido contrato para 2026. Já o projeto Araucária 2 participou do certame como “empreendimento termelétrico existente”, embora este seja um projeto totalmente novo, tendo sido enquadrado erroneamente no sistema, alegou a J&F. (Folha)
Sem previsibilidade, geradoras reduzem equipes e suspendem investimentos no Brasil
Grandes geradoras de energia renovável estão enxugando operações no Brasil e promovendo demissões diante da deterioração das condições do setor. O movimento ocorre em meio aos cortes de geração impostos às usinas eólicas e solares (conhecidos como curtailment), segundo à Reuters. Entre as companhias que decidiram ajustar suas operações no país estão a Atlas Renewable Energy, a Newave Energia e a Voltalia. As empresas não divulgam números exatos de demissões, mas admitem que estão redimensionando suas estruturas com foco na sustentabilidade dos negócios. Nas usinas da Atlas, as perdas de receita decorrentes dos cortes chegam a cerca de 25%, nível muito superior ao previsto à época da estruturação dos projetos, afirmou Manoel de Andrade, vice-presidente de assuntos regulatórios e desenvolvimento da empresa. “É devastador… Você se prepara para fornecer um volume de energia, todo o seu plano de negócio está estruturado em cima desse volume, e você não consegue entregar. E pior, ainda tem que buscar uma forma de atender seus clientes”, disse à Reuters. (Canal Solar)
Energia mais cara no mercado livre acirra debate sobre modelo de preço
Não é de hoje que preço causa debates acalorados no setor de energia, mas a discussão esquentou nas últimas semanas no mercado livre, o ambiente onde o consumidor pode negociar prazos e volume de fornecimento. O preço não para de subir, e há até falta de oferta para contratos de longo prazo. O desarranjo ocorre num momento de importante transição. O mercado livre já responde por 42% de toda a energia consumida no Brasil, 95% da demanda industrial e agora caminha para alcançar clientes de menor porte. Em 2024, a energia vendida no mercado livre ficou disponível para todos os consumidores de média e alta tensão —aeroportos, hospitais, shoppings menores, academias de ginástica, supermercados. Pelo cronograma, em novembro do próximo ano, será estendido para 6 milhões de consumidores de energia dos setores industrial e de serviços da baixa tensão —bares, padarias e restaurantes, lojas de departamento. Em novembro de 2028, fica aberto para o consumidor residencial. (Folha)
Brasileiros pagaram R$ 18 bilhões a mais por energia da usina de Itaipu
Cerca de 130 milhões de consumidores brasileiros do Sul, Sudeste e Centro-Oeste já pagaram R$ 18,3 bilhões a mais pela energia da usina de Itaipu desde 2022, após a adoção de um modelo de definição de tarifas baseado em negociações, em vez da aplicação direta das regras previstas no Tratado da usina binacional. O impacto dessa mudança se intensificou em 2026. Apenas nos dois primeiros meses do ano, os brasileiros pagaram quase três vezes mais do que o valor estimado com base no tratado pela energia gerada pela hidrelétrica. Dados da própria usina indicam que, entre janeiro e fevereiro, o Brasil respondeu por 76% do Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse), mas recebeu apenas 58% da energia produzida no período. Já o Paraguai consumiu 42% da produção, mas arcou com cerca de 24% dos custos. A usina pertence meio a meio entre Brasil e Paraguai, mas o Tratado de Itaipu estabelece que cada país tem o direito de consumir a energia correspondente à potência que contratou. Ainda assim, os consumidores brasileiros pagaram cerca de US$ 50,12 por megawatt-hora (MWh) no primeiro bimestre de 2026. Caso as regras do tratado fossem aplicadas, o valor estimado seria de US$ 17,82 por MWh. No período, o custo adicional foi de US$ 228 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) pagos a mais pelos consumidores brasileiros. (CNN Brasil)
Governo corre com MP para liberar crédito do BNDES e frear conta de luz em 2026
A solução desenhada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para reduzir os reajustes tarifários de 2026 deve envolver a edição de uma Medida Provisória (MP), que vai dar conforto ao BNDES para liberar o crédito subsidiado, o que é necessário para que a operação seja vantajosa para as empresas e para os consumidores. A negociação sobre o empréstimo foi antecipada pela MegaWhat em 18 de março. O objetivo é abrir uma linha de crédito com juro equivalente à Selic, sem spread, para bancar os diferimentos tarifários deste ano. O foco é nas distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que não vão contar com os recursos de outra operação, a repactuação do Uso de Bem Público (UBP), capitaneada pelo governo e que deve zerar os reajustes do Norte e Nordeste. Como a edição de uma MP envolve outras pastas, como a Casa Civil, os técnicos do MME trabalham para concluir os planos ainda esta semana. A legislação eleitoral não veda a edição de medidas provisórias, mas a proximidade com as eleições de 2026 adiciona urgência ao calendário do governo, para evitar que a operação dê munição para questionamentos sobre motivação política da medida. A MP também vai permitir que os recursos sejam tomados pelas distribuidoras sem afetar seu endividamento. A ideia é que o empréstimo seja lançado pelas empresas em seus balanços como ativos regulatórios, assim como foi feito nos empréstimos tomados em 2020 e 2021, por causa da pandemia e da crise hídrica, respectivamente. (Megawhat)
CGU aponta falhas da Eletronuclear em retomada de Angra 3; obra tem desperdício bilionário em 2 anos
A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou falhas da estatal Eletronuclear na avaliação de riscos em relação à retomada da usina nuclear de Angra 3, obra que se arrasta há 45 anos. A demora do governo em decidir sobre o caso em Angra dos Reis (RJ) gerou um desperdício de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU). Procurada, a Eletronuclear não respondeu. Segundo a auditoria, a Eletronuclear não tem um plano de contingência estruturado caso o processo de retomada seja interrompido. Em outra frente, há grandes chances de as obras atuais atrasarem: “Verificou-se um elevado risco de descumprimento de cronograma de execução das obras em decorrência de atrasos ou não fornecimento de equipamentos por fornecedores”, afirmou o relatório. Os auditores da CGU ressaltaram ainda que a empresa pública não tem clareza do risco financeiro do impacto fiscal de Angra 3 e pode entrar em “grave situação financeira”. Como mostrou o Estadão, a Eletronuclear admitiu que poderia ficar paralisada no último mês diante da indecisão do governo sobre Angra 3. Há 14 mil equipamentos sem uso, além do risco iminente do vencimento antecipado de contratos assinados. A crise não tem relação direta com Angra 1 e Angra 2, que operam normalmente. A situação da terceira usina, contudo, impacta toda a estatal, com alertas inclusive de risco ao sistema elétrico, no pior cenário. (Estadão)
ICMS sobre energia: STF muda entendimento e abre oportunidade para geração distribuída
Em março de 2026, o Supremo Tribunal Federal julgou as ADIs nºs 7.077, 7.634 e 7.716 e declarou inconstitucional a cobrança do adicional de ICMS sobre energia elétrica destinado aos fundos estaduais de combate à pobreza. A decisão marca uma virada relevante na jurisprudência. Até então, a Corte admitia essa cobrança. O novo entendimento passa a reconhecer que, após a Lei Complementar nº 194/2022, energia elétrica é um bem essencial — e não pode ser tratada como supérflua para fins tributários. A decisão impacta diretamente o modelo econômico da geração distribuída (GD) uma vez que impacta na redução de distorções tarifárias: o adicional de ICMS encarece artificialmente a energia elétrica — inclusive a compensada via GD. E ainda temos ganho na melhoria na atratividade de projetos solares: menor carga tributária = maior previsibilidade de retorno. O reforço da tese de essencialidade da energia: argumento-chave em disputas regulatórias e tributárias envolvendo GD, em termos estratégicos, o STF alinha o sistema tributário com a lógica da transição energética, favorecendo consumidores que investem em autoprodução e eficiência. Mas nem tudo é ganho imediato, pois existe a modulação dos efeitos, apesar de ser uma vitória, o STF decidiu que os efeitos só passam a valer a partir de 01/01/2027, com exceção de quem já possui ação judicial ou processo administrativo em curso. (Canal Solar)
Casa dos Ventos aciona Aneel para excluir 9 GW de outras geradoras
A Casa dos Ventos acionou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para questionar a viabilidade de mais de 9 GW em projetos eólicos e solares de outras geradoras e pedir sua retirada do planejamento do sistema. Na solicitação, a geradora pede à autarquia a abertura de processo administrativo para que, caso seja comprovada a inviabilidade dos empreendimentos, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) seja intimado a excluí-los da base de acesso e do planejamento da expansão do sistema elétrico. Procuradas pela reportagem, as empresas citadas não se manifestaram – o espaço segue aberto. “[Pedimos que] seja instaurado um processo de fiscalização das citadas usinas de geração com baixa probabilidade de viabilização para que, atestada a inviabilidade dos empreendimentos, sejam emitidos Termos de Intimação ao ONS e os projetos sejam desconsiderados da base de acesso e planejamento da expansão”, diz trecho da solicitação. Do total de projetos listados, cerca de 8.646 MW são de fonte solar, distribuídos nos estados de Goiás, Piauí, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Ceará. Apenas um ativo, de 378 MW, é da fonte eólica e está localizado na Bahia. (Megawhat)
Buscando mitigar crise hídrica, Sabesp usa água de reuso em data centers
Buscando mitigir os efeitos de uma possível crise hídrica, além de preservar mananciais, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) está expandindo os contratos de fornecimento de água de reuso, ou seja, água vinda do esgoto da rede pública, incluindo o uso para resfriamento de data centers. Segundo a companhia, a iniciativa entra em uma agenda mais ampla de economia circular (reduzir o desperdício) e segurança hídrica. Recentemente, a empresa fechou uma acordo com um data center em Barueri, na Grande SP, que prevê a entrega de 11 mil m³ mensais para as operações do centro. Para manter a temperatura adequada, a maioria dos data centers depende de sistemas de resfriamento que consomem água — seja por evaporação direta, seja em circuitos de troca térmica. O volume que será entregue é equivalente ao consumo mensal de cerca de 3 mil pessoas ou a quase 5 piscinas olímpicas. À CNN, a empresa afirmou que o abastecimento será realizado por caminhão-pipa, com planos para a implantação de uma rede direta a partir da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Barueri, a maior da América Latina. O potencial de produção estimado pela companhia é de 84,5 milhões de litros por dia, potencializado também por outras ETEs, como a de São Miguel, Parque Novo Mundo, na zona leste, e no ABC. (CNN Brasil)
Enel SP aponta queda de 85% em apagões prolongados para resistir a processo de caducidade
A Enel elenca números sobre a melhoria do seu serviço na cidade de São Paulo e na região metropolitana nos últimos 12 meses. A lista é preparada para o momento em que o assunto for debatido pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A multinacional italiana vive sob a ameaça do processo de caducidade do seu contrato no estado, algo que é defendido pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), e pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A empresa afirma que, pelas informações fornecidas pela própria Aneel, o percentual de interrupções com duração superior a 24 horas caiu de 12,57% em 2023 para 1,86% em 2025, uma redução de 85%. O tempo médio no atendimento emergencial diminuiu de 823 minutos para 434 minutos. Pelo ranking nacional elaborado com dados extraídos da base da agência, a Enel SP passou da 25ª posição (2024) para a 15ª (2025). O órgão regulador havia marcado reunião para debater a avaliação dos serviços da companhia para o último dia 24, mas teve de adiar a sessão por causa de decisão judicial. A liminar que suspendia o processo foi derrubada na última quarta-feira (25) pela 1ª Vara Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal. Isso liberou a agência para deliberar a respeito do tema. (Folha)
Membro do conselho dos consumidores defende renovação da Enel em SP
Em carta enviada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ruy Bottesi, membro titular e representante da classe industrial do Conselho de Consumidores da Enel (Conselpa), diz que a concessionária “de fato cometeu falhas operacionais” nas recentes crises de abastecimento de energia em São Paulo, mas que, fora dos eventos climáticos extremos, os indicadores operacionais da empresa se encontram em conformidade com os padrões regulatórios e que a empresa já anunciou “firme propósito” de investir significativamente em melhorias nos próximos anos. Segundo Bottesi, a empresa vem melhorando o atendimento e que o “mais prudente e eficiente para o governo federal seria manter a empresa na área de concessão de São Paulo mediante novo contrato, com cláusulas de proteção ao consumidor”. (Veja)
Enel Ceará faz investimento recorde e melhora indicadores
Com novos profissionais contratados, recorde de investimentos e compromisso com o consumidor, a Enel Ceará segue melhorando seus indicadores e resultados no estado. Atualmente, a empresa conta com mais de 12,5 mil colaboradores próprios e parceiros. Em 2025, a distribuidora alcançou o melhor resultado dos últimos 13 anos no indicador que mede o tempo médio em que os clientes ficam sem energia (DEC). O resultado é fruto do aumento das equipes próprias, das manutenções preventivas, de estratégias de digitalização e de redes mais modernas e resilientes. Com mais equipes nas ruas e mais tecnologia, o tempo médio de atendimento diminuiu 25% em relação a 2023. Já as interrupções prolongadas tiveram uma queda de 48% de 2020 até 2025. Somente no ano passado, foram investidos mais de R$ 2 bilhões. Cerca de 1.200 novos profissionais foram contratados nos últimos dois anos para reforço das equipes do campo. (Diário do Nordeste)
Equatorial Pará contrata energia emergencial após atraso na interligação ao SIN
O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou a Equatorial Pará a realizar contratação emergencial de energia e potência para garantir o suprimento nos municípios de Aveiro e Afuá devido à inviabilidade de realização de licitação em prazo hábil aos municípios que ainda não foram conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A distribuidora poderá contratar energia e potência elétrica nos montantes de 0,9 MW para Aveiro, e de 3,9 MW para Afuá, de forma que gere o menor gasto à Conta de Consumo de Combustível (CCC), além de buscar eficiência e promover o menor índice de emissões de gases de efeito estufa. A distribuidora poderá contratar energia e potência elétrica nos montantes de 0,9 MW para Aveiro, e de 3,9 MW para Afuá, de forma que gere o menor gasto à Conta de Consumo de Combustível (CCC), além de buscar eficiência e promover o menor índice de emissões de gases de efeito estufa. Para a medida, o MME alterou as portarias MME nº 101, de 12 de março de 2020; MME nº 341, de 11 de setembro de 2020; e MME nº 798, de 24 de julho de 2024, dado o fim do prazo para interligação dos municípios ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O município de Afuá deveria ser conectado até janeiro de 2024, enquanto Aveiro teria sua conexão até 2024. (Megawhat)
Projeto da Light registra interação de animais silvestres com rede elétrica urbana
Um projeto registrou mais de 1.100 animais e identificou padrões de interação da fauna silvestre com a rede elétrica em áreas urbanas em um ano de pesquisa. O projeto Conexão Silvestre, desenvolvido pela Light em parceria com o Instituto Vida Livre e Concert Lab analisou mais de 26 mil vídeos e realizou 250 horas de monitoramento para orientar soluções de prevenção de acidentes com animais silvestres. O projeto foi desenvolvido por meio do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para entender como animais silvestres interagem com a rede elétrica, a fim de identificar situações de risco. Também visa gerar informações que ajudem a desenvolver soluções contra ocorrências, como desligamentos, e contribuir para preservação da biodiversidade em áreas urbanas. Segundo a Light, o acompanhamento foi realizado em 12 pontos no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, e em cinco pontos na Zona Sudoeste da cidade, nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande e Vargem Pequena – regiões onde há reservas biológicas e áreas de mata. (Valor)
Neoenergia finaliza operação de aumento de participação na usina hidrelétrica Corumbá
A Neoenergia e a Companhia Energética de Brasília (CEB) fecharam a aquisição das participações que a CelgPar detinha indiretamente na usina hidrelétrica Corumbá. Na operação anunciada no ano passado, a Neoenergia comprou uma participação de 15% e a CEB adquiriu 22,5% da Energética Corumbá III, controlada da CelgPar, que por sua vez tinha 40% no Consórcio Empreendedor Corumbá III, operador da usina. A Neoenergia possuía participação de 25% do capital social total da Energética Corumbá III e de 60% do capital social total da Corumbá III, totalizando 70% de participação na usina, e, a partir de agora, passa a deter 76% de participação. Com a conclusão da operação, tornou-se eficaz o novo acordo de acionistas da Energética Corumbá III, outorgando controle à Neoenergia Renováveis e permitindo, desta forma, a consolidação contábil da usina Corumbá. (Valor)
Norte Energia, dona de Belo Monte, tem novo presidente
Luiz Eduardo Osorio, ex-Vale, ex-Ambev, ex-Raízen e ex-LTS, vai assumir na segunda-feira, 6, o comando da Norte Energia. Substitui Paulo Roberto Pinto, que ficou nove anos no cargo de CEO. A Norte Energia é a empresa que construiu e opera a Usina Hidrelétrica Belo Monte, localizada no rio Xingu, no Pará. É a responsável por 16% da geração de energia do Brasil nentre 17h e 21h, o horáiro de pico do sistema elétrico. (O Globo)
Caso da MEZ é de ‘alta complexidade’ e MPTCU pede mais tempo
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou a prorrogação, por 15 dias, do prazo para emitir manifestação sobre o processo de solução consensual envolvendo quatro ativos de transmissão da MEZ Energia, empresa ligada à família Zarzur, cujas obras não saíram do papel. Segundo a área, a dilatação do prazo é necessaria devido a complexidade e os potenciais impactos do caso para o setor elétrico brasileiro. Em despacho enviado nesta segunda-feira, 30 de março, o procurador Rodrigo Medeiros de Lima afirmou que o processo envolve questões e exige um exame jurídico aprofundado, considerando as implicações econômicas, regulatórias e operacionais associadas à solução consensual proposta. Diante disso e da a relevância do tema ele afirma que, para se ter uma decisão técnica segura por parte do Tribunal de Contas da União (TCU), a área tem realizado audiências com agentes do setor elétrico e demais partes interessadas, além de manter interlocução com a área técnica do TCU, com o objetivo de coletar informações adicionais e esclarecer pontos críticos que embasarão a avaliação do acordo e seus possíveis impactos ao interesse público. “O MPTCU requer a prorrogação do prazo para emissão de sua manifestação nestes autos por mais quinze dias, contados a partir do término do prazo original, que findará em 3 de abril”, solicita o procurador. (Megawhat)
Preços do gás natural europeu caem com esperanças de cessar-fogo no Oriente Médio
Os preços do gás natural europeu caíram na quarta-feira em meio a esperanças de uma desescalada iminente na guerra de mais de um mês no Irã. O contrato de primeiro vencimento do TTF holandês, referência do gás natural europeu, caiu 4,0% para 48,75 euros por megawatt-hora até 07:30 (horário de Brasília). O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que as forças militares americanas deixarão o Irã em duas a três semanas, afirmando que seu objetivo de eliminar a ameaça nuclear do país foi alcançado. Os EUA e Israel atacaram o Irã conjuntamente pela primeira vez em 28.02. “Deixaremos [o Irã] muito em breve”, disse Trump a repórteres no Salão Oval. “Vamos sair porque não há razão para fazermos isso.” Os EUA não precisam de um acordo formal com o Irã para se retirar do país, afirmou Trump, acrescentando que “levará de 15 a 20 anos para eles reconstruírem o que fizemos com eles”, disse ele. Trump disse que as operações militares estão em andamento no Irã, observando que os EUA “destruíram quantidades tremendas de instalações de fabricação de mísseis”. Israel continuou a atacar locais em Teerã e no Irã central, bem como em Beirute no Líbano, enquanto o Irã enviou projéteis contra Israel e países do Golfo Pérsico. O presidente também abordou o aumento dos preços da gasolina nos EUA, que ultrapassaram uma média de US$ 4 por galão. Trump disse que os consumidores americanos devem esperar que os preços da gasolina caiam assim que ele encerrar a guerra no Irã. (Investing)
EcoGeo vai investir R$ 140 milhões em planta de biometano para uso na frota de ônibus em Goiás
A EcoGeo, empresa do grupo goiano Ecopar e da GeoGreen BioGás, de São Paulo, anunciou nesta terça-feira (31/3) um investimento de R$ 140 milhões na construção de sua primeira planta de produção de biometano em escala comercial em Goiás. O biocombustível será utilizado na frota de ônibus do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia. A previsão é que a usina entre em operação em 24 meses. A usina será construída no município de Guapó (GO) e operará, inicialmente, com uma capacidade de produção de 30 mil m³/dia – volume suficiente para abastecer cerca de 100 ônibus diariamente. O projeto inclui ainda a construção do primeiro gasoduto estadual dedicado ao biometano, sob responsabilidade da Goiasgás. O duto, com cerca de 25 quilômetros de extensão, conectará a usina às garagens e pontos de abastecimento do transporte coletivo. O biometano será gerado a partir da decomposição de resíduos como lodo, biomassa e subprodutos agroindustriais; e será integrado à Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), que já utiliza ônibus elétricos e passará a incorporar o biometano como alternativa energética. (Eixos)
O Governo do Brasil estuda um conjunto de ações para mitigar os efeitos econômicos da recente escalada do preço internacional do petróleo, em um contexto de forte instabilidade geopolítica no Oriente Médio e de contínua volatilidade nos mercados globais de energia, especialmente do petróleo e de derivados. As iniciativas em discussão se somam às já formalizadas por meio da Medida Provisória nº 1.340/2026 e dos Decretos nº 12.876 e nº 12.878. O objetivo é reduzir pressões sobre os preços de combustíveis, transporte e cadeias produtivas, preservar o funcionamento da economia e garantir a estabilidade do abastecimento doméstico, assegurando acesso aos energéticos sem comprometer a segurança e a justiça energéticas para a população. As ações terão caráter temporário, excepcional e anticíclico, voltadas a enfrentar um choque externo de preços que impacta diretamente o custo da energia e da logística no país. Entre os mercados mais sensíveis está o gás liquefeito de petróleo (GLP), cujo suprimento depende em cerca de 20% de importações e possui forte relevância social. A estratégia combina instrumentos de proteção ao mercado interno, subvenção a bens essenciais e mecanismos econômicos voltados a mitigar distorções provocadas pela forte elevação dos preços internacionais do petróleo. (MME Notícias)
O Sindigás, que reúne as empresas distribuidoras de GLP (o gás de botijão), enviou ofício ao Ministério de Minas e Energia (MME) pedindo “urgência” na atualização dos preços de referência vigentes do Programa Gás do Povo, de acordo com documento obtido pelo GLOBO. Segundo o documento, a entidade lembra que o preço do GLP aumentou cerca de 16% desde o início da guerra do Irã. O Sindigás alega “relevantes mudanças nas condições econômicas e de mercado da cadeia do GLP”. O temor é que a falta de uma atualização coloque em xeque o programa, uma das vitrines do governo Lula, já que as empresas distribuidoras podem pedir para sair do programa, destaca o ofício. O programa Gás do Povo substitui o antigo vale-gás, oferecendo um voucher (vale-recarga) para botijões de 13 kg a famílias do Bolsa Família e com renda per capita de até meio salário mínimo. Os preços de referência, base para o reembolso do governo aos revendedores, variam por estado. O benefício é liberado para cerca de 15,5 milhões de famílias, sendo entregue por meio de voucher no aplicativo Caixa Tem ou por cartão do Bolsa Família. O governo federal já prepara um novo conjunto de medidas para conter os efeitos da disparada do petróleo no exterior, com foco direto no bolso do consumidor. Entre as alternativas em avaliação pelo MME está a criação de uma subvenção temporária para o gás de cozinha, de acordo com pessoas próximas ao tema. (O Globo)
Governo Lula avalia medidas para frear preços do gás de cozinha
O governo Lula avalia medidas adicionais para tentar diminuir os efeitos econômicos da guerra no Irã e da escalada do petróleo no setor de energia – incluindo a alta do preço do gás de cozinha. O Ministério de Minas e Energia avalia o gás liquefeito de petróleo (GLP) como um dos mais sensíveis e com forte “relevância social”. “A estratégia combina instrumentos de proteção ao mercado interno, subvenção a bens essenciais e mecanismos econômicos voltados a mitigar distorções provocadas pela forte elevação dos preços internacionais do petróleo”, diz nota do MME. “O conjunto de iniciativas busca proteger consumidores e setores produtivos dos efeitos mais imediatos do cenário internacional, preservando a previsibilidade econômica e a estabilidade do abastecimento.” “As ações terão caráter temporário, excepcional e anticíclico, voltadas a enfrentar um choque externo de preços que impacta diretamente o custo da energia e da logística no País. Entre os mercados mais sensíveis está o gás liquefeito de petróleo (GLP), cujo depende em cerca de 20% de importações e possui forte relevância social”, apontou a pasta. Neste mês, o governo federal adotou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis, com foco no diesel. Além da isenção de impostos federais (PIS/Cofins), foi anunciada a subvenção econômica a produtores e o imposto de exportação sobre o petróleo. Outra frente reforçada e ampliada foi a fiscalização neste mercado, com alegados preços abusivos. (Estadão)
Governo vai editar MP para diesel importado, Petrobras cobra caro no GLP e MME estuda medidas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (31/3) que o governo federal espera publicar ainda esta semana a medida provisória (MP) que institui o programa de subvenção adicional para os importadores de diesel, no valor equivalente a R$ 1,20 por litro do combustível – e com a divisão dos custos entre estados e União. Em paralelo, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que estuda outras ações para mitigar os efeitos econômicos da recente escalada do preço do petróleo – e citou o gás liquefeito de petróleo (GLP) como um dos “mercados mais sensíveis”. No mesmo dia, a Petrobras vendeu o gás de cozinha até 100% mais caro em leilões – impacto que será repassado pelas distribuidoras aos consumidores. (Eixos)
Governo vai adotar medidas temporárias para conter alta do gás de cozinha
O governo federal vai anunciar um conjunto de medidas específicas para reduzir os efeitos da crise internacional do petróleo sobre o preço do gás de cozinha (GLP), que é um dos itens mais sensíveis para o orçamento das famílias. Entre as ações em análise estão a possibilidade de concessão de subsídios ao produto, o aumento de fiscalização da cadeia de abastecimento e um monitoramento mais rigoroso dos preços ao consumidor. A intenção é evitar aumentos abruptos e garantir o acesso ao botijão, especialmente para famílias de baixa renda. O governo não informou prazo para o anúncio das medidas, que ainda estão em fase de avaliação. O GLP preocupa o governo porque cerca de 20% do produto consumido no país depende de importações, o que o torna diretamente exposto à volatilidade internacional do petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio. A subvenção econômica em estudo consiste na prática em algum tipo de repasse de dinheiro pelo governo. O mecanismo pode envolver desde a compensação financeira a distribuidoras e importadores, para evitar o repasse integral dos custos ao consumidor, até a redução direta do preço final do botijão. (Folha)
Após o diesel, Petrobras vende gás de cozinha mais caro em leilões para distribuidoras
A Petrobras está comercializando 70 toneladas de gás liquefeito de petróleo (GLP), nesta terça (31/3), com preços até 100% maiores que os cobrados na tabela da estatal, os chamados “preços em linha”. A concorrência foi anunciada na semana passada, em meio à disparada das cotações do petróleo no mercado internacional. O leilão ainda está em curso, a matéria será atualizada na medida em que os resultados dos polos forem concluídos. O aumento mais expressivo registrado até o momento foi em Duque de Caxias (RJ), onde de acordo com a tabela da Petrobras, o preço do botijão de 13 kg sai por R$ 33,37 — foi comercializado por R$ 72,77 no leilão. O gás de cozinha da Petrobras é vendido por cerca de R$ 2,7 por quilo, na média nacional, desde julho de 2024. Contudo, por meio dos leilões, a companhia coloca combustível mais caro no mercado, elevando suas margens, sem a necessidade de anunciar um aumento de preços. As 70 toneladas vendidas no leilão de hoje representam cerca de 15% da demanda do combustível em todo país no intervalo de um mês. Como já ocorreu no passado recente, os preços mais caros nos leilões serão repassados pelas distribuidoras para os clientes finais. Em resposta à crise provocada pelos ataques dos EUA e Israel contra o Irã, a Petrobras vendeu lotes de diesel em leilão, com preços até 75% mais caros, como mostrou a agência eixos. Pretendia fazer o mesmo com volumes de gasolina, mas recuou, cancelando os leilões e, na sequência, decidiu antecipar pedidos das distribuidoras pelos preços normais. (Eixos)
Refinaria de Mataripe confirma alta de 15,3% para GLP a partir de quarta (1º/4)
A Refinaria de Mataripe, na Bahia, confirmou nesta terça-feira (31/3) que o reajuste do gás liquefeito de petróleo (GLP) será de 15,3% para as distribuidoras a partir de 1º de abril, conforme antecipou ontem a Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Segundo a Acelen, que controla Mataripe, “os preços dos produtos seguem critérios de mercado, considerando variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou para baixo”. Ao contrário da Petrobras, a Acelen pratica a política de paridade de importação (PPI) e está com os preços mais em linha com o mercado internacional do que a estatal. A partir de amanhã (1º/4), o querosene de aviação (QAV) será reajustado em 54%. Mataripe reajustou seis vezes o diesel este mês e a quatro vezes a gasolina, acompanhando a volatilidade do preço do petróleo e seus derivados por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã. O diesel acumula alta de 85,4% e a gasolina, de 55,5% no mês. Com os reajustes, os produtos da empresa registram defasagens de 4% em relação ao mercado internacional, enquanto na média das refinarias da Petrobras essa defasagem é de 73% e 66%, respectivamente. (Eixos)
Gás de cozinha importado fica 60% mais caro com guerra e pressiona Petrobras
A proposta de criação de subsídio para o preço do gás de cozinha deve liberar a Petrobras para ajustar seu preço de venda do combustível, hoje pressionado pela escalada das cotações internacionais provocadas pela guerra no Irã. Desde o início do conflito, o preço do GLP (gás liquefeito de petróleo) disparou no mercado internacional: segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a paridade de importação para entrega nos portos brasileiros saltou 60%. A Petrobras é a principal importadora do combustível e, sem reajustes desde julho de 2024, vê suas margens pressionadas pela escalada das cotações internacionais. O Brasil depende de importações para abastecer 20% do mercado de gás de cozinha. Os dados da ANP mostram que a paridade de importação pelo porto de Santos subiu de R$ 32,21 por botijão, na terceira semana de fevereiro, para R$ 51,40 por botijão na semana passada. Em Suape, outro porto pesquisado pela agência, foi de R$ 31,56 para R$ 50,67 por botijão. Segundo a ANP, porém, o preço médio do produto vendido por refinarias e importadores no país está em R$ 35,46 por botijão, praticamente estável ao período anterior à guerra. (Folha)
Bahia lança Atlas de Bioenergia e anuncia novo programa estadual de transição energética
A Bahia consolidou uma nova etapa em seu planejamento energético com o lançamento do Atlas Bioenergia Bahia, apresentado durante o IBEM (International Brazil Energy Meeting). Segundo o governo, com este levantamento, o estado torna-se a primeira unidade da federação a possuir o mapeamento completo de todas as suas fontes de energia renovável, integrando a bioenergia ao portfólio que já conta com atlas solar, eólico e de hidrogênio verde. O Atlas Bioenergia Bahia é o resultado de um estudo técnico elaborado ao longo de mais de dois anos, abrangendo levantamentos em todos os 417 municípios do estado. O documento, que possui 234 páginas, mapeia e quantifica o potencial de aproveitamento energético de diferentes tipos de resíduos: agrícolas, urbanos, industriais e agropecuários. A ferramenta oferece dados georreferenciados e interativos para orientar tanto políticas públicas quanto decisões empresariais. Entre as oportunidades concretas identificadas estão a produção de biogás, biometano, hidrogênio e eletricidade. O estudo também aponta áreas prioritárias para a instalação de polos de bioenergia, destacando o Oeste baiano, devido à atividade agrícola, e o Extremo Sul, em função da indústria de celulose. (Canal Solar)
Carrefour fecha PPA de R$ 1 bilhão com a Casa dos Ventos para energia solar
O grupo Carrefour Brasil e a Casa dos Ventos firmaram um contrato de compra de energia (PPA, na sigla em inglês) de dez anos, no valor de R$ 1 bilhão, para autoprodução de energia solar no Brasil. O fornecimento será realizado por meio do complexo Fotovoltaico Paraíso, localizado no estado de Mato Grosso do Sul. Atualmente em construção, o empreendimento terá capacidade instalada total de 640 MW, dos quais 240 MW serão destinados exclusivamente às operações do Carrefour Brasil, com início de fornecimento previsto para 2027. “Como a energia elétrica é a segunda maior despesa operacional da companhia, este acordo representa um avanço relevante na estratégia de transição energética do Grupo Carrefour Brasil”, afirmou Rodrigo Monteiro, gerente de Compras do Grupo Carrefour Brasil. O executivo acrescentou que o projeto contribuirá diretamente para o cumprimento das metas públicas da companhia, que incluem operar com 100% de eletricidade proveniente de fontes renováveis até 2030 e reduzir as emissões dos escopos um e dois em cerca de 60% até o fim da década. Segundo as empresas, o modelo contratual proporcionará maior previsibilidade orçamentária e proteção contra a volatilidade do mercado de energia no Brasil. A estruturação do projeto contou com a assessoria estratégica e financeira da Clean Energy Latin America (Cela). (Megawhat)
UE alerta para potencial interrupção prolongada no comércio internacional de energia
O comissário de Energia e Habitação da União Europeia (UE), Dan Jorgensen, alertou que o bloco deve estar pronto para uma potencial interrupção prolongada do comércio internacional de energia e defendeu medidas para responder à situação, enquanto as hostilidades no Oriente Médio avançam. Em carta publicada nesta terça-feira (31/3), o comissário pediu aos Estados-membros que usem reuniões para garantir uma boa coordenação, e a Comissão Europeia, braço executivo da UE, convocou os integrantes do bloco a fazer “preparativos oportunos e coordenados para garantir o fornecimento de petróleo e de produtos petrolíferos refinados na UE”. “A UE está bem preparada, graças à obrigação dos Estados-membros de manter estoques de petróleo e ter planos de contingência em resposta a incidentes de segurança de abastecimento”, detalha o documento, que ressalta que o monitoramento robusto, mecanismos rápidos de compartilhamento de informações e a coordenação permanecem essenciais. (Eixos)
Guerra no Irã mostra urgência da transição energética e ecológica
A guerra entre EUA-Israel e Irã se tornou prova cabal de que a dependência de combustíveis fósseis é desastrosa para a sobrevivência econômica das sociedades. Independentemente dos objetivos do governo dos EUA ao apoiar Israel no ataque a seu principal rival, o conflito rapidamente evoluiu para uma crise energética mundial sem precedentes, trazendo para seu centro o controle do Estreito de Hormuz, por onde trafega cerca de 20% do petróleo consumido globalmente. Como efeito cascata dessa escalada nas tensões regionais, mercados do mundo inteiro vêm acusando o aumento das pressões inflacionárias, aprofundando a instabilidade em um cenário geopolítico já fragilizado e fragmentado. Enquanto a economia global permanecer ancorada em combustíveis fósseis, seguirá exposta a crises recorrentes, caras e potencialmente devastadoras. Para além dos horrores de mais uma guerra injustificável, o conflito no Irã é um alerta contundente da urgência da transição para energias renováveis. A transição energética –combinada à proteção e ao restauro da natureza– há muito deixou de ser uma agenda climática para se afirmar como imperativo político, econômico e de segurança em um mundo cada vez mais multipolar e ameaçado por autocratas populistas. E ela está em curso: o investimento global em energia limpa chegou a quase o dobro do destinado aos combustíveis fósseis; em 2024, os veículos elétricos responderam por mais de 20% das vendas de carros no mundo. (Folha)
Conheça a cidade que está registrando alta de 200% na demanda por baterias residenciais
A demanda por baterias residenciais registrou um crescimento expressivo nas últimas semanas em uma importante cidade australiana, em meio à escalada dos conflitos no Oriente Médio. Em Sydney, na Austrália, a procura por esse tipo de solução disparou 200% no período, segundo análise publicada pela VoltX Energy. O aumento nas consultas por este tipo de solução tem sido mais expressivo em regiões suburbanas, especialmente na região noroeste de cidade, onde o consumo de energia é mais elevado e há maior disponibilidade de espaço para instalação. A consulta mostra que essas áreas apresentam características que favorecem a adoção de sistemas de maior porte, como maior espaço disponível para instalação e um perfil de consumo mais elevado. David Sedighi, diretor de operações da empresa, explica que esse comportamento é mais evidente em áreas com perfil familiar. “Os bairros residenciais, geralmente voltados para famílias, tendem a apresentar um consumo de energia mais alto devido ao tamanho das casas e ao número de moradores. Nesse contexto, faz sentido buscar maior autossuficiência ao armazenar e utilizar a própria energia”, afirmou. (Canal Solar)
Terça-Feira 31 de Março
Destaques: (i) O fim da inércia: como a nova Tarifa Branca pode redesenhar o mercado de baixa tensão (Canal Solar); (ii) Justiça homologa acordo que permite à Âmbar assumir controle de distribuidora do Amazonas (Valor); e (iii) Eneva busca ampliar presença na Bacia do Amazonas com compra integral de Japiim (Megawhat)
O fim da inércia: como a nova Tarifa Branca pode redesenhar o mercado de baixa tensão
A tarifação horária é um instrumento regulatório essencial e inadiável para promover o achatamento da curva de carga do sistema elétrico, reduzir subsídios cruzados e mitigar a necessidade de investimentos bilionários em infraestrutura de rede. Por outro lado, a sistemática para novos moldes da Tarifa Branca em discussão pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pode alterar os custos para parte dos consumidores. Para chegar a essas conclusões, este estudo analisa a evolução, os desafios e as perspectivas da modalidade a partir das possíveis hipóteses de remodelação em curso. O modelo de adesão voluntária (opt-in) da tarifa, lançado em 2018, mostrou-se ineficaz, alcançando apenas 0,09% do mercado elegível até 2025. Esse desempenho é atribuído à ineficácia na comunicação e engajamento dos consumidores, e às restrições regulatórias do modelo, que privilegiaram a neutralidade de receita das distribuidoras em detrimento do incentivo econômico aos consumidores, enfraquecendo a sinalização horária dos custos de utilização das redes (TUSD Transporte). Diante dessa estagnação e do surgimento de novos fenômenos sistêmicos — como a sobreoferta de energia solar no meio do dia, associada à “Curva do Pato” —, a Aneel estuda aplicar a transição automática e compulsória dos grandes consumidores de baixa tensão para a nova tarifa ainda neste ano. (Canal Solar)
Justiça homologa acordo que permite à Âmbar assumir controle de distribuidora do Amazonas
A Justiça Federal homologou, nesta segunda-feira (30), um acordo firmado entre a agência reguladora Aneel e a distribuidora Amazonas Energia para que o controle acionário da concessionária possa ser assumido pela Âmbar Energia, empresa da holding J&F, segundo sentença publicada nesta segunda-feira. A homologação ocorre após mais de um ano de impasses em torno do caso, judicializado em 2024 pela distribuidora amazonense, que vivia uma situação de insustentabilidade financeira sob o comando do grupo Oliveira Energia e corria o risco de perder a concessão. A Aneel inicialmente contestou as condições propostas pela empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista para assumir o controle da concessionária, mas as partes chegaram a um acordo para encerrar a disputa judicial em setembro do ano passado. Pelo acordo firmado, a Âmbar terá que realizar um aporte de R$ 9,8 bilhões no curto prazo para reduzir o endividamento da distribuidora. Ao mesmo tempo, terá direito a flexibilizações regulatórias, em índices como perdas de energia e custos operacionais, que vão custar bilhões de reais aos consumidores de energia elétrica do país ao longo de 15 anos. A homologação pela Justiça, ocorrida nesta segunda-feira, era considerada um passo essencial para que a Âmbar pudesse oficialmente assumir as operações da distribuidora do Amazonas. (Valor)
Eneva busca ampliar presença na Bacia do Amazonas com compra integral de Japiim
A Eneva aguarda o aval da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para concluir a aquisição da participação remanescente e assumir o controle integral do campo de gás natural de Japiim, localizado na Bacia do Amazonas. O acordo prevê a compra dos 20% detidos anteriormente pela Atem Distribuidora, grupo fundado pelos irmãos Dibo Atem, Miquéias Atem e Naidson Atem. A operação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica e divulgada nesta segunda-feira, 30 de março. No fim de 2023, a Eneva arrematou, em consórcio com a Atem Participações, a área de acumulação marginal de Japiim no 4º Ciclo da Oferta Permanente da ANP. O ativo fica na Bacia do Amazonas, próximo ao campo de Azulão, já em produção pela Eneva. Sem concorrência no certame, o consórcio ofertou bônus de assinatura de R$ 165 mil, acima do mínimo de R$ 160 mil. O investimento previsto para o desenvolvimento da área era de R$ 1,2 milhão. Em abril de 2024, as empresas firmaram contrato de consórcio (Eneva com 80% e Atem com 20%) para execução das atividades de reabilitação, avaliação, desenvolvimento, produção e descomissionamento na área de Japiim. Na sequência, em 11 de novembro de 2024, foi assinado o contrato de concessão com a ANP. (Megawhat)
Justiça homologa acordo e Âmbar vai assumir Amazonas Energia
A Justiça Federal homologou o acordo entre a Âmbar e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), encerrando a disputa judicial sobre a concessão da Amazonas Energia e viabilizando, de forma definitiva, a transferência do controle da distribuidora para a empresa do grupo J&F, cerca de um ano e meio após o fim do prazo da Medida Provisória 1.212. A decisão reconhece a validade do acordo firmado entre as partes em setembro do ano passado, no âmbito da conciliação conduzida na Justiça, e determina a extinção do processo com resolução de mérito. Com isso, o terceiro termo aditivo ao contrato de concessão passa a produzir efeitos legais e resolve de forma definitiva a controvérsia judicial que impedia a conclusão da operação . Mesmo após o vencimento da MP, foi firmado um acordo entre as partes e aprovado pela Aneel, com assinatura do aditivo contratual ainda sob questionamento judicial. A ausência de segurança jurídica impediu a execução do contrato, especialmente a realização dos aportes pela Âmbar, e levou à judicialização do caso. Diante do impasse, a Justiça determinou a busca de uma solução consensual, o que resultou na renegociação das condições e no novo acordo agora homologado. Com a validação judicial, fica destravada a execução do novo modelo aprovado pela Aneel, que prevê um aporte imediato de R$ 9,8 bilhões na Amazonas Energia, a ser realizado em até 60 dias após a transferência do controle. O valor substitui o desenho anterior, que previa aportes de R$ 6,5 bilhões em parcelas ao longo de dois anos. (Megawhat)
Justiça homologa acordo que permite à Âmbar assumir controle de distribuidora do Amazonas
A Justiça Federal homologou nesta segunda-feira (30) um acordo firmado entre a agência reguladora Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a distribuidora Amazonas Energia para que o controle acionário da concessionária possa ser assumido pela Âmbar Energia, empresa da holding J&F. A homologação ocorre após mais de um ano de impasses em torno do caso, que foi judicializado em 2024 pela distribuidora amazonense, que vivia uma situação de insustentabilidade financeira sob o comando do grupo Oliveira Energia e corria o risco de perder a concessão. A Aneel inicialmente contestou as condições propostas pela empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista para assumir o controle da concessionária, mas as partes chegaram a um acordo para encerrar a disputa judicial em setembro do ano passado. Pelo acordo firmado, a Âmbar terá que realizar um aporte de R$ 9,8 bilhões no curto prazo para reduzir o endividamento da distribuidora. Ao mesmo tempo, terá direito a flexibilizações regulatórias, em índices como perdas de energia e custos operacionais, que vão custar bilhões de reais aos consumidores de energia elétrica do país ao longo de 15 anos. A homologação pela Justiça, ocorrida nesta segunda, era considerada um passo essencial para que a Âmbar pudesse oficialmente assumir as operações da distribuidora do Amazonas. (Folha)
CNPE deve discutir leilão para usinas reversíveis em reunião dia 1º
A revisão da política de comercialização do gás natural da União e diretrizes para contratação de hidrelétricas com capacidade de armazenamento estão entre os temas da 44ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), convocada para quarta-feira, 1º de abril, a partir das 9h, no Ministério de Minas e Energia, em Brasília. Segundo a convocação da reunião, à qual a MegaWhat teve acesso, estão previstas votações de duas resoluções sobre armazenamento hídrico. A primeira determina à EPE que identifique e desenvolva projetos hidrelétricos com capacidade de armazenamento no âmbito do planejamento energético nacional. A segunda estabelece diretrizes para estudo e contratação de serviços providos por Sistemas de Armazenamento Hidráulico (SAH, termo técnico para hidrelétricas reversíveis) no Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio de leilões e outros mecanismos competitivos. Na área de gas, o CNPE deve votar resolução que altera as diretrizes estabelecidas pela Resolução CNPE nº 15/2018 e define novos parâmetros para ampliar a oferta de gás natural com base em critérios econômicos. (Megawhat)
LRcap: o antídoto contra a insegurança estrutural do setor elétrico
O resultado dos recentes Leilões de Reserva de Capacidade vem sendo alvo de críticas que ignoram um ponto elementar da economia do setor elétrico: o LRCap não é um adendo regulatório. É a solução necessária para corrigir uma falha de mercado conhecida mundialmente como missing money. Sem esse mecanismo, o sistema brasileiro estaria caminhando para um desequilíbrio grave, com riscos reais para a segurança do suprimento e para a dinâmica competitiva entre consumidores livres e cativos. O missing money descreve um problema estrutural: em mercados baseados só no preço da energia, os sinais econômicos não são suficientes para remunerar adequadamente usinas de capacidade firme. Esses ativos ficam a maior parte do tempo disponíveis –e não gerando– justamente porque funcionam como seguro do sistema. O mercado, por si só, não paga por esse seguro. Ele precisa ser contratado. (Poder 360)
ONS inicia nova fase do plano para corte de usinas conectadas na distribuição
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avançou na revisão das regras de operação de usinas conectadas à distribuição em meio à implementação do plano emergencial de corte de geração, criado para mitigar riscos crescentes de excedentes de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). A proposta, com envio previsto até maio, inclui uma nova classificação para usinas tipo III e amplia o escopo de atuação sobre a geração distribuída. A segunda fase está alinhada ao Plano Emergencial de Corte de Geração na Distribuição, criado para mitigar os riscos crescentes à segurança eletroenergética do Sistema Interligado Nacional (SIN) diante da expansão da micro e minigeração distribuída (MMGD). O plano foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro de 2025, após alertas emitidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico em 4 de maio e 10 de agosto do mesmo ano, quando o sistema enfrentou risco elevado de excedentes de energia em períodos de baixa carga líquida. Após a aprovação, o ONS e a Aneel realizaram reuniões para avaliar aprimoramentos necessários à operação do SIN frente ao atual contexto do setor elétrico. Em fevereiro deste ano, o ONS apresentou três iniciativas à Aneel sobre o tema, entre elas a revisão da modalidade de operação de usinas conectadas à distribuição, com proposta de nova classificação para as usinas tipo III. (Megawhat)
Transição energética exige debate sobre sistema elétrico
O mundo atravessa uma transformação profunda no setor energético. O crescimento da demanda por eletricidade, a necessidade de reduzir emissões de carbono e a busca por segurança energética estão redesenhando as estratégias de países e empresas em todo o planeta. Segundo a AIE (Agência Internacional de Energia), o consumo global de eletricidade deve crescer mais de 3,5% ao ano até 2030. Esse avanço é impulsionado por fatores estruturais como digitalização da economia, expansão de data centers, inteligência artificial, eletrificação industrial e veículos elétricos. Para se ter uma dimensão desse movimento, estima-se que, até o final da década, apenas os data centers poderão consumir cerca de 945 TWh por ano, volume próximo ao consumo atual de países industrializados inteiros. Como garantir crescimento da oferta de energia com estabilidade, segurança e baixo impacto ambiental? Como nunca visto, a energia nuclear voltou ao centro do debate internacional. (CNN Brasil)
Investimento em GD solar recua 12% em 2025 e empresas diversificam atuação
A micro e minigeração distribuída (MMGD) registrou retração em 2025, levando a uma mudança no modelo de atuação das empresas do setor. Segundo estudo da Greener, foram adicionados 8,8 GW no ano, com movimentação de R$ 23,7 bilhões em investimentos, queda de 12% em relação a 2024. Apesar da desaceleração nas novas conexões, a capacidade instalada total atingiu 45 GW, o que representa uma expansão de 24% do parque solar brasileiro. A base de consumidores com GD instalada alcançou 4 milhões em 2025, enquanto 3,2 milhões de unidades consumidoras passaram a receber créditos de forma remota, um avanço de 26% frente ao ano anterior. De acordo com o levantamento, mesmo com a expansão da base, o volume de novas conexões recuou, com queda de 5% na comparação anual. O desempenho mais baixo foi puxado pela minigeração distribuída, que registrou retração de 31% nas novas instalações em relação a 2024. Já a microgeração, sistemas com potência de até 0,75 MW, teve redução mais moderada, de 6%. O segmento residencial respondeu por 57% da potência adicionada em 2025. Na sequência aparecem os segmentos comercial (24%), rural (11%) e industrial (7%), além de 1% classificado como “outros”. O perfil do mercado contou com cerca de 80% das empresas vendendo até 0,5 MW no ano, reforçando a participação de integradores de pequeno porte e a forte presença no segmento residencial. (Megawhat)
Solar residencial atinge 23 GW no Brasil, superior à capacidade total do Reino Unido
Principal segmento da geração distribuída, a energia solar residencial já ultrapassou os 23 GW de capacidade instalada no Brasil, com quase 3,3 milhões de sistemas fotovoltaicos em operação, segundo dados atualizados pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta segunda-feira (30). Esse volume, por si só, já atinge patamares comparáveis — e, em muitos casos, superiores — à capacidade solar total instalada em diversos países europeus, como o Reino Unido, cuja potência acumulada gira na faixa de 20 a 22 GW, considerando todas as modalidades de geração solar. No continente europeu, inclusive, poucos países, como Alemanha, Espanha e Itália, por exemplo, possuem capacidade solar total superior a 23 GW. No Brasil, considerando todos os segmentos da fonte solar (que incluem a geração distribuída e as usinas de grande porte) a capacidade instalada já ultrapassa 67 GW. (Canal Solar)
MPF propõe ajustes em contratos de uso de terra para geração solar e eólica
Um conjunto recente de recomendações do MPF (Ministério Público Federal) pode redesenhar as bases jurídicas dos projetos de energia eólica e solar no Brasil, com impactos que vão desde contratos de uso da terra até a validade de autorizações concedidas pelo poder público. A avaliação consta em nota elaborada por uma equipe de advogados do escritório Tauil & Chequer, que destaca mudanças relevantes nas exigências regulatórias e no risco jurídico para empreendedores do setor. As recomendações emitidas pelo MPF orientam órgãos como a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) a revisar contratos, outorgas e procedimentos, sobretudo em casos que envolvem comunidades tradicionais e empresas com capital estrangeiro. (Canal Solar)
Brasil atualiza regras para usinas nucleares
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) publicou nesta segunda (30/3) duas resoluções que alteram regras para licenciamento de usinas nucleares, além de definir novas tecnologias, como os pequenos reatores modulares (SMRs). Publicada no Diário Oficial da União, a resolução ANSN 12/2026 cria a Licença Prévia de Local (LPL), que permite a avaliação e aprovação de sítios nucleares antes da definição do projeto específico da usina. Segundo o texto, o órgão regulador pode aprovar o local proposto por determinada instalação nuclear, mesmo que ainda não se saiba o tipo, potência e número de unidades e módulos. A LPL funcionará como uma licença especial para quando o desenvolvedor do projeto solicitar aprovação de um local sem possuir essas informações. A Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan) explica que, na prática, a medida traz mais previsibilidade ao processo de licenciamento. (Eixos)
Cenário para o setor elétrico será de maior pressão sobre custos e preços em 2026, projeta Fitch
O cenário para o setor elétrico brasileiro em 2026 deve ser de maior pressão sobre os custos e os preços de energia, motivada por condições hidrológicas mais desfavoráveis do que o esperado no início do ano e pelo encarecimento do despacho térmico, diz a Fitch Ratings. Os analistas Marcela Araújo, Wellington Senter e Yee Man Chin elevaram suas premissas para o preço da energia no mercado “spot” (à vista), refletindo a escassez de chuvas registrada em janeiro e fevereiro, especialmente na Região Sul, o que reduziu o nível dos reservatórios e obrigou o acionamento de usinas termelétricas. Esse movimento é agravado pelo cenário geopolítico. O conflito no Irã impulsionou o preço dos combustíveis fósseis, tornando a geração térmica mais dispendiosa, o que causou uma elevação nas projeções para os preços no mercado livre até 2028, sinalizando um mercado mais apertado no médio prazo. Outro ponto de atenção no relatório é a redução das premissas para o risco hidrológico (GSF), indicando que a geração efetiva das hidrelétricas continuará abaixo de sua garantia física, forçando as empresas que possuem contratos de venda de energia a buscarem o complemento de carga no mercado livre. (Valor)
Com preços para abril em queda de 24,43%, volume de trading tem alta na BBCE
As operações na tela da BBCE fecharam a semana passada com volume em alta. O movimento foi puxado pela retração nos preços de energia no mercado livre na última semana, com recuos principalmente nos contratos de curto e médio prazo para entrega em 2026.O destaque foi o produto de abril, que apresentou a maior desvalorização da etapa. O preço da energia convencional com entrega em abril caiu 24,43% na BBCE, a R$ 235,53/MWh, movimentando 509 GWh em 398 operações e somando R$ 126,25 milhões em volume financeiro transacionado em tela somente deste ativo. A energia incentivada para o mesmo período também apresentou recuo relevante, de 22,28%, sendo negociada a R$ 264,53/MWh. O movimento de queda também se estendeu ao produto de maio, que recuou 18,63%, para R$ 208,14/MWh. O ativo liderou o número de contratos, com 439 operações. No período, foram movimentados R$ 114,43 milhões, totalizando 534 GWh negociados. O pregão do EHUB da BBCE também encerrou a semana com ajustes negativos nos preços dos produtos 2T2026 (-14,48%), junho (-7,90%) e 3T2026 (-4,85%). (Megawhat)
Estiagem e El Niño acendem alerta sobre consumo de água na indústria
A perspectiva de confirmação do fenômeno El Niño, que causa estiagem, no segundo semestre de 2026, traz à tona o debate sobre o uso consciente dos recursos hídricos na indústria, sobretudo em operações de pequeno e médio porte. O alerta de EL Niño tem sido feito por centros internacionais de meteorologia, como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), agência do Governo dos Estados Unidos. “Na maioria dos casos, principalmente nas indústrias, a água é tratada de forma secundária, como um insumo. No passado, havia o conceito de que era um recurso bastante abundante, ninguém dava a devida importância”, diz José Carlos Mierzwa, professor titular e pesquisador do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). As pesquisas desenvolvidas por Mierzwa e seus colegas na Politécnica da USP vêm mostrando que a indústria no Brasil desperdiça água por não monitorar adequadamente os processos. De um modo geral, o problema principal é negligenciar o uso da água em operações secundárias na linha de produção. “Geralmente, os processos na indústria são desenvolvidos pensando nas operações principais. Enquanto as secundárias, que utilizam mais água, são quase sempre negligenciadas”, afirma, citando como exemplo a higienização de maquinário dentro das etapas produtivas. (Valor)
Governo busca ‘jeitinho’ pra segurar a conta de luz. Mas não existe almoço grátis
Com projeções apontando para aumentos de dois dígitos na conta de luz neste ano, o Governo está pedindo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que segure processos de reajustes de distribuidoras enquanto estuda alternativas. Não é algo inédito. Na verdade, medidas de Brasília para conter o avanço das tarifas de energia se tornaram comuns já há algum tempo – ainda mais perto de eleições. Desta vez, o Ministério de Minas e Energia disse à Aneel que postergar as próximas decisões tarifárias “permitirá a adequada conclusão das análises e a eventual consideração de medidas que possam contribuir para uma solução mais equilibrada.” O ministério de Alexandre Silveira enviou um ofício à agência em que diz estar “buscando soluções que preservem o equilíbrio regulatório sem impor ônus excessivo à população.” “Virou moda,” disse Raphael Gomes, sócio do escritório Lefosse Advogados, lembrando que houve diversas tentativas de conter as tarifas desde 2012, no Governo Dilma. “Qualquer técnico do setor encara esse tipo de medidas com tristeza. A Aneel suspender ou adiar uma decisão sobre tarifas é algo muito sério.” (Brazil Jounal)
Investimento em CCUS ultrapassa US$ 5 bi, mas financiamento ainda é nó
O investimento em projetos de CCUS (captura, uso e armazenamento de carbono, na sigla em inglês) cresceu mais de 15 vezes desde 2020 e já ultrapassa US$ 5 bilhões, estima a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Atualmente, o número de instalações de captura em grande escala passa de 70 e, apenas nos últimos dois anos, mais de 30 projetos receberam decisões finais de investimento (FIDs). Com isso, a capacidade operacional de captura deverá quase dobrar até 2030, segundo a IEA. Ainda assim, a tecnologia enfrenta desafios, sobretudo em relação ao financiamento. A IEA observa que o CCUS gerencia CO2, produto com pouco valor de mercado e com demanda limitada, o que impõe desafios à viabilidade comercial dos projetos. Além disso, há incertezas em relação à responsabilidade de longo prazo pelo carbono armazenado, o que dificulta a avaliação de riscos e o financiamento. Assim, cerca de 90% dos projetos anunciados para 2035 ainda não tiveram FID, e muitos foram cancelados. (Megawhat)
Orizon inaugura planta de biometano em aterro em Pernambuco
A Orizon inaugurou na sexta (27/3) sua planta de biometano do Ecoparque Jaboatão, em Pernambuco. Com investimento de R$ 258 milhões, a unidade tem capacidade de produzir cerca de 108 mil m³ por dia de gás renovável. Segundo a empresa, o biometano será injetado diretamente na rede de gasodutos da Copergás (Companhia Pernambucana de Gás) e distribuído para uso doméstico e industrial. A construção da planta teve início em maio de 2024 e foi concluída no fim de 2025, e contou com financiamento do Banco do Nordeste (BNB). A usina aproveita o biogás gerado pela decomposição dos resíduos, que é capturado e purificado para se transformar em biometano. O biogás será proveniente da decomposição de 3,5 mil toneladas de resíduos gerados diariamente por 2,5 milhões de pessoas de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão e Moreno. O combustível renovável pode ser utilizado na infraestrutura existente de distribuição de gás fóssil, sem necessidade de adaptações, e com o benefício de reduzir as emissões de gases poluentes. (Eixos)
Sabesp vai propor desdobramento de suas ações na proporção de 1 para 5
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai propor aos seus acionistas o desdobramento das suas ações na proporção de 1 para 5 na assembleia geral extraordinária marcada para o dia 28 de abril. Segundo a empresa, a proposta tem como objetivo aumentar a liquidez das suas ações e possibilitar um ajuste na cotação, tornando o preço por ação mais atrativo e acessível a um maior número de investidores. Caso aprovado, o capital social da Sabesp permanecerá em R$ 21,3 bilhões dividido em 3.524.534.025 ações ordinárias. Considerando o preço de fechamento de R$ 151,12 na última sexta-feira (27), as ações passariam a valer R$ 30,22 após o desdobramento. (Valor)
Os planos da Usina Baldin com biometano e etanol de milho
Carlos Ravanelli, CFO da Baldin Bioenergia, destaca as previsões da safra 2026/27 da usina localizada em Pirassununga (SP), e comenta sobre biometano e etanol de milho, que já entraram no radar da companhia. “Deveremos começar a safra por volta do dia 15 de abril, que é uma época boa para o início do ciclo, quando a cana está mais madura.” Moagem: deverá ser semelhante à realizada na 25/26, ou seja, 1,5 milhão de tonelada de cana. Desse montante, quase 50% são cana própria e os demais 50% são de fornecedores.” “Não. Se se observar principalmente a região Sudoeste do Estado de São Paulo, as condições dos canaviais são parecidas com as de 2025. Houve período de seca no fim do ano passado e no começo de 2026 choveu bastante, mas no geral a situação é bem semelhante. “55% açúcar e 45% etanol. Estamos no limite de produção do biocombustível. Deveremos chegar a 55 milhões de litros de hidratado [a Baldin produz exclusivamente hidratado] e 2,5 milhões de toneladas de açúcar.” (Jornal da Cana)
FMI: guerra no Oriente Médio eleva energia, afeta cadeias e pressiona mercados financeiros
A guerra no Oriente Médio abriu mais um choque para a economia global e está piorando as perspectivas de países que começavam a se recuperar de crises anteriores, segundo artigo do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicado nesta segunda-feira (30/3). O Fundo afirma que o impacto é “global, mas assimétrico“, atingindo mais os importadores de energia, os países mais pobres e os que têm menos reservas. Nos preços de energia, o FMI aponta que o fechamento do Estreito de Ormuz e os danos à infraestrutura no Oriente Médio formam um dos maiores gargalos da história do mercado global de petróleo. A instituição lembra que cerca de 25% a 30% do petróleo global e 20% do gás natural liquefeito (GNL) passam por Ormuz, o que eleva custos de combustível e insumos para grandes importadores na Ásia e Europa. A interrupção no envio de fertilizantes — cerca de um terço transita por Ormuz —, ainda eleva preocupações com os preços de alimentos, especialmente por coincidir com o início da temporada de plantio no Hemisfério Norte. (Eixos)
Guerra no Oriente Médio faz China retomar importações de energia dos EUA
China está prestes a retomar as compras de petróleo bruto e gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, intensificando os esforços de Pequim para diversificar sua cadeia de suprimentos de energia num momento de turbulência no mercado energético causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. Quase 600 mil barris por dia de petróleo bruto americano devem ser carregados em navios-tanque com destino à China em abril, segundo a empresa de pesquisa europeia Kpler, com vários navios rumando para o maior terminal de petróleo dos Estados Unidos, na cidade de Corpus Christi, no Texas. Quase 300 mil toneladas de GNL americano com destino à China devem ser carregadas em março. Esses recursos ainda podem ser desviados para o Japão ou a Coreia do Sul. Mas, se descarregados na China, esses carregamentos marcariam os primeiros embarques de petróleo bruto dos Estados Unidos para o país desde fevereiro de 2025 e de GNL desde dezembro de 2024, por volta da época do retorno de Donald Trump ao cargo de presidente. Em um relatório publicado na quarta-feira, a Kpler afirmou que a China busca garantir mais opções de fornecimento, sugerindo que o potencial retorno aos produtos americanos indica que a política de segurança energética mudou para priorizar a diversificação em detrimento da postura diplomática de Pequim. (Valor)
Data center de IA de US$ 27 bi da Meta leva oportunidades e caos a cidade dos EUA
Em uma manhã recente, o boom da IA em Richland Parish, um condado rural no nordeste da Louisianam (EUA), podia ser medido em tacos. Tim e Lindsey Allen estavam preparando mais de 1.600 deles, com nomes como “Divine Swine” (carne suína defumada), “Righteous Rooster” (frango braseado) e “Golden Calf” (peito bovino), para trabalhadores da construção que erguem o gigantesco data center de IA da Meta, o Hyperion, com 2.250 acres e 4 milhões de pés quadrados. É um pedido de catering que teria sido impensável ali apenas um ano atrás. Os Allens, pais de cinco filhos, brincavam há muito tempo sobre abrir uma taqueria chamada Holy Tacos (Tacos Sagrados). Tim é administrador de igreja e pastor infantil na First Baptist Church da pequena cidade de Rayville, em Richland Parish. Quando a Meta anunciou, em dezembro de 2024, que investiria em uma instalação de US$ 10 bilhões em Richland Parish — seu maior data center até então — eles enxergaram uma oportunidade rara. Milhares de trabalhadores da construção, ouviram dizer, em breve chegariam ao local — uma base de clientes inédita para essa comunidade rural e economicamente deprimida. (Info Money)
Alexandre Silveira desiste de eleições e sinaliza permanência no MME
O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD), confirmou nesta segunda-feira (30/3) que não concorrerá nas eleições deste ano, sinalizando que permanecerá, assim, no comando do Ministério de Minas e Energia (MME). Com a decisão, ele permanecerá no PSD, partido que vai concorrer contra Lula em Minas Gerais. O ministro havia sido sondado pelo PSB, partido da base governista. “Tudo leva a crer que o presidente Lula quer que eu continue administrando essa pasta tão importante [o MME], que cuida de 40% da economia nacional, que cuida de todo setor elétrico, geração de distribuição, comercialização, no momento tão importante da transição energética global, área de petróleo, gás, biocombustível”, disse o ministro a jornalistas em Belo Horizonte. As informações são de O Tempo. O ministro participou de cerimônia de anúncio do início das obras de duplicação da BR-381, ao lado de George Santoro, secretário-executivo no Ministério dos Transportes. O titular da pasta, Renan Filho (MDB), já anunciou que vai disputar o governo de Alagoas. (Eixos)
Silveira deve ficar no governo e desistir de candidatura após pedido de Lula
Em meio à saída de ministros do núcleo duro do governo, o presidente Lula pediu que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, abra mão da candidatura ao Senado por Minas Gerais e fique no cargo. Silveira disse a interlocutores que deve atender ao pedido. O presidente está preocupado em garantir a estabilidade da “cozinha” do governo com as saídas de Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). Silveira é tido como um dos nomes de confiança de Lula e, por isso, deve assumir funções consideradas estratégicas se continuar no governo. A ideia é que ele atue na interlocução com o mercado e também na articulação política, já que é ex-senador e secretário do PSD. Como ministro, ele ainda deve participar da coordenação nacional da campanha de reeleição de Lula, com foco em Minas Gerais. Aliados do mineiro dizem que ele está disposto a ir para o “sacrifício” e deve aceitar a proposta de Lula. (Folha)
Workshop debate licenciamento de usinas solares flutuantes em São Paulo
Será realizado nesta terça-feira, 31 de março, o workshop “Licenciamento Ambiental de Usinas Solares Flutuantes”, encontro que reunirá especialistas e representantes institucionais para discutir o avanço dessa tecnologia no Brasil. Promovido pela ABCE (Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica) em parceria com a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o evento acontece na sede da companhia paulista, em São Paulo, com início às 9h e programação prevista até as 13h. Um dos destaques da programação será a discussão sobre a nota técnica elaborada pela ABCE, que trata de aspectos relevantes para o licenciamento e a viabilidade de projetos solares flutuantes. (Canal Solar)
Luz para Todos avança no Piauí e beneficiará mais de 12 mil famílias
A nova fase do programa Luz Para Todos prevê levar energia a mais de 12 mil unidades consumidoras em áreas rurais do Piauí até 2026, com investimentos de R$ 484,94 milhões. Esses resultados são frutos da autorização concedida pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em dezembro de 2025, que viabilizou a assinatura de um novo contrato entre a Equatorial Piauí e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBPar). A autorização referente à 9ª Tranche do programa reforça o compromisso do Governo do Brasil com a ampliação do acesso à energia elétrica, especialmente em áreas rurais do estado do Piauí, e representa mais um passo importante no processo de universalização desse serviço no país. A iniciativa prevê a execução de obras por meio da expansão convencional da rede elétrica, com o objetivo de atender 12.009 novas unidades consumidoras até dezembro de 2026. Desse total de investimentos, R$ 436,44 milhões são provenientes de subvenção econômica da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). (MM Notícias)
EDP fecha contrato para fornecer energia ao Sesc Bahia
A EDP fechou contrato com o Sesc Bahia para o fornecimento de energia renovável por meio do mercado livre, na modalidade varejista. A parceria prevê o suprimento de 0,61 MW médios, que totalizam 26.718 MWh, para 14 unidades da entidade até 2030. As unidades estão localizadas nos municípios de Alagoinhas, Barreiras, Feira de Santana, Jacobina, Jequié, Itaparica, Paulo Afonso, Porto Seguro, Salvador, Santo Antônio de Jesus e Vitória da Conquista, e foram migradas para o mercado livre de energia pela EDP em dezembro de 2025. A previsão é de que o contrato gere cerca de 30% de economia ao Sesc Bahia. O acordo ainda prevê a emissão de mais de 26 mil certificados de energia renovável (I-RECs), que asseguram a origem da energia e evitam a emissão de cerca de 1.200 toneladas de dióxido de carbono (CO2). (Megawhat)
Voltalia é autorizada a explorar mais 144 MW de novo parque eólico na Bahia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Voltalia a implantar e explorar as usinas XVI (48 MW), XVII (48 MW) e XVIII (48 MW) do complexo eólico Dom Basílio, em Rio de Contas, na Bahia. A potência somada dos três empreendimentos é de 144 MW. As eólicas I, II, III, IV, V e VIII já foram autorizadas para serem implementadas. A MegaWhat procurou a Voltalia na última semana para saber se há algum contrato de compra de energia (PPA) vinculado aos projetos, mas a empresa disse que não tem informações a respeito para fornecer neste momento. Já a Itajui Engenharia de Obras recebeu aval para iniciar a operação em teste das duas unidades geradoras, capacidade total de 10 MW, da PCH Córrego Fundo, localizada nos municípios de Colorado, Paranacity e Paranapoema, no estado do Paraná. Os despachos foram publicados na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 30 de março. A Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou a implantação da pequena central hidrelétrica (PCH) Ursuleta, com capacidade instalada de 5,7 MW, da Enebras Energia. Situada no município de Xavantina, em Santa Catarina, o empreendimento foi enquadrado sob o regime de produção independente de energia (PIE). (Megawhat)
Segunda-Feira 30 de Março
Destaques: (i) Eneva faz negócio de R$ 1 bilhão com a Diamante, trocando carvão por gás (Brazil Journal); (ii) Engie e Cymi são os maiores vencedores do leilão da Aneel, que tem deságio médio de 50,7% (Valor); e (iii) Abraget rejeita recurso da Âmbar e sugere antecipação do LRCap de 2027 (Megawhat)
Eneva faz negócio de R$ 1 bilhão com a Diamante, trocando carvão por gás
A Eneva está vendendo uma térmica a carvão no Porto de Pecém, no Ceará, enquanto se prepara para construir, na mesma região, usinas a gás com o triplo da capacidade e um terminal de GNL. A companhia que tem o BTG Pactual como maior acionista anunciou hoje a venda da térmica Pecém II, a carvão, por até R$ 1 bilhão, em um negócio com a Diamante Energia. A venda acontece dias depois da Eneva recontratar o complexo de Pecém II no leilão de capacidade da semana passada, com entrega a partir de 2031. Em paralelo, a companhia também assinou com a Diamante um acordo que lhe permitirá instalar um terminal de gás natural liquefeito (GNL) na área, com capacidade para escoar até 14 milhões de metros cúbicos por dia. A Diamante vai pagar à Eneva R$ 872,3 milhões incluindo dívidas (enterprise value) por Pecém II, com um adicional de até R$ 149 milhões se os contratos de venda de energia da usina forem antecipados. No leilão de capacidade, a Eneva também assegurou contratos para construir duas térmicas a gás no Ceará – Jandaia I e II – que somarão 1,19 GW e deverão entregar energia por 15 anos a partir de agosto de 2029. (A título de comparação, Pecém II tem 365 MW.). O terminal de GNL no Pecém anunciado hoje atenderá essas usinas, e ainda terá capacidade adicional para permitir vendas a outros clientes e futuros novos projetos térmicos na região. Para o analista de utilities da XP, Raul Cavendish, a transação faz sentido estratégico para a Eneva e na prática até diminuirá o custo de capital da companhia. (Brazil Jounal)
Engie e Cymi são os maiores vencedores do leilão da Aneel, que tem deságio médio de 50,7%
A Engie e a Cymi foram os maiores vencedores do leilão de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizado nesta sexta-feira (27), na B3, em São Paulo, onde arremataram dois lotes cada, dos cinco ofertados. A Engie ficou com os lotes 2 e 3, sendo o terceiro o composto por cinco compensadores síncronos, e a Cymi com os lotes 1 e 5. O certame teve um deságio médio de 50,7% nos lotes que abrangem a construção e manutenção de 798 quilômetros (km) em linhas e de 2.150 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação em subestações, além de compensadores síncronos, que são utilizados para estabilizar a rede elétrica. O investimento total esperado é de R$ 3,3 bilhões, dos quais os dois maiores vencedores devem investir cerca de R$ 1,5 bilhão cada, nas contas da Aneel. Ainda segundo a Aneel, é o maior deságio para leilões do segmento desde 2020, o que permitirá uma economia para os consumidores de R$ 7,6 bilhões ao longo das concessões. Já o custo do leilão ficou em R$ 286,2 milhões por ano, considerando a receita permitida contratada. (Valor)
Abraget rejeita recurso da Âmbar e sugere antecipação do LRCap de 2027
A Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget) enviou carta à Comissão Permanente de Leilões da Aneel (CPL) defendendo o resultado do leilão de reserva de capacidade (LRCap) de 18 de março e rejeitando os recursos da Âmbar, o braço de energia da J&F. A carta, aprovada por maioria no conselho da associação, foi arquivada como contrarrazão formal ao pleito da empresa. Ao mesmo tempo, o presidente da Abraget, Xisto Vieira Filho, sugeriu que o governo antecipe o LRCap previsto para 2027, trazendo-o para novembro ou dezembro deste ano, como forma de viabilizar a contratação das usinas da Âmbar que tiveram problemas no leilão. A Âmbar questionou dois problemas no certame. No primeiro, a UTE Araucária II, projeto novo de 370 MW, acabou disputando o leilão como usina existente. A distinção muda as condições contratuais: usinas existentes têm contratos de dez anos e preço-teto de R$ 2,25 milhões por MW ao ano, enquanto usinas novas têm 15 anos e preço-teto de R$ 2,9 milhões. No segundo caso, a Âmbar vendeu uma fatia de 130 MW da UTE Santa Cruz no produto para 2026 e não conseguiu contratar outros 325 MW da mesma termelétrica no produto com entrega em 2027. (Megawhat)
A Eneva celebrou, na quinta-feira (26), um contrato para vender o complexo Pecém II, que engloba a usina termelétrica a carvão Porto do Pecém II, para a Diamante Geração de Energia. O acordo avalia o ativo em R$ 872,3 milhões, considerando uma dívida líquida de R$ 186,3 milhões, informou a companhia nesta sexta-feira (27). A usina Porto do Pecém II tem capacidade instalada 365 megawatts e contratos de comercialização de energia no ambiente regulado até setembro de 2028. O ativo, localizado em São Gonçalo do Amarante (CE), foi um dos contratados no leilão de reserva de capacidade realizado na semana passada, para fornecer disponibilidade de potência por dez anos a partir de agosto de 2031. Adicionalmente, a Eneva negociou uma parcela adicional e contingente de valor, que pode chegar a R$ 149 milhões, se houver êxito na antecipação do início dos contratos de reserva de capacidade da usina referentes ao certame. A operação está sujeita a determinadas condições, como a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, e terá o valor ajustado monetariamente até a data do fechamento. A Eneva também informou que sua subsidiária integral Jandaia Geração de Energia celebrou com a Diamante, e a Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, um termo de cessão de um contrato de área no complexo industrial de Pecém. (Valor)
Eneva vende térmica a carvão em Pecém e garante área para terminal de GNL
A Eneva (ENEV3) disse nesta sexta-feira que assinou contrato com a Diamante Geração para venda de 100% das ações de Pecém II, empresa que detém uma usina termelétrica a carvão, por R$872,3 milhões. A termelétrica Porto de Pecém II tem 365 megawatts (MW) de capacidade instalada e contratos regulados até 2028, tendo sido também uma das vencedoras do leilão realizado pelo governo na semana passada, conquistando contratos para disponibilidade de potência a partir de 2031. O negócio avaliado inclui R$186,3 milhões em dívida líquida do ativo, e também envolve uma parcela adicional e contingente de preço em valor que pode chegar a até R$149,0 milhões, caso a usina consiga antecipar o início de vigência do contrato conquistado no certame da semana passada. Em paralelo, a Eneva afirmou que assinou com o grupo Diamante e com o Porto de Pecém termo de cessão do contrato de área para implantar um terminal de importação, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), com capacidade de escoamento de gás de até 14 milhões m³/dia, no complexo industrial do Pecém. O novo terminal de GNL permitirá o desenvolvimento do ‘hub Ceará’ da Eneva, suprindo o gás necessário para as usinas termelétricas Jandaia II e Jandaia III, também vencedoras do leilão da semana passada e que juntas somam 1.199,4 MW de capacidade a ser instalada. (Info Money)
Eneva se desfaz de usina contratada no LRCap em negócio com a Diamante Energia
A Eneva anunciou nesta sexta-feira, 27 de março, a venda de 100% da Pecém II Geração de Energia para a Diamante Energia, em uma operação avaliada em cerca de R$ 1 bilhão. Com o negócio, que ainda depende de aprovações regulatórias como a do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a compradora amplia sua capacidade instalada e consolida o controle do Complexo do Pecém, enquanto ambas as companhias avançam em novos projetos térmicos a gás natural no Ceará. A Pecém II tem como principal ativo operacional a usina termelétrica Porto do Pecém II, movida a carvão mineral e com capacidade instalada de 365 MW, e está localizada no município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. A notícia sobre a venda do ativo foi antecipada pela CNN Infra. O empreendimento possui contratos de comercialização de energia no ambiente regulado (CCEARs) vigentes até 2 de setembro de 2028. Além disso, a usina foi uma das vencedoras do leilão de reserva de capacidade na forma de potência (LRCap) de 2026, no produto 2031, garantindo a contratação de disponibilidade de potência por dez anos a partir de 1º de agosto de 2031. A Pecém II foi avaliada em um enterprise value de R$ 872,3 milhões (data-base de 31 de março de 2026) – indicador financeiro que representa o valor total de aquisição de uma companhia – , considerando dívida líquida de R$ 186,3 milhões. O valor a ser pago estará sujeito à correção monetária, calculada pro rata temporis desde a data-base até o fechamento da operação, além de ajustes positivos ou negativos previstos em contrato. (Megawhat)
Leilão de Transmissão 1/2026 contrata 798 km de infraestrutura com investimentos de R$ 3,3 bilhões
O Leilão de Transmissão nº 1/2026, realizado nesta sexta-feira (27/3), na sede da B3, em São Paulo, ofertou 5 lotes de empreendimentos de transmissão de energia elétrica novas e seccionamentos. O certame contou com investimento de R$ 3,3 bilhões, distribuídos em 11 estados brasileiros: Pará, Mato Grosso, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Os lotes somam 798 km de linhas de transmissão. Com destaque para o Lote 3 Rio Grande do Norte/Ceará que contou com um investimento superior a R$ 1 bilhão, voltado à implantação de compensações síncronas em subestações de 500 kV e o Lote 5 que integra Mato Grosso e Pará com mais de 500 km de novas linhas de transmissão em 230 kV além de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. Os empreendimentos deverão criar mais de 8.000 empregos e acrescentar 2150 MVA à capacidade de transformação, o que resultará em maior atendimento e mais segurança para os consumidores. (MME Notícias)
Leilão tem deságio de 50,69% e contrata R$ 3,3 bi em investimentos
O primeiro leilão de transmissão de 2026, realizado nesta sexta-feira, 27 de março, contratou R$ 3,3 bilhões em investimentos e teve deságio médio de 50,69% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) máxima do edital aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Foram licitados os cinco lotes, com, 798 quilômetros de linhas de transmissão e 2.150 MVA em capacidade de transformação, além da instalação de compensadores síncronos. O leilão envolve instalações em 11 estados e prazo de conclusão entre 42 e 60 meses, a depender do lote. No caso do lote 3, a disputa tem uma particularidade: ele poderá ser arrematado de forma integral ou segregada em quatro sublotes, correspondentes às obras de compensação síncrona em diferentes subestações do Ceará e do Rio Grande do Norte. (Megawhat)
Leilão: Cymi leva lote 1 com deságio de 46,85%%
A espanhola Cymi venceu a disputa pelo lote 1 do leilão de transmissão realizado nesta sexta-feira, 27 de março, ao apresentar oferta de Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 46,6 milhões, com deságio de 46,85%% em relação ao preço teto estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de R$ 87,697 milhões. Também se habilitaram a Axia Energia, que fez proposta de deságio de 31,31%, e o Consórcio Olympus XX, com deságio de 21%. O lote 1 envolve a continuidade da prestação do serviço no Sul Fluminense e reforços entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O empreendimento inclui a linha de transmissão 230 kV Santa Cabeça – Nilo Peçanha C1 e a subestação 230/138 kV Nilo Peçanha, atualmente em fim de concessão da Light-T, além da nova subestação 500/138 kV Nova Extrema e trechos de linhas associados em 500 kV e 138 kV. Neste primeiro leilão de transmissão de 2026, a Aneel ofertou cinco lotes, com investimento estimado de R$ 3,3 bilhões, 798 quilômetros de linhas de transmissão e 2.150 MVA em capacidade de transformação, além de compensadores síncronos. Os empreendimentos estão distribuídos por 11 estados. (Megawhat)
Foi o maior deságio em leilão de transmissão desde 2020, estima diretor da Aneel
O leilão de transmissão de energia realizado nesta sexta-feira na B3, em São Paulo, apresentou o maior deságio para certames do segmento desde 2020, segundo cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O indicador ficou em 50,68%. De acordo com o secretário de leilões da agência reguladora, Ivo Secchi Nazareno, o certame terá um custo para os consumidores de R$ 286,2 milhões por ano, considerando a receita permitida contratada. Já a economia para os consumidores, por conta do deságio, soma R$ 7,6 bilhões ao longo das concessões. Em relação aos vencedores, o secretário destacou a Engie como a que teve 47% de participação e investirá cerca de R$ 1,5 bilhão. A segunda colocada é a Cymi, com aportes similares. Em relação ao consórcio BR2ET, que arrematou o lote 4, o secretário afirmou que uma das companhias que compõem o consórcio, a Brasiluz, já tem outro contrato de transmissão em andamento, que arrematou em 2024. Para ele, até o momento, não há nada em relação ao andamento dessa concessão que tenha chamado atenção da agência. “O projeto foi conquistado recentemente, há dois anos, que é o tempo para a implantação. Então, até esse momento, não há nada que tenha chamado nossa atenção. O desenvolvimento ocorre normalmente”, completou. (Valor)
O elo crítico da expansão energética no Brasil
Durante muito tempo, o segmento de transmissão foi tratado como a parte mais consolidada do setor elétrico: essencial, estável, de baixo risco regulatório, mas distante do centro do debate. Era uma atividade vista como técnica, sem o mesmo apelo da geração, distribuição, comercialização ou do consumo. Esse cenário mudou e, nos últimos anos, a transmissão assumiu um novo protagonismo. A rede passou a ser o principal determinante da velocidade de integração de novas fontes e, em última instância, da confiabilidade do abastecimento. Esse não é um fenômeno exclusivo do Brasil. A Agência Internacional de Energia tem alertado que, globalmente, as redes estão virando gargalo para as transições e para a segurança elétrica. O avanço das fontes renováveis, a maior complexidade operacional da rede e desafios mais recentes, ajudam a explicar a importância renovada da transmissão. Esse é o caso do curtailment, que é o corte de geração na produção de energia limpa determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mesmo que haja capacidade instalada e condições favoráveis para produção. (Eixos)
Engie Brasil vence maior projeto de transmissão de energia em leilão
A Engie venceu o maior projeto do leilão de transmissão de energia elétrica realizado nesta sexta-feira (27), garantindo obras que somam R$ 1,38 bilhão em investimentos estimados. A elétrica ofertou as melhores propostas pelos quatro sublotes do lote 3, o maior do certame, que prevê instalação de compensadores síncronos e subestações no Rio Grande do Norte e Ceará. As ofertas da Engie representaram um deságio médio de 54,83% frente às RAP (receitas anuais permitidas) máximas somadas dos quatro sublotes. A companhia disputou o ativo com vários outros grupos, entre eles Axia Energia e um fundo de investimentos do BTG. Horas antes, a Engie também venceu o lote 2 do leilão, para construção de novas linhas de transmissão entre Paraná e Santa Catarina. Já a Cymi Construções e Participações arrematou o lote 5 do leilão de transmissão de energia, que prevê R$ 1 bilhão em investimentos em linhas e subestações entre Mato Grosso e Pará. A empresa venceu a disputa contra grandes elétricas, como Axia e Taesa, ao ofertar uma RAP de R$ 91,19 milhões pelo ativo, o que representa um deságio de 50,89% sobre o valor máximo estipulado. (Folha)
Engie vence disputa pelo lote 2 com deságio de 46,89%
A Engie venceu a disputa pelo lote 2 do leilão de transmissão realizado nesta sexta-feira, 27 de março, ao apresentar oferta de Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 18,13 milhões, com deságio de 46,89% em relação ao preço teto fixado pela Aneel, de R$ 34,153 milhões. A Engie superou as proponentes Alupar, que fez oferta sem deságio, Consórcio Paraná (-37,57%) e Cox Brasil (-36,75%). O lote 2 prevê a implantação da linha de transmissão 230 kV Ponta Grossa – Canoinhas C1, entre Paraná e Santa Catarina, com 137 quilômetros de extensão. O empreendimento tem prazo de 42 meses e investimento estimado em R$ 193,6 milhões. Neste primeiro leilão de transmissão de 2026, a Aneel ofertou cinco lotes, com investimento estimado de R$ 3,3 bilhões, 798 quilômetros de linhas de transmissão e 2.150 MVA em capacidade de transformação, além de compensadores síncronos. Os empreendimentos estão distribuídos por 11 estados. (Megawhat)
Engie vence Axia leva lote 3, dos compensadores síncronos no Nordeste
A Engie venceu a disputa pelo lote 3 do leilão de transmissão realizado nesta sexta-feira, 27 de março, ao apresentar a melhor oferta de Receita Anual Permitida (RAP) para os sublotes 1, 2, 3 e 4, com deságio de 54,83%% em relação ao preço teto fixado pela Aneel, de R$ 231,750 milhões. As ofertas da Engie em cada sublote, quando somadas, superaram a melhor oferta pelo lote 3 como um todo, feita pela Axia, que era de uma RAP de 120 milhões, deságio de 48,22%. Como o lote 3 podia ser dividido em sublotes, inicialmente foi feita a leitura das propostas pelo lote 3 como um todo. Depois, as menores propostas dos sublotes combinadas foram comparadas com as propostas do lote 3, e o melhor preço foi o ofertado pela Engie nos sublotes. Fizeram propostas pelo lote 3 as proponentes Axia (-48,22%), Consórcio Renaissance (-47,80%), FIP Warehouse (-46,2%), Consórcio Olympus XX (-30%) e Celeo Redes Brasil (sem deságio). A Engie estava habilitada mas não fes proposta. Posteriormente, foram abertas as propostas por sublotes. No sublote A, a melhor oferta foi da Engie, de uma RAP de R$ 22,817 milhões, deságio de 52,3%. No sublote B, a melhor oferta foi da Engie, de RAP de R$ 20,6 milhões, deságio de 54,8%. (Megawhat)
Consórcio BR2ET Transmissora vence disputa pelo lote 4 com deságio de 37,89%
O Consórcio BR2ET Transmissora venceu a disputa pelo lote 4 do leilão de transmissão realizado nesta sexta-feira, 27 de março, ao apresentar oferta de Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 25,563 milhões, com deságio de 37,89% em relação ao preço teto fixado pela Aneel, de R$ 41,158 milhões. O consórcio é composto pelas empresas Raff Geração e Comércio de Energia Elétrica, Brasiluz Eletrificação e Eletrônica, Enind Energia e Participações e Brenergia Participações. A oferta superou as propostas da Axia (-23,67%), Celeo Redes (-9,1%), Alupar (-7,5%) e Consórcio Atlas (-7%). O lote 4 reúne obras na Bahia e em Sergipe. Estão previstas a linha de transmissão 230 kV Olindina – Itabaianinha C1, a subestação 230/69 kV Nossa Senhora da Glória II e trechos de linha entre a nova subestação e a LT 230 kV Paulo Afonso III – Itabaiana C2. O prazo para conclusão é de 42 meses. O investimento estimado é de R$ 377,3 milhões. (Megawhat)
Cymi vence disputa pelo lote 5 com deságio de 50,89%
A Cymi Construções e Participações venceu a disputa pelo lote 5 do leilão de transmissão realizado nesta sexta-feira, 27 de março, ao apresentar oferta de Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 91,2, com deságio de 50,89% em relação ao preço teto fixado pela Aneel, de R$ 185,681 milhões. A proponente venceu as propostas das empresas Taesa (-39,16%), FIP Warehouse (-35,80%), Axia (-24,89%), Olympus XX (-25%), EDP (-32,83%) e Celeo (-38,33%). O lote 5 contempla um conjunto de linhas e subestações entre Mato Grosso e Pará, com destaque para o atendimento à região de Novo Progresso, no sudoeste paraense. O empreendimento inclui as linhas 230 kV Cláudia – Cachimbo C1 e Cachimbo – Novo Progresso C1, a subestação 500/230/138 kV Cláudia, a subestação 230 kV Cachimbo com compensação síncrona e a subestação 230/138 kV Novo Progresso, também com compensação síncrona. O prazo para conclusão é de 60 meses e o investimento estimado é de R$ 1 bilhão. A potência total deste lote é de 1.050 MVA, após correção divulgada pela Aneel. (Megawhat)
O diretor de transmissão da Engie Brasil, Gustavo Labanca, afirmou que a empresa priorizou lotes com os quais têm sinergia operacional relevante no leilão de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) encerrado realizado nesta sexta-feira (27), no qual a empresa se sagrou vencedora de dois dos cinco trechos ofertados. “A gente priorizou um lote que está conectado com uma subestação nossa, no Paraná. Temos um sistema, Gralha Azul, com mais de mil quilômetros de linha. […] Estamos também com um projeto em construção ali naquela região de Graúna, com mais ou menos 140 quilômetros de linha”, citou sobre a sinergia com o lote 2. Já sobre o lote 3, que compreende cinco compensadores síncronos, que são usados para estabilizar a rede elétrica, ele afirmou que a escolha foi por serem mais agressivos, ancorados por uma “parceria muito boa com os fornecedores de equipamentos”. Em relação aos investimentos previstos, que nas contas da Aneel, serão da ordem de R$ 1,5 bilhão nesses lotes, o diretor afirmou que uma captação recente de R$ 2 bilhões trouxe competitividade para a companhia. (Valor)
Engie aposta em compensadores síncronos com parceria da WEG
Maior destaque do leilão de transmissão desta sexta-feira, 27 de março, com vitória em dois lotes, a Engie está apostando nos compensadores síncronos para diversificar seu portfólio em transmissão. Para garantir vitória na disputa de hoje, a empresa negociou antecipadamente uma parceria com a fabricante WEG para os equipamentos. “A gente fez uma parceria muito boa com fornecedores de equipamentos, no caso dos síncronos, com a WEG. Então a gente realmente estava com um planejamento de investimento muito bem feito”, disse o diretor de Transmissão de Energia da Engie, Gustavo Labanca, em entrevista a jornalistas depois do certame. Segundo Labanca, a entrada nos compensadores síncronos faz parte da diversificação do portfólio de transmissão da Engie. “Temos linha de transmissão, de 230 kV, de 500kV, temos subestações e agora vamos ter o síncrono, que tem esse papel de gerar energia reativa para o sistema”, explicou. Para ele, o sistema vai precisar de mais máquinas do tipo, então para a Engie é importante dominar a tecnologia para aproveitar novas oportunidades no futuro. (Megawhat)
Aneel deve abrir em abril consulta do leilão de transmissão de R$ 22 bi
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve abrir no início de abril uma consulta pública para discutir o edital do segundo leilão de transmissão de 2026, previsto para o fim de outubro e com investimentos estimados em cerca de R$ 22 bilhões. “Em breve, muito em breve, a gente vai abrir a consulta pública com os lotes que vão ser endereçados”, disse Ivo Sechi Nazareno, presidente da Comissão Permanente de Leilões da agência, após o certame realizado nesta sexta-feira, 27 de março. O próximo certame será significativamente maior que o leilão realizado nesta sexta-feira, que garantiu R$ 3,3 bilhões em investimentos. “Vai ser um leilão de maior porte do que esse, os investimentos estimados nesse momento em torno de uns 22 bilhões de reais, a depender de um ou outro lote”, afirmou. Nesta sexta-feira, a Aneel realizou o primeiro leilão de transmissão de 2026, com cinco lotes e deságio médio de 50,69% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) máxima do edital. Ainda não há decisão sobre a segunda etapa do leilão de hoje, que reunirá os lotes 7 a 10 vinculados à MEZ Energia. Segundo Nazareno, o TCU ainda está analisando o termo de compromisso negociado no processo de solução consensual. (Megawhat)
Vencedoras de leilão temem que recurso da Âmbar atrase operações
O recurso da Âmbar que pede a anulação de parte do LRCap (Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência) da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) acendeu um alerta no setor elétrico, sobretudo para as empresas que saíram vencedoras do certame. A companhia de energia do grupo J&F afirma ter sido prejudicada por erro de classificação de uma usina e por bloqueio no sistema de lances de outra, ambas termelétricas. A empresa solicita a anulação dos resultados e a repetição das duas primeiras rodadas do LRCAP, que contrataram em 18 de março empreendimentos com entrega de potência prevista para 2026 e para 2027. O leilão de reserva de capacidade é feito para contratar energia e garantir a potência firme e a segurança do Sistema Interligado Nacional, evitando problemas no fornecimento de energia elétrica. Executivos e empresas do setor ouvidos pelo Poder360 afirmam que o processo na Aneel pode atrasar a outorga e a assinatura dos contratos de outros licitantes e prejudicar as demais operações contratadas no leilão. A maior preocupação é com as usinas novas que foram contratadas para começarem a operar em 2028, ano que teve o maior volume contratado do leilão. As empresas vencedoras já começaram a contratar o aluguel de equipamentos e as construtoras responsáveis pelos projetos. Avaliam que se o processo de outorga atrasar, será motivo para que o acordado não seja entregue na data correta. (Poder 360)
Governo avalia crédito de até R$ 7 bilhões para distribuidoras de energia elétrica
O governo Lula está avaliando a concessão de crédito de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, especificamente as concessionárias com maiores reajustes tarifários neste ano. A informação foi inicialmente veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast. As tratativas estão avançadas. O crédito, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), poderá atenuar o aumento porcentual nas tarifas de energia elétrica em um ano eleitoral. No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%. O foco nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste ocorre no cenário de menor impacto esperado para o Norte e Nordeste. A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já aprovou a repactuação de parcelas devidas a título do Uso do Bem Público (UBP), pagamento feito por geradoras hidrelétricas pela utilização de áreas públicas. A previsão é que sejam distribuídos R$ 7,87 bilhões aos consumidores de energia das regiões Norte e Nordeste. (Estadão)
Distribuidoras de energia podem ter crédito de R$ 7 bi via BNDES em 2026
O governo avalia a concessão de crédito de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, especificamente as concessionárias com maiores reajustes tarifários neste ano. As tratativas estão avançadas. O crédito, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), poderá atenuar o aumento porcentual nas tarifas de energia elétrica em um ano eleitoral. No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%. A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já aprovou a repactuação de parcelas devidas a título do Uso do Bem Público (UBP), pagamento feito por geradoras hidrelétricas pela utilização de áreas públicas. A previsão é que sejam distribuídos R$ 7,87 bilhões aos consumidores de energia das regiões Norte e Nordeste. A Lei nº 15.235/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro passado, determinou essa destinação após alterações no Congresso. São elegíveis à repactuação as usinas hidrelétricas licitadas nos termos de uma lei de 1998, especificamente os empreendimentos outorgados pelo critério de maior pagamento pelo UBP. (CNN Brasil)
Distribuidoras de energia podem ter crédito de R$ 7 bilhões do BNDES
O governo avalia a concessão de crédito de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, especificamente as concessionárias com maiores reajustes tarifários neste ano. A informação foi inicialmente veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast. As tratativas estão avançadas. O crédito, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), poderá atenuar o aumento porcentual nas tarifas de energia elétrica em um ano eleitoral. No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%. O foco nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste ocorre no cenário de menor impacto esperado para o Norte e Nordeste. A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já aprovou a repactuação de parcelas devidas a título do Uso do Bem Público (UBP), pagamento feito por geradoras hidrelétricas pela utilização de áreas públicas. A previsão é que sejam distribuídos R$ 7,87 bilhões aos consumidores de energia das regiões Norte e Nordeste. (Info Money)
Governo pede à Aneel adiamento dos reajustes das contas de luz para frear impacto das tarifas
O governo federal solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o adiamento dos reajustes nas contas de luz enquanto analisa medidas para conter o impacto das tarifas em 2026. O pedido consta em ofício enviado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em 17 de março. No documento, o governo informa que conduz análises internas e negociações para definir ações relacionadas aos reajustes tarifários. A medida busca garantir prazo para a conclusão dessas discussões antes da aplicação dos aumentos aos consumidores. O propósito é reduzir o impacto das tarifas sem comprometer o funcionamento do setor elétrico. O ministério aponta a busca por alternativas que preservem o equilíbrio regulatório e limitem a pressão sobre as contas de luz. O ofício também menciona a avaliação de mecanismos com potencial para reduzir de forma relevante os reajustes em determinados casos. Há expectativa de que, em algumas concessões, a redistribuição de recursos do setor possa resultar em aumentos próximos de zero. (Exame)
Crédito para conter alta da energia tem efeito retardado
A oferta de crédito para conter reajustes nas tarifas de energia elétrica reduz o impacto imediato para os consumidores, mas pressiona a conta de luz nos anos seguintes, avaliam técnicos e especialistas no setor elétrico. O uso desse tipo de mecanismo, criticado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, no passado, já foi adotado em governos anteriores em momentos de crise. Agora, volta ao radar do governo federal, em função da pressão sobre as tarifas em pleno ano eleitoral, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve concorrer a mais um mandato. Como mostrou o Valor, diante da preocupação com os impactos sobre os consumidores, o governo estuda alternativas para limitar os reajustes das tarifas. As medidas em análise incluem nova linha de crédito para as distribuidoras, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões e com custo Selic, a ser viabilizado por medida provisória. Também está no radar uma mudança legal para permitir o uso de recursos do chamado “bônus de Itaipu” para postergar custos das distribuidoras e empurrar reajustes que seriam aplicados neste ano. (Valor)
Armazenamento sai do futuro e vira solução do presente
O discurso de futuro deu lugar ao senso de urgência. No último dia do Ibem 2026, realizado no Centro de Convenções Salvador, nesta quinta-feira (26/3), o armazenamento de energia deixou de ser promessa e passou a ser tratado como peça-chave para destravar a transição energética no Brasil. No painel “Avanços em armazenamento de energia”, o recado foi direto: o país enfrenta uma crise de flexibilidade operacional. Traduzindo: a expansão acelerada de fontes intermitentes, como solar e eólica, exige respostas rápidas para equilibrar oferta e demanda, algo que o sistema atual ainda não entrega. “Existe uma roda pronta, inventada e estabilizada, que é o armazenamento de energia, sobretudo em baterias. Os preços caíram drasticamente e a implementação é rápida. A gente só precisa agir”, afirmou Fábio Monteiro Soares, diretor executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae). Segundo ele, o ambiente regulatório começa a destravar. A Lei 15.269 já estabelece uma base legal, enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia (MME) prometem, ainda no curto prazo, avançar com a regulamentação e leilões de capacidade. Para o executivo, o atraso agora é menos técnico e mais decisório. (Brasil Energia)
Leilão de baterias vai reforçar segurança do sistema, diz VP da Delta
O governo federal planeja realizar um novo leilão de baterias com o objetivo de reforçar a segurança do sistema elétrico brasileiro. A iniciativa busca ampliar a capacidade de armazenamento de energia no país e garantir o fornecimento em horários de maior demanda. De acordo com Luiz Fernando Vianna, vice-presidente institucional e regulatório do Grupo Delta Energia, a tecnologia de baterias para o sistema elétrico já está bastante avançada em diversos países. “A Austrália está bastante adiantada em bateria. A China, eles são os fabricantes que são bastante adiantadas também. E nos Estados Unidos, Califórnia está bastante avançada, Texas”, explicou. O executivo participou do episódio desta semana do Capital Insights, uma parceria entre o CNN Money a Broadcast, da Agência Estado. Vianna ressalta elas oferecem uma vantagem significativa: a capacidade de deslocar o consumo energético. “Se você tem sobra de energia durante o dia, você carrega as baterias. Quando você precisar, quando você estiver numa ponta, quando você estiver precisando dessa energia, as baterias estão lá”, destacou. (CNN Brasil)
ANAC aprova uso de energia solar e baterias em balizamento em aeroportos
Utilizados para orientar pousos, decolagens e o deslocamento de aeronaves, os sistemas de balizamento desempenham papel essencial na segurança operacional dos aeroportos, principalmente à noite ou em condições de baixa visibilidade. Nos aeroportos de Tabatinga e Tefé, no Amazonas, essa estrutura ganhou uma nova configuração ao passar a operar com um sistema inédito no Brasil, movido a energia solar e integrado a baterias, homologado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Ao todo, 200 luminárias solares foram instaladas, distribuídas entre pistas, taxiways e áreas de movimentação de aeronaves, com vida útil estimada superior a 20 anos e potencial de redução de até 95% no consumo de energia elétrica em relação ao modelo convencional. Segundo Frederico Mascarenhas, gerente MEP da VINCI Airports no Brasil, o sistema possui uma robustez considerada, de simples manutenção que por ser independente entre si, a falha em uma lâmpada não compromete o sistema. Em comparação ao sistema convencional, o fato de se eliminar o cabeamento de 3,6 kV elimina a exposição dos trabalhadores ao risco de choque também. (Canal Solar)
Onda de leilões em março soma R$ 80 bi
A bolsa brasileira registrou uma corrida pelos leilões do setor de infraestrutura no mês de março, com nove certames, calendário impulsionado pelo ano eleitoral. O número de leilões alcançou o visto há quatro anos, e só não bateu o recorde por conta de cancelamentos registrados no período, inclusive por problemas no desenho das modelagens. Os investimentos previstos devem chegar próximos aos R$ 15 bilhões. Se considerado também o leilão de geração de energia de capacidade, realizado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o valor chega aos R$ 80 bilhões. Na sexta-feira (27), a Engie e a Cymi foram os maiores vencedores do leilão de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizado na B3, em São Paulo, onde arremataram dois lotes cada, dos cinco ofertados. A Engie ficou com os lotes 2 e 3, sendo o terceiro composto por cinco compensadores síncronos, e a Cymi com os lotes 1 e 5. O investimento total estimado pela agência é de R$ 3,3 bilhões. Em 2022, último recorde de leilões na Bolsa, muitos foram comandados pelo governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, então ministro de Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro e que logo depois deixou a cadeira para poder concorrer às eleições. Neste mês, os projetos são principalmente federais e incluem outros Estados. A visão, segundo especialistas, é que o país está bem posicionado para atrair investidores estrangeiros nos projetos dada a dinâmica global de realocação de portfólios. (Valor)
MME disponibiliza relatório da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 em nova seção do site
O Ministério de Minas e Energia (MME) disponibilizou, nesta sexta-feira (27/3), o relatório de apresentação da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 em nova seção do site, fortalecendo a transparência e criando um canal permanente para o acompanhamento das ações prioritárias e preventivas voltadas à segurança e à confiabilidade do suprimento eletroenergético. O relatório traz a contextualização, a estrutura de governança e o cronograma da Agenda, bem como a descrição das ações estratégicas e as respectivas instituições envolvidas. A nova seção do site também reunirá relatórios de monitoramento com atualizações sobre o andamento das ações, que serão publicados no mês seguinte ao encerramento de cada trimestre. (MME Notícias)
Infraestrutura resiste a incertezas e atrai investidor
Apesar do cenário global turbulento e da incerteza em torno das eleições no Brasil neste ano, o setor de infraestrutura deverá seguir atraindo interesse do mercado neste primeiro semestre, em meio à uma onda de leilões bilionária no segmento, segundo especialistas da área. “O sentimento geral é que setores de infraestrutura, óleo e gás e energia são defensivos, vão continuar tendo demanda, investimentos”, afirmou Daniel O’Czerny, diretor de financiamento de infraestrutura global para o Citi na América Latina. Um sinal disso foi a participação forte de grandes grupos no leilão de reserva de capacidade de energia, realizado na semana retrasada, com cem empreendimentos contratados e R$ 64,5 bilhões em investimentos previstos, destacou o executivo do Citi. O’Czerny também não vê, no geral, uma piora na qualidade dos projetos recentes, dado que a maioria começou a ser estruturada há anos. “O que faz diferença é ter um projeto bem feito de estudo de demanda, de viabilidade econômica. Os seis meses finais [da licitação] são de ritos burocráticos, não tem como antecipar tanto.” (Valor)
Com queda da carga, ONS pode acionar corte emergencial na Semana Santa
A redução nas projeções de carga para abril e para o restante de 2026 levou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a reforçar o monitoramento do risco de sobreoferta de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), com possibilidade de acionamento do plano emergencial de gestão de excedentes, especialmente durante a Semana Santa e ao longo dos meses de abril e maio. As sinalizações foram apresentadas a agentes na reunião do Programa Mensal da Operação (PMO) de abril, realizado nesta quinta-feira, 26 de março. Segundo o operador, a queda recente da carga mínima, sobretudo aos domingos, já acende um sinal de alerta para condições de operação mais desafiadoras, em um cenário de demanda mais fraca combinada à elevada disponibilidade de geração. O ONS informará os agentes semanalmente sobre os indicadores e eventual necessidade de acionamento do plano, seguindo a orientação por cores: verde (baixa probabilidade), amarelo (alta incerteza) e vermelho (alta probabilidade). Neste momento, o foco está no período da Semana Santa, marcado por redução da atividade econômica e, consequentemente, do consumo de energia. A preocupação decorre do risco de repetição de eventos recentes em que a carga líquida caiu a níveis críticos, como no Dia dos Pais do ano passado, quando o sistema operou próximo ao limite devido ao excesso de geração em relação à demanda, elevando o risco de desligamentos por sobrefrequência. (Megawhat)
Abril segue com bandeira verde na conta de energia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 27 de março, que a bandeira tarifária permanecerá verde no mês de abril, o que significa que não haverá cobrança adicional na conta de energia dos consumidores. Segundo a agência, com o volume de chuvas observado em março, há nível satisfatório dos reservatórios das usinas hidrelétricas, refletindo em geração favorável de energia. Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo indicar o custo real da geração de energia no país. O mecanismo considera fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o uso de fontes renováveis e a necessidade de despacho térmico, funcionando como um sinalizador das condições do sistema elétrico. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicou que deve manter, nas próximas semanas, a avaliação de despacho termelétrico fora da ordem de mérito para atendimento ao subsistema Sul, diante da persistência de condições hidrológicas desfavoráveis na região. Segundo o ONS, a medida tem como objetivo preservar os reservatórios do Sul, que seguem em deterioração, com redução próxima de 8 pontos percentuais ao longo de março e perspectiva de continuidade desse movimento ao longo de abril. (Megawhat)
Aneel mantém bandeira verde em abril e contas de luz seguem sem cobrança adicional
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (27) que irá manter acionada a bandeira verde em abril. Com a decisão, os consumidores seguem sem cobrança de taxa adicional nas contas de luz no próximo mês. A bandeira verde está em vigor desde o início do ano. Em nota, a agência reguladora afirmou que, com o volume de chuvas observado em março, há nível satisfatório dos reservatórios das usinas hidrelétricas, refletindo em geração favorável de energia. “A bandeira verde está vigorando desde janeiro, com o regime de chuvas em patamar favorável no primeiro trimestre. A situação permite que não seja necessário o acionamento mais intenso de termelétricas, que apresentam custo mais elevado”, informou a agência. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para sinalizar ao consumidor o custo da geração de energia no país. As bandeiras mostram o custo variável da produção de energia, a partir da análise da disponibilidade de recursos hídricos, do avanço das fontes renováveis e do acionamento de fontes de geração mais caras. (Valor)
Conta de luz mantém bandeira tarifária verde em abril, sem custo adicional, diz Aneel
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 27, a bandeira tarifária verde para o mês de abril. Esse enquadramento é vigente desde janeiro deste ano. Com as condições favoráveis à geração de energia no País, os consumidores não terão o valor adicional nas faturas no próximo mês. Para a segunda metade do ano de 2026 é vislumbrado o acionamento de bandeiras com cobrança adicional para os consumidores, com o período seco. Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano. Com o volume de chuvas em março, há nível considerado satisfatório para os reservatórios das usinas hidrelétricas. Isso resulta na geração favorável de energia. O mais recente boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) apresenta um cenário de Energia Armazenada (EAR) acima de 90% para os subsistemas do Norte e Nordeste. (Estadão)
Microsoft traz tecnologia antiga a data centers de IA em SP, com maior consumo de água
No mesmo mês de janeiro em que anunciou um compromisso para diminuir o uso de água em seus data centers, a Microsoft iniciou a operação de seus primeiros complexos voltados à inteligência artificial no Brasil usando uma tecnologia antiga, que gasta várias vezes mais água do que os sistemas recentes de circulação fechada. Segundo informações divulgadas para a comunidade de Hortolândia e de Sumaré, no interior de São Paulo, onde estão as primeiras unidades no país, os data centers estão equipados com torres de evaporação. O funcionamento desses aparelhos de refrigeração envolve a perda de água para dissipar calor. Modelos mais recentes priorizam a economia hídrica, porque a água circula no complexo, sem se perder na evaporação. Mas custam mais e exigem maior consumo de energia elétrica para o resfriamento. O gasto de água do campus na região metropolitana de Campinas, estimado em até 3,24 milhões de litros por dia, pode ficar próximo ao consumo de 15 mil pessoas, de acordo com documentos de uma prefeitura no estado americano da Virgínia sobre um complexo de data centers com características similares. (Folha)
Mercado livre de energia pode cortar 9,3 milhões de toneladas de CO2 por ano no Brasil, diz MIT
A expansão do mercado livre de energia para consumidores residenciais e pequenos comércios pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil. É o que revela um estudo recente apresentado pelo MIT: a medida tem potencial para evitar a emissão de 9,3 milhões de toneladas de CO2 por ano, volume equivalente à retirada de mais de 2 milhões de carros a gasolina das ruas ou ao sequestro de carbono realizado por 65 milhões de árvores ao longo de uma década. A análise considerou um consumo anual de cerca de 320 TWh e mostra que se trata menos de uma mudança regulatória e mais de uma “transformação no comportamento de consumo energético no país”. O chamado mercado livre de energia é um modelo em que consumidores podem escolher de quem comprar eletricidade, negociando diretamente com geradores ou comercializadoras, muitas vezes com foco em fontes renováveis e preços mais competitivos. Hoje, esse sistema ainda é restrito principalmente a grandes empresas. Já residências e pequenos negócios permanecem no chamado mercado cativo, no qual a energia é fornecida pela distribuidora local, sem possibilidade de escolha. (Exame)
Reciclagem não é opção, é estratégia contra o colapso climático
A crise climática deixou de ser um debate prospectivo para se consolidar como uma pauta que demanda soluções urgentes. Em 2026, as projeções indicam a intensificação de extremos climáticos e de contrastes regionais no Brasil, com regimes de chuva cada vez mais irregulares e temperaturas persistentemente elevadas. Esse cenário compromete a previsibilidade e pressiona a gestão de recursos hídricos e energéticos, ampliando riscos operacionais, inflacionários e de segurança hídrica e elétrica. Enquanto a população geral, o Poder Público e a iniciativa privada se questionam sobre o que pode ser feito para reduzir cada vez mais o impacto ambiental gerado pela atividade humana, uma estratégia precisa assumir protagonismo: a reciclagem. Ao se utilizar materiais pós-consumo para a produção de itens novos, reduz-se significativamente a demanda por extração de recursos naturais, o que garante o abastecimento do mercado consumidor de forma ecologicamente responsável. Diferentes análises confirmam o impacto positivo da reciclagem, o que pode ser atestado pela comparação entre o PET reciclado (r-PET) e o PET virgem. Segundo estudos da Franklin Associates (ERG), a produção de r-PET gera uma massa de CO₂ 67% da menor do que a produção de PET virgem (v-PET), além de consumir 79% menos energia. (Exame)
Brasil tem tudo para transformar crise global do GNL em oportunidade, diz CEO da Edge
A guerra no Irã criou um choque de segurança energética global sem precedentes desde 2022, mas o Brasil reúne condições para sair na frente — com reservas, demanda reprimida e capital disponível. A avaliação é de Demétrio Magalhães, CEO da Edge, empresa do grupo Cosan focada no mercado livre de gás natural, em entrevista ao estúdio eixos gravada diretamente da CERAWeek 2026, em Houston. Com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã e os danos aos trens de liquefação do Catar — que retiraram do mercado 12,8 milhões de toneladas por ano de gás natural liquefeito (GNL) por três a cinco anos —, os preços do GNL na Ásia saltaram 143% desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, atingindo cerca de US$ 25,30/(MMBtu, o nível mais alto em mais de três anos. Para Magalhães, o choque é real no curto prazo, mas os fundamentos do mercado continuam favoráveis a uma perspectiva de sobreoferta até 2030. “A gente vai sofrer nos próximos meses, um ano, um ano e meio. É muito difícil dizer quanto tempo essa guerra vai durar”, reconheceu. Mas, olhando para frente, o executivo aposta que o volume global de GNL transacionado deve crescer dos atuais 1,6 bilhão a 1,7 bilhão de metros cúbicos por dia para entre 2,3 bilhões e 2,5 bilhões de metros cúbicos até o final da década. (Eixos)
Sulgás apresenta projeto do primeiro hub de biometano do Rio Grande do Sul
A Sulgás, distribuidora de gás canalizado do Rio Grande do Sul, lançou, nesta sexta-feira (27/3), o projeto do primeiro hub de biometano do estado, o Sulgás BioHub. A expectativa é de que as operações iniciem em 2027. A iniciativa consiste em uma estrutura que será instalada em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para recebimento e tratamento do gás antes da distribuição, com etapas de descompressão, controle de qualidade e medição certificada. O objetivo é garantir que o biometano atenda às especificações técnicas e regulatórias para ser injetado na rede de gasodutos do Rio Grande do Sul. Segundo a distribuidora, o hub ampliará a oferta de biometano no estado e facilitará a entrada de novos produtores no mercado. “Essa integração fortalece a segurança energética do Rio Grande do Sul e cria uma agenda positiva de desenvolvimento regional, com geração de valor para produtores, municípios e para toda a cadeia da economia circular“, disse a gerente executiva de estratégia da Sulgás, Thays Falcão. A companhia vai publicar em abril o edital de recebimento de propostas de fornecedores da molécula. De acordo com a Sulgás, os produtores deverão pagar uma tarifa de injeção, que ainda será definida pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), voltada para a utilização da infraestrutura da companhia. (Eixos)
Para onde vai o mercado global de GNL?
Guerra no Oriente Médio põe em xeque cenário de abundância do mercado global de GNL; reforça a liderança dos EUA no setor; e pode incentivar produtores fora do Golfo Pérsico e novas rotas de integração de gás. Embarquei na última semana rumo ao Texas para uma das experiências profissionais mais ricas da minha carreira como jornalista, para cobrir a CERAWeek 2026, em Houston. O batismo no maior encontro mundial de líderes do setor de energia aconteceu num momento bastante turbulento do mercado global, o que nos dá um senso de responsabilidade extra: afinal, é nessas horas que o nosso produto (a informação) tem ainda mais valor. No calor do momento, traçar prognósticos é um exercício que pode nos levar facilmente a emboscadas. Mas ao longo da semana tive o privilégio de estar no centro dos grandes debates que tornam menos árida a minha missão. Foram dezenas de horas de painéis, entrevistas, conversas de corredores. Uma imersão sobre os rumos da geopolítica do gás. O assunto ganha interesse renovado, no Brasil, com o recente Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), que reforçou o modelo de geração de energia ancorado em terminais de regaseificação, como apresentamos na edição passada da gas week. (Eixos)
ANP autoriza investimentos em tratamento de gás natural e gases exaustos
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras, TotalEnergies, Shell Brasil, Cnodc e Cnooc a investirem R$ 1,6 milhão por meio do uso da cláusula de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). O aporte será destinado ao Laboratório de Desenvolvimento de Novos Materiais (Labnov) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba. O dinheiro será usado para melhoria da infraestrutura e para o desenvolvimento de membranas avançadas. O projeto é destinado ao tratamento, baseado em nanocompósitos de nitreto de boro e derivados, de impurezas no gás natural e gases exaustos. A autorização, publicada por meio de despacho na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 25 de março, foi concedida com base em valores estimados, cabendo às empresas verificarem a coerência dos custos apresentados na proposta. A ANP autorizou ainda a Metagas Biogas e Energia a exercer a atividade de comercialização de biometano na esfera de competência da União. A autorização, no entanto, não contempla o exercício da atividade de distribuição de gás natural comprimido (GNC) e liquefeito (GNL) a granel. A empresa também não poderá realizar projeto para uso próprio e de projeto estruturante. (Megawhat)
No setor de energia, conferência nos EUA deixa clara preocupação mundial com a guerra
O brasileiro Décio Oddone, ex-diretor-geral da ANP, voltou preocupado da CERAWeek, o grande evento sobre energia, que terminou ontem em Houston, no Texas. “A principal conclusão é que a crise no Golfo é muito mais séria do que parece”, diz: “As preocupações com a segurança no fornecimento de energia ganharão força. As repercussões na geopolítica e no mundo das commodities serão profundas e de longo prazo. E, quanto mais durar a guerra, pior vai ficar”. (O Globo)
Guerra amplia incertezas sobre investimentos em energia
O risco político é, de longe, a maior barreira ao crescimento para empresas do setor de energia, uma percepção que persiste entre executivos da indústria desde 2024, mostra pesquisa DNV divulgada esta semana. A escalada dos conflitos no Oriente Médio após os ataques, de EUA e Israel ao Irã no final de fevereiro, desencadeou o maior choque nos mercados globais de energia em anos e reforçou as incertezas em relação ao curto prazo. O levantamento realizado entre janeiro e março de 2026, com 1.095 profissionais do setor de 96 países, mostra que apenas metade espera atingir as metas de lucro. Entre os principais fatores que assombram os negócios estão a “incerteza externa excepcionalmente alta”, com guerras e tensões comerciais, e políticas instáveis, especialmente em relação à descarbonização. Embora enxerguem que alguns fundamentos permanecem favoráveis, como eletrificação, contratos de longo prazo e aumento da demanda por eletricidade, eles apontam que a execução, o investimento e a lucratividade no curto prazo são limitados. (Eixos)
Atvos avalia construir outras sete plantas de biometano no país para substituir diesel
A Atvos, investida do fundo Mubadala Capital, está avançando na construção de sua primeira usina de biometano, anexa à Usina Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul (MS) e já avalia construir mais sete unidades, anexas às suas outras usinas de cana-de-açúcar no país. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26/3) pela companhia. A unidade Santa Luzia está em construção e recentemnete começou a receber o inóculo, insumo para viabilizar a reação biológica que permite a biodigestão dos resíduos agroindustriais para a produção do biometano. A planta terá capacidade de produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra e demanda um investimento de R$ 350 milhões. Segundo a Atvos, com a construção de unidades de biometano ao lado de todas as suas oito usinas, a companhia conseguiria produzir até 137 milhões de metros cúbicos de biometano por safra. Com essas oito plantas, a Atvos poderia reduzir em até 88,3% as emissões associadas ao uso de diesel. “O biometano será utilizado principalmente para abastecer parte da nossa própria frota, substituindo o diesel nas operações. Nossa meta para os próximos anos é converter 100% da nossa frota para o uso do gás renovável”, disse Wilson Lucena, vice-presidente de Operações da Atvos, em comunicado. (Globo Rural)
A saga de Ivan Botelho na Energisa
Um dos grandes empresários brasileiros que precisam ser celebrados em vida, Ivan Botelho é uma dessas figuras raras em que o homem e a empresa caminham juntos, quase sem fronteiras. Conheci Ivan ao retornar de um doutorado na França no final dos anos 80, quando fui procurado pelo Instituto Liberal, um think tank que ele apoiou desde o começo. Nascido no seio de uma família que ajudou a construir a história da eletricidade no interior do Brasil, Ivan herdou, mais que um sobrenome, um impulso pioneiro. Desde cedo, entre a influência técnica do pai e a sensibilidade da mãe, formou-se um engenheiro curioso, inquieto e sedento por desafios. Buscou formação no exterior e retornou ao Brasil disposto a aplicar com pragmatismo o que aprendeu. O resultado é a Energisa, hoje uma holding que vale R$ 25 bilhões na Bolsa e é dona de nove distribuidoras estaduais, um negócio de transmissão e uma incursão recente no gás. (Brazil Journal)
Energisa inicia teste de plano pré-pago da conta de luz em três estados
O grupo Energisa inicia na segunda-feira, 30 de março, a captação de clientes em 36 cidades dos estados de São Paulo, Paraíba e Tocantis para testar o Plano Pré-pago de conta de luz, inserido no âmbito do projeto de Sandbox Tarifário aprovado pela Agência Nacional d Energia Elétrica (Aneel). O valor da recarga varia de R$ 30 a R$ 500. “Em vez de pagar a conta de luz em um único dia no mês, [o pré-pago] oferece flexibilidade ao cliente, que pode escolher quando e quanto crédito quer colocar a cada recarga”, esclareceu Rodrigo Santana, diretor de Assuntos Regulatórios e Estratégia da Energisa. O formato de compra de créditos, convertidos a kWh, é semelhante ao usado em serviços como telefonia e streaming, segundo a Energisa, e já está disponível em países como Alemanha, Reino Unido, Argentina e Colômbia. O modelo será testado, por até 12 meses. Os consumidores inseridos na fase de teste deverão contar com a instalação de um medidor de energia inteligente. A Conta Inteligente é conduzida pela Energisa em parceria, além da Aneel, com a i4 Economic Regulation, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e a Essenz Soluções. (Megawhat)
Caducidade da Enel não resolve desafios impostos pelo clima
O cenário das distribuidoras de energia no Brasil mudou drasticamente nos últimos anos. Não se trata mais de gerir uma rede estável, mas de operar em um estado de prontidão constante contra eventos climáticos severos. Um desafio que assola todos os estados e que tem efeito amplificado na área de concessão da Enel São Paulo, pela geografia e infraestrutura em que opera na maior metrópole da América Latina. Após os três eventos climáticos extremos que geraram crises recentes (em 2023, 2024 e 2025), ficou claro que a operação urbana em São Paulo exige uma resiliência de rede que vai além da engenharia elétrica e que obriga mudanças estruturantes em todo setor de distribuição de energia. Em resposta às crises e aos apelos da opinião pública e da pressão política, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) intensificou a fiscalização e exigência sobre os serviços prestados pela Enel na Região Metropolitana de São Paulo, buscando assegurar a manutenção da prestação adequada do serviço público, especialmente em relação a recomposição tempestiva do suprimento de eletricidade. O que é legítimo. (Jota Info)
ANA e AXIA Energia assinam acordo de cooperação para aperfeiçoar monitoramento hidrológico no Brasil
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a AXIA Energia, tendo como testemunhas o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), firmaram nesta terça-feira, dia 24 de março, Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para a modernização e expansão da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) nas bacias dos rios São Francisco, Parnaíba e nas áreas sob influência do reservatório de Furnas. A Rede é o conjunto de estações distribuídas em rios e bacias hidrográficas que medem, de forma contínua, dados como nível dos rios, vazão e chuva. Essas informações permitem prever cheias e secas, apoiar a operação de reservatórios e orientar a gestão dos recursos hídricos. Desde que se tornou uma empresa privada, a AXIA Energia — nova marca da antiga Eletrobras — passou a cumprir os compromissos assumidos no processo de capitalização, entre eles o repasse anual de recursos para programas de desenvolvimento regional e de revitalização hidroambiental. As ações apoiadas são selecionadas pelo Governo Federal, com coordenação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), responsável pela implementação dos investimentos no âmbito do Novo PAC. (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional)
Três Marias atinge 100% e Cemig vê risco com elevação da vazão mínima
O avanço do reservatório da hidrelétrica de Três Marias (396 MW) para 100% do volume útil, após chuvas acima da média no início de 2026, ocorre em meio ao debate sobre o risco de elevação da vazão mínima defluente, defendida em ação do Ministério Público Federal (MPF). Segundo a Cemig, a imposição de um patamar mais elevado — como os 300 m³/s pleiteados pelo MPF— pode comprometer a capacidade de reenchimento do lago em cenários hidrológicos adversos, além de reduzir a flexibilidade operacional da usina em um sistema elétrico cada vez mais marcado pelo aumento de fontes renováveis variáveis, especialmente da geração solar distribuída, o que tem exigido maior flexibilidade operacional das hidrelétricas no Sistema Interligado Nacional (SIN). A MegaWhat teve acesso ao ofício enviado pela empresa à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) após questionamentos do MPF, em que alerta que o aumento estrutural das defluências pode pressionar o armazenamento no longo prazo, com potenciais reflexos sobre a segurança hídrica da bacia do rio São Francisco e o atendimento energético no SIN. Em fevereiro, o MPF ajuizou uma ação civil pública, com pedido de urgência, para obrigar a UHE de Três Marias a manter vazão mínima constante de 300 m³/s no rio São Francisco durante o período diurno, entre 6h e 18h. A variação da geração da hidrelétrica coincide com o horário de geração solar fotovoltaica, devido ao acionamento de recursos flexíveis, como hidrelétricas, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para a gestão da variação da carga líquida. (Megawhat)
Pesquisa Datafolha mostra que a maior parcela dos entrevistados responsabiliza, principalmente, as empresas pelos problemas na prestação dos serviços de energia elétrica e água. Já, a responsabilidade pela quantidade de pedágios no estado de São Paulo é dividida entre as empresas e o governo estadual. Quando questionados sobre quem é o maior responsável pelas faltas de energia – o governo federal, estadual, municipal ou a Enel -, a metade (49%) dos paulistas responsabiliza a Enel, 16% o governo estadual, 14% o governo federal e 6% o governo municipal. Ainda, uma fração de 4% responsabiliza todos e 10% não opinaram ou não souberam responder. Há índices acima da média para a responsabilização da Enel entre os que têm 45 a 59 anos (57%), entre os moradores da região metropolitana de São Paulo (57%, ante 42% entre os moradores do interior paulista) e entre os que avaliam o governo de Tarcísio de Freitas como ótimo ou bom (55%, ante 43% entre os que avaliam como ruim ou péssimo). Os eleitores de Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas concordam ao atribuírem maior responsabilidade à Enel (48% e 53%, respectivamente). E, diferem ao atribuir maior responsabilidade a esferas distintas de governo: entre os eleitores de Haddad, 25% atribuem responsabilidade ao governo estadual (ante 9% entre os eleitores de Tarcísio) e 7% governo federal (ante 22% entre os eleitores de Tarcísio). (Folha)
STF tem maioria para rejeitar ações que questionam privatização da Sabesp
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta sexta-feira (27/3) para rejeitar duas ações que questionam o processo de privatização da Sabesp, a companhia de saneamento do estado de São Paulo. Até o momento, votaram o relator, Cristiano Zanin, e os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. A sessão virtual termina nesta sexta (27/3). Na última semana, o sistema processual do STF mostrou um pedido de destaque feito pelo ministro Luiz Fux. Isso paralisava a análise e a remetia para o plenário físico, com discussão entre os ministros. O movimento, no entanto, foi lançado de forma indevida, e foi corrigido no andamento processual. Assim, o julgamento continuou normalmente. São analisadas duas ações. Uma delas é movida pelo PT contra a lei estadual que autorizou o governo paulista a realizar a desestatização da Sabesp (ADPF 1182). A outra ação, movida por PSOL, Rede, PT, PV e PCdoB, questiona uma lei da cidade de São Paulo que autoriza a prefeitura a celebrar contratos para prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário (ADPF 1180). Na véspera do início do julgamento, na última sexta (20/3), ministros do Supremo receberam a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para tratar do caso. A privatização da Sabesp é uma das principais bandeiras da sua gestão à frente do estado. (Jota Info)
Alta indenização e necessidade de obras convencem municípios a renovar com a Copasa
O atual contrato de concessão do serviço de abastecimento de água entre o município de Bueno Brandão (Sul de Minas) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vence em 22 de julho de 2027. Caso decida encerrar o contrato e municipalizar o serviço, a prefeitura teria que pagar uma indenização de R$ 5,9 milhões à empresa. Esta foi uma das informações divulgadas em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta sexta-feira (27/3/26), na Câmara Municipal de Bueno Brandão, para debater o vencimento do contrato e as alternativas para o município, tendo em vista a iminente privatização da Copasa. A indenização de R$ 5,9 milhões foi também um dos principais argumentos de autoridades municipais para defender a renovação do contrato. Os representantes de Bueno Brandão ponderaram ainda que uma troca de empresa concessionária ou a municipalização do serviço pode prejudicar ou atrasar obras em andamento ou outras reivindicadas pela população. A audiência pública aconteceu por solicitação do deputado Rodrigo Lopes (União) e também contou com a participação dos deputados Dr. Maurício (Novo) e Duarte Bechir (PSD). Assim como os representantes municipais, todos elogiaram o desempenho da Copasa na região, mas apontaram a necessidade de melhorias pontuais no serviço. (Portal da ALMG)
Cidade diz que Copasa cobrou R$ 5,9 milhões para encerrar contrato antecipadamente
As cidades que tem intenção de encerrar o contrato com a Copasa de forma antecipada após uma eventual privatização da companhia podem ter que pagar um preço alto para fazer a mudança. Representantes do município de Bueno Brandão, no Sul de Minas, relataram que a cidade teria que pagar cerca de R$ 5,9 milhões para encerrar o contrato com a empresa, previsto para terminar em 2027. A informação foi apresentada durante audiência pública organizada pela Assembleia Legislativa, nesta sexta-feira (27/3), para ouvir municípios afetados pela privatização da estatal mineira. O deputado Rodrigo Lopes (União), no entanto, afirmou que esse valor não pode ser definido apenas pela empresa de saneamento. Ele foi um dos parlamentares que sugeriu a audiência para debater os impactos da privatização da Copasa em cidades do Sul de Minas. “A Copasa tem que provar à Arsae (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais) que não amortizou estes investimentos. Até porque isso já fica como uma ameaça: se você não renovar comigo, tem que pagar tanto”, avaliou Rodrigo Lopes. (O Tempo)
Falta de água atinge mais de 1.000 bairros na Grande BH por obras da Copasa; 43% de BH é afetada
Mais de 1.000 bairros em 16 cidades da Região Metropolitana devem enfrentar falta de água neste domingo (29/3). Em Belo Horizonte, 210 bairros serão afetados — 43% dos 487 da capital. Veja abaixo a lista completa. Segundo a Copasa, a interrupção ocorre devido a uma parada programada do sistema Rio Manso para obras de ampliação. O serviço está previsto entre a manhã e o fim da tarde, com possibilidade de intermitência no abastecimento. Também há bairros atingidos em Betim, Brumadinho, Contagem, Esmeraldas, Ibirité, Igarapé, Lagoa Santa, Mário Campos, Matozinhos, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa, Sarzedo e Vespasiano. A companhia informa que será feita a interligação de um trecho de adutora próximo ao Terminal de Chagas, em Mário Campos, como parte do reforço do sistema para ampliar a oferta de água. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos até o fim da tarde de domingo, quando o abastecimento começará a ser retomado gradativamente. Em áreas mais altas ou distantes, a normalização pode ocorrer apenas na noite de segunda-feira (30/3), segundo a Copasa. (O Tempo)
Falta saneamento básico a mais de um terço da população brasileira
Até 2024, mais de um terço da população não tinha acesso à coleta de esgoto. Apesar de ser um direito previsto na Constituição, esse serviço alcançava apenas 62,3% dos brasileiros, segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa). O acesso à água no mesmo ano foi melhor: 84,1% da população brasileira. Mas ainda há um caminho pela frente para a universalização. Alesi Mendes, pesquisador do Centro de Estudos de Infraestrutura do FGV Ibre, explica que, se forem consideradas as residências que possuem o atendimento de água com poço artesiano, que também é julgado adequado, o acesso à água é maior. Para ele, o principal entrave está no esgotamento sanitário. Ele diz que o maior desafio é a parcela da população que usa fossas rudimentares — buracos no chão onde o esgoto é despejado. — Isso pode prejudicar a água do seu poço, além de não ter qualquer tratamento. Essas populações estão historicamente concentradas no Norte e no Nordeste que são mais deficitárias. São as mesmas que têm menor capacidade para colher investimentos. É um problema sistêmico — analisa. (O Globo)
Operação de saneamento muda com extremos climáticos como enchentes e secas
As enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 e em Minas Gerais este ano mostraram a importância de incorporar os riscos climáticos no planejamento das operações de concessionárias de saneamento. Entre os principais aprendizados estão melhorar os planos de contingência, proteger instalações em áreas mais vulneráveis e integrar o planejamento do saneamento com a gestão de bacias hidrográficas. Isso requer investimentos em novos reservatórios, interligações entre sistemas de abastecimento, monitoramento hidrológico mais avançado e proteção ao meio ambiente. Outro alerta importante de especialistas e empresas: o poder público, seja municipal ou estadual, e as concessionárias devem atuar juntos para garantir a drenagem nas cidades, o que evita inundações. —A drenagem urbana permanece a cargo dos municípios, enquanto estão sendo concedidos os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto. As empresas precisam fazer monitoramento da qualidade da água já que a chuva intensa varre a cidade e isso tudo vai parar nas fontes de abastecimento — explica Carol Marques, coordenadora técnica da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon), que lembra que as secas afetam a qualidade da água aumentando a concentração de poluentes. (O Globo)
Aneel revisa multa aplicada à EDF por apagão de 2023
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu o valor da multa da EDF Power Solutions de R$ 7,6 milhões para R$ 7,4 milhões, após pedido de reconsideração da empresa, pelo apagão de 2023. As multas foram aplicadas em 2024 após a fiscalização da agência reguladora identificar inconformidades nas eólicas Serra do Seridó II a IV, VI e VII (na Paraíba); Ventos de São Januário I, III a VI, X, XI, XIII e XIII (na Bahia); e no empreendimento solar Pirapora II (em Minas Gerais). Segundo a Aneel, houve perturbação observada no Sistema Interligado Nacional (SIN) em 15 de agosto de 2023 devido ao não fornecimento de potência dos projetos. O Relatório de Análise da Perturbação (RAP), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apresentou que os modelos dinâmicos das usinas não estavam aderentes à realidade e a operação do sistema estava sendo feita a partir de dados incorretos, acarretando desligamentos de usinas geradoras, aberturas de linhas de transmissão e cortes de cargas no SIN. O impacto, conforme informado em análise da Aneel, foi de cerca de 23 GW, afetando 99,5% das cargas do Norte, 65,7% do Nordeste, além de impactos relevantes no Sul e no Sudeste/Centro-Oeste. (Megawhat)
Conta de luz afeta felicidade dos brasileiros; energia solar melhora cenário, mostram estudos
A situação financeira pessoal é o principal fator de infelicidade para os brasileiros e mais da metade (54%) das pessoas que se consideram infelizes apontam o dinheiro como principal motivo, revela um estudo do Instituto Ipsos, divulgado nesta quinta-feira (19). Esse cenário, contudo, ganha contornos ainda mais críticos quando se observa o peso da conta de luz no orçamento das famílias, especialmente nas classes de menor renda. Um levantamento do Instituto Polis aponta que 36% das famílias brasileiras de baixa renda comprometem metade ou mais da renda apenas com gastos com energia elétrica. Em muitos casos, a conta de luz disputa espaço diretamente com despesas essenciais, como a alimentação: 25% das pessoas das classes D e E afirmam já ter deixado de comprar comida para ter energia elétrica. Os dados do estudo mostram, contudo, que mesmo fazendo escolhas, seis em cada dez famílias analisadas afirmaram possuir faturas de luz atrasadas, com o impacto sendo maior nas regiões Norte e Nordeste. (Canal Solar)
Gestão em tempos de volatilidade
Os recentes desdobramentos do conflito envolvendo o Oriente Médio reacendem uma discussão recorrente no mercado global de energia: a volatilidade dos preços do petróleo e seus impactos sobre cadeias produtivas inteiras. Mais do que tratar de um episódio geopolítico específico, a escalada das tensões na região, assim como o caso recente na Venezuela, evidencia um desafio permanente para lideranças públicas e privadas, que precisam tomar decisões robustas em ambientes marcados por incerteza, mudanças rápidas e múltiplos cenários possíveis. A região do Golfo Pérsico concentra uma parcela relevante da produção mundial de petróleo e abriga rotas estratégicas para o comércio global de energia, como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo. Em momentos de conflito, qualquer ameaça à circulação nessa rota provoca reações imediatas nos mercados, elevando o preço do barril e ampliando a volatilidade nas expectativas de oferta e demanda globais. De forma simplificada, é possível imaginar três cenários para o futuro próximo: Em um primeiro, uma escalada prolongada do conflito tende a elevar riscos geopolíticos e pressionar os preços do petróleo, algo que já está acontecendo. Em um segundo, uma estabilização relativa das tensões poderia reduzir parte da volatilidade, ainda que com ajustes constantes nas expectativas do mercado. (Megawhat)
O complexo fotovoltaico Sol do Agreste iniciou sua operação comercial em 16 de março de 2026, após autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Localizado nos municípios de Tacaimbó e São Caetano, em Pernambuco, o empreendimento soma 170 MW de capacidade instalada e amplia a participação da energia solar na matriz de geração de energia elétrica brasileira. O projeto integra a carteira do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), coordenado pelo Governo do Brasil e voltado à expansão da infraestrutura e à promoção do crescimento econômico com geração de emprego e redução de desigualdades regionais. No eixo de Transição Energética, o programa reúne atualmente 585 usinas de geração de energia, das quais 411 já foram concluídas. O complexo é formado por seis usinas solares — Sol do Agreste I a VI — que, juntas, reúnem 594 unidades geradoras. A usina Sol do Agreste I possui capacidade instalada de 43,29 MW; as usinas II e III têm 23,31 MW cada; a usina IV soma 26,64 MW; a usina V possui 33,30 MW; e a usina VI conta com 19,98 MW. (MME Notícias)
EUA tentam transformar projetos de energia eólica offshore em acordos de combustíveis fósseis
O governo Trump está tentando interromper os projetos de energia eólica offshore restantes nos Estados Unidos, oferecendo indenizações às empresas que os estão desenvolvendo em troca de investimentos em combustíveis fósseis. O DOI (Departamento do Interior dos Estados Unidos) manteve conversas com várias empresas detentoras de concessões para parques eólicos offshore, a fim de convencê-las a firmar acordos como o obtido com a TotalEnergies na segunda-feira (23), disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Nos termos desse acordo, a petrolífera francesa será reembolsada pelos quase US$ 1 bilhão que investiu no seu contrato de arrendamento de energia eólica offshore e poderá investir os recursos em projetos de óleo e gás. As discussões marcam uma nova fase na batalha do governo dos EUA contra a energia eólica offshore, que o presidente Donald Trump descreveu como a “pior… e mais cara forma de energia”. Os esforços para interromper projetos nos EUA tiveram resultados variados. A pressão do governo Trump desempenhou um papel importante na paralisação do projeto Beacon Wind, uma joint venture entre a BP e a Jera, uma empresa japonesa de energia, em outubro. (Folha)
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