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Relatório Mensal de Alocação | Março 2026

Nosso Relatório Mensal de Alocação, com a leitura do cenário macroeconômico, retornos dos mercados no mês, perspectivas por classe de ativo e carteiras recomendadas.

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  • Os primeiros dias de março trouxeram abruptamente a geopolítica de volta ao primeiro plano. Os mercados acompanham a evolução do conflito entre Irã e a aliança entre EUA e Israel e suas consequências sobre a economia norte-americana e o mercado de petróleo.
  • Os dados de fevereiro adicionaram mais incerteza sobre a situação macroeconômica dos EUA. A inflação pelo índice PCE do último mês de 2025 veio acima do esperado pelo mercado, enquanto o PIB do 4º trimestre mostrou uma relevante desaceleração, mas ainda distante de um cenário recessivo.
  • O acirramento das tensões no Irã tende a beneficiar a arrecadação pública e as exportações brasileiras pelo aumento dos preços do petróleo. Por outro lado, esse aumento também pode trazer aumento da inflação, o que pode afetar a decisão da próxima reunião de política monetária

Cenário macroeconômico no mundo

Um novo capítulo do conflito entre EUA-Israel e Irã teve início no último dia de fevereiro e adiciona mais ingredientes ao atual contexto geopolítico, já bastante conturbado, levando a uma forte mudança de foco das atenções do mercado nesse começo do mês de março com relação a fevereiro, quando foram recalibradas as expectativas de cortes de juros nos EUA e discutidas novas questões relativas à política tarifária do país e a novos dilemas em diferentes setores da economia americana quanto aos impactos da revolução provocada por  Inteligência Artificial (IA).

No último dia 28 de fevereiro, os EUA e Israel iniciaram um programa de bombardeio em larga escala sobre alvos militares iranianos. A ação não chegou a ser uma completa surpresa, já que os EUA haviam acumulado a maior quantidade de ativos militares desde 2003 na região, incluindo dois grupos de porta-aviões. Mas a surpresa vem sendo o alcance e duração dos ataques. Ao contrário dos eventos de junho de 2025, quando os bombardeios se limitaram às instalações nucleares de Natanz, Fordow e Isfaham, os relatos atuais narram ataques de muito mais larga escala sobre várias cidades, instalações de governo e alvos da Guarda Republicana. Os EUA, até aqui, afirmam não considerar a possibilidade de intervenção militar por terra, e o próprio presidente Donald Trump incentivou uma reação popular iraniana após os ataques que pressione as lideranças atuais e leve o Irã a uma mudança de regime.

Entre as vítimas confirmadas está o líder supremo do governo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e alguns dos principais líderes do governo e das forças armadas. Ao contrário de ataques anteriores, os EUA parecem muito mais convictos da necessidade de mudança de regime no país, ou pelo menos que pessoas mais dispostas à negociação assumam a liderança do país de 92 milhões de habitantes.

Também ao contrário de 2025, quando a resposta iraniana foi relativamente comedida e desenhada para evitar uma escalada, dessa vez os mísseis e drones iranianos tiveram como alvo quase todas as instalações militares norte-americanas na região e, de forma mais impactante, também grandes cidades do Oriente Médio, como Dubai, Doha, Abu Dhabi, Cidade do Kuwait e até mesmo refinarias de petróleo sauditas. O Irã anunciou ainda o bloqueio do Estreito de Hormuz, pelo qual atravessa mais de um quarto do comércio mundial de petróleo, cerca de 15% do comércio de GNL (Gás Natural Liquefeito) e grande parte dos insumos usados para fabricação de fertilizantes, entre outros produtos que impactam especialmente países asiáticos, com destaque para China, Japão e Coréia do Sul, além da Europa e do próprio Oriente Médio.  Várias embarcações se encontram paradas no Golfo Pérsico, paralisando o escoamento da produção da região.

A reação demostra um nível de desespero por parte do governo iraniano, tentando arrastar toda a região para o conflito, e esse é o grande risco: o de um conflito que se espalhe por uma região que não é exatamente conhecida por sua estabilidade, mas que responde por cerca de 1/3 da produção mundial de petróleo. Enquanto o Irã produz cerca de 4 milhões de barris/dia, conforme o gráfico abaixo, a região é responsável por 1/3 da produção mundial.


Gráfico 1 – Irã produz 4 mi de barris/dia, e região é responsável por 1/3 da produção mundial

Produção de petróleo por país em out/2025, em milhões de barris por dia

Confira o relatório completo abaixo

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