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Fluxos estrangeiros iniciam 2026 em níveis recordes – Fluxo em foco

Fundos multimercado apresentam o melhor mês desde julho de 2021

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A rotação global para fora de ativos dos EUA e o trade de debasement do dólar levaram investidores estrangeiros a iniciar 2026 com entradas recordes em ações brasileiras. Em janeiro, investidores estrangeiros registraram entradas líquidas de R$ 26,5 bi no mercado à vista e de R$ 1,4 bi em futuros, totalizando R$ 27,8 bi — o maior valor nominal mensal da nossa série histórica (desde 2008) e significativamente acima do total registrado em todo o ano de 2025 (+R$ 19 bi no mercado à vista + futuros). Em fevereiro, a tendência positiva continuou até aqui (+R$ 5,7 bi em à vista + futuros), impulsionando uma alta histórica das ações brasileiras (+16,5% em reais e +24,1% em dólares em 2026 até o momento). Em contraste, tanto investidores institucionais (-R$ 18,0 bi) quanto investidores pessoa física (-R$ 4,5 bi) registraram saídas líquidas relevantes no último mês. Por fim, a indústria de fundos teve um mês positivo no agregado, com destaque para a recuperação dos fundos multimercados, que registraram entradas líquidas de R$ 17,3 bi em janeiro — o maior número mensal desde julho de 2021. Fundos de renda fixa também tiveram mais um mês sólido (+R$ 57,4 bi), enquanto fundos de ações permaneceram como o principal destaque negativo (-R$ 2,4 bi).

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Os fluxos estrangeiros iniciaram 2026 em níveis recordes. Em janeiro, investidores estrangeiros foram fortes compradores líquidos de ações brasileiras, registrando entradas líquidas de R$ 26,5 bi no mercado à vista e de R$ 1,4 bi em futuros, totalizando R$ 27,8 bi — o maior valor nominal mensal da nossa série histórica (desde 2008). Como discutido no nosso último Raio-XP, a rotação global para fora de ativos dos EUA e a tese de desvalorização do dólar ganharam tração no início de 2026, e essa entrada recorde de estrangeiros alimentou uma alta histórica das ações brasileiras, com o Ibovespa subindo 12,6% em reais e 17,4% em dólares. Em fevereiro, a tendência positiva continuou até aqui, com entradas líquidas de R$ 7,2 bi no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 1,5 bi em futuros, resultando em R$ 5,7 bi de entradas líquidas totais. Como resultado, os fluxos estrangeiros no ano (+R$ 33,5 bi somando à vista e futuros) já superaram o total de entradas registrado ao longo de 2025 (+R$ 19,0 bi).

Por outro lado, investidores institucionais foram os principais vendedores líquidos de ações brasileiras, marcando o sexto mês consecutivo de saídas líquidas. Em janeiro, investidores institucionais registraram saídas líquidas de R$ 17,5 bi no mercado à vista e de R$ 0,5 bi em futuros. Até aqui em fevereiro, os fluxos seguem negativos, com R$ 8,8 bi de saídas líquidas no mercado à vista, parcialmente compensadas por R$ 1,2 bi de entradas líquidas em futuros.

Investidores pessoa física também foram vendedores líquidos relevantes. Esse segmento registrou saídas líquidas de R$ 3,6 bi no mercado à vista e de R$ 0,9 bi em futuros em janeiro, em linha com os resultados da nossa última pesquisa com assessores (veja mais detalhes aqui), que indicou que a intenção de aumentar a exposição a ações diminuiu apesar da recente alta. Em fevereiro, os fluxos também têm sido negativos, com saídas líquidas de R$ 1,7 bi no mercado à vista e entradas líquidas de R$ 0,3 bi em futuros.

Por fim, a indústria de fundos teve um mês positivo no agregado, com entradas líquidas de R$ 75,3 bi em janeiro. O principal destaque foi a recuperação dos fundos multimercados (hedge funds), que registraram entradas líquidas de R$ 17,3 bi — o maior número mensal desde julho de 2021. Fundos de renda fixa também tiveram mais um mês forte, atraindo R$ 57,4 bi em entradas líquidas. Fundos de ações, no entanto, permaneceram como o principal destaque negativo, com saídas líquidas de R$ 2,4 bi, puxadas principalmente por resgates em fundos ativos.

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