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Petrobras (PETR4)| Prévia 4T25: Aproveitando a maré alta – Aumento do preço-alvo

Atualizamos nossas estimativas de Petrobras. Veja o que mudou.

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EBITDA e dividendos sequencialmente mais baixos

Neste relatório, aumentamos nosso preço-alvo para a Petrobras para R$ 47/ação (US$ 17,4/ADR), ou seja, uma alta de +23% em relação aos preços atuais, e mantemos a recomendação de compra. Também discutimos nossas estimativas para os resultados do 4T25 da PBR, que serão publicados em 5 de março. Esperamos que o EBITDA da PBR diminua sequencialmente para US$ 11,1 bilhões (-7,1% no trimestre), devido aos preços mais baixos do Brent. Nosso modelo diferencial indica uma faixa de EBITDA potencial de US$ 9,9 bilhões a US$ 12,6 bilhões, dentro de um intervalo de dois desvios padrão. Projetamos um lucro líquido de US$ 2,4 bilhões. Do ponto de vista do fluxo de caixa, prevemos um FCFE de US$ 649 milhões e dividendos de cerca de US$ 1,6 bilhão (yield de dividendos de 1,6% para o trimestre). Os dividendos do quarto trimestre serão substancialmente inferiores aos níveis recorrentes devido a saídas de caixa pontuais.

Mercado em alta até agora em 2026. As ações da Petrobras subiram +24% no acumulado do ano (ADRs +33% no acumulado do ano em dólares americanos). A alta parece não ser inteiramente específica da empresa, dado que o índice (IBOV +18% no acumulado do ano) e outras blue chips (Vale +24% no acumulado do ano) também subiram. O influxo de capital estrangeiro ajudou a elevar os preços tanto nos mercados emergentes em geral quanto no Brasil, e na Petrobras em particular. Além disso, os preços do Brent se recuperaram das baixas de US$ 60/bbl no início do ano para cerca de US$ 70/bbl no momento da redação deste relatório. Isso também ajuda a impulsionar o sentimento positivo em relação às empresas petrolíferas e aumenta o potencial de revisão dos lucros no curto prazo. Seguindo esses movimentos mais amplos do mercado, atualizamos nossos modelos.

Manter recomendação de compra – aumentamos o preço-alvo. Nesta nota, aumentamos o preço-alvo da Petrobras para US$ 17,4/ADR (de US$ 13,5/ADR). A principal premissa que motivou a revisão é o prêmio de risco de ações exigido em nossa taxa de desconto (13,7% em dólares americanos para as ações). Na prática, isso significa que nosso preço-alvo agora implica um FCFE yield alvo de cerca de 6% e cerca de 8% em 2026 e 2027 (uma queda de cerca de 300 pontos-base em relação ao preço-alvo anterior). Acreditamos que a Petrobras continuará sendo uma ação com momentum e uma base de valuation razoável (FCFE yield de 6,5% com o Brent a US$ 65/bbl para 2026). Os principais riscos para nossa recomendação e preços-alvo são (i) aversão ao risco nos mercados acionários mais amplos, elevando os prêmios de ações exigidos; (ii) preços do petróleo potencialmente mais baixos devido ao abrandamento das tensões geopolíticas e ao desequilíbrio entre oferta e demanda; e (iii) pressão contínua de saída de caixa, reduzindo os rendimentos do PBR.

Prévia do 4T25: produção estável, Brent mais baixo. No 4T25, a Petrobras manteve os altos níveis de produção do trimestre anterior (-0,6% t/t). No entanto, a queda do Brent para US$ 63/bbl (-7,4% t/t, de US$ 68/bbl no 3T25) deve ser um dos principais motivos para o desempenho da PBR no quarto trimestre. A queda no preço do petróleo foi parcialmente compensada pelos maiores spreads médios no trimestre (por exemplo, spread do diesel no Golfo dos EUA +US$ 6/bbl para US$ 35/bbl) e pela valorização do real. No geral, esperamos uma queda sequencial de -7,1% no EBITDA da PBR, para US$ 11,1 bilhões. Vemos riscos tanto de alta quanto de baixa para nossas estimativas. Para o lado positivo, o relatório de vendas e produção mostrou uma redução significativa nos estoques de cerca de 180 mil bpd. Para o lado negativo, o aumento das taxas de frete VLCC impactou negativamente os preços realizados pela PBR para as exportações de petróleo bruto entregues na China.

Dividendos de US$ 1,6 bilhão. Do ponto de vista do fluxo de caixa, prevemos um FCFE de US$ 649 milhões (retorno trimestral de 0,6%), pressionado pelos altos investimentos no trimestre, incluindo o pagamento de US$ 1,3 bilhão pelo leilão de áreas não contratadas, bem como o pagamento de US$ 258 milhões pelo acordo de unitização de Jubarte. Com base na política de dividendos da Petrobras, esperamos dividendos ordinários de US$ 1,6 bilhão (retorno trimestral de 1,6%), o que está substancialmente abaixo dos níveis recorrentes (vs. XPe c.8,0% de retorno anualizado a US$ 63/bbl do Brent).

Produção e vendas. A Petrobras divulgou seu relatório de produção e vendas do 4T25 nesta terça-feira (10). A produção de petróleo atingiu 2,5 milhões de barris por dia, uma ligeira queda de -16 mil barris por dia em relação ao trimestre anterior (-0,6%). A produção pré-sal totalizou 2,1 milhões de bpd (estável em relação ao trimestre anterior), refletindo paradas de manutenção em várias plataformas, parcialmente compensadas pelo aumento da produção da FPSO Alexandre de Gusmão, aumentos de capacidade nas FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias e a conclusão de projetos complementares. A produção pós-sal caiu -11 mil bpd em relação ao trimestre anterior, para 355 mil bpd, impulsionando a maior parte da redução consolidada. Por fim, a utilização das refinarias ficou em 89% (-5 p.p. em relação ao trimestre anterior).

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