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Setor pede fim da restrição ao biodiesel importado para cumprir mistura obrigatória | Café com ESG, 20/01

Aumento da demanda de biodiesel coloca importação na mira do mercado; Engie garante financiamento para parque eólico no Oriente Médio

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território misto, com IBOV andando de lado (+0,03%)  e o ISE recuando 0,19%. 

• No Brasil, a StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas em 2026, caso a mistura de 15% seja mantida durante todo o ano – na sexta (16/1), seis entidades do setor divulgaram uma nota conjunta pedindo o fim da restrição que proíbe o uso de biodiesel importado para o atendimento ao mandato obrigatório, afirmando que a vedação ao acesso a fornecedores internacionais impede que as distribuidoras exerçam a liberdade de negociação.

• No internacional, (i) a Engie garantiu o financiamento de um parque solar de 1,5 gigawatt em Abu Dhabi, o maior de seu portfólio no mundo, informou a companhia francesa nesta segunda-feira, conforme intensifica os projetos no mercado de crescimento rápido do Oriente Médio em meio à desaceleração das energias renováveis nos EUA e na Europa; e (ii) a GoodEnough Energy da Índia anunciou o início do funcionamento de um sistema de armazenamento de energia por bateria (BESS) de 7 gigawatt-hora (GWh), o maior do país, no estado norteño de Uttar Pradesh – o plano envolve a expansão para alcançar 25 GWh de BESS em três anos, informou a empresa.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Número de investidores das ações ordinárias da Copel quadruplica entre novembro e dezembro com migração para Novo Mercado

“Com a conclusão do processo de migração para o Novo Mercado da Companhia Paraense de Energia (Copel) e a consequente extinção das ações preferenciais classe B (CPLE6) da empresa, a base de investidores das ações ordinárias (CPLE3) da companhia registrou uma alta expressiva entre os meses de novembro e dezembro do ano passado. Segundo dados da B3, o número de investidores saiu de 82.963 para 322.345, ou seja, quase quadruplicou no período. Esse foi o papel que registrou o maior avanço em termos de investidores mensais no mês passado, seguido pelas ações ordinárias e preferenciais da Klabin, que acrescentaram 158.399 e 122.587 investidores à sua base entre novembro e dezembro. Em novembro de 2025, os acionistas preferencialistas da Copel aprovaram a conversão obrigatória de todas as ações preferenciais, com o objetivo de que a companhia migrasse para o Novo Mercado da B3 – segmento de listagem voltado a empresas com os mais altos padrões de governança corporativa. O processo de migração foi concluído no fim de dezembro. A operação consistia na troca de cada ação preferencial por uma nova ação ordinária e uma nova ação preferencial classe “C” (PNC), que será compulsoriamente resgatada. A conversão fazia parte do processo de reestruturação acionária aprovado em assembleia geral extraordinária em agosto.”

Fonte: Valor Econômico; 19/01/2026

Incerteza sobre legislação para treinamento de IA dificulta investimentos em data centers no Brasil

“A indefinição quanto à legislação dos modelos de treinamento de inteligência artificial no Brasil acrescenta uma camada extra de complexidade para a atração de investimentos em data centers. A conclusão é de um relatório sobre o cenário global para o mercado e projeções até 2030 da Moody’s— uma das principais provedoras de rating de crédito, pesquisa e análise de risco do mundo. A regulação dos modelos de IA é objeto do Projeto de Lei 2338/2023, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG), que já passou pelo Senado e tramita na Câmara dos Deputados desde o início de 2025. O projeto tem sido objeto de intensas discussões quanto a direitos autorais e propriedade intelectual usados pelos sistemas, além de questões sensíveis quanto a proteção de dados, uso não autorizado de imagens e conteúdos deep fake (casos em que a simulação de imagem e foz parece tão real que é capaz de enganar o espectador). Para o vice-presidente de Energia da Scala Data Centers, Luciano Fialho, o fato de haver uma legislação pendente para o setor, de fato, acrescenta complexidade para os investimentos.”

Fonte: Eixos; 19/01/2026

Importação de biodiesel na mira do mercado 

“O tema da importação de biodiesel voltou à pauta do mercado de combustíveis esta semana, com a conclusão no dia 12 de janeiro da consulta pública sobre a proibição do uso do combustível importado para o atendimento ao percentual obrigatório da mistura de diesel. A norma prevê que todo o biodiesel comercializado para cumprir com o mandato de 15% no diesel seja oriundo de unidades produtoras autorizadas pela ANP. A discussão se refere a 20% da demanda, já que 80% do total precisa ter origem de produtores que detém o Selo Biocombustível Social. O debate ocorre num momento de aumento da demanda pelo produto. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas em 2026, caso a mistura de 15% seja mantida durante todo o ano. Na hipótese do aumento da mistura para 16% a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. Na sexta (16/1), seis entidades do setor divulgaram uma nota conjunta em que pedem o fim da restrição e afirmam que a vedação do acesso aos fornecedores internacionais impede que as distribuidoras exerçam a liberdade de negociação.”

Fonte: Eixos; 19/01/2026

Internacional

Engie dobra aposta em renováveis no Oriente Médio conforme impulso diminui nos EUA e Europa

“A Engie garantiu o financiamento de um parque solar de 1,5 gigawatt em Abu Dhabi, o maior de seu portfólio no mundo, informou a companhia francesa nesta segunda-feira (19), conforme intensifica os projetos no mercado de crescimento rápido do Oriente Médio em meio à desaceleração das energias renováveis nos EUA e na Europa. Previsto para entrar em operação comercial em 2028, o parque de Khazna abastecerá 160 mil residências nos Emirados Árabes Unidos sob um contrato de compra de energia de 30 anos com a Emirates Water and Electricity Company. A conclusão do financiamento normalmente significa que todos os acordos foram assinados e o projeto pode começar a utilizar os recursos. A Engie opera cerca de 25 GW de usinas elétricas movidas a gás no Golfo, juntamente com redes de resfriamento e usinas de dessalinização que produzem 5 milhões de metros cúbicos de água por dia. A empresa agora espera que a crescente demanda por eletricidade e a abundância de terra e sol na região a ajudem a avançar rapidamente em direção à sua meta de 95 GW de capacidade renovável instalada até 2030, acima dos cerca de 55 GW atuais.”

Fonte: Valor Econômico; 19/01/2026

Tesla deve se beneficiar com abertura do Canadá a veículos elétricos fabricados na China

“A Tesla está prestes a ser uma das primeiras montadoras a se beneficiar da decisão do Canadá de remover as tarifas de 100% sobre veículos elétricos fabricados na China. Isso graças aos esforços antecipados para enviar carros de sua fábrica em Xangai para o país e à sua rede de vendas já estabelecida no Canadá, dizem especialistas. Pelo acordo anunciado na última sexta-feira (16), o Canadá permitirá a importação anual de até 49.000 veículos da China com uma tarifa de 6,1% nos termos de nação mais favorecida. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse que a cota poderá subir para 70.000 veículos dentro de cinco anos. No entanto, de acordo com uma cláusula do acordo, metade da cota será reservada a veículos com preço abaixo de 35.000 dólares canadenses (US$ 25.189). Os preços dos modelos da Tesla estão todos acima desse patamar. Embora muitas montadoras chinesas estejam ansiosas para aproveitar a oportunidade à medida que expandem suas exportações, a Tesla tem vantagem, pois já em 2023 equipou sua fábrica de Xangai, sua maior e mais eficiente em custos globalmente, para produzir e exportar uma versão do Model Y específica para o Canadá.”

Fonte: Valor Econômico; 19/01/2026

A GoodEnough Energy da Índia comissiona o maior sistema de armazenamento de baterias do país

“A GoodEnough Energy da Índia anunciou na terça-feira que entrou em funcionamento um sistema de armazenamento de energia por bateria (BESS) de 7 gigawatt-hora (GWh), o maior do país, no estado norteño de Uttar Pradesh. A empresa, fundada em 2023 com um investimento inicial de 4,5 bilhões de rúpias (49,4 milhões de dólares), planeja expandir para alcançar 25 GWh de BESS em três anos, informou o informe. Empresas indianas dependem em grande parte das importações da China para sistemas de armazenamento de baterias para projetos de energia limpa. A Índia está mirando 500 GW de capacidade de energia não fóssil até 2030 e precisa de cerca de 230 GWh de armazenamento para estabilizar sua rede verde em rápida expansão. Em 2023, o país aprovou 94 bilhões de rúpias de financiamento para fabricar equipamentos BESS, oferecendo apoio financeiro de até 40% do custo de capital.”

Fonte: Reuters; 20/01/2026

Europa libera investimento de fundos ESG em armas nucleares

“No apagar das luzes de 2025, a União Europeia publicou um comunicado com orientações sobre quais tipos de investimentos em defesa se enquadram em seu arcabouço de financiamento sustentável. A mudança de uma única palavra acabou com a dúvida: fundos de investimentos ESG podem fazer aplicações em armas nucleares. Isso removeu um obstáculo e vai permitir que a UE levante € 800 bilhões em investimentos para defesa ao longo de quatro anos, segundo o Financial Times. As regras de finanças sustentáveis da UE sempre permitiram o financiamento de empresas de defesa. Elas estabelecem algumas linhas vermelhas, ou seja, vetam recursos para o cultivo de tabaco e atividades envolvidas em violações de direitos humanos. O arcabouço também define níveis de tolerância para a extração mineral. Os requisitos exatos de inclusão ou exclusão, porém, ficam ao critério de gestores de fundos e de índices e de empresas de ratings ESG. Para o setor de defesa, a única vedação total era para “empresas envolvidas em quaisquer atividades relacionadas a armas controversas”. A definição de “controversas”, porém, era vaga, dizendo apenas que se tratavam de armas “mencionadas em tratados e convenções internacionais, princípios das Nações Unidas e, quando aplicável, legislação nacional”.”

Fonte: Capital Reset; 20/01/2026

Incêndios florestais no Chile deixam 19 mortos em meio a calor extremo

“Incêndios florestais no Chile deixaram pelo menos 19 pessoas mortas, informaram autoridades nesta segunda-feira (19), enquanto o governo realizava retiradas em massa e combatia quase duas dezenas de incêndios exacerbados pelo calor intenso e ventos fortes. Embora as condições climáticas durante a noite tenham ajudado a controlar alguns incêndios, os maiores ainda estavam ativos, com condições adversas previstas para o dia todo, disse o ministro da Segurança, Luis Cordero, em uma coletiva de imprensa nesta segunda. “A projeção que temos hoje é de altas temperaturas”, declarou Cordero, e a principal preocupação era que novos incêndios fossem provocados em toda a região. Partes do centro e do sul do Chile estavam sob alertas de calor extremo, com previsão de temperaturas de até 37°C. Até o final do domingo, a agência florestal CONAF do Chile informou que os bombeiros estavam combatendo 23 incêndios em todo o país, sendo os maiores nas regiões de Ñuble e Bío Bío, onde o presidente Gabriel Boric declarou estado de catástrofe. Mais de 20.000 hectares foram destruídos até o momento, com o maior incêndio ultrapassando 14.000 hectares nos arredores da cidade de Concepción.”

Fonte: Valor Econômico; 19/01/2026

Agência britânica de financiamento ao desenvolvimento mantém um fundo de financiamento misto de US$ 1 bilhão para mercados emergentes

“A instituição britânica de financiamento ao desenvolvimento British International Investment (BII) anunciou na terça-feira que fornecerá US$ 40 milhões para um novo fundo de financiamento misto de US$ 1 bilhão, gerido pela Allianz Global Investors, com o objetivo de impulsionar investimentos climáticos em mercados emergentes. O fundo Allianz Credit Emerging Markets (ACE) já garantiu compromissos de US$ 690 milhões e foi lançado na segunda-feira em Londres, disseram o BII e a Allianz em comunicado. nstituições de financiamento ao desenvolvimento, como o BII e credores multilaterais, fornecerão US$ 150 milhões em capital concessional para cobrir perdas iniciais, enquanto investidores privados devem contribuir com até US$ 850 milhões. Se conseguir atingir sua meta de US$ 1 bilhão, o ACE estará entre os maiores veículos de financiamento híbrido criados até hoje. O financiamento misto, que combina capital público e privado para enfrentar desafios de desenvolvimento, despertou renovado interesse à medida que governos e credores tentam fechar a lacuna de vários trilhões de dólares no financiamento climático global. No entanto, revisões da OCDE e do Banco Mundial levantaram preocupações sobre sua complexidade e dependência de fundos públicos concessionais, com volumes reais de mobilização ficando aquém do necessário.”

Fonte: Reuters; 20/01/2026

O principal estado renovável da Índia precisa de mais energia a carvão até 2036, diz o conselheiro

“Rajasthan precisará de 4.400 megawatts de nova capacidade de energia a carvão até 2036 para atender ao aumento da demanda por eletricidade, apesar do principal estado produtor de energia renovável da Índia estar adicionando mais energia limpa ao aposentar algumas usinas termelétricas envelhecidas, segundo um documento governamental. A Autoridade Central de Eletricidade, um think tank do ministério federal de energia, mais que dobrou suas estimativas anteriores de 1.900 MW de energia a carvão para Rajasthan, segundo uma carta datada de 27 de novembro endereçada à concessionária estadual de energia e revisada pela Reuters. Rajasthan está se preparando para retirar seus projetos de energia a carvão existentes de 1.350 MW, segundo o documento. A Autoridade Central de Eletricidade não respondeu a um pedido da Reuters por comentário sobre a carta. A Índia, que atende cerca de um terço de sua demanda por meio de projetos térmicos, estabeleceu uma meta de zero emissões líquidas em 2070, que inclui mais que dobrar a capacidade renovável nacional para 500 gigawatts.”

Fonte: Reuters; 19/01/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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