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Assaí (ASAI3) mira ‘aterro zero‘ até 2035 com gestão de resíduos adaptada por região | Café com ESG, 14/01

Microsoft tem objetivo de reduzir o uso de água no processamento de dados; Assaí assume compromisso de atingir aterro zero em 2035

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de terça-feira em território negativo, com IBOV e o ISE recuando 0,72% e 1,62%, respectivamente. 

• No Brasil, (i) o Fábio Lavezo, gerente de Sustentabilidade e Investimento Social da rede atacadista Assaí (ASAI3), afirma o compromisso de atingir o “aterro zero” até 2035 – segundo ele, a estratégia da empresa, construída de forma gradual ao longo dos últimos anos, enfrenta o desafio de adaptação às realidades regionais do país; e (ii) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê que a geração centralizada de energia solar será responsável por quase metade do crescimento da capacidade de geração elétrica no Brasil em 2026, com uma expansão de 4,56 gigawatts (GW) prevista para este ano – caso o total se confirme, o crescimento da fonte este ano será 61,7% maior do que em 2025, quando aumentou 2,82 GW.

• No internacional, a Microsoft revelou ontem uma iniciativa com objetivo de reduzir uso de água por suas centrais de processamento de dados nos Estados Unidos e garantir que as instalações que consomem muita energia não gerem um aumento nos preços da eletricidade para o público.

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Brasil

Em busca de ‘aterro zero’ até 2035, Assaí adota gestão de resíduos adaptada por região

“Metas de sustentabilidade têm cada vez mais passado a ocupar um espaço central nas estratégias de empresas, que passaram a divulgar relatórios e indicadores para mostrar a evolução de suas práticas ambientais, sociais e de governança – mais conhecidas sob a sigla ESG. Um exemplo desse movimento é a rede atacadista Assaí (ASAI3), que firmou o compromisso de atingir o “aterro zero” até 2035, segundo informação adiantada em primeira mão à Bloomberg Línea. Fábio Lavezo, gerente de Sustentabilidade e Investimento Social do Assaí, explicou que a estratégia da empresa, construída de forma gradual ao longo dos últimos anos, enfrenta o desafio de adaptação às realidades regionais do país. O plano chega em um momento que a rede expandiu sua presença pelo país e passou a lidar com volumes crescentes de alimentos e embalagens. Atualmente, cerca de 45,5% dos resíduos gerados nas operações são reaproveitados. Ou seja, para 2035, a meta é mais do que duplicar o nível atual de reaproveitamento de resíduos de uma operação que envolve hoje 312 lojas e 12 centros de distribuição espalhados pelo país. O conceito de aterro zero, porém, não significa que ocorrerá a eliminação total do descarte. Na prática, segundo explicou Lavezo, é possível que cerca de 10% dos resíduos ainda sejam destinados a aterros sanitários. “Porque esses 10% são de fato resíduos sanitários”, disse.”

Fonte: Bloomberg Línea; 13/01/2026

Energia solar volta a crescer em 2026, enquanto eólica desacelera, indica Aneel

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê que a geração centralizada de energia solar será responsável por quase metade do crescimento da capacidade de geração elétrica no Brasil em 2026, com uma expansão de 4,56 gigawatts (GW) prevista para este ano. Caso o total se confirme, o crescimento da fonte este ano será 61,7% maior do que em 2025, quando aumentou 2,82 GW. Ao todo, a Aneel prevê que a geração centralizada vai crescer 9,14 GW no Brasil este ano. A expansão é maior do que em 2025, quando foi acrescentada uma capacidade de 7,40 GW ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Além da energia solar, as termelétricas a combustível fóssil também vão contribuir para a expansão da matriz elétrica em 2026. A fonte fóssil deve atingir o recorde de expansão desde o início da série histórica, em 1997, adicionando 2,78 GW ao sistema. Já a eólica deve viver uma desaceleração do crescimento este ano, com a adição de 1,44 GW, a menor desde 2019. A projeção indica uma desaceleração de 21,3% em relação a 2025, quando a fonte expandiu 1,83 GW.”

Fonte: Eixos; 13/01/2026

Usinas solares chegam a 20 GW com investimentos de mais de R$ 80 bilhões

“As grandes usinas solares do Brasil atingiram a marca de 20 GW de potência operacional, alcance fruto de investimentos bilionários no setor. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o setor já arrecadou mais de R$ 87,7 bilhões em investimentos desde 2012. Ao todo, foram gerados mais de 601 mil empregos verdes acumulados, com a arrecadação de R$ 29 bilhões aos cofres públicos. O grande desafio dessas usinas para 2026, segundo a Associação, são os cortes na geração renovável, provocados por falta de capacidade das linhas de transmissão, sobreoferta de energia ou competição com outras fontes pela segurança do sistema. Para a Absolar, os cortes no fornecimento alertam para necessidades de melhorias e investimentos na infraestrutura elétrica do país, como em linhas de transmissão e mecanismos para armazenar a energia limpa. O levantamento afirma que o Nordeste conta com 52% da potência instalada em energia solar fotovoltaica do Brasil, na liderança. Em seguida, estão o Sudeste, com 46,8%, o Sul, com 0,5%, o Centro-Oeste, com 0,28%, e o Norte, com 0,26%.”

Fonte: Exame; 13/01/2026

Internacional

Microsoft lança plano para reduzir uso de água por data centers nos EUA

“A Microsoft revelou nesta terça-feira (13) uma iniciativa com objetivo de reduzir uso de água por suas centrais de processamento de dados nos Estados Unidos e garantir que as instalações que consomem muita energia não gerem um aumento nos preços da eletricidade para o público. A empresa pagará taxas de fornecimento de energia suficientemente altas para cobrir os custos de eletricidade e trabalhará com empresas locais para expandir o fornecimento de energia e adicionar a infraestrutura necessária à rede quando necessário para seus data centers. A Microsoft também se comprometeu a repor mais água do que seus data centers consomem. A empresa disse que começará a publicar informações sobre o uso de água para cada região de central de processamento de dados nos EUA, juntamente com o progresso no reabastecimento. O anúncio foi feito depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a gigante da tecnologia fará “grandes mudanças” em seus planos de infraestrutura de IA para garantir que os consumidores não paguem mais pela eletricidade devido ao consumo de energia dos data centers.”

Fonte: Valor Econômico; 13/01/2026

EDP inicia operação de projeto híbrido com hidrelétrica e solar onshore

“A EDP iniciou a operação de um projeto híbrido de produção hidrelétrica e solar terrestre (onshore), o complexo de Pracana, instalado no centro de Portugal. É a primeira usina híbrida do grupo no mundo a combinar essas duas fontes. O complexo tem uma central solar fotovoltaica, com 90 mil painéis fotovoltaicos e potência de 48 MW, e uma hidrelétrica, com potência de 41 MW. Ao todo, a capacidade do projeto é de 89 MW de potência. Segundo a empresa, o parque híbrido vai gerar energia suficiente para abastecer cerca de 51,8 mil famílias e evitar a emissão de cerca de 35 mil toneladas de CO2 por ano. “Ao combinar hídrica e solar terrestre, reforçamos a estabilidade do sistema, aceleramos a transição energética e reduzimos o impacto no território”, disse o administrador executivo da EDP e responsável pelo negócio do grupo na Península Ibérica, Pedro Vasconcelos, em nota. O complexo é o sexto projeto híbrido da companhia em Portugal e o 11° na Península Ibérica.”

Fonte: Eixos; 13/01/2026

A Terra ultrapassará 1,5°C de aquecimento uma década antes do previsto, dizem cientistas

“O objetivo mundial de limitar o aquecimento global a 1,5°C está a caminho de ser ultrapassado mais de uma década antes do que se pensava anteriormente, caso as taxas recentes de aquecimento continuem, alertaram cientistas. O serviço de observação da Terra da UE, Copernicus, afirmou que, com base nisso, o limite seria ultrapassado até 2030, mais de uma década antes do esperado na época do acordo de Paris de 2015, que visava limitar o aquecimento em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais ou bem abaixo de 2°C. Cientistas acreditam que mudanças irreversíveis no planeta começarão se as temperaturas acima de 1,5°C forem mantidas por décadas, colocando em risco a saúde humana, a segurança alimentar, o abastecimento de água e o crescimento econômico. “Para todos os efeitos, o limite de 1,5°C agora está morto”, disse Bill McGuire, professor de riscos geofísicos e climáticos no University College London. “De qualquer forma que se olhe, um colapso climático perigoso chegou, mas com poucos sinais de que o mundo está preparado, ou sequer prestando atenção séria.”

Fonte: Financial Times; 13/01/2026

Trump deve limitar a capacidade dos estados de bloquear projetos de energia na regra da água

“A administração Trump propôs na terça-feira uma regra revisando as proteções contra a poluição dos cursos d’água da era Biden, uma medida que a Agência de Proteção Ambiental afirmou acelerar a concessão de licenciamento de infraestrutura de energia e inteligência artificial. A regra proposta revisaria uma regra de 2023 do governo do ex-presidente Joe Biden sobre a Seção 401 da Lei da Água Limpa, que deu a estados e tribos autoridade para proteger vias navegáveis em suas revisões de projetos como dutos e usinas que necessitam de licenças federais. A regra de Biden substituiu uma regra do primeiro governo do presidente Donald Trump que limitava a capacidade de estados e tribos de bloquear ou forçar mudanças nos projetos. Jess Kramer, administrador assistente da EPA para água, disse aos repórteres que a revisão de 2023 foi “fundamentalmente falha e é ineficiente e ineficaz.” Kramer disse que a revisão de Biden levou a longos prazos de certificação. A regra proposta, disse Kramer, levará a licenciamentos previsíveis que “liberariam a dominação energética americana” e apoiariam a infraestrutura emergente de inteligência artificial.”

Fonte: Reuters; 13/01/2026

Crescimento das vendas globais de veículos elétricos provavelmente desacelerará após um salto de 20% em 2025 conturbado, diz uma empresa de pesquisa

“Os registros globais de veículos elétricos cresceram 20% no ano passado, mas provavelmente perderão ritmo em 2026, segundo dados na quarta-feira, já que a desaceleração na China e o relaxamento das metas de eletrificação no mundo levaram em dezembro ao menor aumento nas vendas desde fevereiro de 2024. Os registros mensais de veículos elétricos, incluindo elétricos a bateria e híbridos plug-in, caíram ainda mais na América do Norte após o fim, em outubro, de um esquema de crédito fiscal para veículos elétricos nos Estados Unidos, informou a consultoria Benchmark Mineral Intelligence (BMI). Mudanças radicais de política, incluindo a reviravolta do presidente dos EUA Donald Trump na eletrificação e o relaxamento dos padrões de emissão na União Europeia, abalaram o mercado global de veículos elétricos em 2025 em um “cenário praticamente irreconhecível”, segundo Charles Lester, gerente de dados da BMI. A crescente concorrência na Europa e a demanda por resfriamento na China provavelmente vão intensificar o debate entre os defensores da eletrificação, que enfatizam a necessidade de conter as emissões de CO2 que aquecem o planeta, e as montadoras, que afirmam que uma transição rápida ameaça empregos e lucros.”

Fonte: Reuters; 13/01/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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