Debênture TAESA – JUL/2025

Debênture TAESA – JUL/2025

  • Vencimento 15/07/2025
  • Rentab. -
  • Liquidez -
  • Juros -
  • Rating Aaa
  • Risco (0 - 100) 15 Risco Médio

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  • Preço Unitário R$ 1.000,00

Análise do Emissor

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A Taesa atua com a implementação, operação e manutenção de instalações de transmissão de energia elétrica no Brasil e é o maior player privado em ativos operacionais do setor no país. As empresas de transmissão de energia se beneficiam da resiliência das suas receitas, já que as linhas recebem a sua RAP por disponibilidade, não por volume transportado, o que garante maior previsibilidade. Portanto, o segmento foi um dos menos impactados pela crise da covid-19. A receita líquida acumulada em 2020 foi de R$ 2 bilhões, crescimento anual de 8%, enquanto o EBITDA apresentou avanço de 7% no mesmo intervalo. Houve avanço na relação Dívida Líquida / EBITDA de 2,2x em 2019 para 3,8x ao fim de 2020, como consequência do maior volume de investimentos necessário para a implantação de seus novos empreendimentos. A companhia não tem cláusulas restritivas (covenants) de dívida.

Destaques positivos

  • Líder de mercado no segmento de transmissão de energia (considerado o mais seguro do setor);
  • Resiliência do fluxo de caixa;
  • Baixo risco de inadimplência;
  • Diversificação geográfica;
  • Boa flexibilidade financeira.

Pontos de atenção

  • Companhia bastante ativa em leilões;
  • Risco de execução;
  • Risco regulatório.

Quem é a Taesa?

História

O início do Grupo Taesa remete ao leilão de transmissão nº 002 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no ano de 2000, no qual as linhas de transmissão de energia dos Lotes C e A foram arrematadas, respectivamente, pelo consórcio INEPAR/ENELPOWER, que, posteriormente constituiu uma sociedade de propósito específico denominada Transmissora Sudeste Nordeste (TSN), e a Novatrans Energia.

Logo após o leilão, a Enelpower, participante do consórcio INEPAR/ENELPOWER, adquiriu o controle de ambas as companhias fundadas após o leilão. Em 2003, o controle da Novatrans e da TSN foi transferido para a Terna, empresa italiana do segmento de transmissão de energia.

A Terna constituiu em 2006 uma holding no Brasil, chamada Terna Participações S.A., transferindo para esta o controle da TSN e da Novatrans. A companhia abriu seu capital através de uma oferta pública de ações em outubro daquele ano.

Entre os anos de 2003 e 2009, a Terna adquiriu mais cinco concessionárias por meio de suas subsidiárias.

Em novembro de 2009, a Terna Participações foi vendida para ao Fundo de Investimentos em Participações (FIP) Coliseu e para a Cemig Geração e Transmissão. Em sequência, a holding passou a se chamar Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa).

Em 2012, ao adquirir a totalidade das ações detidas pela Abengoa Concessões no capital social da União de Transmissoras de Energia Elétrica (Unisa), a Taesa passou a deter o controle de mais cinco concessionárias: STE Transmissora de Energia, ATE Transmissora de Energia, ATE II Transmissora de Energia, ATE III Transmissora de Energia e Nordeste Transmissora de Energia

A companhia emitiu R$ 1,755 bilhão em novas ações em julho de 2012. No ano de 2013, a transferência das ações de algumas concessionárias de transmissão detidas pelo Grupo Cemig para a Taesa foi autorizada pela Aneel. Tais concessionárias, em conjunto, são conhecidas como Transmissoras Brasileiras de Energia.

Atuação

A Taesa atua com a implementação, operação e manutenção de instalações de transmissão de energia elétrica no Brasil. É o maior player privado de ativos operacionais de transmissão de energia no país.

Presença

A companhia está presente em 18 estados, além do Distrito Federal, através de 39 concessões (das quais seis encontram-se em construção) com 11.062 km de linhas de transmissão em operação, além de 2.514 km de linhas em construção, totalizando 13.576 km.

Fonte: Taesa.

Quem são seus acionistas?

Os números abaixo entre parênteses são referentes à participação de cada acionista no total de ações com capital votante (ordinárias).

Cemig – Companhia Energética de Minas Gerais (37,0%): uma das maiores empresas integradas de energia elétrica do Brasil, atuante nos segmentos de geração, transmissão e distribuição. A Cemig é uma empresa estatal de capital misto, controlada pelo Estado de Minas Gerais.

ISA Brasil (26,0%): operação brasileira do grupo colombiano ISA, um dos maiores conglomerados de transmissão de energia elétrica da América Latina.

Outros (37,0%).

A Taesa está listada no segmento de Nível 2 na B3, por meio de ações ordinárias (TAEE3), ações preferenciais (TAEE4) e units (TAEE11). As units possuem maior liquidez, sendo compostas por uma ação ordinária e duas ações preferenciais.

Principais fatores do crédito

Fonte: Taesa, XP Investimentos.

A Taesa, por estar no segmento de transmissão de energia, se beneficia da resiliência das suas receitas, já que as linhas de transmissão recebem a sua receita anual permitida (RAP) por disponibilidade, não por volume transportado, o que garante maior previsibilidade.

Ademais, o risco de contraparte no setor de transmissão é baixo, já que o risco é o do sistema, não necessariamente de um player específico.

Cenário atual

Em comparação com outros setores, o segmento de transmissão de energia foi um dos menos impactados pela crise do covid-19, dada a previsibilidade do fluxo de caixa, salvo nos casos de desaceleração no andamento das obras devido aos decretos que impunham paralizações e isolamento social. No entanto, a Taesa reafirmou compromisso com o cumprimento do cronograma de entrega dos empreendimentos.

A companhia possui seis empreendimentos em construção, com investimentos de R$ 3,2 bilhões e receita anual permitida (RAP) de R$ 567,5 milhões, cujas obras continuam em andamento mesmo com o prolongamento da pandemia. Há expectativas de entrada em operação de alguns ainda em 2021.

A Taesa concluiu, no último dia 25 de maio, a energização do empreendimento de Mariana, parte do lote A do leilão de transmissão n.º 013/2013. Em 2020 também entraram em operação Miracema, EDTE e os reforços da Novatrans, assim como houve a aquisição dos empreendimentos de São João, São Pedro e Lagoa Nova. Os novos projetos em operação adicionaram à Taesa RAP de R$ 259,1 milhões para o ciclo 2020-2021

Por último, o panorama para o segmento é marcado por leilões de transmissão cada vez mais competitivos com deságios cada vez maiores.

Destaques operacionais

Do lado de indicadores, destaca-se o Índice de Disponibilidade da Linha, que é a razão entre o número de horas que a linha fica disponível no ano e o número de horas contidas no mesmo intervalo de tempo.

Apresentando um índice de disponibilidade constantemente na região de 99,9% nos últimos anos, a companhia possui elevado desempenho operacional. No exercício de 2020, a métrica foi de 99,88%.

Destaques financeiros

Receita líquida e EBITDA

A receita líquida regulatória reportada pela Taesa para o 4T20 foi de R$ 485,6 milhões, crescimento de 9,3% em comparação com o apurado no 4T19. O avanço foi decorrente do reajuste inflacionário, entrada em operação de novos ativos e aquisição de novas concessões, o que compensou a queda da RAP de algumas linhas.

Os contratos de transmissão licitados entre 1999 e 2006 preveem a redução de 50% da RAP a partir do 16º ano de operação comercial. No ciclo 2020-2021 as concessões Munirah, PATESA, ETAU, STE, ANTE I, ENTE, ERTE e Transleste entraram em seu 16º ano de operação e, portanto, suas RAPs foram reduzidas.

A receita líquida acumulada em 2020 foi de R$ 2 bilhões, crescimento de 8,3% ante o registrado em 2019. Já o EBITDA de R$ 1,6 milhão acumulado representou avanço de 7,4% no mesmo intervalo, culminando em margem de 83,2%.

Endividamento e alavancagem

A dívida líquida registrou expansão anual de 83% para R$ 5,2 bilhões em 2020, o que se deve a novas captações no mercado, como as 8ª e a 9ª emissões de debêntures, e a contração da posição de caixa, frente aos investimentos necessários para as novas operações.

Como consequência do aumento do endividamento, a alavancagem medida pela relação Dívida Líquida / EBITDA avançou de 2,2x para 3,8x ao fim de 2020. A companhia não tem cláusulas restritivas (covenants) de dívida.

Destaca-se a sólida posição de liquidez da Taesa, com caixa de R$ 896 milhões em dezembro, frente a uma amortização de R$ 441 milhões em 2021.

Nota-se que a companhia tem um importante cronograma de investimentos à frente, uma vez que tem alguns projetos ainda em fase de construção. Entretanto, a robusta e resiliente geração de caixa e o bom acesso a fontes de financiamentos ajudam a fazer frente a esses investimentos, reduzindo riscos em relação à dívida.

Pontos de atenção

Companhia bastante ativa em leilões

A Taesa possui um histórico de constante busca de novas aquisições de ativos no setor de transmissão.

Apesar da atratividade de novas concessões, ressalta-se que o otimismo em relação ao setor de infraestrutura no Brasil vem tornando os leilões de transmissão cada vez mais competitivos. Diante disso, o último leilão realizado em 2019 apresentou o maior deságio da história, com desconto médio sobre RAP de 60,3%.

Portanto, a antecipação de entrega de projetos e a otimização de custos são essenciais para compensar as menores taxas de retorno das novas concessões.

Por outro lado, a Taesa demonstra boa capacidade financeira para absorver novas linhas e não acreditamos que entraria em leilões caso estivessem desalinhados com a estratégia da companhia.

Risco de execução

Em virtude da quantidade de projetos em implementação, a Taesa se torna mais exposta a riscos de execução.

Como exemplos de riscos de execução mais comuns, é possível citar: riscos financeiros, como a escalada dos custos devido à baixa precisão das projeções; riscos de cronograma, ocasionados por atrasos; ou riscos de performance, caso o projeto não produza resultados consistentes com as especificações originais.

Contudo, a companhia historicamente comprovou sólida execução e entrega no prazo (ou até antes) das novas concessões, o que torna o risco baixo, em nossa visão.

Risco regulatório

O serviço público de energia no Brasil é regido pela Aneel, que possui as funções de regulação, fiscalização, mediação e definição de tarifas, para garantir o equilíbrio do mercado. Logo, alterações nas legislações e portarias já existentes, podem impactar o fluxo de caixa das companhias elétricas.

Como exemplo, é possível citar as atuais discussões de reforma tributária ou da reforma do setor elétrico (Projeto de Lei do Senado nº 232/2016).

Veja mais

Fonte

Taesa

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