DEB CONCES ROTA DAS BANDEIRAS – JUL/2034

DEB CONCES ROTA DAS BANDEIRAS – JUL/2034

  • Vencimento 17/07/2034
  • Rentab. IPC-A + 4,40%
  • Liquidez No Vencimento
  • Juros Semestral
  • Rating AAA(bra)
  • Risco (0 - 100) 24 Risco Médio

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  • Preço Unitário R$ 1.000,00

Análise do Emissor

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A Concessionária Rota das Bandeiras S.A. é a administradora do Corredor Dom Pedro, importante malha rodoviária do interior paulista que liga Campinas à São José dos Campos e se destaca pelo alto e pulverizado fluxo de veículos. Atualmente, a Mubadala (fundo que concentra os investimentos soberanos de Abu Dabi, com US$ 232 bi em ativos) é a sua acionista majoritária, possuindo 85% de participação na empresa. Suas operações em 2020 sofreram impactos pela pandemia da covid-19, com o tráfego pedagiado consolidado apresentando redução anual de 9,6%. Por conta disso, a receita líquida retraiu 7% no ano, enquanto o EBITDA ajustado, 6,9%. A empresa registrou endividamento líquido de R$ 2,1 bilhões em dezembro de 2020 e relação dívida líquida/EBITDA de 4x, abaixo do convenant previsto em suas emissões de 4,5x.

Destaques positivos

  • Boa localização da concessão (Campinas à São José dos Campos).
  • Bom fluxo de veículos com pulverização de tipos de cargas.

Pontos de atenção

  • Risco regulatório.
  • Exposição à atividade econômica.

Quem é a Rota das Bandeiras?

História

A Rota das Bandeiras iniciou suas atividades em abril de 2009, com a assinatura do contrato de concessão firmado com o Governo de São Paulo para a exploração por 30 anos da malha rodoviária estadual do Corredor Dom Pedro I, formado por cinco importantes rodovias do interior paulista.

Em 27 de maio de 2019 a então controladora direta da concessionária, a Odebrecht Rodovias S.A. (“ODBVias”), alienou o equivalente a 85% do capital social da Companhia para o Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia SCP 1355.

Especificações

O Corredor Dom Pedro está localizado em um ponto estratégico para o escoamento da produção nacional e engloba 17 cidades de uma das áreas mais desenvolvidas do país, que reúne 2,5 milhões de moradores entre a Região Metropolitana de Campinas e o Vale do Paraíba.

Além disso, as rodovias do Corredor Dom Pedro I interligam as principais rodovias do Estado: Anhanguera, Bandeirantes, Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Dutra e Fernão Dias.

Poder concedenteARTESP
Início da concessão2009
Término da concessão2039
Extensão297 km
Investimentos realizadosR$2,9 bilhões (dez/20)
Valor da Outorga FixaR$1,3 bilhão
Fonte: XP Investimentos e Rota das Bandeiras.

Quais são seus acionistas?

A Companhia é uma sociedade por ações, controlada atualmente pelos Fundos de Investimento em Participações Multiestratégia OTP CRB (“FIP OTP”), com 15% de participação na concessionária, sendo de propriedade da Odebretch, e SCP 1355 (“SCP 1355”), veículo de investimentos da Mubadala Investment Company, que detém os outros 85%.

A Mubadala Investment Company é detida pelo governo de Abu Dhabi, um dos emirados que formam os Emirados Árabes Unidos. Possui investimentos em uma ampla gama de setores, incluindo infraestrutura, energia, serviços públicos, imóveis, aeroespacial, metais e mineração, óleo e gás, petroquímicos, semicondutores e um portfólio global de holdings financeiras. Em 2020, administrava US$ 232,2 bilhões em ativos.

Apesar da participação de apenas 15% do FIP OTP, há um acordo de acionistas que o assegura poder de veto para determinadas matérias.

Principais fatores do crédito

Para melhor entendimento, esclarecemos que a nomenclatura “4T20” significa “quarto trimestre de 2020”. Suas variações também se aplicam (ex: 3T20 seria o terceiro trimestre de 2020). 

Fonte: XP Investimentos e Rota das Bandeiras.

Cenário atual

Desde meados de 2018, o decreto que garante a isenção para a cobrança de pedágio de caminhões que viajam com eixo suspenso (sem carga), adotado como resposta do Governo Federal à greve dos caminhoneiros, permanece em vigência,  Como 60% da receita de pedágio da companhia é proveniente de veículos pesados e o contrato de concessão foi assinado antes da promulgação da medida, as projeções iniciais de receita da empresa foram alteradas.

Além disso, as medidas de restrição adotadas pelo governo estadual em resposta à pandemia da covid-19, a partir da segunda quinzena de março de 2020, impactaram as atividades da concessionária no exercício, levando à redução no tráfego de veículos. Contudo, a maior participação de veículos pesados, que apresentaram menor queda de demanda durante a pandemia, garantiram à concessionária maior resiliência que seus pares que possuem maior participação de veículos leves.

A partir de agosto, foi possível observar processo gradual de reabertura das atividades econômicas pelo país, movimento que refletiu na maior circulação de veículos na Rota das Bandeiras.

A companhia, assim como seus pares do setor, solicitou por meio da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) reequilíbrio econômico-financeiro à agência reguladora, por entender que a queda de demanda e receita tem sido ocasionada por força maior. Ademais, a empresa ainda aguarda a definição do último pleito, este referente a isenção de pedágio para caminhões com eixo suspenso.

Destaques operacionais

Os números operacionais do quarto trimestre de 2020 comprovaram a continuidade do movimento de recuperação no tráfego pedagiado observado no trimestre anterior: a circulação de veículos pesados apresentou expansão trimestral de 4,5% para 14 milhões em VEQs (veículos equivalentes; número de veículos multiplicado pelo número de eixos pagantes), enquanto os veículos leves avançaram 24,3% para 9,2 milhões em VEQs.

Já o tráfego consolidado, somando veículos leves e pesados, cresceu 11,5% no 4T20 ante o 3T20 para R$ 23,2 milhões em VEQs.

Ressaltamos que a redução de tráfego após a adoção de medidas de restrição foi mais concentrada em veículos leves, por isso o crescimento da categoria no trimestre foi mais expressivo. Contudo, os patamares seguem inferiores ao seu histórico.

Em 2020, o tráfego pedagiado consolidado em VEQs alcançou 80,9 milhões, redução anual de 9,6%. O tráfego de veículos pesados apresentou contração de 2,3%, ao passo que o tráfego de veículos leves retraiu 19,6% na mesma janela.  

Como consequência, a participação de veículos pesados no tráfego total avançou de 57,9% em 2019 para 62,5% em 2020, aumento de 4,7 pontos percentuais.

Destaques financeiros

Receita e EBITDA

A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 617,2 milhões em 2020, recuo de 7% frente ao acumulado no ano anterior, influenciada pelos efeitos da pandemia da Covid-19 e postergação do reajuste tarifário anual em 5 meses a partir do último mês de julho.

Enquanto isso, o EBITDA ajustado reportado no exercício apresentou contração de 6,9% em relação à 2019 para R$ 522,9 milhões, culminando em uma margem EBITDA de 84% (relativamente estável em relação ao ano anterior).

Endividamento e alavancagem

A empresa registrou endividamento líquido de R$ 2,1 bilhões em dezembro de 2020, 12,2% superior ao saldo de 2019.

O aumento do endividamento aliado à contração do EBITDA foi responsável pelo aumento na relação dívida líquida/EBITDA de 3x para 4x. A companhia possui cláusulas restritivas em suas emissões as quais impõem teto de alavancagem de até 4,5x (com vigência até dezembro de 2021).

No quesito de liquidez, a atual posição de caixa de R$ 54,3 milhões é inferior aos vencimentos programados para o curto prazo. Contudo, o risco é mitigado pelo bom histórico de geração de caixa operacional pela empresa, observado mesmo com a redução da demanda. Nota-se também que 78% do endividamento total da empresa vencerá a partir de 2026.

Pontos de atenção

Risco regulatório

Como as operações da Rota das Bandeiras estão concentradas em uma atividade que compõe um setor regulado, alterações em regulamentações podem impactar os investimentos e retornos inicialmente previstos.

Em relação à crise do covid-19, espera-se que, assim como outras empresas do setor, a Rota das Bandeiras peça reequilíbrio econômico-financeiro à agência reguladora, devido ao entendimento de que a queda recente de demanda e receita tem sido ocasionada por força maior.

Contudo, o processo de pleito do reequilíbrio tende a ser bastante lento, visto que visto que a metodologia do cálculo de reequilíbrio ainda não foi definida e porque os efeitos da covid-19 na demanda ainda não acabaram.

Em segunda análise, as companhias ainda não foram compensadas pela isenção de veículos com eixo suspenso, vigente desde 2018. Portanto, os efeitos da pandemia sobre os resultados da companhia podem demorar a serem mitigados.

Exposição à atividade econômica

Há uma forte correlação entre a performance da economia e o volume de tráfego de veículos. Em momentos de baixa atividade econômica, a demanda geralmente cai, impactando negativamente a receita e geração de caixa da empresa.

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Fonte

Rota das Bandeiras

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