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🌎RADAR GLOBAL: Aumenta o risco na China

Risco imobiliário chinês, recompras da Microsoft e resultados da Oracle

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MACRO

Bolsas internacionais amanhecem levemente negativas (EUA -0,3% e Europa -0,2%) enquanto investidores digerem dados econômicos mistos, com vendas do varejo mais fortes que o esperado (+0,7% vs. -0,8% do consenso) e um salto nos pedidos de seguro desemprego nos EUA (332 mil vs. 320 mil do consenso). Na China (+1,0%) o mercado devolve parte das perdas, mas segue negativo em -2% na semana ao passo que preocupações com a desaceleração do crescimento econômico e os problemas de crédito no setor imobiliário se estendem. O petróleo (-0,6%) amanhece em leve queda na medida em que a produção no Golfo do México é retomada, atualmente cerca de 72% da produção está em funcionamento.

Coronavírus: A campanha da vacina de reforço teve início no Reino Unido, após aprovação das autoridades no início da semana. As doses serão administradas 6 meses depois da primeira imunização, a ordem será similar à lista de prioridades original, começando com trabalhadores de saúde e idosos. Atualmente, 64,8% da população inglesa já está completamente vacinada.

EMPRESAS

Temores no setor imobiliário chinês: A Evergrande, construtora chinesa, sendo uma das empresas mais endividadas do mundo com um saldo devedor de US$ 300bi, vem passando por problemas de liquidez e causando incertezas no mercado imobiliário chinês. Bancos chineses foram alertados sobre a possível falta de caixa por parte da companhia para cobrir os juros das dívidas com vencimento em 20 de setembro.

Apenas neste ano, a Evergrande recebeu 3 reduções em sua pontuação de crédito, sendo a mais recente na terça-feira, dia 9 de setembro, pela Fitch Ratings de CCC+ para CC, classificando as dívidas da empresa como altamente especulativas. Como resultado, as perdas na ação da empresa se intensificaram e já acumulam uma queda de 81,4% desde o início de 2021.

Em resumo, as construtoras chinesas são responsáveis por grande parte do mercado de crédito do país, aproximadamente 80 companhias possuem dívidas em torno de US$ 200bi, logo, uma potencial falência da maior construtora local poderia causar um temor ainda maior, contaminando outros setores como o financeiro. Outro ponto de atenção do governo é em relação ao preço das propriedades chinesas, visto que esta indústria compõe ~28% do PIB do país, logo, manter preços estáveis se torna um ponto crucial para o governo. Em conversa no Coffee & Stocks, Gabriela Santos, estrategista global do J.P. Morgan, afirmou que o governo chinês deverá deixar os investidores sofrerem algumas perdas, com o intuito de reduzir as expectativas dos mesmos de que o governo sempre “irá pagar a conta” do alto endividamento das empresas, mas que em algum momento as autoridades podem intervir para evitar um problema econômico sistêmico.

Oracle reporta: As ações da Oracle caíram até -3% depois que a empresa de software empresarial revelou sua receita abaixo das expectativas do mercado de US$ 9,73 bilhões, contra US$ 9,77 bilhões esperados por analistas, de acordo com a Refinitiv. O maior segmento de negócios da Oracle, serviços em nuvem e suporte de licença, gerou US$ 7,37 bilhões em receita, o que representa um aumento de +6% vs. o trimestre passado, valor que está abaixo da estimativa de consenso da StreetAccount de US$ 7,41 bilhões. As ações da Oracle já sobem +37% desde o início do ano.

Nuvem é o futuro: Nos últimos anos, a companhia tem investido em seu software de nuvem, sendo o ponto focal de seus produtos, serviços, aquisições, inovação e comunicação com investidores. A companhia aumentou seus investimentos para mais de US$ 1 bilhão, um aumento de 129% vs. 3T20 em software e infraestrutura em nuvem, os quais representam 25% da receita total.

Recompras da Microsoft: As ações da Microsoft (MSFT34) subiram quase +2% após a empresa anunciar um plano de recompra de ações de US$ 60 bilhões, o maior de todos os tempos. O anúncio vem poucos dias depois que senadores democratas revelaram uma proposta de tributar as recompras de ações corporativas para ajudar a financiar o plano de investimento de US$ 3,5 trilhões do presidente Joe Biden. Os senadores disseram que a “Lei de Responsabilidade de Recompra de Ações” encorajaria as grandes corporações a investir em seus trabalhadores, em vez de enriquecer investidores e executivos com o aumento dos preços das ações.

De olho no mercado: Entre as empresas do S&P 500, a Microsoft está entre as maiores compradoras de ações este ano, de acordo com o S&P Dow Jones Indices. A Apple (AAPL34) e a Alphabet (GOGL34) devolveram US$ 90 bilhões e US$ 50 bilhões aos seus acionistas, respectivamente, e aumentaram seus planos de recompras desde os cortes de impostos corporativos em 2017. A Microsoft havia anunciado seu último programa de recompra de US$ 40 bilhões em 2019.

Entendendo o contexto: No caso de recompra de ações, a empresa compra a mercado suas próprias ações, diminuindo o nº total em circulação, impactando positivamente na valorização destes ativos.

ANÁLISES

Fonte: J.P. Morgan

Casos de COVID-19 desaceleram: De acordo com o monitoramento do J.P. Morgan, casos e fatalidades causadas pelo coronavírus apresentam uma tendência de redução gradual. De acordo com o banco, o pico de mortes devido à pandemia pode ter ocorrido entre janeiro e abril de 2021, quando o número global atingiu um crescimento semanal em torno de 110 mil. Atualmente, com o avanço da vacinação global, o número de casos e fatalidades deverá continuar em queda, principalmente em países desenvolvidos. Este cenário poderá ser bem positivo para os mercados globais ao passo que preocupações com novos impactos econômicos originados pela pandemia serão amenizados caso esta tendência perdure no futuro.

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