Onde Investir – Outubro de 2020

Setembro foi o primeiro mês de queda da bolsa global desde março, e entendemos o movimento como uma acomodação natural após uma alta de 33% em dólares de abril a agosto. A maior aversão a risco também é fruto da tríade de obstáculos que terão que ser sobrepujados nos próximos meses: a eleição nos Estados Unidos, um aumento de casos de coronavírus no hemisfério norte – onde o inverno se aproxima – e a transição de uma economia suportada por estímulos para uma que cresce organicamente.

O Ibovespa vinha se comportando bem ao longo do mês, com queda inferior à das bolsas globais, mas isso mudou no dia 28: a intenção do governo de adiar pagamento de precatórios para distribuir renda para uma parcela da população assustou os investidores. As perspectivas do Brasil crescer e honrar suas dúvidas são muito diferentes  se tivermos um governo disposto a fazer benesses deixando o custo para o futuro ao invés de reformas.

Principais fatos que influenciaram os investimentos

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Há mais de um ano começamos a adicionar fundos internacionais em nossas carteiras recomendadas. Hoje essas posições oscilam entre 5% no perfil de menor risco, o cauteloso, até 37% dentro do destemido, perfil de maior risco. Se considerarmos apenas renda variável global, os percentuais recomendados vão desde 3% para a carteira defensiva a 27% . Mas por que incluímos renda variável global nas carteiras?

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Em nossa última revisão de cenário aumentamos a probabilidade do cenário negativo. Entenda por que.

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Guia de Investimentos

Setembro foi o primeiro mês de queda da bolsa global desde março, e entendemos o movimento como uma acomodação natural após uma alta de 33% em dólares de abril a agosto. A maior aversão a risco também é fruto da tríade de obstáculos que terão que ser sobrepujados nos próximos meses: a eleição nos Estados Unidos, um aumento de casos de coronavírus no hemisfério norte – onde o inverno se aproxima – e a transição de uma economia suportada por estímulos para uma que cresce organicamente.

No caso da eleição americana os riscos principais advém das vontades do partido Democrata de aumentar a alíquota de imposto de renda para empresas, com um impacto pequeno a moderado, e de fazer um pacote para aumentar os gastos do governo, o que pode ser bom se for feito de maneira sustentável, mas ruim se for grande demais. A corrida eleitoral nos Estados Unidos se encerra dia 3 de novembro.

No meio desse tumulto 311 das 467 empresas do principal índice da bolsa americana, o S&P 500, representando 67% de seu valor de mercado, devem divulgar seus resultados do 3º trimestre de 2020 ao longo do mês de outubro, como mostra o calendário abaixo. Foi um período de atividade econômica mais forte, e os resultados tendem a surpreender positivamente, o que pode ser um catalisador positivo para os mercados.

Já no Brasil o Ibovespa vinha se comportando bem ao longo do mês, com queda inferior à das bolsas globais, mas isso mudou no dia 28: a intenção do governo de adiar pagamento de precatórios para distribuir renda para uma parcela da população assustou os investidores. As perspectivas do Brasil crescer e honrar suas dúvidas são muito diferentes  se tivermos um governo disposto a fazer benesses deixando o custo para o futuro ao invés de reformas. Com isso fomos obrigados a rever para cima a probabilidade que atribuímos para o nosso cenário negativo, o que divulgamos no dia 29 de setembro, no 5 anos em 5 minutos.

E não foram só os ativos de risco que sofreram: devido ao maior volume de emissões e o risco fiscal, mesmo os papéis mais seguros emitidos pelo Governo Federal, as LFTs ou Tesouro Selic, sofreram perdas no mês. Por outro lado, os fundos atrelados ao CDI conseguiram ficar no azul, graças ao carrego vindo dos papéis de crédito privado.

Não fizemos alterações significativas nas carteiras, mas aumentamos um pouco a exposição dos mandatos mais arrojados (Visionário e Energético) à Renda Variável Global.


Última atualização: 30 de setembro de 2020

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