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Carteira de Fundos Listados Renda Total – Janeiro de 2026

A Carteira de Fundos Listados Renda Total tem como objetivo oferecer retornos consistentes de longo prazo aos investidores, combinando renda recorrente isenta de imposto a ganhos de capital. Para alcançar esse propósito, seu mandato contempla investimentos em diversas classes de fundos listados em bolsa, incluindo Fundos Imobiliários (FIIs), Fiagros, FI-Infras e FIP-IEs.

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A Carteira de Fundos Listados Renda Total tem como objetivo proporcionar aos investidores retornos superiores ao índice de referência IMA-B 5+ no longo prazo. Para isso, seu mandato contempla investimentos em diversas classes de fundos listados em bolsa, como FIIs, Fiagros e FI-Infras. A composição é revisada mensalmente pela equipe de análise, podendo ser ajustada conforme as condições de mercado e as oportunidades identificadas.

A carteira apresenta perfil de risco moderado e adota uma estratégia mista, combinando ativos voltados à geração de renda recorrente com oportunidades de ganho de capital. A alocação entre ativos e classes de fundos é definida com base nas oportunidades identificadas pela equipe, considerando perspectivas macroeconômicas, setoriais e específicas de cada ativo.

O IMA-B 5+ é um índice desenvolvido pela ANBIMA, composto por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA, especificamente as NTN-Bs (Tesouro IPCA+) com vencimento igual ou superior a cinco anos. Faça seu login e confira o conteúdo completo.

1. Performance e resultados do mês

Em dezembro, a carteira registrou alta de 3,1%, superando o IMA-B 5+, que recuou 0,19% no período. Além disso, gerou um dividend yield mensal de 0,98%, equivalente a 11,8% em termos anualizados. Desde sua criação, em maio de 2025, a carteira acumula valorização de 13,6%, o que representa 177% do desempenho do IMA-B 5+.

Data Base: índice até fechamento 06/01/26.

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2. Panorama econômico

No cenário internacional, dezembro foi marcado por forte desempenho nos mercados globais. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) reduziu a taxa básica em 0,25 p.p., para o intervalo de 3,50% a 3,75%, em linha com as expectativas. A decisão contou com nove votos favoráveis. Em coletiva após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell, ressaltou que a instituição permanece em “modo de espera” (wait-and-see), indicando que os próximos passos dependerão da evolução dos indicadores econômicos.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) optou pela manutenção da taxa Selic em 15,0% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado. O comunicado pós-reunião trouxe poucas mudanças em relação ao divulgado em novembro, reforçando uma postura de cautela. Mantemos a projeção de que o ciclo de cortes deve começar apenas em março.

Outro ponto relevante em dezembro foi o maior peso da pauta eleitoral no radar dos investidores, já influenciando a precificação dos ativos. Esse movimento reforça um aspecto importante: a eleição de 2026 tende a aumentar a volatilidade do mercado, à medida que novas informações sobre os candidatos e suas propostas sejam divulgadas.

No campo dos indicadores econômicos, o IPCA-15 avançou 0,25% em dezembro, 0,05 ponto percentual acima da leitura de novembro (0,20%), acumulando alta de 4,41% em 2025. O IGP-M recuou 0,01% no mês, revertendo a alta de 0,27% registrada em novembro e acumulando queda de 1,05% no ano. Já o INCC-M subiu 0,21% em dezembro, abaixo dos 0,28% do mês anterior. A tendência de pressão nos custos da construção é reforçada pelo avanço de 6,10% no acumulado de 12 meses.

No mercado de fundos imobiliários, dezembro consolidou a tendência positiva do IFIX ao longo de 2025, sustentada pela redução dos prêmios de risco diante da expectativa de início do ciclo de cortes na taxa básica de juros no futuro próximo. O movimento foi favorecido pelo ambiente de inflação mais controlada e por sinais de desaceleração da atividade econômica, reflexos da política monetária mais restritiva.

Como resultado, o IFIX avançou 3,14% em dezembro, impulsionado principalmente pelos fundos de papel, que subiram 3,44%, enquanto os fundos de tijolo registraram alta mais moderada, de 2,74%. O índice também renovou sua máxima histórica ao atingir 3.775,56 pontos, mesmo com a abertura da curva de juros no mês, influenciada por fatores políticos e fiscais que permaneceram no radar dos investidores.

Para 2026, mantemos uma visão positiva — ainda que cautelosa — para os fundos imobiliários. Além do suporte dos indicadores macroeconômicos, o setor segue beneficiado por fundamentos sólidos, como níveis de vacância próximos às mínimas históricas em galpões logísticos e shoppings centers, além de queda contínua no segmento de lajes corporativas — tendência que deve se manter no início do ano. Ainda assim, destacamos desafios relevantes, com potencial de adicionar volatilidade ao mercado, especialmente a evolução do ambiente político e seus impactos sobre a curva de juros e a confiança dos investidores.

Adicionalmente, iniciamos 2026 com spreads comprimidos em relação ao padrão histórico, reflexo da recuperação do mercado mesmo diante da manutenção das taxas das NTN-Bs em patamares elevados. Esse movimento foi mais evidente nos fundos de logística, que entre os fundos de tijolo registraram a alta mais tímida, de 1,24%, enquanto os fundos de shoppings e de lajes corporativas avançaram 2,50% e 5,09%, respectivamente.

Entre os fundos da nossa cobertura, o destaque ficou com os FIIs da RBR — RBRX11 (cuja cobertura iniciamos recentemente), RBRR11 e RBRP11 — impulsionados pelo anúncio da aquisição, pelo Pátria, do braço de FIIs listados da RBR, elevando o total sob gestão para R$ 38 bilhões. Consideramos esse movimento mais um marco na consolidação da indústria de fundos imobiliários, novamente liderado pelo Pátria, que passa a ocupar posição de maior relevância no mercado. Diferentemente das aquisições da VBI Real Estate e dos fundos da CSHG, a equipe de gestão da RBR Asset não migrará para a nova casa. Ainda assim, entendemos que o Pátria possui sinergias relevantes e sólida expertise para assumir as operações dos fundos adquiridos, favorecendo uma transição eficiente e sem grandes obstáculos.

Além disso, o Pátria Investimentos, gestor de HGLG11, LVBI11 e PATL11, convocou Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) para deliberar sobre a incorporação do LVBI11 e a aquisição dos imóveis do PATL11. Avaliamos a operação como positiva para HGLG11, LVBI11 e PATL11, embora alguns pontos de atenção mereçam destaque (clique aqui para mais informações). Vale destacar que os cotistas do HGLG11 e LVBI11, já aprovaram em assembleia o processo de consolidação.

Por fim, o JSRE11 anunciou a aquisição indireta dos imóveis WT Morumbi e Work Bela Cintra — anteriormente pertencentes ao SARE11 e recentemente comprados pelo BTLG11 — por meio da subscrição e integralização de cotas subordinadas do JS Renda Imobiliária (JSRI). A operação também envolveu a transferência, pelo JSRE11, de 39% da ABL do Tower Bridge Corporate para o novo fundo. Como resultado, o JSRE11 passa a deter 100% das cotas subordinadas do veículo, que passam a representar entre 20% e 25% do patrimônio líquido do JSRI. Além disso, a transação elimina a alavancagem do JSRE11, ponto que consideramos positivo.

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