XP Expert

Carteira de Fundos Listados Renda Total – Fevereiro de 2026

Confira nosso panorama do mercado e as mudanças da Carteira de Fundos Listados Renda Total de fevereiro de 2026

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

A Carteira de Fundos Listados Renda Total tem como objetivo proporcionar aos investidores retornos superiores ao índice de referência IMA-B 5+ no longo prazo. Para isso, seu mandato contempla investimentos em diversas classes de fundos listados em bolsa, como FIIs, Fiagros e FI-Infras. A composição é revisada mensalmente pela equipe de análise, podendo ser ajustada conforme as condições de mercado e as oportunidades identificadas.

A carteira apresenta perfil de risco moderado e adota uma estratégia mista, combinando ativos voltados à geração de renda recorrente com oportunidades de ganho de capital. A alocação entre ativos e classes de fundos é definida com base nas oportunidades identificadas pela equipe, considerando perspectivas macroeconômicas, setoriais e específicas de cada ativo.

O IMA-B 5+ é um índice desenvolvido pela ANBIMA, composto por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA, especificamente as NTN-Bs (Tesouro IPCA+) com vencimento igual ou superior a cinco anos. Faça seu login e confira o conteúdo completo.

1. Performance e resultados do mês

Em janeiro, a carteira registrou alta de 3,7%, superando o IMA‑B 5+, que avançou 0,84% no período. Além disso, gerou um dividend yield mensal de 1,03%, equivalente a 12,3% em termos anualizados. Com isso, a carteira acumula valorização de 17,8% desde sua criação, em maio de 2025, correspondente a 208% do desempenho do IMA‑B 5+ no período.

Data Base: índice até fechamento 30/01/26.

Conteúdo exclusivo para clientes XP
A conta XP é gratuita. Abra a sua agora!

Cadastrar

Já é cliente XP? Faça seu login

 

Assessor ou parceiro? Clique no botão abaixo

 

Invista melhor com as recomendações
e análises exclusivas dos nossos especialistas.

2. Panorama econômico

No cenário internacional, janeiro foi marcado por maior instabilidade geopolítica, enfraquecimento do dólar e desempenho de destaque das bolsas de países emergentes. Esse movimento reflete a continuidade da rotação global que temos comentado desde o ano passado: uma busca crescente por ativos fora dos mercados americanos.

Essa mudança de alocação tem sido impulsionada, em grande parte, pelo aumento das incertezas institucionais e de política econômica nos Estados Unidos, especialmente em temas relacionados a comércio internacional, política fiscal e decisões estratégicas no campo geopolítico. Esse ambiente incerto tem levado investidores a diversificar recursos globalmente, favorecendo outros mercados.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, em linha com as expectativas. Ainda assim, o comunicado trouxe ajustes de redação com um tom ligeiramente mais hawkish (jargão de mercado que sinaliza manutenção de uma política monetária mais restritiva), ao destacar que a atividade econômica vem se expandindo em ritmo “sólido”, acima da avaliação anterior, que apontava um crescimento “moderado”.

No Brasil, o mês foi marcado por um ambiente claramente mais construtivo para os ativos locais. A decisão do Copom de manter a Selic em 15% veio acompanhada de uma sinalização relevante de que o início do ciclo de cortes de juros pode acontecer já na próxima reunião, em março.

Esse guidance reforçou a leitura de mudança no pano de fundo monetário e se somou ao forte fluxo de capital estrangeiro, que tem sido o principal motor da alta da bolsa brasileira em 2026. A entrada consistente de recursos externos fortaleceu o real, sustentou novas máximas do Ibovespa e ampliou o apetite por ativos de risco no país, em um contexto no qual o diferencial de juros real segue elevado e o mercado brasileiro permanece atrativo em termos de valuation.

No campo dos indicadores econômicos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,20% em janeiro, 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo do resultado de dezembro (0,25%). Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,50%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,41% em janeiro. Com esse resultado, o índice acumula queda de 0,91% nos últimos 12 meses. Já o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 0,63% em janeiro, acelerando em relação ao mês anterior, quando registrou alta de 0,21%. O movimento de aumento nos custos do setor de construção é reforçado pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 6,01%. Esse resultado representa uma desaceleração em comparação com janeiro de 2025, quando o índice acumulava alta de 6,85% em 12 meses.

O índice de fundos imobiliários (IFIX) encerrou a semana com alta de 0,51%, impulsionado sobretudo pelo desempenho dos Fundos de Fundos (FOFs) e dos fundos de multiestratégia, que avançaram 2,52% e 1,53%, respectivamente, seguidos pelos fundos de lajes corporativas (+1,34%). No campo negativo, o destaque foi o segmento híbrido, que recuou 1,75%, pressionado principalmente pelo TGAR11, que caiu 15,7% na semana após a divulgação de seu relatório gerencial, revisando para baixo o guidance de distribuição para o primeiro semestre, agora projetado entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota.

Como resultado, o IFIX iniciou 2026 em território positivo, acumulando valorização de 2,27% em um mês marcado por sucessivas renovações das máximas históricas, encerrando o período em 3860,99 pontos. Entendemos que o principal vetor desse movimento foi o recuo das curvas de juros, favorecido pela desvalorização do dólar frente ao real — que contribui para uma dinâmica inflacionária mais benigna à frente — e pelo tom mais brando adotado pelo Banco Central em relação ao ciclo de cortes da Selic, reforçando a expectativa de início do afrouxamento monetário em março.

Entre os segmentos com maiores altas no mês, destacaram-se aqueles que ainda negociavam com descontos mais expressivos em relação ao valor patrimonial, como os Fundos de Fundos e os fundos multiestratégia, que avançaram 4,77% e 4,82%, respectivamente. Esses ativos tendem a ser mais sensíveis às variações das taxas de juros futuras e à dinâmica do mercado de FIIs, o que ajuda a explicar a intensidade do movimento observado.

Os Fundos de Tijolo, por sua vez, também registraram desempenho robusto, com alta de 2,53%, impulsionados sobretudo pelos fundos de lajes corporativas (+3,98%), que seguem negociando com os descontos mais expressivos do IFIX (VM/VP de 0,93). Os fundos de shoppings (+2,39%) também se destacaram e, embora operem próximos às médias históricas de VM/VP, ainda oferecem spreads atrativos em relação à NTN‑B de longo prazo (cerca de 2,9 p.p.). Já os fundos de logística apresentaram avanço mais moderado (+0,99%), refletindo os spreads atualmente mais comprimidos em comparação aos demais segmentos. Por fim, os Fundos de Papel avançaram 2,36% e, excetuando aqueles majoritariamente expostos a operações CDI+, continuam negociando com descontos sobre o valor patrimonial e apresentando rentabilidades implícitas convidativas.

Com isso, iniciamos 2026 com uma visão construtiva para o cenário macroeconômico, diante da iminente queda da Selic e da resiliência da atividade econômica. Embora a expectativa inicial do mercado aponte para uma taxa terminal ainda elevada ao final de 2026 (est. 12,50% ao ano), o ciclo de cortes tende a favorecer o desempenho dos ativos de risco, especialmente aqueles com geração recorrente de renda, como os FIIs. Além disso, não se pode descartar novas rodadas de queda dos juros futuros caso o cenário inflacionário permaneça benigno, o que poderia desencadear uma nova reprecificação positiva dos FIIs, com destaque para os fundos de tijolo e para os FOFs/multiestratégias.

Por outro lado, entendemos que o cenário seguirá marcado por incertezas relevantes, tanto no ambiente global quanto no doméstico, especialmente em razão do calendário eleitoral, o que exige cautela e a manutenção de posições mais defensivas. Nesse contexto, reafirmamos nossa visão construtiva para os Fundos de Papel com risco de crédito baixo a moderado, que tendem a apresentar maior resiliência em períodos de volatilidade.

XP Expert
Disclaimer:

  • Este relatório de análise foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos ou XP”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório.
  • Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor.
  • O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à XP Investimentos e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela XP Investimentos.
  • O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Resolução CVM nº 20/2021 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório.
  • Os analistas da XP Investimentos estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC Brasil para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários da XP Investimentos.
  • O atendimento de nossos clientes é realizado por empregados da XP Investimentos ou por assessores de investimento que desempenham suas atividades por meio da XP, em conformidade com a Resolução CVM nº 178/2023, os quais encontram-se registrados na Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários – ANCORD. O assessor de investimento não pode realizar consultoria, administração ou gestão de patrimônio de clientes, devendo atuar como intermediário e solicitar autorização prévia do cliente para a realização de qualquer operação no mercado de capitais.
  • Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos serviços e produtos de investimento oferecidos pela XP Investimentos, utilizamos a metodologia de adequação dos produtos por portfólio, nos termos das Regras e Procedimentos ANBIMA de Suitability nº 01 e do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Essa metodologia consiste em atribuir uma pontuação máxima de risco para cada perfil de investidor (conservador, moderado e agressivo), bem como uma pontuação de risco para cada um dos produtos oferecidos pela XP Investimentos, de modo que todos os clientes possam ter acesso a todos os produtos, desde que dentro das quantidades e limites da pontuação de risco definidas para o seu perfil. Antes de aplicar nos produtos e/ou contratar os serviços objeto deste material, é importante que você verifique se a sua pontuação de risco atual comporta a aplicação nos produtos e/ou a contratação dos serviços em questão, bem como se há limitações de volume, concentração e/ou quantidade para a aplicação desejada. Você pode consultar essas informações diretamente no momento da transmissão da sua ordem ou, ainda, consultando o risco geral da sua carteira na tela de carteira (Visão Risco). Caso a sua pontuação de risco atual não comporte a aplicação/contratação pretendida, ou caso existam limitações em relação à quantidade e/ou volume financeiro para a referida aplicação/contratação, isto significa que, com base na composição atual da sua carteira, esta aplicação/contratação não está adequada ao seu perfil. Em caso de dúvidas sobre o processo de adequação dos produtos oferecidos pela XP Investimentos ao seu perfil de investidor, consulte o FAQ. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
  • Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo assessores de investimentos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos.
  • 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710.
  • O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br.
  • A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.
  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


    Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.