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Ciclo de liquidez trilionário na pandemia foi crucial para o maior rally da história nas Bolsas globais, diz gestor da Ibiuna

Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Banco Central e um dos maiores gestores do Brasil, mostra todo o seu conhecimento sobre política monetária e como ela afeta os mercados

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Com mestrado e doutorado em economia, passagem pelo renomado Banco Garantia, três anos como Diretor de Política Monetária do Banco Central, sócio da JGP e, atualmente, fundador e gestor da Ibiuna Investimentos, Rodrigo Azevedo deu uma aula de macroeconomia e de investimentos em seu painel na Expert XP 2020, nesta quarta-feira.

Ele tocou, junto com o CIO da XP Advisory, Luciano Telo, nos principais pontos que os grandes investidores monitoram atualmente: estímulos dos Bancos Centrais, inflação e temores com os riscos atuais para o futuro.

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Por que a liquidez no mundo é tão importante?

Azevedo permeou suas ideias comparando o cenário econômico atual com o da crise de 2008, o emblemático choque do subprime que fez tradicionalíssimos bancos ruírem, como o Lehman Brothers. Hoje, na crise do coronavírus, o gestor da Ibiuna vê um aprendizado claro dos Bancos Centrais e uma movimentação rápida e muito benéfica, considerando um baque gigantesco, imprevisível e sem precedentes.

“Lá em 2008, o Fed imprimiu cerca de 1,5 trilhão de dólares ao longo de 1 ano e meio para injetar liquidez na economia norte-americana. Dessa vez, nem começou a crise, e houve um estímulo de 2,5 trilhões de dólares em menos de dois meses. Basicamente, a gente descobriu que os BCs são muito bons em fazer a inflação de preço de ativo. A maneira de pensar agora é: abril a junho foi o maior rally da história das Bolsas no mundo por causa desses estímulos”, explica Azevedo em relação à importância da rapidez na injeção de liquidez em uma crise.

Quais os temores no atual cenário?

A experiência do gestor da Ibiuna Investimentos coloca em alerta três questões no radar para monitorar de perto e já se preparar para um hedge caso alguns desses pontos realmente se intensifique. Confira abaixo quais Rodrigo Azevedo apontou:

  1. Segunda onda do coronavírus: Uma segunda onda do coronavírus pode ser um fator de volta da volatilidade dos ativos que vimos em março, época de maior incerteza na crise.
  2. Os acontecimentos depois que os estímulos acabarem: Azevedo explica que o Auxílio Emergencial, por exemplo, uma hora irá acabar. Como que a economia reagirá a isso? Esse é um dos pontos a se monitorar, segundo ele.
  3. Eleições americanas: Mesmo antes da pandemia, as Eleições nos Estados Unidos, por influenciarem o mundo inteiro, acabam também produzindo alguma correlação com os ativos, inclusive no Brasil. Portanto, a depender do teor das campanhas dos candidatos e de qual, de fato, será escolhido, há um risco de volatilidade dos mercado atrelado à eleição norte-americana, de acordo com Rodrigo Azevedo.

“Se esses três riscos se dissiparem, há grande espaço para um aumento ainda mais significativo nos preços de ativos”, completa o gestor da Ibiuna.

O perigo da inflação

É natural que haja preocupação desta vez sobre a inflação, segundo Azevedo. Em 2008, essencialmente era uma crise financeira e bancária. A expansão fiscal e os estímulos ocorreram para salvar o sistema e o dinheiro, em grande parte, movimentou os bancos e não populações como um todo. Esse, para o renomado gestor e ex-Diretor do Banco Central, é o principal diferencial desta crise e o que pode gerar inflação no médio prazo:

“Desta vez, é uma crise que está afetando as famílias. A resposta fiscal foi um cheque direito à população. O que pode ser diferente, além da escala, é na verdade que o estímulo foi direto e tem uma propensão maior ao consumo e ao uso desse dinheiro do que em 2008. No curto prazo, a capacidade ociosa é tão elevada e há tantos setores se rearranjando que haverá ainda uma cautela por parte das famílias e empresas. Portanto, No curto prazo, não haverá um boom suficiente para gerar inflação. Mas num horizonte de 2 e 3 anos talvez tenha uma pressão inflacionária, muito mais do que em 2008, por conta desse estímulo mais disseminado”, opina Rodrigo Azevedo.

Para ele, há um grande risco desses estímulos monetários além da inflação: a situação fiscal brasileira. “A gente vai ter uma dificuldade na economia política de ter um reajuste relevante depois desses estímulos. Esse não é um temor maluco, o descontrole fiscal no governo Dilma gerou essa desconfiança e a inflação subiu. Existe inflação mesmo com depressão”, diz o gestor.

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