Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território misto, com IBOV recuando 0,13% e o ISE avançando 0,16%.
• No Brasil, (i) a WEG vê boas oportunidades de negócios no campo de mobilidade elétrica, além da demanda crescente por data centers também ser positiva para a companhia, segundo André Luís Rodrigues, diretor financeiro – se a demanda se provar mais aquecida, eventualmente a empresa pode entrar em novo ciclo de preço, contudo, esse não é o cenário base da WEG no momento, e sim o de estabilidade em patamar rentável; e (ii) um artigo incluído na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano pode impedir a reedição do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), programa do governo federal que cria incentivos fiscais para atrair data centers para o Brasil – esse programa foi criado por medida provisória, que caducou na quarta-feira, após não ser votada pelo Congresso Nacional.
• No internacional, a Stellantis, grupo dono de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram, Chrysler e Leapmotor, informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 – o resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado.
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Brasil
Empresas
WEG vê oportunidades em mobilidade elétrica e equipamentos para data centers
“A WEG vê boas oportunidades de negócios no campo de mobilidade elétrica e em outras áreas, que a companhia deve capturar neste e nos próximos anos. Segundo André Luís Rodrigues, diretor financeiro, a demanda crescente por data centers também é positiva para a companhia. “Quando se fala em data center, lembramos mais de transformadores, mas a WEG tem soluções completas, tanto de garantia de ‘backup’ com os alternadores, quanto também nas soluções de refrigeração e soluções de automação. É algo que já começa a aparecer com uma entrada de pedidos mais voltadas a isso”, disse. O desenvolvimento do mercado de data centers tem sido o principal motor de crescimento do negócio de transmissão e distribuição de energia da WEG, principalmente no mercado externo. Se a demanda se provar mais aquecida, eventualmente a companhia pode entrar em novo ciclo de preço, que ajudaria o crescimento da receita. Contudo, esse não é o cenário base da WEG no momento, e sim o de estabilidade em patamar rentável, acrescentou Rodrigues. Na teleconferência para comentar os resultados do quarto trimestre de 2025, divulgados na quarta-feira (25), os executivos da companhia catarinense disseram que a busca por crescimento de dois dígitos neste ano ainda segue desafiada pela variação cambial do dólar.”
Fonte: Valor Econômico; 26/02/2026
Política
Nova lei não deve acabar com brigas por tomadas para carros elétricos
“As brigas para a instalação de pontos de recarga de carros elétricos em condomínios devem continuar chegando à Justiça paulista, mesmo com a edição de uma lei pelo Estado para regular o assunto. A norma, porém, segundo especialistas ouvidos pelo Valor, deve trazer mais equilíbrio à jurisprudência, que hoje é amplamente favorável aos condomínios que negam os pedidos de instalação de tomadas individuais em assembleias. A Lei nº 18.403, publicada no dia 18 deste mês, assegura ao condômino o direito de instalar estação de recarga individual para veículo elétrico em sua vaga de garagem privativa – vaga fixa, e não sorteada ou rotativa – em edifício residencial ou comercial, contanto que arque com os custos da obra. Para o advogado Marc Stalder, sócio do Demarest Advogados, a previsão pode equilibrar a balança dos julgamentos no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), mas não resolve completamente o problema. A norma, diz, se refere apenas às vagas privativas, deixando de fora os condomínios residenciais que têm vagas sorteadas periodicamente ou rotativas. Nesses casos, acrescenta, a deliberação da assembleia ainda deve ter precedência no entendimento do tribunal.”
Fonte: Valor Econômico; 27/02/2026
Artigo incluído na LDO pode impedir reedição do Redata
“Um artigo incluído na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano pode impedir a reedição do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), programa do governo federal que cria incentivos fiscais para atrair data centers para o Brasil. Esse programa foi criado por medida provisória (MP), que caducou na quarta-feira (25), após não ser votada pelo Congresso Nacional. Um projeto de lei de mesmo teor chegou a ser enviado pelo Executivo, mas recebeu o aval apenas da Câmara dos Deputados e não foi apreciado pelo Senado. O artigo em questão é o 29, que veda, em 2026, a “ampliação, prorrogação ou extensão de gasto tributário”, salvo exceções trazidas na própria LDO. O Redata é um caso de gasto tributário, ou seja, de renúncia de receita da União, justamente porque concede isenção de tributos às empresas que desejam se instalar no país. Como a MP foi editada em 2025 e estava válida, o entendimento da equipe econômica é que o projeto de lei, se tivesse sido aprovado pelo Legislativo, poderia entrar em vigor sem atingir a LDO. Contudo, como a MP caducou, há o entendimento entre técnicos do governo de que vai ter que ser criada uma nova exceção na LDO.”
Fonte: Valor Econômico; 27/02/2026
Retorno do investimento em baterias integradas à energia solar chega a dois anos, diz Powersafe
“O tempo de retorno do investimento (“payback”) da instalação de baterias integradas à geração solar já chega a dois anos no Brasil em usos residenciais e comerciais, estima a fabricante de baterias Powersafe. Segundo o gerente de operações e renováveis da companhia, André Ribeiro, é possível atingir retorno nesse prazo quando há foco em aumento de autoconsumo, redução de picos de demanda e mitigação de prejuízos causados por quedas de energia. “No contexto de consumidores com geração solar nos telhados e coberturas, o armazenamento permite deslocar o consumo para horários mais vantajosos, elevar o autoconsumo da energia solar e reduzir custos associados a picos de demanda”, diz. Ribeiro ressalta que em setores de varejo, serviços e pequenas indústrias, o custo de uma interrupção supera o valor da economia direta na conta de luz e o retorno é percebido ainda mais rápido.”
Fonte: Eixos; 26/02/2026
Etanol lidera alta entre combustíveis em fevereiro, diz Fipe
“O etanol hidratado voltou a liderar a escalada dos combustíveis no início de 2026. Em fevereiro, o litro subiu 1,5%, para R$ 4,702, e já acumula 5,1% de alta no bimestre, a maior variação entre os seis produtos pesquisados pelo Monitor de Preço de Combustível, produzido pela Veloe, em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Por outro lado, a gasolina e o diesel recuaram ligeiramente. A gasolina comum a R$ 6,385 (-0,2%), diesel S-10 a R$ 6,201 (-0,2%) e diesel comum com leve baixa de 0,1%. O GNV (Gás Natural Veicular) apresentou a queda mais expressiva, de 1,4%, para R$ 4,475. No acumulado de 2026, cinco combustíveis encareceram – etanol, ambas as gasolinas e os dois tipos de diesel -, enquanto o GNV ficou 3,7% mais barato. Em 12 meses, só o etanol registra avanço de 5,9%, enquanto os demais caem até 6,3%. A pressão sobre o etanol reflete a entressafra da cana-de-açúcar, reajustes nas regiões produtoras e o novo ICMS vigente desde janeiro. A gasolina, por outro lado, absorve gradualmente as reduções de preços anunciadas pela Petrobras no fim de janeiro.”
Fonte: CNN; 26/02/2026
Internacional
Empresas
Stellantis erra na estratégia de carros elétricos e tem prejuízo de R$ 153,9 bilhões
“A Stellantis, grupo dono de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram, Chrysler e Leapmotor, informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual). O resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado. O prejuízo já era esperado, pois a empresa havia divulgado estimativas preliminares três semanas antes. O caso da Stellantis mostra como montadoras no mundo todo enfrentam dificuldades na transição dos carros a combustão para os elétricos, especialmente após Estados Unidos e Europa reduzirem metas para esse tipo de veículo. “Nossos resultados completos de 2025 refletem o custo de superestimar o ritmo da transição energética e a necessidade de reorientar o negócio, garantindo aos clientes a liberdade de escolher entre tecnologias elétricas, híbridas e a combustão”, afirma em nota Antonio Filosa, CEO da Stellantis.”
Fonte: CNN; 26/02/2026
Política
Indústria de painéis solares da Índia se reestrutura diante de alta exponencial na produção
“A indústria de fabricação de painéis solares da Índia caminha para sua primeira grande reestruturação por duas razões principais: políticas governamentais mais rigorosas e a alta exponencial da capacidade de produção de módulos. Esses fatores transferem a vantagem para grandes empresas verticalmente integradas que também produzem componentes a montante. Novas empresas entraram no setor, impulsionadas pelos fortes lucros das grandes fabricantes de painéis solares — nos últimos trimestres, as margens de lucro operacional atingiram uma média de cerca de 25%, segundo um relatório divulgado em novembro pela empresa de informações de investimento Icra. A Wood Mackenzie estima que a capacidade atual de fabricação de módulos na Índia seja superior a 160 gigawatts, ou quase o triplo da demanda doméstica anual. Isso se compara a apenas 3 GW de capacidade em 2014. Nos últimos cinco anos, o governo tem buscado nacionalizar a cadeia de suprimentos — por meio de subsídios, tarifas e regulamentações de compras internas — devido às interrupções causadas pela pandemia de covid-19 e às tensas relações com a China.”
Fonte: Valor Econômico; 27/02/2026
“A indústria siderúrgica europeia afirmou na quinta-feira que as disposições da UE que serão estabelecidas na próxima semana, priorizando o uso de materiais fabricados localmente, devem incluir aço, e ‘local’ deve ser entendido apenas como vizinhos próximos da UE, como Reino Unido e Noruega. O executivo da UE irá propor sua “Lei do Acelerador Industrial” na próxima quarta-feira, com exigências para priorizar produtos fabricados localmente quando dinheiro público for utilizado. A disposição “Made in Europe” foi projetada para abranger “setores estratégicos-chave”, incluindo baterias, energia solar e eólica, fabricação de hidrogênio, energia nuclear e veículos elétricos. Não está claro se o aço de baixo carbono seria incluído. Os planos deveriam ter sido apresentados esta semana, mas foram adiados devido a divergências sobre o escopo geográfico. Noruega, Islândia e Liechtenstein, membros do mercado único da UE, provavelmente serão incluídos.”
Fonte: Reuters; 27/02/2026
Fiji e Tuvalu vão sediar pré-COP31 sob acordo entre Austrália e Turquia
“Fiji e Tuvalu sediarão reuniões preparatórias pré-COP31, a conferência global do clima marcada para 2026, informou nesta quinta-feira o Fórum das Ilhas das Pacífico. A decisão faz parte do arranjo diplomático firmado entre Austrália e Turquia para a organização do próximo ciclo de negociações climáticas da ONU. Pelo acordo, Fiji receberá a pré-COP31, enquanto Tuvalu sediará uma reunião especial entre líderes. A definição ocorre após meses de impasse entre Austrália e Turquia sobre quem sediaria a conferência das Nações Unidas — principal fórum global de avanço da ação climática. Em novembro, os dois países chegaram a um modelo inovador de “sede dividida”, formalizado em documento apresentado durante a COP30, em Belém. A Turquia será a anfitriã física da COP31, incluindo a cúpula de chefes de Estado e de governo. Coube ao país indicar o presidente da conferência, o ministro do Meio Ambiente, Planejamento Urbano e Mudanças Climáticas da Turquia, Murat Kurum, e Samed Agırbaş como Climate Champion (Campeão de Alto Nível do Clima).”
Fonte: Exame; 26/02/2026
A Vanguard chega a acordo com o Texas em um caso-chave sobre investimento ESG
“A Vanguard chegou a um acordo com o Texas e outros estados liderados por republicanos, que acusou o gestor de ativos e seus maiores concorrentes de conspirar para suprimir a produção de carvão em um caso-chave sobre investimentos ambientais, sociais e de governança. O gestor de ativos pagará US$ 29,5 milhões para resolver o litígio, deixando a BlackRock e a State Street para defender o caso sozinhas. A Vanguard, que administra US$ 12 bilhões em ativos, não admitiu irregularidades. O Texas e vários outros estados processaram as três empresas em 2024, acusando-as de usar a enorme influência que obtêm ao gerenciar fundos passivos para promover emissões líquidas zero de carbono. Os estados argumentaram que os três maiores gestores de fundos de índice dos EUA fizeram isso por meio de votos por procuração e outras formas de influência, o que, por sua vez, pressionou as empresas de carvão a cortar a produção, elevando os preços da energia. Enquanto isso, os gestores de ativos argumentaram em tribunal que não há evidências de que eles tenham buscado diretamente limitar a produção de carvão ou trabalhado juntos para pressionar empresas a reduzir suas emissões de carbono.”
Fonte: Financial Times; 26/02/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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