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UE quer conter o preço do carbono no mercado regulado em meio aos efeitos da guerra | Café com ESG, 26/03

MME publicou diretrizes para políticas de combustíveis marítimos sustentáveis; a Índia estabeleceu um plano climático com metas modestas

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 1,60% e 1,82%, respectivamente.

• No Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta quarta o relatório com as diretrizes para políticas de combustíveis sustentáveis para navegação – o tema, que ficou de fora da lei do Combustível do Futuro, será tratado por um grupo de trabalho criado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

• No internacional, (i) a União Europeia prepara um “freio de emergência” para limitar o preço do carbono de seu mercado regulado, diante da pressão da indústria que enfrenta custos crescentes de energia por causa da guerra dos Estados Unidos contra o Irã – a Comissão Europeia pretende anunciar medidas para impedir a disparada dos preços do carbono na próxima semana; e (ii) a Índia, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, estabeleceu um plano climático com metas modestas para energia renovável e cortes de emissões para a próxima década – a nova NDC da Índia é de redução das emissões em relação ao PIB em 47% até 2035, em comparação com 2005.

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Sem concorrentes, Re.green leva primeira concessão de restauro com venda de créditos de carbono

“A Re.green, empresa de restauração florestal, não teve concorrentes e venceu o primeiro leilão de terras da União que permite ao concessionário gerar receitas majoritariamente com a venda de créditos de carbono. O resultado foi anunciado nesta quarta-feira (25), em evento na B3, em São Paulo. A companhia apresentou a única oferta do certame e ficou com uma das duas áreas da Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia, oferecidas para gestão da iniciativa privada. A outra não recebeu propostas. O lote que será administrado pela Re.green durante 40 anos possui 59 mil hectares – cada hectare equivale a um campo de futebol. Desse total, 6,2 mil hectares são para reflorestamento, enquanto o restante é de área não desmatada que deverá ser conservada. Ainda há uma fase de diligências até a assinatura do contrato. A oferta da Re.green foi de 0,70% da receita bruta pagos ao ano para a União. Pela lei, 20% desse total irá para o Estado de Rondônia, enquanto o município de Porto Velho deve receber outros 20%.”

Fonte: Capital Reset; 26/03/2026

Inpasa diz que usina na Bahia vai começar a operar em abril

“A Inpasa informou que sua nova usina de etanol de milho em Luís Eduardo Magalhães (BA) deve começar a operar em abril. Esta será sua sexta unidade industrial em operação no Brasil. A unidade foi construída para ter capacidade de processar 1 milhão de toneladas de milho por ano e produzir 470 milhões de litros de etanol ao ano. A Inpasa afirmou em nota que a nova indústria “reforça a presença da companhia em uma região estratégica do agronegócio, amplia a capacidade de produção de energia renovável e contribui diretamente para a geração de empregos e o desenvolvimento regional”. A companhia também defendeu em nota a ampliação da mistura de etanol à gasolina, para “aumentar a competitividade do combustível renovável, reduzir emissões e potencializar o aproveitamento da produção nacional”.”

Fonte: Globo Rural; 25/03/2026

Governo publica diretrizes para política de combustíveis marítimos

“O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta quarta (25/3) o relatório com as diretrizes para políticas de combustíveis sustentáveis para navegação. O relatório foi produzido por um grupo de trabalho criado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), dedicado ao tema que ficou fora da lei do Combustível do Futuro. O trabalho do comitê era estudar casos internacionais e as demandas brasileiras e propor recomendações para a nova política pública. Os próximos passos, no entanto, ainda são incertos. Em uma publicação no LinkedIn, o secretário de Petróleo do MME, Renato Dutra, afirma que o “capítulo faltante” do Combustível do Futuro “será uma entrega que virá no melhor momento de maturidade dos debates nacional e internacional”.“A partir desse marco, teremos base para avançar na agenda normativa nacional. Em breve indicaremos os próximos passos e, claro, abriremos para que haja participação social novamente”, disse na rede social.”

Fonte: Eixos; 25/03/2026

Ônibus a hidrogênio verde começa a circular em Brasília

“Neoenergia, TEVX e Governo do Distrito Federal (GDF) firmaram uma parceria nesta quarta (25/3) para colocar em operação o primeiro ônibus comercial do Brasil movido a hidrogênio verde. O veículo será utilizado no roteiro turístico cívico chamado Rota Monumental a partir de sábado (28/3). A iniciativa é gratuita e servirá de vitrine para o hidrogênio produzido pela Neoenergia em Taguatinga (DF), utilizando eletricidade fotovoltaica. O ônibus usado na Rota Monumental é uma tecnologia chinesa importada pelo Brasil. Já a planta de eletrólise tem 90% de conteúdo nacional, fabricada pela brasileira Hytron. A companhia também desenvolveu um ponto de abastecimento com recursos do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O investimento total foi superior a R$ 30 milhões.”

Fonte: Eixos; 25/03/2026

Tentativa de avançar com Redata acaba em ruído e programa para data center segue sem acordo

“O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT/AP), precisou esclarecer nesta quarta (25/3) que a solução para liberar os recursos já previstos no orçamento para desonerar a instalação de data centers não passou no Senado Federal. A informação circulou na imprensa e entre agentes no mercado, mas não era verdade. Sem conseguir aprovar o texto de criação do Redata, em si, na medida provisória que caducou, governo federal apresentou um projeto de lei (PLP 74/2026), na Câmara dos Deputados, para assegurar a destinação dos R$ 5,2 bilhões reservados para o programa no orçamento de 2026. Randolfe tentou negociar para antecipar esta etapa no Senado Federal, em outro texto (PLP 77/2026) que trata de outras questões, como a mudança na licença-paternidade.”

Fonte: Eixos; 25/03/2026

Internacional

Sony e Honda abandonam joint venture de carro elétrico

“Sony e Honda decidiram interromper o desenvolvimento do veículo elétrico Afeela, atribuindo a decisão a mudanças no mercado de veículos elétricos e à reavaliação da estratégia de eletrificação da Honda. A joint venture Sony Honda Mobility (SHM), com participação igualitária de 50% e responsável pela fabricação, foi criada em 2022 com o objetivo de redefinir o conceito de automóvel e transformar o tempo de viagem em uma oportunidade para desfrutar de entretenimento, como animes e videogames. As empresas japonesas afirmaram em um comunicado conjunto na quarta-feira que “as premissas fundamentais das operações comerciais da SHM, como a utilização de certas tecnologias e ativos que seriam fornecidos pela Honda, foram alteradas de forma crucial”. Isso resultou “no anúncio feito hoje pela SHM de descontinuar o desenvolvimento e o lançamento de seu primeiro modelo, o AFEELA1, e de seu segundo modelo”. Elas também decidiram revisar a direção dos negócios da joint venture, disseram.”

Fonte: Valor Econômico; 26/03/2026

UE prepara ‘freio de emergência’ no preço do carbono sob pressão da guerra

“A União Europeia prepara um “freio de emergência” para limitar o custo do carbono de seu mercado regulado, diante da pressão da indústria que enfrenta custos crescentes de energia por causa da guerra dos Estados Unidos contra o Irã.  A Comissão Europeia pretende anunciar medidas para impedir a disparada dos preços do carbono na próxima semana, segundo o Financial Times citando autoridades familiarizadas com as discussões. A proposta é aumentar o volume de licenças de emissão do mercado – quaundo a oferta cresce, o preço tende a cair.  O Sistema de Comércio de Emissões (ETS, na sigla em inglês) é peça central da política climática europeia. Ele estabelece um teto de emissões para empresas do setor elétrico e indústrias intensivas em carbono, criando um mercado no qual quem polui menos pode vender “créditos” (licenças de emissões) àquelas que excedem seus limites.”

Fonte: Capital Reset; 26/03/2026

A Índia define um plano climático com metas modestas de energia limpa e emissões

“A Índia, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, estabeleceu um plano climático com metas modestas para energia renovável e cortes de emissões para a próxima década, enquanto o país lida com suas crescentes necessidades energéticas. No muito atrasado plano que todos os países deveriam apresentar à ONU há um ano, o governo Modi prometeu reduzir as emissões em relação ao PIB em 47% até 2035, em comparação com 2005. Isso significa que as emissões absolutas da Índia continuarão a crescer junto com o crescimento econômico. Também afirmou que as renováveis representarão 60% da capacidade acumulada instalada de eletricidade até 2035 — muito abaixo das estimativas da Autoridade Central de Eletricidade do país de que, até 2036, quase 70% da capacidade elétrica da Índia viria de fontes não fósseis. O governo afirmou que as metas “se baseiam nos compromissos anteriores da Índia, muitos dos quais já foram cumpridos antes do cronograma, refletindo o histórico consistente do país na entrega da ação climática”.”

Fonte: Financial Times; 25/03/2026

Soja avança em Chicago com expectativa de aumento do uso de biocombustíveis nos EUA

“Em dia de alta generalizada para os grãos na bolsa de Chicago, a soja liderou os ganhos na sessão desta quarta-feira (25/3). Os lotes com entrega para maio fecharam em alta de 1,45%, a US$ 11,7175 o bushel. Segundo a consultoria Granar, a soja avançou em uma sessão marcada por ajustes técnicos após as baixas recentes. A valorização diária também pode ser explicada pela discussão em torno do aumento do uso de biocombustíveis nos EUA, que deve gerar maior demanda por óleo de soja e, consequentemente, de mais grãos no mercado americano. O milho fechou a sessão na bolsa de Chicago com preços em alta. Os contratos futuros para maio subiram 1,03%, a US$ 4,6725 o bushel.”

Fonte: Globo Rural; 25/03/2026

Rascunhos da UE planejam acabar com o cancelamento de licenças de carbono excedente, dizem fontes

“A União Europeia está considerando acabar com o cancelamento automático das licenças de excesso de carbono em seu sistema de comércio de emissões, numa tentativa de evitar futura volatilidade de preços, disseram autoridades da UE à Reuters. O plano preliminar faz parte da resposta da UE ao aumento dos preços da energia provocado pela guerra no Irã. Governos, incluindo Polônia e Itália, pediram a intervenção de Bruxelas para conter a contribuição do ETS para as contas de eletricidade. Um porta-voz da Comissão não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a proposta de mudança no ETS, que é a principal política da UE para reduzir as mudanças climáticas. Ela exige que usinas e indústrias comprem permissões para cobrir suas emissões, custo que depois é repassado aos consumidores. O plano preliminar não limitaria os preços do ETS. Na verdade, significaria que mais permissões extras seriam mantidas em uma “reserva de estabilidade de mercado” como um buffer de oferta que poderia ser liberado caso os preços do carbono disparassem.”

Fonte: Reuters; 25/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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