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Quais temas estão chamando a atenção dos investidores na agenda ESG?

Feedback da nossa rodada de reuniões com investidores institucionais em São Paulo e no Rio de Janeiro

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Principais mensagens da nossa rodada de reuniões com investidores institucionais

Produtos ESG. Embora o apetite por produtos de renda variável rotulados como sustentáveis permaneça limitado, o momentum segue ganhando tração em estratégias de crédito, ainda que com abordagens e níveis de integração ESG distintos entre as gestoras. Em linhas gerais, vemos o interesse das casas em ter fundos ESG rotulados como uma forma de ampliar o acesso à capital (incluindo fundos de pensão com mandatos ESG explícitos), ao mesmo tempo em que capturar benefícios de diversificação e mitigação de risco decorrentes da integração ESG.

ESG sob uma ótica temática. Para além de abordagens específicas via produtos dedicados, os investidores estão, cada vez mais, integrando ESG por meio da exposição a temas seculares vistos como vetores de criação de valor, com destaque para:

#1. IA e data centers. As discussões sobre IA focaram, em grande medida, no potencial do Brasil de se tornar um hub regional de data centers, com as perguntas dos investidores concentradas na proposta do Redata¹ e nos motivos do seu revés no Senado. O principal ponto de debate foi a exigência de que novos projetos contratem capacidade incremental de geração de energia (em vez de utilizar a rede já existente), o que, segundo investidores, poderia agravar desequilíbrios já presentes no mercado de energia. Frente à perda de validade do Redata, olhando adiante, os investidores demonstraram ceticismo de que o Brasil avance com rapidez suficiente em um marco regulatório alternativo para capturar integralmente a oportunidade relacionada à IA.

#2. Baterias. Sistemas de armazenamento de energia apareceram como tema recorrente nas reuniões, com o próximo leilão de baterias sendo visto como um catalisador relevante no curto prazo. Inicialmente esperado para abril, o leilão deve ser adiado para junho, com investidores destacando como chave principalmente a solução do impasse regulatório em torno da tarifa dupla², já que da forma atual isso segue como um fator de dissuasão à participação, em especial para as empresas locais do setor de energia. Ao mesmo tempo, as empresas que vêm demonstrando interesse incluem Engie, Axia, Auren e WEG, além de companhias internacionais como Huawei, CATL, Tesla e BYD.

#3. Veículos elétricos (VEs). Com o crescimento global das vendas de VEs desacelerando à medida que os incentivos vêm sendo reduzidos, as discussões se concentraram nas perspectivas para o mercado brasileiro. Entre os principais temas, destacam-se: queda nos preços dos veículos, avanços contínuos na tecnologia de baterias e o impacto da instalação de fábricas no país por montadoras chinesas, ao mesmo tempo em que o mercado segue questionando qual será a dinâmica em termos dos valores de revenda. A BYD foi consistentemente citada como a principal montadora chinesa de VEs no Brasil, com a parceria recentemente anunciada com a Localiza despertando particular interesse (em que a Localiza anunciou a compra de 10 mil veículos elétricos nos próximos dois anos da BYD).

#4. Governança. Os investidores seguem acompanhando de perto a implementação das exigências de reporte de sustentabilidade sob o IFRS (obrigatórias a partir de 2026). Embora exista apoio a uma maior padronização, existem preocupações quanto à implementação (principalmente o custo e o ônus operacional para empresas menores) e ao que muitos enxergam como um cronograma apertado, dado o tamanho da reformulação de reporte. A próxima temporada de AGOs (março-abril) também foi um tema de destaque, com os investidores observando um aumento na participação em votações, ainda que o processo, que segue burocrático, limite um engajamento mais amplo dos acionistas.

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