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Mercado regulado de carbono no Brasil avança; Reservas de terras raras e minerais críticos em destaque | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Mercado regulado de carbono no Brasil: Engajamento técnico avança, mas incertezas ainda pesam e impõem riscos de execução

Na mídia. Governo realiza segundo encontro com a indústria para definição do Mercado de Carbono – Gov, 19 de março (link)

Nossa visão. Nesta semana, a Secretaria Extraordinária para o Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda realizou seu 2º workshop técnico com representantes de setores que devem ser englobados pelo futuro Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). A iniciativa busca co-desenvolver regras que sejam ao mesmo tempo tecnicamente robusas e operacionalmente viáveis em nível setorial. Essa edição focou nos setores de cimento e alumínio (após um workshop anterior com papel e celulose) e destacou como indústrias intensivas em emissões continuam enfrentando desafios relevantes para medir e reportar suas emissões, especialmente dadas a complexidade de suas cadeias de valor. Do lado regulatório, o governo reiterou seu compromisso com um modelo de governança participativo e com o posicionamento do SBCE como um mecanismo de criação de incentivos econômicos para investimentos de baixo carbono, em vez de um fardo puramente voltado ao cumprimento regulatório. Como próximo passo, um novo comitê técnico será criado para definir, até o fim do ano: (i) escopo e limites; (ii) parâmetros de MRV (mensuração, relato e verificação); (iii) credenciamento de metodologias; e (iv) interoperabilidade entre registros de emissões e a infraestrutura de mercado. Conforme discutido em nosso relatório ‘Quem paga a conta? Custos de carbono no horizonte (acesse aqui), o interesse dos investidores institucionais no mercado de carbono regulado continua visível, mas comentários recentes apontam para uma maior percepção de risco de execução. Em nossa visão, embora ainda sejam necessárias decisões mais concretas sobre o desenho central (como cobertura setorial, mecanismos de alocação e regras de conformidade) – que seguem como os principais fatores que podem contribuir para a redução do risco de execução -, vemos com bons olhos o aprofundamento do engajamento técnico e o entendemos como um desenvolvimento positivo que vale ser acompanhado de perto adiante.

#2. EUA aceleram a estratégia de terras raras e minerais críticos, com foco no Brasil

Na mídia. EUA fazem apelo aos setores público e privado para acelerar extração de terras raras no Brasil – Valor Econômico, 18 de março (link)

Nossa visão. No Fórum Brasil-EUA sobre Minerais Críticos desta semana, representantes do governo e do setor privado dos EUA defenderam uma coordenação público-privada para acelerar o investimento nas cadeias de valor de terras raras (REEs, em inglês) e minerais críticos no Brasil. Segundo a Embaixada dos EUA, a US International Development Finance Corporation já está apoiando dois projetos de REE em Goiás (Serra Verde e Aclara), com mais de US$ 560 milhões em financiamento, enquanto monitora um pipeline de ~50 projetos de mineração adicionais em todo o país. Conforme destacado em nosso relatório temático (link), o aumento das tensões geopolíticas e a dominância da oferta pela China continuam impulsionando esforços de diversificação, com o Brasil se destacando devido às suas reservas (~20%). Em nossa visão, o Fórum reforça uma perspectiva construtiva de médio prazo para a entrada de capital no Brasil, alinhada com as prioridades de cadeia de suprimentos dos EUA. No entanto, o ritmo e a escala dos investimentos devem depender do avanço da: (i) redução da incerteza regulatória e da complexidade de licenciamento; (ii) encurtamento dos prazos de execução dos projetos; e (iii) melhoria do mapeamento geológico.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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