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Líder do governo na Câmara busca alternativas para voltar com o Redata | Café com ESG, 24/03

TotalEnergies se retira da energia eólica offshore nos EUA; governo retoma projeto de isenção para data centers

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em alta, com IBOV e o ISE avançando 3,24% e 4,17%, respectivamente.

• No Brasil, (i) o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães, protocolou um projeto de lei complementar para permitir o retorno do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), após a medida provisória que tratava do tema caducar no Senado; e (ii) o deputado federal Arnaldo Jardim, relator do projeto de lei 2780/2024 que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), afirmou ontem que a proposta deverá incluir referências ao urânio – a inclusão do urânio, no entanto, acrescenta uma camada adicional de complexidade regulatória, especialmente diante das discussões sobre o monopólio estatal na cadeia nuclear.

• No internacional, o governo Trump anunciou o pagamento de quase US$ 1 bilhão à TotalEnergies para que ela interrompa seus projetos da energia eólica offshore nos EUA e invista em produção de petróleo e gás – isso faz parte dos esforços do governo de aumentar o fornecimento de combustíveis fósseis.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Equinor compra parque eólico de 230 MW no Rio Grande do Norte

“A Rio Energy, subsidiária da Equinor para geração renovável no Brasil, anunciou, nesta segunda-feira (23/3), a compra do parque eólico Esquina do Vento, no Rio Grande do Norte, da Vestas. O complexo tem capacidade instalada de 230 megawatts (MW). O parque tem 51 turbinas eólicas e potencial de geração anual de aproximadamente 1 TWh, equivalente ao consumo de eletricidade de aproximadamente 520 mil residências. O início da construção está previsto para o segundo trimestre de 2026, e o início de produção para 2028. A Vestas será responsável pela operação e manutenção das turbinas. A energia produzida será comercializada pela Danske Commodities, empresa de trading de energia integralmente controlada pela Equinor.“O Brasil é um mercado-chave para o crescimento de longo prazo da Equinor. Temos um portfólio sólido e diversificado de petróleo e gás natural no país”, afirmou o vice-presidente executivo de Energia da Equinor, Helge Haugane.”

Fonte: Eixos; 23/03/2026

A corrida das baterias: empresas apostam em leilão de R$ 10 bi que pode redesenhar o setor elétrico

“Em Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, a WEG está construindo o que promete ser a mais moderna fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias do Brasil. Com R$ 280 milhões financiados pelo BNDES e conclusão prevista para o segundo semestre de 2027, a planta terá capacidade de produzir 2 GWh por ano — o equivalente a 400 sistemas de 5 MWh cada ou o suficiente para armazenar energia e cobrir horas de consumo de uma indústria de médio porte sem acionar a rede. O pontapé mira atender projetos de grande escala conectados ao sistema elétrico, aplicações comerciais e industriais, redes e integração com renováveis. A aposta não é por acaso: o Brasil está próximo de realizar seu primeiro leilão de baterias da história, com potencial de movimentar mais de R$ 10 bilhões e contratar 2 gigawatts de capacidade de armazenamento. Já adiado duas vezes, o Ministério de Minas e Energia garante que o certame deve acontecer em junho e as expectativas das empresas do setor elétrico são altas para alavancar e escalar a tecnologia verde. Manfred Peter Johann, VP de Automação e Sistemas da WEG, diz à EXAME que a expansão é necessária para atender uma boa parte do leilão de reserva de BESS.”

Fonte: Exame; 23/03/2026

Satélite no crédito: bancos terão de fazer monitoramento contínuo de fazendas

“Uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), em vigor a partir deste mês, altera profundamente o modelo de fiscalização das operações de crédito rural no país. A norma determina que as instituições financeiras passem a realizar monitoramento contínuo da aplicação dos recursos financiados. Antes, as verificações eram pontuais ou aconteciam no momento da concessão do crédito. Trata-se de uma mudança regulatória relevante, pois desloca o foco da supervisão para um acompanhamento permanente da atividade financiada. A resolução CMN nº 5.267/2025 atualiza o Manual de Crédito Rural e estabelece que bancos, cooperativas de crédito e demais agentes autorizados deverão implementar procedimentos próprios de monitoramento e fiscalização. Esses procedimentos precisam ser consistentes, verificáveis e passíveis de avaliação pelo Banco Central (BC), que permanece responsável pela supervisão do sistema financeiro e pela avaliação da efetividade dos métodos adotados. Um dos elementos centrais da nova regulamentação é a incorporação formal do sensoriamento remoto como método de fiscalização das operações. Imagens de satélite, sensores ópticos ou radar passam a ser admitidos para verificar se o empreendimento financiado cumpre as condições pactuadas. “

Fonte: Capital Reset; 24/03/2026

Governo retoma projeto de isenção para data centers, o Redata

“O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), protocolou um projeto de lei complementar para permitir o retorno do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) – já que a medida provisória (MP) que tratava do tema caducou – e o pagamento da licença-paternidade estendida sem infringir as regras fiscais. O projeto de lei protocolado cria uma exceção à regra fiscal vigente para permitir que benefícios tributários previstos no Orçamento ou que tenham medida de compensação fiquem ressalvados do artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano, que impede a criação ou ampliação de gastos tributários e a criação de novas despesas obrigatórias. Com isso, caso o Congresso aprove o Projeto de Lei do Redata (PL 278/26), o programa de incentivo à atração de data centers poderia funcionar, já que o Orçamento de 2026 foi aprovado prevendo renúncia fiscal de R$ 5,2 bilhões para o programa.”

Fonte: Valor Econômico; 23/03/2026

PL de minerais críticos incluirá urânio, diz relator

“O relator do projeto de lei 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), afirmou, nesta segunda (23/3), que a proposta deverá incluir referências ao urânio. A iniciativa atende a uma demanda da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan). O parlamentar disse ainda que apresentará seu parecer até o dia 10 de abril, atendendo ao pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB). “Hugo Motta, o presidente, me deu um limite e eu apresentarei nos primeiros dias de abril o meu parecer sobre a legislação sobre minerais críticos estratégicos”, afirmou Jardim, durante evento da Abdan, no Rio de Janeiro. O PL é discutido com o governo federal, especialmente com o Ministério de Minas e Energia (MME) — que promete há mais de dois anos uma política nacional —, com apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda.”

Fonte: Eixos; 23/03/2026

Internacional

Os EUA pagarão um total de US$ 1 bilhão para mudar do desenvolvimento eólico para o petróleo e gás

“O governo Trump concordou em pagar à TotalEnergies quase US$ 1 bilhão para que ela se retire da energia eólica offshore nos EUA e investisse em produção de petróleo e gás, enquanto tenta aumentar o fornecimento de combustíveis fósseis. O Departamento do Interior anunciou na segunda-feira que reembolsaria à empresa francesa de energia o custo total de $928 milhões de seus dois contratos de concessão de energia eólica offshore em troca do cancelamento dos contratos e do gasto para a produção de petróleo e gás. O acordo ocorre enquanto o presidente Donald Trump está sob pressão para limitar os aumentos nos preços da energia causados pela guerra no Irã, que elevou os preços da bomba para motoristas dos EUA. Isso também reflete sua aversão à energia eólica offshore, que ele descartou como custosa e pouco confiável. Em dezembro, a administração cancelou os contratos de arrendamento de todos os grandes projetos eólicos offshore em construção nos EUA, citando preocupações de segurança nacional devido a possíveis interferências de radar. Posteriormente, os tribunais permitiram que os projetos prosseguissem.”

Fonte: Financial Times; 23/03/2026

Tribunal alemão rejeita tentativa de banir carros de combustíveis fósseis da Mercedes e da BMW

“Ambientalistas sofreram um revés na segunda-feira quando o principal tribunal de apelações da Alemanha rejeitou seus casos que buscavam banir a Mercedes-Benz (MBGn.DE), BMW (BMWG.DE), da venda de novos carros com motor de combustão a partir de novembro de 2030. O tribunal federal de justiça em Karlsruhe manteve decisões de instâncias inferiores contra os processos, movidos por três diretores-gerentes do lobby ambiental da DUH. A DUH baseou seu argumento em um “orçamento de carbono” calculado para cada uma das duas montadoras. Mas o tribunal decidiu que tal orçamento não havia sido destinado a empresas individuais. Tanto a Mercedes-Benz quanto a BMW saudaram a decisão, enfatizando seu compromisso com a sustentabilidade. A decisão proporciona “segurança jurídica para empresas que operam na Alemanha”, disse um porta-voz da BMW.”

Fonte: Reuters; 23/03/2026

Investidores apostam que a guerra do Irã vai impulsionar a demanda chinesa por renováveis

“Investidores estão investindo em ações chinesas de energia renovável, apostando que o choque do petróleo provocado pela guerra no Irã vai impulsionar a demanda global por energia verde, um setor dominado pela China. Essa tendência de portfólio na Ásia, impulsionada por preocupações crescentes sobre segurança energética e desconfiança crescente na confiabilidade de Washington, contrasta com uma mudança nos EUA de volta ao petróleo e gás. “Quando você dá um passo para trás, a poeira assenta ou o preço do petróleo começa a cair novamente, seja lá o que isso for… “Os países agora precisam focar na segurança energética”, disse Aaron Costello, chefe de Ásia da Cambridge Associates, em uma conferência em Hong Kong na segunda-feira. “Eles precisam desenvolver ainda mais suas renováveis, expandir suas redes de energia, talvez mais energia nuclear, mais foco na defesa. Os EUA se tornaram, se não pouco confiáveis, certamente mais erráticos.” Desde que a guerra EUA-Israel contra o Irã eclodiu em 28 de fevereiro, o dinheiro tem sido transferido para ações chinesas em áreas que vão desde energia solar e eólica até veículos elétricos e baterias.”

Fonte: Reuters; 24/03/2026

Agência meteorológica da ONU confirma a década mais quente já registrada

“Os anos entre 2015 e 2025 foram os mais quentes desde o início dos registros, informou a agência meteorológica da ONU na segunda-feira, com 2025 ocupando o segundo ou terceiro lugar geral. O relatório da Organização. Meteorológica Mundial afirmou que 2015-2025 foram os 11 anos mais quentes desde que os registros começaram em 1850. 2025 foi o segundo ou terceiro ano mais quente já registrado, segundo o relatório Estado do Clima Global da OMM, com cerca de 1,43 graus Celsius acima da média pré-industrial. Isso confirma um relatório anterior da OMM de que 2025 foi um dos três mais quentes já registrados. A perda de massa de geleiras em locais-chave esteve entre as cinco piores já registradas, segundo o relatório, com quedas excepcionais registradas na Islândia e na América do Norte. “O estado do clima global está em estado de emergência. O planeta Terra está sendo levado além de seus limites. Todos os principais indicadores climáticos estão piscando em vermelho”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres.”

Fonte: Reuters; 23/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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