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Incentivos para data centers suspensos no Brasil: Redata expira no Senado | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Redata trava no Senado: Incentivo para data centers expira

Na mídia. Senado não vota e incentivo a datacenters perde a validade – Valor Econômico, 25 de fevereiro (link)

Um breve contexto. A medida provisória 1318/25, que instituiu o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), perdeu a validade na última quarta‑feira, após o Senado optar por não levá‑la à votação. A medida buscava posicionar o Brasil como um destino competitivo para investimentos em data centers de hiperescala, concedendo incentivos fiscais a projetos qualificados. Em contrapartida, as empresas participantes deveriam: (i) destinar uma parcela da capacidade instalada ao mercado interno; e (ii) operar exclusivamente com energia renovável. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a decisão de não avançar com a votação foi motivada principalmente por questões procedimentais, em especial ao prazo reduzido para análise, o texto chegou ao Senado na tarde de quarta‑feira e a expectativa era de que fosse votado no mesmo dia. Embora as empresas que acumularam créditos tributários durante a vigência da medida não precisem devolvê‑los, a expiração do regime gera incerteza de curto prazo para os projetos em andamento.

Nossa visão. Conforme destacado em nosso “panorama de ESG para 2026” (acesse aqui), a matriz elétrica majoritariamente renovável do Brasil e seu sistema totalmente interligado colocam o país em posição favorável para se tornar um polo regional de data centers de hiperescala. Embora riscos de execução não estivessem descartados, víamos o Redata como um instrumento de política estratégico para converter as vantagens energéticas do Brasil em investimentos concretos em infraestrutura digital, além de apoiar um movimento mais amplo de modernização da rede elétrica. Com a expiração do programa, o risco principal passa a ser o de timing. Em segmentos intensivos em capital, como data centers – em que decisões de investimento são de longo prazo -, a previsibilidade regulatória é um elemento chave na alocação de capital. Ainda assim, continuamos vendo uma oportunidade relevante para que o Brasil lidere um novo ciclo de investimentos em energia e infraestrutura digital. Em nossa visão, a velocidade e o desenho de um eventual substituto ao Redata serão fatores críticos para determinar quanto desse pipeline de projetos efetivamente se materializará no país. Apesar da expiração da medida, o tema deve permanecer ativo na agenda política e relevante para o monitoramento por parte dos investidores nos próximos meses. Segundo a equipe de Análise Política da XP, o governo sinalizou disposição para revisitar o arcabouço e potencialmente reeditar o Redata ainda este ano, sujeito ao grau de apoio no Congresso.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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