Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território misto, com IBOV andando de lado (+0,06%) e o ISE recuando 0,37%.
• No Brasil, (i) de olho em governança corporativa, a Petrobras anunciou nesta segunda-feira a eleição de Marcelo Weick como presidente do conselho de administração até a próxima assembleia geral ordinária, em 16 de abril – o cargo estava vago desde terça-feira (31), quando o então ocupante da cadeira, Bruno Moretti, renunciou; e (ii) o governo federal anunciou ontem um conjunto de medidas para enfrentar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o setor de combustíveis no Brasil – entre eles, destaque para a eliminação dos impostos federais sobre o biodiesel, em linha com uma demanda do agro, que defende o aumento da mistura obrigatória do biocombustível (hoje em 15%), como estratégia para mitigar a dependência de diesel importado.
• No internacional, a Amazon, Microsoft e Google estão sofrendo pressão dos acionistas sobre o impacto ambiental de seus data centers – segundo a Reuters, o tema deve aparecer nas assembleias anuais deste ano, com parte dos acionistas buscando mais dados principalmente sobre o uso da água.
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Brasil
Empresas
BNDES aprova financiamento de R$ 244,9 mi para projeto de biometano da BP em Goiás
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor total de R$ 244,9 milhões para a construção de uma usina de biometano na cidade de Edeia, em Goiás. O projeto é da Tropical Biogás, empresa controlada pela BP Bioenergy. O financiamento é a soma de R$ 193,4 milhões em recursos do Fundo Clima com R$ 51,4 milhões da linha Finem. A unidade, segundo a BP Bioenergy, terá capacidade de produzir aproximadamente 67,000 newton-metro cúbico por dia (Nm³/dia) de biometano a partir da vinhaça, rejeito da produção de cana-de-açúcar. O biometano é um combustível renovável, com alto grau de pureza em relação ao biogás. Durante a implantação do projeto, com conclusão prevista para 2027, a estimativa é de criação de 300 empregos diretos e indiretos. A usina tem investimento de R$ 275,8 milhões. O biometano produzido na nova usina será distribuído pela Ultragaz, que ficará responsável pela venda e logística de entrega do combustível a clientes industriais e de transporte da região.”
Fonte: Valor Econômico; 06/04/2026
Foxconn e Mitsubishi Fuso firmam parceria para exportar ônibus elétricos fabricados no Japão
“A Mitsubishi Fuso Truck and Bus e a taiwanesa Hon Hai Precision Industry, também conhecida como Foxconn, planejam exportar grandes ônibus elétricos produzidos no Japão por volta de 2030 para mercados como o Sudeste Asiático e a Austrália. Com a expectativa de encolhimento do mercado interno devido ao declínio populacional, as empresas japonesas estão formando mais parcerias transfronteiriças para desenvolver vendas no exterior. As parceiras investirão 50% cada para criar uma empresa dedicada a ônibus no segundo semestre de 2026. Os veículos serão produzidos na fábrica da Mitsubishi Fuso Bus Manufacturing na cidade de Toyama, o único local de produção doméstica de ônibus da empresa japonesa. A Foxconn traz expertise no desenvolvimento de veículos elétricos, enquanto a Mitsubishi Fuso possui o conhecimento de fabricação. A empresa dedicada planeja desenvolver um novo ônibus elétrico por volta de 2027. Na fase inicial, as carrocerias importadas das instalações da Foxconn em Taiwan serão equipadas e vendidas no Japão.”
Fonte: Valor Econômico; 06/04/2026
Petrobras anuncia Marcelo Weick como presidente do conselho de administração
“A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (6) a eleição de Marcelo Weick como presidente do conselho de administração. O cargo estava vago desde terça-feira (31), quando o então ocupante da cadeira, Bruno Moretti, renunciou. Moretti foi nomeado como ministro do Planejamento e Orçamento no lugar de Simone Tebet. Segundo a companhia em fato relevante, Weick exercerá o cargo até a próxima assembleia geral ordinária, em 16 de abril. Weick já ocupava cadeira de membro do conselho de administração da companhia. A estatal também informou a saída do diretor de logística e comercialização, Claudio Schlosser. Segundo a companhia, o conselho aprovou o encerramento antecipado do mandato do executivo, com vigência imediata e nomeou a diretora de transição energética e sustentabilidade, Angelica Laureano, para substituir Schlosser. O mandato irá começar na terça-feira (7) e vai até abril de 2027. O diretor de processos industriais, William França, passa a acumular, de forma temporária, a diretoria de transição energética.”
Fonte: Valor Econômico; 06/04/2026
Azul embarca CFO da Embraer. É a vida pós-Chapter 11
“Antonio Garcia está deixando a Embraer para assumir como CFO da Azul no lugar de Alex Malfitani, num momento em que a companhia aérea trabalha para executar seu plano de reestruturação após sair do Chapter 11. Malfitani, um dos fundadores da companhia e CFO desde o início da operação, vai deixar o cargo no próximo dia 20 após 18 anos na Azul. Segundo uma fonte próxima à companhia aérea, Malfitani já havia sinalizado que tinha o interesse em sair após o fim da reestruturação, e as conversas para contratar Garcia aconteceram no último mês. “A transição foi coordenada e havia um acordo de que a saída só ocorreria após a estabilização da empresa,” esta fonte disse ao Brazil Journal. A ação da Azul subia 1% no início da tarde. Garcia — que entrou na Embraer em 2020, após dez anos como CFO do Thyssenkrupp — comandou a reestruturação financeira da fabricante de aeronaves de São José dos Campos no contexto da pandemia e do cancelamento da venda para a Boeing. “Acredito que ele pode ter um papel similar na Azul, no contexto da reestruturação financeira da companhia,” disse Lucas Laghi, que cobre as duas empresas na XP.”
Fonte: Brazil Journal; 06/04/2026
Cocal, Siemens e agência alemã assinam acordo para estudar combustíveis sustentáveis
“A Cocal, a Siemens e a agência alemã de desenvolvimento sustentável GIZ formalizaram em fevereiro um acordo de cooperação para testar a produção de hidrogênio e outros combustíveis sustentáveis, como e-metanol e combustível sustentável de aviação (SAF) a partir da cana-de-açúcar. O acordo prevê que a Siemens Brasil e a Cocal fornecerão suporte técnico, econômico e operacional, enquanto a GIZ Brasil supervisionará a garantia de qualidade e o alinhamento com os objetivos do Programa Internacional de Expansão do Hidrogênio (H2Uppp), iniciativa do Ministério de Economia e Energia (BMWE) da Alemanha. A parceria começou em novembro, quando as três partes assinaram uma carta de intenções para iniciar as pesquisas.”
Fonte: Globo Rural =; 06/04/2026
Política
Biodiesel fica com 2 centavos de desconto em pacote contra crise dos combustíveis
“O governo federal anunciou nesta segunda (6/4) um conjunto de medidas para enfrentar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o setor de combustíveis no Brasil, entre eles a eliminação dos impostos federais sobre o biodiesel. O anúncio atende a uma das demandas do agro, que defende o aumento da mistura obrigatória do biocombustível (hoje em 15%), como estratégia para mitigar a dependência de diesel importado e — em tese — reduzir o preço do combustível mais consumido no país. O aumento do teor de biodiesel foi descartado pelo governo no início de março, e a subvenção concedida ao diesel de petróleo na mesma ocasião incomodou o setor. Na época, a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) alertou que o beneficio ao combustível fóssil contrariava um artigo da Constituição que garante competitividade ao renovável. A isenção anunciada hoje resolve este ponto específico — já que não há previsão de aumentar a mistura. Via decreto, o governo isentará PIS e Cofins do biocombustível derivado de óleos vegetais e gorduras e produzido nacionalmente.”
Fonte: Eixos; 06/04/2026
Internacional
Empresas
Investidores pressionam Amazon, Microsoft e Google sobre uso de água e energia
“Amazon, Microsoft e Google abandonaram recentemente a construção de data centers multibilionários devido à oposição de comunidades vizinhas aos projetos e agora estão sofrendo pressão dos acionistas sobre o impacto ambiental de seus empreendimentos. Mais de uma dúzia de investidores estão aumentando a pressão sobre as empresas antes das assembleias anuais de acionistas deste ano, buscando mais dados sobre o uso da água e os esforços de conservação dos gigantes da tecnologia, de acordo com entrevistas à Reuters. A Trillium Asset Management, uma empresa sediada em Boston com mais de US$ 4 bilhões em ativos sob gestão, apresentou uma resolução à Alphabet em dezembro, buscando clareza sobre como a empresa cumprirá metas climáticas existentes dadas as crescentes necessidades de energia de suas centrais de processamento de dados, disse Andrea Ranger, diretora de interesses dos acionistas.”
Fonte: Valor Econômico; 06/04/2026
Transição climática atrai family offices da Ásia
“A meta chinesa para se tornar uma potência em economia limpa e exportadora de tecnologia verde pode redesenhar cadeias globais e também alterar o comportamento de investidores privados. Entre eles, os family offices da Ásia começam a assumir um papel mais ativo na alocação de capital para a transição climática, combinando preservação de patrimônio com apostas estruturais na nova economia, Ruiming Song, consultor especial de clima da Century City Holdings, que assessora principalmente grandes famílias de Hong Kong. Para ele, o atual movimento do capital já reflete uma mudança de paradigma, uma vez que o clima deixou de ser uma agenda periférica e passou a ocupar o centro da estratégia de longo prazo desses investidores. “Os riscos climáticos não são mais um tema de nicho. Estão diretamente ligados à continuidade dos negócios, à resiliência do portfólio e à preservação de riqueza intergeracional”, afirma. Ao mesmo tempo, a transição energética abre uma nova fronteira de crescimento – especialmente na Ásia, onde países como China e Índia concentram expansão acelerada em renováveis e tecnologias associadas. Para esses investidores, trata-se de capturar os novos motores da economia global.”
Fonte: Valor Econômico; 07/04/2026
Política
Indústria eólica espanhola alerta que imposto inesperado da UE pode prejudicar investimentos
“A associação eólica espanhola AEE alertou na segunda-feira que um imposto proposto sobre lucros de empresas de energia poderia limitar investimentos em energia renovável, justamente quando a Europa busca reduzir sua dependência de combustíveis fósseis. A crítica veio após cinco países da UE, incluindo a Espanha, apresentarem a proposta de taxar lucros excedentes obtidos em meio aos aumentos nos preços da energia desencadeados pela guerra do Irã. A Reuters informou exclusivamente no sábado que os ministros das finanças da Alemanha, Itália, Espanha, Portugal e Áustria pediram conjuntamente um imposto em toda a UE em uma carta à Comissão Europeia, dizendo que a medida poderia ajudar a financiar o alívio para consumidores afetados pelos altos preços da energia. Segundo a AEE, a energia renovável, especialmente a eólica, provou ser o mecanismo mais eficaz para manter os preços sob controle na Espanha, uma das líderes europeias no uso de energia eólica.”
Fonte: Reuters; 06/04/2026
“O presidente chinês Xi Jinping pediu o planejamento acelerado e a construção de um novo sistema energético para salvaguardar a segurança energética do país, semanas após o início da guerra no Irã que desencadeou choques energéticos globais. O líder da segunda maior economia do mundo também enfatizou o desenvolvimento hidrelétrico e a proteção ecológica, ao mesmo tempo em que defendeu a expansão segura e ordenada da energia nuclear, segundo a emissora estatal CCTV na segunda-feira. “O Comitê Central do Partido adquiriu uma compreensão profunda das tendências globais de desenvolvimento energético e tomou decisões importantes ao avançar em profundidade a nova estratégia de segurança energética”, disse ele, referindo-se ao centro de autoridade do Partido Comunista no poder. Xi não mencionou diretamente a guerra em suas declarações citadas pelo CCTV. Os Estados Unidos e o Irã vêm avaliando um plano mediado pelo Paquistão que pode encerrar seu conflito de cinco semanas, mesmo enquanto Teerã resistia à pressão para reabrir rapidamente o Estreito de Ormuz.”
Fonte: Reuters; 06/04/2026
A China oferece imunidade diplomática na tentativa de receber o tratado dos oceanos
“A China está pressionando para sediar um órgão global de proteção dos oceanos, com o objetivo de capitalizar o recuo dos EUA da liderança em questões multilaterais e ambientais sob o presidente Donald Trump. Nas negociações intermediadas pela ONU em Nova York na última semana, a China fez forte lobby para se tornar o primeiro anfitrião da Ásia-Pacífico de um grande órgão da ONU, disseram pessoas com conhecimento das discussões. Esse órgão ajudará a governar o tratado da ONU sobre os Altos Mares, que estabelece um caminho legal para o compromisso de proteger 30% dos oceanos do mundo até 2030. Durante uma série de reuniões privadas com representantes de países e organizações sem fins lucrativos, a China afirmou que poderia preencher um vazio deixado pelo afastamento dos EUA do multilateralismo e da ONU, segundo três pessoas presentes. “Eles não estão enrolando em relação aos EUA”, disse um deles. A China ofereceu mais de US$ 70 milhões em financiamento para a proteção dos oceanos. Também prometeu, nas reuniões em Nova York, ser “flexível” na questão dos vistos e oferecer imunidade a diplomatas e ativistas que participassem das reuniões para implementar o tratado na cidade portuária de Xiamen, disseram os presentes. “
Fonte: Financial Times; 07/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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