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EUA garantem fornecimento de terras raras no Brasil; NATU3 anuncia mudanças na governança | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Agência de desenvolvimento e fomento do governo dos EUA (DFC) concede financiamento à Serra Verde diversifica oferta de terras raras fora da China

Na mídia. EUA garante fornecimento de terras raras como parte de um empréstimo de 565 milhões de dólares ao grupo minerador brasileiro – Financial Times, 1 de abril (link)

Nossa visão. Nesta semana, a U.S. International Development Finance Corporation (DFC) divulgou os termos de um empréstimo de US$ 565 milhões à Serra Verde, atualmente o único produtor operacional de terras raras no Brasil. A estrutura de financiamento concede à DFC o poder de influenciar para onde vai a produção da Serra Verde, com clara preferência por direcionar volumes aos EUA e a mercados alinhados. Em nossa visão, a transação reforça: (i) a estratégia dos EUA de diversificar a oferta de terras raras e reduzir a dependência da China, que responde por cerca de 70% da produção global de minério de terras raras e por mais de 90% da capacidade de refino; (ii) a importância estratégica das terras raras em uma ampla gama de aplicações (de defesa a tecnologias avançadas), reforçando a importância de políticas públicas; e (iii) a relevância da operação da Serra Verde como um dos poucos ativos de terras raras escaláveis fora da China. De forma geral, embora reconheçamos que entraves regulatórios, de licenciamento e de infraestrutura ainda representem riscos relevantes de execução para o pipeline mais amplo de projetos no Brasil, vemos o país bem posicionado para emergir como potencial fornecedor alternativo de terras raras mais diversificada no médio prazo, dado que possui as segundas maiores reservas do mundo, conforme detalhado em nosso relatório temático (link).

#2. Natura anuncia mudanças na governança com fundadores assumindo papel consultivo e a entrada da Advent na base acionária

Na mídia. Natura: fundadores deixam conselho, e Advent vai virar acionista – Brazil Journal, 30 de março (link)

Nossa visão. No dia 30 de março, a Natura anunciou uma reformulação de sua estrutura de governança em dias principais frentes: (i) a transição dos fundadores e do presidente do Conselho para um cargo consultivo recém-criado, com foco em cultura – sujeito à aprovação na AGOE em 29 de abril; (ii) uma reformulação do Conselho de Administração, com a saída de alguns membros e a nomeação de novos conselheiros; e (iii) a entrada da Advent como acionista minoritária. Vemos esse movimento no contexto de uma tendência mais ampla entre empresas brasileiras, que têm revisitado a composição do Conselho e os acordos de acionistas diante do aumento das expectativas dos investidores em relação à governança corporativa. Em nossa visão, a renovação periódica do Conselho ajuda a oxigenar as discussões ao ampliar o leque de competências, perfis e experiências. A Natura ainda foi além ao manter os fundadores em um papel consultivo, preservando sua influência sobre a cultura corporativa sem deixar de abrie espaço para a renovação do Conselho – movimento que avaliamos de forma positiva. Olhando à frente, conforme detalhado na nota do time de Varejo da XP (link), vemos a nova estrutura de governança como um importante facilitador do próximo ciclo de crescimento da Natura, com foco na América Latina. Vale destacar que, no dia do anúncio, as ações da Natura subiram 13%.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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