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Desvendando a dinâmica dos preços de carbono: Por que não existe um preço único?

Principais insights do webinar da S&P Global sobre os mercados de carbono e os principais mercados globais.

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Principais destaques do webinar da S&P Global sobre os mercados de carbono

Um mercado heterogêneo, guiado por normas e regras. Segundo dados do Banco Mundial, existem hoje 80 mecanismos de precificação de carbono no mundo (37 sistemas de comércio de emissões e 43 impostos sobre carbono), com preço médio em torno de US$ 79,5/tCO₂e (e uma faixa que vai de US$ 0,5/tCO₂e a US$ 158,8/tCO₂e) – veja abaixo no relatório completo um resumo dos principais mercados regulados globais. Dentre as razões por trás dessa dispersão de preços, a S&P Global destaca quatro fatores principais:

(i) Política como âncora de preços. Os preços do carbono são determinados principalmente pelos arcabouços regulatórios (como limites de emissões, penalidades e regras de alocação), que definem o nível de preço de referência. Créditos vinculados a mercados regulados tendem a negociar com prêmio em relação aos créditos nos sistemas voluntários, pois (i) contam para o cumprimento de obrigações legais vinculantes (por exemplo, sistemas de cap-and-trade); ou (ii) têm como referência um custo de conformidade conhecido (como impostos sobre carbono ou valores de penalidade pré-definidos).

(ii) A demanda frente à necessidade de conformidade limita o potencial de alta nos preços. No curto prazo, a demanda em mercados regulados é relativamente inelástica: as entidades reguladas precisam adquirir créditos suficientes para cumprir suas obrigações, uma vez que a redução do nível de emissões por uma empresa leva tempo e o descumprimento acarreta penalidades. Mesmo assim, a disposição para pagar mais é limitada. Segundo a S&P, as empresas geralmente estão dispostas a pagar até, mas não acima do custo de conformidade. No tempo, os preços tendem a convergir para o maior entre (i) o custo marginal de abatimento (quando passa a ser mais barato reduzir emissões do que comprar créditos) ou (ii) o nível da penalidade ou do imposto aplicável (quando pagar a penalidade passa a ser a alternativa mais econômica). Uma vez cumpridas as obrigações regulatórias, a demanda incremental é baixa, o que limita preços mais altos.

(iii) Ajustes de regras e fatores macro adicionam volatilidade. Os mercados regulados são sensíveis a mudanças regulatórias e ao ambiente macroeconômico mais amplo. De forma geral, a volatilidade recente reflete: (i) debates sobre reformas em sistemas de comércio de emissões já existentes (como ajustes em limites, regras de alocação, mecanismos de estabilidade de mercado e cronogramas); e (ii) riscos geopolíticos e macroeconômicos que afetam prioridades de segurança energética e o nível de atividade industrial.

(iv) A qualidade impulsiona a dispersão de preço no mercado voluntário. Em sistemas regulados (de cap-and-trade), a qualidade é, em grande medida, assegurada no nível do sistema, e não avaliada crédito a crédito. Reguladores impõem metodologias rigorosas e critérios de elegibilidade, o que garante um padrão mínimo de qualidade para os créditos usados. Já nos mercados voluntários, não há uma base regulatória unificada; por isso, características específicas de cada projeto (metodologia, safra, adicionalidade, ratings) têm peso muito maior na formação de preço, com destaque para o tipo de projeto. Segundo a S&P Global: (i) créditos de remoção (ARR, captura direta de ar) tendem a negociar com prêmio, dada a maior percepção de permanência e mensurabilidade (cerca de US$ 14–35/mtCO₂e); enquanto (ii) créditos de emissões evitadas (energia renovável, REDD+) em geral são negociados com desconto (cerca de US$ 0,5–13/mtCO₂e), refletindo preocupações com adicionalidade e um cenário de oferta persistentemente elevada.

Acesse aqui para o relatório completo em inglês

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