Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em alta, com IBOV e o ISE avançando 1,52% e 1,04%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a demanda dos bancos no terceiro leilão do Eco Invest surpreendeu e foi mais de 10 vezes superior ao esperado pelo Tesouro – seis bancos foram selecionados para receber R$ 15,2 bilhões de capital subsidiado do Tesouro com a condição que eles captem R$ 52,8 bilhões em recursos privados para investir em participação em empresas que atuem com transição energética, infraestrutura verde, bioeconomia e economia circular; e (ii) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante discurso de abertura do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, voltou a defender que o Brasil não apenas exporte minerais críticos, mas use esses ativos para gerar desenvolvimento econômico e empregos para a população brasileira.
• No internacional, a China dominou as instalações globais de sistemas de armazenamento de energia em baterias em 2025, com um recorde de 174,19 gigawatts-hora de nova capacidade, mais do que o triplo do número da América do Norte – a capacidade de armazenamento de energia adicionada na China no ano passado cresceu 40%, de acordo com dados da Benchmark Mineral Intelligence.
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Brasil
Política
Demanda surpreende e 3º leilão do Eco Invest é o maior do programa
“A demanda dos bancos no terceiro leilão do Eco Invest surpreendeu e foi mais de 10 vezes superior ao esperado pelo Tesouro – que previa inicialmente uma mobilização de capital total de R$ 4 bilhões. Seis bancos foram selecionados para receber R$ 15,2 bilhões de capital subsidiado do Tesouro com a condição que eles captem R$ 52,8 bilhões em recursos privados para investir em participação em empresas que atuem com transição energética, infraestrutura verde, bioeconomia e economia circular. Com essa mobilização potencial de recursos, este é o maior leilão do Eco Invest até agora. “Não esperávamos essa demanda para um mecanismo como equity, que é um capital de melhor qualidade, mais paciente”, diz Mario Gouvêa, coordenador do Eco Invest no Tesouro Nacional. Em um complexo e inovador arranjo, os bancos que receberem os recursos subsidiados do Tesouro devem oferecer benefícios tanto para os fundos de investimento em participações (FIPs), por meio de um capital catalítico para absorver perdas ou maximizar ganhos; quanto para o investidor estrangeiro final, com proteção contra a volatilidade cambial.”
Fonte: Capital Reset; 28/01/2026
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender que o Brasil não apenas exporte minerais críticos, mas use esses ativos para gerar desenvolvimento econômico e empregos para a população brasileira. A declaração foi dada nesta quarta-feira (28), durante discurso de abertura do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026. O evento é promovido pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF). “Todo mundo está falando de minerais críticos e terras raras. Para que falamos tanto? Para ficar exportando material bruto? Para ser transformado nos outros países e a gente comprar a peso de ouro? Não”, argumentou Lula. “Os minerais críticos e terras raras só têm sentido para enriquecer nossos países se a gente tiver coragem de construir parcerias e eles serem transformados nos nossos países, para gerar desenvolvimento, riquezas e empregos nos nossos países”, defendeu o presidente brasileiro.”
Fonte: Valor Econômico; 28/01/2026
Sem regulamentação, Brasil trava na corrida bilionária de data centers
“O Brasil corre o risco de apenas assistir à onda global de investimentos bilionários em data centers se o Congresso deixar caducar uma medida provisória que reduz os impostos para os equipamentos no centro da revolução da IA. Este é o argumento das empresas do setor e do Ministério da Fazenda. Se o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center no Brasil, ou Redata, não for aprovado no Legislativo, a janela de oportunidade de atrair essas megafábricas de dados pode se fechar sem que o país aproveite a energia limpa e barata que produz. Os data centers usados para treinar e rodar sistemas de inteligência artificial precisam de espaço, muita eletricidade e servidores. Estes últimos são baseados nos chips gráficos da americana Nvidia e já custa são caros em dólar. O Redata foi criado por meio de uma MP para reduzir esse custo de entrada. Se ela não for aprovada pelo Congresso até 25 de fevereiro, perde a validade. Além das sucessivas crises entre Executivo e Legislativo, as eleições também geram incerteza. “Se a gente não conseguir transformar essa medida provisória em lei em fevereiro e regulamentar em março, a gente tem 50% de chance de sair do mapa global de data centers. Essa janela de tempo está se fechando”, diz Igor Marchesini, assessor especial da secretaria-executiva do Ministério da Fazenda e responsável pelo desenvolvimento do Redata.”
Fonte: Capital Reset; 28/01/2026
TCU: inércia do governo sobre Angra 3 contribui para desperdício de R$ 2 bi nos últimos 2 anos
“O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou, nesta quarta-feira (28/1), que a demora do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em decidir ou não pela retomada das obras da usina Angra 3, contribuiu para o desperdício de cerca de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos. Está ocorrendo, por exemplo, gastos com manutenção da estrutura da obra paralisada e pagamentos de despesas financeiras decorrentes de dívidas contraídas. O TCU afirmou que essa situação acarreta aumento de custos e elevação da tarifa de energia associada ao empreendimento, além prejuízo ao equilíbrio econômico e financeiro da Eletronuclear, estatal responsável pelo empreendimento. O CNPE, composto por ministro do governo, vem reiteradamente adiando a decisão. A Corte de Contas também informou ao governo, em processo votado hoje, que eventual publicação de edital de licitação destinada à retomada da construção da usina Angra 3, se mantido o cenário atual, vai configurar irregularidades. Isso porque há insuficiência de previsão orçamentária e de recursos financeiros para o projeto.”
Fonte: Eixos; 28/01/2026
Mapa do Caminho: organizações pedem cronograma para fim de leilões de petróleo no Brasil
“Organizações da sociedade civil entregaram ao governo Lula (PT) recomendações para mapa do caminho para a redução da dependência de combustíveis fósseis, pedindo um cronograma para o fim de leilões de petróleo, além de cobrar o fim da geração térmica a carvão. Divulgado nesta quarta (28/1), o documento organizado pelo Observatório do Clima propõe calcular o mínimo necessário de produção de petróleo para os próximos
anos, “de modo a diminuir gradualmente a intensidade de exploração dos blocos em operação”. A iniciativa é uma resposta à encomenda feita pelo presidente Lula em dezembro de 2025, após a COP30, para que os ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Meio Ambiente e Mudança do Clima e Casa Civil elaborem proposta de resolução com diretrizes para o roadmap brasileiro. O prazo para apresentação das diretrizes vence em fevereiro. “A preocupação é que esse esforço do mapa do caminho não se transforme em um mero exercício de retórica. O setor de energia é o que expõe os conflitos mais graves em termos de política ambiental e climática”, comenta Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima.”
Fonte: Eixos; 28/01/2026
Eventos climáticos extremos e distribuição de energia: o que avançou na regulação
“A intensificação dos eventos climáticos extremos tem ampliado significativamente os desafios enfrentados pelo setor elétrico brasileiro, especialmente no âmbito da distribuição de energia. O “novo normal”, com tempestades severas, ondas de calor e chuvas intensas, passou a testar com mais frequência a capacidade das redes de responder a situações críticas, exigindo maior resiliência operacional, e também clareza regulatória. A Consulta Pública n° 32/2024 da Aneel (CP-32) trouxe avanços importantes na organização do setor para lidar com eventos climáticos severos, como a padronização dos planos de contingência, melhorias na comunicação entre os agentes, e definição de regras para apoio emergencial e restabelecimento do serviço. Apesar desses avanços, alguns pontos ainda demandam aprofundamento. Um deles está relacionado às metas de restabelecimento e aos mecanismos de compensação financeira aos consumidores. Ao adotar uma meta única de 24 horas para o reestabelecimento do serviço após os episódios severos, a regulação pode provocar custos elevados de compensação, mesmo em situações sem possibilidade real de gestão dos impactos. Nesse sentido, é fundamental que a regulação evolua para considerar a vulnerabilidade das áreas de concessão, além da severidade e abrangência de cada evento, permitindo um tratamento mais aderente às realidades climáticas.”
Fonte: Exame; 28/01/2026
Internacional
Política
China instala o triplo da América do Norte em armazenamento de energia em baterias
“A China dominou as instalações globais de sistemas de armazenamento de energia em baterias em 2025, com um recorde de 174,19 gigawatts-hora de nova capacidade, mais do que o triplo do número da América do Norte. A capacidade de armazenamento de energia adicionada na China no ano passado cresceu 40%, passando de 123,94 GWh em 2024, de acordo com dados da Benchmark Mineral Intelligence, impulsionada pelo incentivo do governo chinês à transição para energia limpa. Projetos em escala de rede, que conectam o armazenamento às redes elétricas, foram outro fator primordial para o crescimento. O maior mercado mundial de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) representou mais da metade dos 315 GWh de novos projetos de armazenamento de energia em baterias em todo o mundo no ano passado. Grande parte da nova capacidade instalada da China em 2025 foi adicionada em dezembro, quando os desenvolvedores correram para cumprir os prazos dos projetos e o fim do 14º Plano Quinquenal do governo, afirmou Iola Hughes, chefe de pesquisa da Benchmark Mineral Intelligence. Mais de 65 GWh de capacidade de armazenamento de energia em baterias em escala de rede foram adicionados em dezembro, um aumento de 135% em relação ao ano anterior.”
Fonte: Valor Econômico; 28/01/2026
Os fundos de hedge entram em licenças de carbono da UE antes da pressão na oferta
“Fundos de hedge e outros investidores especulativos estão invadindo os mercados de carbono da UE antes de uma iminente pressão na oferta, ajudando a impulsionar um aumento no preço das permissões de emissão que está elevando os custos para algumas indústrias pesadas do bloco. As apostas líquidas dos fundos de investimento na alta dos preços das permissões europeias de carbono (EUAs) vêm subindo acentuadamente desde agosto e, este mês, atingiram seu maior nível já registrado em dados desde 2018, segundo dados da Intercontinental Exchange. Embora as posições líquidas longas tenham caído ligeiramente na semana passada após as ameaças de tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Groenlândia, terem provocado uma venda de mercado, elas permanecem próximas ao recorde. Analistas dizem que as apostas otimistas refletem um fornecimento mais restrito de permissões nos próximos anos, dadas as regras estabelecidas pela Comissão Europeia. O total de permissões distribuídas ao mercado deve cair 15% em 2026, segundo estimativas da consultora de energia ICIS.”
Fonte: Financial Times; 29/01/2026
Os EUA buscam interesse de estados em resíduos nucleares e locais de reprocessamento
“Os EUA disseram na quarta-feira que estão buscando opiniões dos estados americanos sobre qualquer interesse que tenham em sediar locais para o desenvolvimento do ciclo de vida do combustível nuclear, que inclui armazenamento de resíduos nucleares e reprocessamento de combustível usado. Os locais, que o Departamento de Energia dos EUA chamou de Campi de Inovação no Ciclo de Vida Nuclear, poderiam oferecer apoio federal para a implantação de reatores nucleares avançados e data centers co-localizados. Os campi também poderiam enriquecer urânio. O departamento busca opiniões dos estados até 1º de abril. O presidente Donald Trump quer quadruplicar a capacidade nuclear dos EUA para 400 gigawatts até 2050, à medida que a demanda por eletricidade dispara pela primeira vez em décadas, impulsionada por fontes como data centers para IA e criptomoedas. A estratégia é uma mudança de política voltada para resolver um problema de décadas que prejudicou a indústria nuclear dos EUA: o que fazer com seus resíduos radioativos. Superar a oposição local ao armazenamento de resíduos é visto como fundamental para alcançar as ambiciosas metas de expansão nuclear do governo.”
Fonte: Reuters; 28/01/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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