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Conselho Monetário Nacional aprova novas regras para o Eco Invest | Café com ESG, 27/03

CMN aprimora regras do Eco Invest; EUA aumenta mistura de etanol

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território negativo, com IBOV e o ISE recuando 1,45% e 1,95%, respectivamente.

• No Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira novas regras para o Eco Invest, programa criado pelo governo para mobilizar capital privado para financiar projetos ligados à transição ecológica e ao financiamento climático – a mudança possibilita ao Ministério da Fazenda solicitar que as instituições financeiras credenciadas ao programa implementem contrapartidas voltadas ao apoio, à capacitação e à estruturação de projetos como condição para acessarem os recursos das linhas do Eco Invest.

• No internacional, (i) o aumento no preço da gasolina nos EUA resultou em uma autorização federal para a venda de gasolina com maior teor de etanol, numa tentativa de aliviar a pressão sobre os preços nas bombas – a medida permite a comercialização do E15, gasolina com 15% de etanol, em todo o território dos EUA a partir de 1º de maio; e (ii) a USA Rare Earth está se posicionando para ajudar os Estados Unidos a quebrar a dominância da China em elementos de terras raras – a empresa, que está desenvolvendo uma mina de terras raras no Texas, anunciou ontem que sua instalação de fabricação de ímãs de terras raras em Stillwater, no estado de Oklahoma, está operacional.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Rio Tinto encerra extração de diamantes e foca em metais para transição energética

“A Rio Tinto anunciou que extraiu o último diamante de sua mina Diavik, nos Territórios do Noroeste do Canadá, marcando o fim de décadas de atuação no mercado de pedras preciosas. Com o encerramento, a mineradora australiana intensifica seu foco em commodities metálicas, como cobre e minério de ferro. A segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado informou que atingiu a produção final em Diavik após extrair mais de 150 milhões de quilates de diamantes brutos ao longo de 23 anos de operação. A empresa exauriu todas as reservas que podiam ser mineradas de forma lucrativa no local. As últimas pedras serão polidas e vendidas ao longo de 2026 e nos anos seguintes. O fim das atividades em Diavik, localizada a cerca de 300 quilômetros a nordeste de Yellowknife, ocorre cinco anos após o fechamento da mina Argyle, na Austrália Ocidental, onde a Rio Tinto iniciou sua produção de diamantes em 1983. Aquela operação também havia esgotado suas reservas rentáveis.”

Fonte: Valor Econômico; 26/03/2026

Publicada regra sobre especificações dos querosenes de aviação

“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (26/3), a resolução 997/2026 sobre as especificações dos querosenes de aviação, assim como o controle da qualidade desses combustíveis. O regulamento alinha a terminologia da mistura entre querosene de aviação fóssil (JET A ou JET A-1) e dos componentes sintéticos de mistura (SBCs), para seguir padrões internacionais e atender às exigências de abastecimento das aeronaves. Com isso, houve a alteração de JET C para a mesma nomenclatura do fóssil, ou seja, JET A ou JET A-1. A norma inclui também produtores de SBC no rol de agentes misturadores. Segundo a agência, a mudança minimiza possíveis entraves à comercialização da mistura de SBC com JET A fóssil. A revisão regulatória atualizou ainda rotas de produção, métodos de ensaio e notas do anexo da norma, a fim de alinhar o regulamento brasileiro aos internacionais.”

Fonte: Eixos; 26/03/2026

ANP abre contribuição sobre estudo de fungibilidade do CGOB

“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebe, até 25 de abril, contribuições ao estudo sobre a fungibilidade do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB). O CGOB é um instrumento de rastreabilidade relacionado ao volume de biometano produzido e comercializado. Ele foi regulamentado em fevereiro pela agência. Agora, a ANP promove o estudo específico sobre a troca ou equivalência do CGOB em relação a outros certificados de atributos ambientais, a fim de identificar instrumentos com potencial de equivalência, além de avaliar os requisitos técnicos e jurídicos aplicáveis. A agência eixos apurou que há uma demanda, por parte de produtores de biometano, para converter títulos que hoje são transacionados no mercado voluntário em CGOBs.O estudo dá sequência a uma discussão levantada durante a consulta pública de regulamentação dos certificados que serão usados para cumprir o mandato da lei do Combustível do Futuro.”

Fonte: Eixos; 26/03/2026

Emissões de certificados de energia renovável crescem 15,7% no Brasil em 2026

“O setor brasileiro de certificação de atributos de energia renovável segue em expansão em 2026. De janeiro até agora, foram emitidos 40,9 milhões de certificados no Brasil, volume 15,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o total foi de 35,3 milhões de emissões. O montante acumulado em 2026 já corresponde a 69,3% de todo o volume emitido ao longo de 2025, ano em que o Brasil encerrou o período na liderança global em emissões dos chamados I-RECs (International Renewable Energy Certificates), com 64 milhões de certificados, o equivalente a 19% do total mundial. Há uma década, em 2016, foram emitidos apenas 50 mil certificados. Para este ano, a expectativa é superar a marca de 70 milhões de emissões. Os dados inéditos são do Instituto Totum, responsável pela emissão local dos certificados.”

Fonte: Globo; 26/03/2026

Poços de Caldas entra no mapa global das terras raras

“Na pacata Poços de Caldas começam a tomar forma projetos grandiosos de extração de terras raras em argila iônica — modelo de menor custo e menor impacto ambiental. O da Meteoric prevê processar 6 milhões de toneladas/ano. As reservas, recentemente encontradas na região do Planalto Vulcânico de Poços de Caldas, têm o maior teor de substância mineral em argila iônica já encontrado no mundo.”

Fonte: Valor Econômico; 27/03/2026

Governo aprimora regras do Eco Invest para fortalecer estruturação da carteira de projetos

“O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (26), durante reunião ordinária, novas regras para o Eco Invest Brasil, um programa criado pelo governo para mobilizar capital privado para financiar projetos ligados à transição ecológica e ao financiamento climático. A mudança possibilita ao Ministério da Fazenda solicitar que as instituições financeiras credenciadas ao programa implementem contrapartidas voltadas ao apoio, à capacitação e à estruturação de projetos como condição para acessarem os recursos das linhas do Eco Invest. Com isso, será fortalecida a estruturação da carteira de projetos sustentáveis que são submetidos ao Eco Invest. Atualmente, um dos principais desafios à ampliação dos investimentos verdes no país é a baixa maturidade técnica e financeira de projetos. “A medida busca fortalecer a capacidade de estruturação de projetos sustentáveis no país, contribuindo para ampliar a mobilização de capital privado e reduzir o custo de financiamento de iniciativas voltadas à transição ecológica”, diz o ministério.”

Fonte: Valor Econômico; 26/03/2026

Internacional

Produtora de terras raras dos EUA dá salto para reduzir domínio da China

“A USA Rare Earth está se tornando mais do que uma mineradora — ela está se transformando em um player fundamental para ajudar os Estados Unidos a quebrar a dominância da China em elementos de terras raras. Nesta quinta-feira (26), a USA Rare Earth, que está desenvolvendo uma mina de terras raras no Texas, anunciou que sua instalação de fabricação de ímãs de terras raras em Stillwater, no estado de Oklahoma, está operacional. Para fabricar os ímãs, os elementos metálicos são moídos em um pó fino, prensados em um bloco, sintetizados com calor, usinados, revestidos para evitar a corrosão e, então, magnetizados usando um campo magnético forte para alinhar os domínios magnéticos do ímã. Por enquanto, a USA Rare Earth usará materiais de terras raras adquiridos de terceiros para fabricar os ímãs. As ações da empresa caíram 3,9% nesta quinta-feira, fechando a US$ 16. A notícia sobre a usina de Oklahoma provavelmente não é o motivo. Em vez disso, é um dia de aversão ao risco para o mercado. O S&P 500 caiu 1,7% e os preços do petróleo subiram novamente, em meio ao conflito contínuo no Oriente Médio. As ações da MP Materials, a maior mineradora de terras raras do Ocidente, caíram 3,8%.”

Fonte: Valor Econômico; 26/03/2026

TotalEnergies reavaliará os planos de neutralidade líquida para 2050 devido à lenta transição energética

“O mundo não conseguirá alcançar a neutralidade de carbono até 2050, conforme previsto no Acordo de Paris, da grande petrolífera francesa TotalEnergies (TTEF. PA), disse na quinta-feira, e a empresa terá que adaptar suas próprias ambições climáticas como resultado. A Total já havia dito anteriormente que tinha a ambição de ser carbono neutra até 2050, alinhada à sociedade. A Total não respondeu imediatamente quando perguntada se isso significa que ainda está trabalhando em novas metas de zero emissões líquidas para 2050 ou abandonando a ideia completamente. Outros grandes petrolíferos europeus BP (BP. L) e Shell (SHEL. L). O objetivo é reduzir a intensidade de carbono dos produtos vendidos a zero até 2050, mas também afirmou que o ritmo com que a sociedade migra para longe dos hidrocarbonetos será um fator importante.”

Fonte: Reuters; 26/03/2026

O fluxo no mercado iraniano impulsiona e desacelera a corrida europeia para energia verde

“A guerra no Irã e o aumento relacionado dos preços dos combustíveis fósseis levaram alguns políticos a pressionar por mais energia renovável na Europa, mas a volatilidade do mercado, a esperada alta nas taxas de juros e a lentidão das licenças deixam os investidores cautelosos. Quase um mês após o início do conflito que causou a maior perturbação do mercado de energia da história, países dependentes de importações de petróleo e gás estão buscando alternativas e tentando ampliar a energia verde para garantir a segurança do abastecimento no futuro. Embora as mudanças de longo prazo sejam mais claras, o cenário de curto prazo é misto, com preços em alta – o petróleo subiu mais de 50% e o gás mais de 60% desde o início da guerra no final de fevereiro – impulsionam a inflação e as expectativas de taxas de juros. “Há um paradoxo das renováveis em jogo”, disse Luca Moro, diretor de investimentos do fundo de transição energética SpesX, já que preços mais altos da energia aumentam os lucros, mas custos de capital mais altos podem “minar a economia dos projetos”.”

Fonte: Reuters; 26/03/2026

Entre guerra e o agro, Trump acena para biocombustíveis 

“O etanol sempre foi “tolerado” nos Estados Unidos, dentro de um sistema de combustíveis historicamente dominado pelos fósseis. Uma tempestade perfeita, porém, abriu uma pequena brecha na política de “drill, baby drill” do presidente Donald Trump. O choque de oferta causado pela guerra com o Irã deve ser mais longo que o previsto, o que significa aumento no preço da gasolina em ano eleitoral. E o agronegócio quer do republicano que colocou na Casa Branca maior previsibilidade na demanda por insumos para biocombustíveis. O resultado foi uma autorização federal para a venda de gasolina com maior teor de etanol, numa tentativa de aliviar a pressão sobre os preços nas bombas e reforçar a oferta doméstica. A medida permite a comercialização do chamado E15, gasolina com 15% de etanol, em todo o território dos EUA a partir de 1º de maio. A mistura padrão permitida no país é de até 10%. Este aumento da mistura é excepcional e tem validade de apenas 20 dias, que podem ser prorrogados sucessivamente se persistirem condições de “escassez extrema ou incomum” de combustível, define a lei nacional. Essa permissão depende de autorização da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) e costuma acontecer no verão, quando há um pico de demanda por combustível.”

Fonte: Capital Reset; 27/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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