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Conflito EUA–Irã reforça o papel estratégico dos biocombustíveis e das baterias | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. EUA flexibilizam restrições e autorizam a comercialização de E15 (gasolina com 15% de etanol) em resposta à alta dos preços de petróleo e gás

Na mídia. EUA flexibilizam regras contra poluição e abraçam etanol para enfrentar alta dos combustíveis – Eixos, 26 de março (link)

Nossa visão. Nesta semana, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) concedeu uma autorização emergencial permitindo a venda de gasolina E15 (mistura com 15% de etanol) a partir de 1º de maio. Essa medida suspende temporariamente a proibição usual da venda de E15 entre junho e meados de setembro, que normalmente é aplicada para limitar a poluição do ar durante os meses mais quentes do ano. Dentre os objetivos, destacamos: (i) ajudar a conter os preços da gasolina, que dispararam desde o início do conflito no Oriente Médio; (ii) apoiar os produtores domésticos de biocombustíveis, ao sinalizar uma demanda mais forte; e (iii) reduzir a dependência de importações de combustíveis provenientes de regiões afetadas por conflitos. Embora o impacto imediato nos preços nas bombas ainda seja incerto, a principal questão é se esse movimento representa uma resposta pontual em tempos de crise ou se é o começo de uma mudança mais permanente rumo a maiores níveis de mistura de biocombustíveis na política de combustíveis dos EUA. De forma geral, o aumento da mistura de etanol para amortecer os efeitos de preços elevados de petróleo e gás sobre os consumidores tem sido um instrumento de política pública (não apenas nos EUA) e continua sendo uma alavanca estratégica relevante no contexto atual, que merece acompanhamento adiante. 

#2. Volatilidade dos preços do petróleo impulsiona rotação para líderes chineses em baterias

Na mídia. Trio de empresas chinesas de baterias ganha 70 bilhões de dólares à medida em que a guerra no Irã desencadeia uma ‘mudança de paradigma’ – Financial Times, 23 de março (link)

Nossa visão. A escalada das tensões no Oriente Médio tem impactado ações de empresas com exposição a sistemas de armazenamento em baterias. Com a alta dos preços de petróleo e gás diante dos temores de interrupções no fornecimento, as chinesas BYD, CATL e Sungrow adicionaram, em conjunto, mais de US$ 70 bilhões em valor de mercado, superando as grandes petroleiras globais. Vemos os choques geopolíticos (e a volatilidade resultante nos preços dos combustíveis fósseis) como potenciais aceleradores dessa tendência, especialmente à medida em que a segurança energética ganha espaço na agenda pública e os governos passam a priorizar cada vez mais uma infraestrutura energética produzida domesticamente, com o objetivo final de reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Ao mesmo tempo em que as fontes renováveis têm o potencial de desempenhar um papel estratégico no longo prazo, elas também introduzem novas vulnerabilidades sistêmicas. O armazenamento em baterias – independentemente do tempo que leva para sua expansão em escala – ajuda a enfrentar esses desafios dado que possibilita o deslocamento de carga, garante maior estabilidade na geração e amplia a resiliência geral da rede elétrica (tema que exploramos mais a fundo em nosso relatório temático sobre o assunto – link).

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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