Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 3,03% e o ISE 2,59%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram quedas de 0,64% e 1,21%, respectivamente.
• No Brasil, (i) o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta sexta-feira R$ 10 bilhões em linhas de crédito para financiar a difusão de máquinas e equipamentos da indústria 4.0 e para bens de capital voltados a projetos da economia verde – os recursos serão disponibilizados em duas linhas de crédito do programa BNDES Mais Inovação, no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB); e (ii) a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) estuda formar sociedade com uma empresa americana para explorar terras raras no Estado (que, segundo dados da Agência Nacional de Mineração, reúne cerca de 38% das áreas requeridas para terras raras no Brasil) – de acordo com o órgão, a CBPM entraria com o ativo mineral e a empresa, ainda sem nome divulgado, com o conhecimento em processos como extração e processamento dos minerais que compõem o grupo de elementos.
• No internacional, a estatal Taiwan Power apresentou na sexta-feira um plano para reiniciar uma das usinas nucleares da ilha, em meio a crescentes preocupações com interrupções no fornecimento devido ao conflito no Oriente Médio e à pressão da China – Taiwan responde por 70% da produção mundial de semicondutores por contrato e é um fornecedor fundamental de chips avançados usados em inteligência artificial, com o fornecimento estável de energia na ilha sendo crucial para sustentar as cadeias de suprimentos globais desses produtos.
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Brasil
Empresas
Com aporte do BNDES, Mombak quer captar até R$ 2 bi para reflorestamento
“A Mombak pretende captar até R$ 2 bilhões para reflorestamento na Amazônia. O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) vai entrar como investidor âncora, podendo colocar até R$ 500 milhões. Um fundo da startup de reflorestamento foi uma das sete selecionadas na chamada pública de mitigação climática do banco, que vai destinar o total de R$ 4,3 bilhões em aportes do BNDESPAR, braço da instituição para atuação no mercado de capitais. Pelas regras do edital, o banco pode participar com até 25% do fundo. Os selecionados devem ter um capital comprometido alvo de, no mínimo, R$ 250 milhões. O aporte para a Mombak será feito via participação no fundo (equity), modelo em que o banco divide riscos e retornos com os demais cotistas. Operações anteriores foram estruturadas como dívida. O dinheiro será usado para expandir seus projetos de reflorestamento com uso de espécies nativas no Pará, onde concentra suas operações. O modelo de negócio da empresa é vender créditos de carbono gerados nas áreas restauradas.”
Fonte: Capital Reset; 30/03/2026
Observatório pretende monitorar impactos da transição energética no Brasil
“Uma plataforma digital de dados pretende reunir informações e monitorar impactos sociais, econômicos e ambientais do processo de transição energética no Brasil. O Observatório da Transição Energética foi lançado na quinta-feira (26), agrupando reportagens, bases de dados e conteúdos que permitam ampliar do debate público sobre expansão de projetos ligados à transição energética, bem como efeitos sobre territórios, comunidades e políticas públicas. O objetivo é funcionar como um espaço de monitoramento permanente, oferecendo informações qualificadas para pesquisadores, jornalistas, gestores públicos e sociedade civil interessados em compreender os desafios e riscos associados ao atual modelo de transição energética no país. A iniciativa é resultado de parceria entre Repórter Brasil, Grupo de Pesquisa e Extensão Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS) e Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), com apoio da Fundação Ford e colaboração também da Rainforest Investigations Network (Pulitzer Center).”
Fonte: Valor Econômico; 29/03/2026
Exigência de adoção de critérios ESG mobiliza fundos de pensão
“As novas regras para os fundos de pensão, que exigem que a estratégia de investimentos tenha como elemento central os critérios ESG (sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, ou seja, Ambiental, Social e Governança), vêm preocupando os gestores das entidades. A Resolução Previc 26/2025 prevê a adoção do conceito de Dupla Materialidade (impacto financeiro e socioambiental), portanto, a sustentabilidade passa a entrar no processo de investimento e deixa de ser apenas política de intenções. “A dupla materialidade é, de maneira simplificada, um estudo de como as decisões de investimento afetam aspectos sociais, ambientais e de governança e o resultado da EFPC [entidades fechadas de previdência complementar]”, explica Arlete Nese, doutora pela FEA-USP, mestre pelo Insper em Administração, pesquisadora na área de governança e gestão de investimentos. Diante da demanda crescente de entidades sobre o assunto, a UniAbrapp, a instituição de educação e desenvolvimento profissional da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), montou um curso sobre o assunto no início de março, mas teve que formar uma nova turma em 15 e 16 de abril.”
Fonte: Valor Econômico; 27/03/2026
COFCO International testa biodiesel puro para reduzir emissões no transporte de soja
“A COFCO International lançou esta semana um projeto piloto que busca reduzir cerca de 94% das emissões de gases poluentes e de efeito estufa no transporte de soja pelo estado do Mato Grosso. O projeto desenvolvido com a Transpanorama e JF Andrade usará biodiesel puro (B100) no abastecimento de parte da frota de caminhões que transportam a oleaginosa. No total, as três companhias investiram juntas mais de R$ 4,5 milhões na iniciativa. “O objetivo é que o projeto seja testado para ser amplificado em grande escala para outras operações da companhia no país, alcançado um impacto positivo ainda maior com o uso do biodiesel B100″, comenta Fabricio Degani, diretor de Logística da COFCO International no Brasil. Em meio à escalada dos preços do diesel no mercado doméstico devido à guerra no Oriente Médio e seus impactos sobre as importações de derivados de petróleo, a gigante do agronegócio planeja substituir, mensalmente, 10.000 litros de diesel fóssil pelo biocombustível produzido a partir de óleo de soja.”
Fonte: Eixos; 27/03/2026
Sulgás apresenta projeto do primeiro hub de biometano do Rio Grande do Sul
“A Sulgás, distribuidora de gás canalizado do Rio Grande do Sul, lançou, nesta sexta-feira (27/3), o projeto do primeiro hub de biometano do estado, o Sulgás BioHub. A expectativa é de que as operações iniciem em 2027. A iniciativa consiste em uma estrutura que será instalada em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para recebimento e tratamento do gás antes da distribuição, com etapas de descompressão, controle de qualidade e medição certificada. O objetivo é garantir que o biometano atenda às especificações técnicas e regulatórias para ser injetado na rede de gasodutos do Rio Grande do Sul. Segundo a distribuidora, o hub ampliará a oferta de biometano no estado e facilitará a entrada de novos produtores no mercado. “Essa integração fortalece a segurança energética do Rio Grande do Sul e cria uma agenda positiva de desenvolvimento regional, com geração de valor para produtores, municípios e para toda a cadeia da economia circular“, disse a gerente executiva de estratégia da Sulgás, Thays Falcão.”
Fonte: Eixos; 27/03/2026
BNDES anuncia R$ 10 bilhões para indústria 4.0 e bens de capital verde
“O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta sexta-feira (27) R$ 10 bilhões em linhas de crédito para financiar a difusão de máquinas e equipamentos da indústria 4.0 e para bens de capital voltados a projetos da economia verde. Os recursos serão disponibilizados em duas linhas de crédito do programa BNDES Mais Inovação, no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB). O anúncio ocorreu durante o seminário Acordo Mercosul-União Europeia: um Novo Capítulo para a Indústria Brasileira, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na capital paulista. A linha para Indústria 4.0 terá orçamento de R$ 7 bilhões e a linha para bens de capital verde, R$ 3 bilhões. Ambas tem taxa média de juros de 6,5%. “O BNDES está apoiando a inovação e a digitalização na indústria brasileira. São linhas de crédito fundamentais para a modernização do parque fabril no país e, com isso, gerar o aumento da produtividade, ampliando a competitividade da indústria”, afirmou Mercadante.”
Fonte: Eixos; 27/03/2026
Política
Bahia estuda sociedade com empresa americana para explorar terras raras
“A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) estuda formar sociedade com uma empresa americana para explorar terras raras no Estado. Segundo o órgão, a CBPM entraria com o ativo mineral e a empresa, ainda sem nome divulgado, com o conhecimento em processos como extração e processamento dos minerais que compõem o grupo de elementos. A Bahia é apontada como estratégica para a ocorrência de terras raras, segundo estudo recente do Serviço Geológico do Brasil (SGB). O levantamento cita dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) que mostram que o Estado reúne cerca de 38% das áreas requeridas para terras raras no Brasil. “Já estamos avançando na discussão com a empresa, que terá, não apenas a extração desse mineral, que é a lógica normalmente que se tem no nosso país, de pegar as nossas commodities e enviar para fora, mas fazer o processamento de terras raras na Bahia, com transferência de tecnologia”, disse Henrique Carballal, presidente da CBPM. “Se der, ainda este ano deveremos estar assinando a criação de uma empresa onde entramos com nossos ativos e vamos ser sócios nesse processo.”
Fonte: Valor Econômico; 28/03/2026
Internacional
Empresas
“A administração Trump ordenou na sexta-feira que as refinarias dos EUA misturem uma quantidade recorde de biocombustíveis em sua gasolina e diesel neste ano e no próximo, uma medida destinada a ajudar os agricultores, mas que a indústria de refino disse que só se voltaria pela culatra ao aumentar os preços das bombas já disparados devido à guerra no Irã. A repreensão da indústria de refino dos EUA revelou uma rara divisão pública entre a Casa Branca do presidente Donald Trump e as empresas petrolíferas que tradicionalmente apoiam seus esforços para fortalecer o setor de energia de combustíveis fósseis. “É desconcertante, com os preços dos combustíveis já subindo devido ao conflito no Irã, que a EPA esteja finalizando uma regra que vai piorar muito as coisas para os consumidores”, disse Chet Thompson, presidente e CEO da American Fuel & Petrochemical Manufacturers. “Não é assim que se parece dominância energética.” Trump busca consolidar o apoio entre os principais grupos de apoio em agricultura e energia antes das eleições de meio de mandato de novembro, enquanto luta contra a inflação do consumidor, mais visível na bomba de gasolina.”
Fonte: Reuters; 27/03/2026
Política
Pequenos negócios de minorias perdem acesso a financiamento nos EUA com regra de Trump
“A empreendedora americana Vicki Volponi, que vende materiais de construção perto de Charleston, na Carolina do Sul, estava com seu negócio caminhando bem durante a maior parte do ano passado. A empresária estava no caminho certo para registrar quase US$ 10 milhões em vendas pelo segundo ano consecutivo e, com um novo depósito em Ohio e mais maquinário pesado, estava expandindo seus negócios para um novo território. Então, em outubro, a estrutura federal da qual ela dependia para a maior parte de seus negócios – conhecida como Programa de Empresas Comerciais Desfavorecidas (DBE)- foi interrompida. “É como ter uma mesa e eles tirarem as pernas de baixo dela”, disse Volponi. Desde então, contratos no valor de quase US$ 1 milhão desapareceram de seu pipeline. A empreendedora teve que abrir mão de espaço de depósito e está se preparando para um período de vacas magras, sem um fim definitivo à vista. “Meu medo é que eu seja deixada para trás”.”
Fonte: Bloomberg Línea; 29/03/2026
Taiwan reabre usina nuclear em meio a temores de apagão
“A estatal Taiwan Power apresentou na sexta-feira (26) um plano para reiniciar uma das usinas nucleares da ilha, em meio a crescentes preocupações com interrupções no fornecimento devido ao conflito no Oriente Médio e à pressão da China. A empresa busca reativar a usina de Maanshan, no condado de Pingtung, uma instalação que parou de operar no ano passado. Para isso, as inspeções serão realizadas em conjunto com fabricantes como a Westinghouse, dos EUA, um processo que deve levar de 18 meses a dois anos. Se a Comissão de Segurança Nuclear confirmar que a usina é segura e que outros requisitos foram atendidos, a decisão sobre a retomada das operações caberá ao governo. Taiwan responde por 70% da produção mundial de semicondutores por contrato e é um fornecedor fundamental de chips avançados usados em inteligência artificial. Um fornecimento estável de energia na ilha é crucial para sustentar as cadeias de suprimentos globais desses produtos.”
Fonte: Valor Econômico; 28/03/2026
Indonésia seguirá com a mistura de biodiesel B50 este ano, diz o presidente
“O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, disse na segunda-feira durante uma visita oficial ao Japão que o país do Sudeste Asiático seguirá este ano com seu programa de biodiesel à base de óleo de palma B50. “Estamos indo em grande direção ao biocombustível”, disse ele em um fórum empresarial antes de sua reunião com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi. “Este ano vamos produzir óleo diesel a partir do óleo de palma e agora estamos aumentando de 40% para 50%.” Em janeiro, as autoridades cancelaram um plano para lançar o B50 – uma mistura de 50% de biodiesel à base de óleo de palma e 50% de diesel convencional – este ano devido a preocupações técnicas e de financiamento, optando por manter a mistura B40. Mas houve conversas para reviver o plano à luz das interrupções no fornecimento de energia causadas pela guerra EUA-Israel contra o Irã.”
Fonte: Reuters; 30/03/2026
“O setor de aviação europeu atingiu – e pode muito bem ter superado – um mandato de 2% para o uso de combustível verde para aviação em 2025, disseram um funcionário regulador e fonte à Reuters, fortalecendo as credenciais verdes das companhias aéreas enquanto a região busca reduzir a dependência de hidrocarbonetos. A conquista, anteriormente não divulgada e que será confirmada em um relatório ainda este ano, representa uma reviravolta acentuada em relação ao ano anterior, quando a adoção era de apenas 0,6%. As companhias aéreas alertaram repetidamente que alvos seriam ignorados. “Acreditamos que estaremos no mesmo nível ou acima dos 2% em 2025″, disse Florian Guillermet, chefe do órgão regional de segurança da aviação EASA, que monitora a implementação das metas, à Reuters em entrevista em Colônia. A EASA publicará dados oficiais sobre o uso sustentável de combustível para aviação (SAF) no ano passado na Europa após o verão. O uso de combustível para aviação foi ainda mais destacado à medida que a guerra no Irã eleva os preços do petróleo e interrompe o fornecimento.”
Fonte: Reuters; 30/03/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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