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Aneel autoriza primeiro projeto com baterias no sistema elétrico, da Statkraft na Bahia | Café com ESG, 06/04

Aneel autoriza projeto de sistema de armazenamento de energia em baterias na Bahia; França anuncia sete novos projetos eólicos offshore

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 3,57% e o ISE 4,05%. No pregão de quinta-feira, o Ibovespa andou de lado (+0,05%) o ISE registrou queda de 0,50%.

• No Brasil, (i) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assinou na última quinta-feira a primeira autorização para inserção de sistema de armazenamento de energia em uma usina fotovoltaica no país – o projeto da Statkraft prevê a integração de um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) com capacidade nominal de 5.016 kWh e potência instalada total de 1.250 kW à usina Sol de Brotas 7, localizada no município baiano de Uibaí; e (ii) segundo especialistas do setor de energia, a diretriz aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que prevê uma distância mínima de 12 milhas náuticas da costa para instalação de parques eólicos offshore pode inviabilizar quase metade dos projetos mais promissores no Nordeste.

• No internacional, a França anunciou na quinta-feira licitações para sete projetos eólicos offshore totalizando 10 gigawatts, bem como licitações menores para energia solar e eólica terrestre – segundo o governo francês, o intuito é favorecer tecnologias locais em sua busca pela soberania energética.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Vale amplia investimento em conservação ambiental no Rio para até R$ 25 milhões

“A Vale e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio renovaram um acordo de cooperação, iniciado em 2020, para conservação ambiental no Estado. O investimento da mineradora foi de R$ 17 milhões para até R$ 25 milhões, válido por mais cinco anos. A parceria busca fortalecer ações de gestão, proteção ambiental, monitoramento da biodiversidade, capacitações com a comunidade e suporte a pesquisa científica do Parque Estadual Cunhambebe, unidade de conservação na Costa Verde (RJ) e administrado pelo Inea. O novo acordo expande o escopo atual, segundo a Vale, que agora inclui restauração florestal, fomento à pesquisa científica e fortalecimento da capacidade operacional para as ações de educação ambiental. Conforme a mineradora, nos últimos cinco anos, o acordo contribuiu para ampliar a capacidade de atuação do parque, com a doação de itens como barcos, drones, câmeras e equipamentos de apoio à fiscalização e à brigada de incêndio.”

Fonte: Valor Econômico; 02/04/2026

Exxon, Vale e Bayer querem mudar a contabilidade de carbono

“Não é tarefa simples calcular a pegada de carbono de uma cadeia de valor inteira, dos insumos utilizados até os gases estufa que serão emitidos no consumo de produtos ou serviços. Mas essa informação é essencial para os planos de descarbonização da economia, e um grupo de gigantes da indústria, energia e finanças querem mudar como essa conta tem sido feita há décadas. A proposta vem da Carbon Measures, coalizão lançada na COP30 por empresas como a petroleira ExxonMobil, a gigante de agro Bayer, o banco Santander e a mineradora brasileira Vale. Hoje, o grupo reúne 26 companhias. A ideia é transformar as emissões corporativas em uma “moeda” rastreável ao longo da cadeia. Em vez de um inventário corporativo anual, cada produto carregaria sua própria pegada de carbono. Com isso, seria possível comparar a intensidade de emissões de itens como aço, petróleo ou até alimentos. A iniciativa surge em um momento de insatisfação com o GHG Protocol, padrão global criado há quase 30 anos para medir emissões e amplamente adotado por empresas e reguladores.”

Fonte: Capital Reset; 06/04/2026

Aneel autoriza projeto da Statkraft de armazenamento em baterias na Bahia

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assinou nesta quinta-feira (2/4) a primeira autorização para inserção de sistema de armazenamento de energia em uma usina fotovoltaica no país. O projeto da Statkraft prevê a integração de um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) com capacidade nominal de 5.016 kWh e potência instalada total de 1.250 kW à usina Sol de Brotas 7, localizada no município baiano de Uibaí. De acordo com informações da Aneel, o sistema poderá consumir energia tanto da própria usina quanto da rede, embora não esteja autorizado a ligação direta com outras centrais geradoras do complexo. O objetivo é armazenar a energia gerada pelos painéis fotovoltaicos durante o dia e despachar para a rede nos momentos de alta demanda. Segundo a superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica da Aneel, Ludimila Lima da Silva, a iniciativa deve contribuir para o aprimoramento da regulação das baterias no setor elétrico.”

Fonte: Eixos; 02/04/2026

Diretriz aprovada no CNPE pode enterrar metade dos projetos de eólicas offshore no Nordeste

“A diretriz aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que prevê uma distância mínima de 12 milhas náuticas da costa para instalação de parques eólicos offshore pode inviabilizar quase metade dos projetos mais promissores no Nordeste, segundo avaliações preliminares de agentes de mercado consultados pela eixos. O colegiado deu, nesta quarta (1/4), um passo considerado decisivo para destravar a regulamentação das eólicas em alto-mar no Brasil. Apesar do alívio com o avanço institucional — aguardado há meses —, a regra de afastamento mínimo protagoniza um dos pontos mais controversos das diretrizes divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Ainda sem a publicação do texto integral, o parâmetro das 12 milhas náuticas (cerca de 22 quilômetros) já mobiliza críticas por, na avaliação de especialistas e empresas, não apresentar justificativa técnica clara e desconsiderar características geográficas e econômicas dos projetos brasileiros.”

Fonte: Eixos; 02/04/2026

AIE vê ações positivas do Brasil na área de energias renováveis

“Relatório sobre energias renováveis da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgado na semana passada elogia o desempenho brasileiro na difusão e uso de energias limpas em 2025. A principal menção do texto é sobre o compromisso de quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis até 2035, assumido pelo país na COP30, em Belém, em novembro. O compromisso foi firmando, segundo a agência, em “estreita colaboração” entre a AIE e o governo brasileiro. O texto diz que o Brasil ampliou seu relacionamento com a instituição. A agência aprovou a adesão brasileira como membro pleno da organização. Segundo o relatório, a decisão coroa uma série de iniciativas “que colocaram o Brasil no centro das negociações climáticas globais, especialmente em razão de sua presidência da COP30”. O relatório afirma que, se bem orientadas e implementadas, as políticas colocariam o uso de combustíveis sustentados em uma trajetória que dobraria sua utilização em 2030 na comparação com 2024 e quadruplicaria até 2035 em âmbito global.”

Fonte: Valor Econômico; 06/04/2026

ABiogás, Abrema e Unica saem em defesa de isonomia entre rotas no mandato de biometano

“ABiogás (Associação Brasileira do Biogás e Biometano), Abrema (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente) e Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) divulgaram, nesta quinta (2/4), uma nota em defesa do tratamento uniforme do biometano no mandato de descarbonização do mercado de gás natural, independente da rota de produção. A manifestação ocorre um dia após o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovar a meta de descarbonização de produtores e importadores de gás natural para 2026. E é uma resposta a organizações que pedem revisão das regras do jogo. Ontem (1º), o governo fixou em 0,5% a obrigação de reduzir emissões no mercado de gás por meio da participação de biometano no consumo. O cumprimento da meta será comprovado por meio dos certificados de origem do biometano (CGOB).”

Fonte: Eixos; 02/04/2026

Internacional

Trabalhadores da JBS em greve retornarão à fábrica do Colorado sob promessa de negociações

“Trabalhadores da maior empresa de carnes do mundo, JBS, concordou em retornar ao trabalho em uma fábrica de carne bovina em Greely, Colorado, após concordar em retomar as negociações, encerrando um piquete de três semanas, disse o sindicato em um comunicato no sábado. Os preços da carne bovina bateram recordes este ano após a oferta nacional de gado cair para a menor marca dos últimos 75 anos, levando a preços recordes para empacadores de carne como a JBS comprarem gado para abate, apesar de se beneficiarem da alta dos preços. O sindicato, que representa cerca de 3.800 trabalhadores da fábrica, disse que a nova rodada de negociações será retomada em 9 e 10 de abril, após a greve do mês passado, para pressionar por salários que refletissem a inflação e a suspensão das cobranças das empresas pela substituição de equipamentos de proteção.”

Fonte: Reuters; 04/04/2026

FMI faz novo alerta sobre abalos da ‘maior crise energética da história’ ao crescimento global

“O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou o tom de alerta sobre os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, destacando — em artigo publicado nesta sexta-feira em seu blog — que o choque já atinge energia, comércio e mercados financeiros, com impactos globais, porém desiguais. Em análise publicada nesta semana, a instituição afirma que o conflito “está afetando vidas e meios de subsistência” e “obscurece as perspectivas de muitas economias que haviam acabado de mostrar sinais de uma recuperação sustentada”. O FMI projetava crescimento global de 3,3% em 2026 antes da escalada da guerra, mas agora indica que o número será revisado para baixo, ao alertar que o choque energético levará a “preços mais altos e crescimento mais lento”. Estimativas de mercado apontam para cortes de 0,3 a 0,5 ponto percentual, caso o cenário da guerra não se agrave além da situação atual.”

Fonte: Valor Econômico; 03/04/2026

UE alerta que a Europa deve se preparar para um choque energético ‘duradouro’

“A União Europeia está avaliando “todas as possibilidades”, incluindo o racionamento de combustível e a liberação de mais petróleo das reservas de emergência, enquanto se prepara para um choque energético “prolongado” decorrente da guerra no Oriente Médio, afirmou o comissário de energia do bloco. “Esta será uma longa crise… os preços da energia permanecerão altos por muito tempo”, disse Dan Jørgensen ao Financial Times, alertando que, para alguns produtos mais “essenciais”, “esperamos que a situação seja ainda pior nas próximas semanas”. O quase fechamento da crucial via navegável do Estreito de Ormuz e os ataques à infraestrutura no Golfo criaram o caos nos mercados de energia, fazendo com que os preços disparassem e gerando temores de abastecimento a longo prazo.”

Fonte: Valor Econômico; 03/04/2026

Guerra no Oriente Médio impulsiona a demanda por biocombustível local, diz o CEO da Verbio

“A alta dos preços dos combustíveis foi “extraordinariamente benéfica” para a produtora de biocombustíveis Verbio (VBKG.DE), que está vendo uma demanda crescente à medida que países e empresas buscam maneiras de garantir suprimentos e reduzir custos de energia, disse seu diretor executivo na quinta-feira. A empresa alemã Verbio produz combustíveis renováveis biometano e bioetanol a partir de materiais orgânicos de origem local, como resíduos alimentares e resíduos agrícolas, e por isso está protegida dos efeitos negativos do conflito no Oriente Médio. Possui unidades de produção na Europa, América do Norte e Ásia. “Somos um dos poucos beneficiários absolutos da situação atual”, disse o CEO Claus Sauter à Reuters em entrevista. “Quando o gás natural se torna extremamente caro, ou o diesel, não somos afetados negativamente, nosso negócio se beneficia disso.” As ações da Verbio aumentaram cerca de 60% seu valor desde que EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã no final de fevereiro. Ao mesmo tempo, os preços voláteis do petróleo e gás levaram legisladores europeus a buscar formas de aumentar o fornecimento de biometano para reduzir a dependência do gás importado.”

Fonte: Reuters; 02/04/2026

As emissões de gases de efeito estufa da Grã-Bretanha caíram 2% no ano passado

“As emissões de gases de efeito estufa da Grã-Bretanha caíram 2% no ano passado, segundo dados do governo provisório na quinta-feira, à medida que as emissões da indústria caíram. A Grã-Bretanha tem como meta atingir emissões líquidas zero até 2050, o que exigirá um grande aumento da eletricidade renovável e a transição para veículos elétricos mais limpos. As emissões totais de gases de efeito estufa foram estimadas em 367 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente em 2025, uma queda de 7 milhões de toneladas em relação a 2024, informou o Departamento de Segurança Energética e Emissões Zero. O setor industrial registrou a maior queda, com emissões caindo 12% devido ao fechamento de altos-fornos nos setores de ferro e aço, o que levou à menor utilização de gás, informou a DESNZ.”

Fonte: Reuters; 02/04/2026

França lança licitações renováveis de 12 GW e defende a iniciativa ‘Made in Europe’

“A França anunciou na quinta-feira licitações para sete projetos eólicos offshore totalizando 10 gigawatts, bem como licitações menores para energia solar e eólica terrestre, acrescentando que o país favorecerá tecnologias locais em sua busca pela soberania energética. As licitações estão com dois anos de atraso devido a um impasse político no financiamento das renováveis, enquanto a França enfrenta grandes dívidas. O ministro das Finanças, Roland Lescure, disse que os projetos ajudarão a reduzir ainda mais a França da importação de petróleo e gás. A guerra do Irã continua a atrapalhar as cargas que atravessam o Estreito de Ormuz, levando a preços mais altos da energia, que devem piorar na Europa neste mês.”

Fonte: Reuters; 02/04/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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