Economia em Destaque: custo de energia preocupa economia global

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo


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Resumo

No cenário internacional, se destacou nessa semana a corrida pela aprovação do projeto que impedia a paralisação orçamentária do governo americano. Além disso, números de inflação e atividade nos EUA ficaram no radar do mercado, que se agita com a iminência do tapering (retirada de estímulos) do Fed.

No Brasil, a possibilidade de prorrogação do Auxílio Emergencial, dificuldade de implementação do Auxílio Brasil e PEC dos Precatórios se mantiveram mais uma vez no centro do debate. Na seara de indicadores, mercado de trabalho e fiscal tiveram surpresas positivas, mas publicações do Banco Central indicam caminho longo ainda rumo ao ajuste monetário.

Atualizações Covid-19

O quadro nacional de coronavírus continua melhorando. A média móvel de óbitos teve um leve aumento, de 1,6% em relação à semana passada, saindo de 532 por dia para 541, enquanto o número de novos casos apresentou queda expressiva (muito em decorrência de instabilidades no sistema de input do ministério da Saúde), passando de 34.166 na última semana para 16.568.

69,3% da população brasileira já está vacinada com ao menos a primeira dose, em face aos 67,9% na semana anterior e 43,1% já tomou 2 doses ou dose única da vacina, comparado aos 40,1% da última semana, atingindo um total de 91,4 milhões de pessoas com o esquema vacinal completo.

Cenário Internacional

Estados Unidos: mercado monitora se Fed subirá juros antes do esperado

Entre os indicadores econômicos divulgados na semana, o destaque foi o núcleo do deflator de despesas de consumo pessoal (PCE) dos EUA em agosto, indicador de inflação favorito do Fed, o banco central americano. O indicador apresentou elevação de 0,3% mês contra mês (consenso: 0,2%).

Outro dado importante da semana é a pesquisa ISM do setor manufatureiro de setembro, tem boa correlação com o PIB. O resultado ficou em 61,1, acelerando frente a 59,1 do mês anterior. Leituras acima de 50 indicam expansão.

Com inflação e atividade normalizando, o mercado especula que o Fed possa iniciar o processo de alta de juros já em 2022.

No campo político, o mercado monitora a possibilidade de um acordo no Congresso dos EUA para permitir que o presidente Biden aumente o teto da dívida e implemente seu plano de infraestrutura. A secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que se os congressistas não aumentarem o teto da dívida até 18 de outubro, o governo não conseguirá pagar suas contas.

Europa: sentimento econômico segue positivo, mas energia é um risco

O sentimento econômico da zona do euro melhorou em setembro, após uma queda em agosto, impulsionado pelo otimismo entre os consumidores e nos setores da indústria e da construção, enquanto as expectativas de inflação continuaram subindo entre fabricantes e consumidores.

No entanto, um grande risco paira sobre a economia é a forte alta dos preços de gás natural na região. O balanço de oferta e demanda já está bastante apertado, e tende a piorar com o inverno. Este tema deve ser monitorado de perto.

Energia é risco também na China. Em paralelo, o governo atua para resolver a Evergrande

Conforme publicado pelo escritório de estatísticas nacionais da China, o PMI (Índice de Gerentes de Compras) da Indústria local recuou de 50,1 pontos em agosto para 49,6 pontos em setembro (leituras abaixo de 50 indicam contração). É o patamar mais baixo desde fevereiro de 2020. A piora no sentimento econômico das indústrias de alto consumo de energia (houve interrupções no fornecimento energético recentemente) e gargalos na oferta global de matérias-primas vêm pesando sobre as atividades manufatureiras.

Em paralelo, segue a crise da dívida do Grupo Evergrande, a gigante do setor imobiliário. O governo chinês pediu às instituições financeiras que apoiem o mercado imobiliário e aliviem as hipotecas de alguns proprietários. O Banco Central continuou com injeções diárias no sistema financeiro para manter a liquidez elevada.

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Enquanto isso, no Brasil…

Governo ainda não definiu como ampliará os programas de renda

Segue incerto como o governo vai expandir os programas sociais sem quebrar o arcabouço legal fiscal.

A equipe econômica do governo planeja ajustar a proposta orçamentária com o objetivo de reduzir o volume de precatórios a serem pagos ano que vem, abrindo espaço para aumentar o programa Bolsa Família dentro do teto de gastos. Já o Ministério da Cidadania está sugerindo estender do programa de Auxílio Emergencial, que é mais custoso e pode ser pago acima do teto de gastos.

Com inflação em alta, BC sinaliza que seguirá aumentando juros

A inflação segue um problema. A Petrobras anunciou nesta semana reajuste de 8,9% (R$0,25) no preço do óleo diesel. Por ora, a companhia manteve inalterados os valores da gasolina e do gás de cozinha. O presidente da Câmara Arthur Lira criticou os altos preços dos combustíveis.

Diante da inflação pressionada, os juros devem continuar subindo. O Banco Central do Brasil (BCB) divulgou seu Relatório Trimestral de Inflação e a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária. O BCB vê a inflação sob pressão no curto prazo, devido à inflação de custos, reabertura econômica e preços de energia.

Diante disso, o BCB sinalizou, no nosso entender, que continuará aumentando a taxa Selic até 8,5% ou um pouco mais, a depender do risco da inflação seguir elevada no primeiro trimestre de 2022 (o que é provável) e de uma deterioração das perspectivas fiscais.

Mercado de trabalho da sinais mais claros de melhora

A taxa de desemprego brasileira atingiu 13,7% no trimestre móvel encerrado em julho (consenso: 13,9%; XP: 13,8%), conforme divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. Acreditamos que a população total empregada retornará aos níveis anteriores à crise no final de 2022 (cerca de 93,5 milhões) e esperamos que a taxa de desemprego brasileira seja de 12,8% ao final de 2021 e de 12,3% ao final de 2022 (série com ajuste sazonal).

A recuperação do nível de emprego é um dos principais fatores que nos levam a projetar crescimento superior a 1% para o PIB total em 2022 (esperamos alta de 1,3%, após expansão de 5,3% em 2021), a despeito de uma série de “ventos contrários” no cenário de atividade econômica do próximo ano.

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O que esperar para semana que vem?

Do lado internacional, destaque para dados de atividade nos EUA e na Europa, com a divulgação de Índices de Gerentes de Compras (PMIs) e outros indicadores de indústria e varejo. Na China, dados de setor externo e crédito serão termômetros importantes da atividade no país após restrições severas para conter o avanço dos casos de Covid-19.

Já no cenário doméstico, a semana será marcada pelos desdobramentos da CPI da Pandemia, que se encaminha para o final, discussões acerca da PEC dos Precatórios e prorrogação do auxílio emergencial. Na seara de indicadores, destaque para a divulgação do IPCA e IGP-DI de setembro, além dos resultados da produção industrial e vendas no varejo referentes a agosto.

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