PIB fica em -0,1% no 2º trimestre; saiba como o resultado impacta seus investimentos

Resultado do Produto Interno Bruto do país no 2º trimestre de 2021 veio abaixo do esperado. Entenda a perspectiva para a economia e os mercados


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PIB fica em -0,1% no 2º trimestre; saiba como o resultado impacta seus investimentos

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve variação negativa de 0,1% no segundo trimestre de 2021, na comparação com os primeiros três meses do ano. Divulgado nesta quarta-feira, 1º de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o dado ficou praticamente estável e vem após três trimestres positivos seguidos. Mas o que o último resultado significa para seus investimentos? 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade. Ele indica o crescimento da economia, detalha o desempenho dos setores e aponta como andam os investimentos e o consumo das famílias, por exemplo.   

Segundo Rodolfo Margato, economista da XP, o PIB do segundo trimestre veio abaixo das expectativas do time econômico (0,3%) e do consenso de mercado (0,2%). Apesar da surpresa negativa, a equipe espera uma recuperação do PIB ao longo do 2º semestre de 2021, impulsionada sobretudo pela retomada do setor de serviços e normalização gradual dos serviços públicos.   

Já para 2021, a projeção é de crescimento de 5,5%, com ligeiro viés de baixa. “Reconhecemos que as condições financeiras tiveram deterioração significativa ao longo das últimas semanas, especialmente com a elevação da percepção de risco fiscal”, diz Margato. Para 2022, a projeção é de crescimento de 1,7%.

Outros riscos permanecem no radar dos economistas, entre eles a persistência da pressão inflacionária, a crise hídrica e disseminação da variante Delta da Covid-19. 

Impacto do resultado do PIB para a bolsa

Além de permitir análises sobre a economia do país para traçar perspectivas, o PIB pode gerar reações imediatas diversas do mercado. “Para a bolsa, o crescimento da economia é importante porque ele se traduz no crescimento de lucros das próprias empresas”, explica Jennie Li, estrategista de ações da XP.    

“Uma trajetória positiva para o crescimento do PIB tende a favorecer as ações da bolsa, o que foi bem evidente lá em meados de maio e junho, quando tivemos vários dados econômicos surpreendendo as expectativas e um PIB do primeiro trimestre acima do esperado. Isso mostrou que a economia brasileira esteve bem mais resiliente no início do ano, mesmo em meio ao aumento de casos de Covid-19 e medidas de restrição. E esses dados bons, com menores riscos fiscais e políticos, tiveram um impacto positivo na bolsa há alguns meses.” 

PIB do segundo trimestre
PIB da indústria recuou 0,2% no segundo trimestre frente aos três primeiros meses do ano, apontou IBGE

Dados internacionais e incerteza fiscal afetam a bolsa brasileira

No entanto, a divulgação do PIB do segundo trimestre abaixo das expectativas não ajuda a bolsa, que já está sendo afetada por outros temas, diz Jennie. A estrategista explica que outros dados econômicos internacionais – como o relatório ADP de emprego no setor privado nos EUA e PMIs ( índices de gerentes de compras) da China – também influenciam o mercado negativamente, além de outras questões internas do país. 

“Domesticamente, ainda temos discussões fiscais afetando o sentimento em relação ao mercado acionário, com destaque à reforma tributária, ao orçamento de 2022, ao impasse do pagamento de precatórios, entre outras discussões que mostram uma trajetória mais negativa do fiscal no Brasil.”  

Jennie lembra ainda que o risco de crise hídrica é outro fator que tem pesado na bolsa brasileira e que já está trazendo revisões da inflação para cima. “Como resultado disso, o nosso time de estratégia já revisou o preço-alvo do Ibovespa para o fim do ano para baixo, dos 145.000 pontos anteriormente para 135.000 pontos.” 

Impacto do PIB para renda fixa

Segundo a analista de renda fixa da XP Camilla Dolle, a divulgação do PIB desta quarta-feira não teve grande impacto para esse mercado.  “O dado acabou não mexendo muito, pois a gente segue tendo de continuar de olho nas questões fiscais e de inflação”, afirma.  

Camilla explica que o PIB normalmente impacta a renda fixa quando vem bastante acima ou abaixo do que era esperado, o que afeta as expectativas de juros do mercado. Além disso, o resultado também influencia a expectativa de novas emissões de dívida de empresas. “Se a gente tem um PIB muito fraco, talvez as empresas não precisem emitir muita dívida, porque elas não vão precisar investir tanto.” 

 “Como a expectativa do nosso time de economia não mudou muito para o resultado anual, isso também não muda nossa visão em relação à renda fixa para este ano nem para esse mês”, afirma.  

Setor de serviços cresce 

Em relação aos setores da economia, o setor de serviços cresceu 0,7% no segundo trimestre. A recuperação no setor foi o destaque positivo do período, embora a um ritmo mais suave do que o esperado, de acordo com Rodolfo Margato, “na esteira dos avanços na campanha de imunização contra a Covid-19 e aumento da mobilidade”.  

Outro fator que ajudou o setor, destaca o economista, foi a nova rodada de auxílio emergencial para as pessoas mais vulneráveis aos efeitos da pandemia.  

Por outro lado, o trimestre também registrou resultado negativo da agropecuária (-2,8%) e da indústria (-0,2%).

“O PIB do setor primário encolheu 2,8% na comparação trimestral, após ter saltado 6,5% no 1º trimestre na mesma base de comparação, já que as quebras nas safras de café, cana-de-açúcar e milho mais do que compensaram o aumento acentuado da produção de soja (cerca de 35% da safra de soja são contabilizados no segundo trimestre do ano,” destacou Margato.

Outro dado relevante do PIB, o Consumo das Famílias ficou estável no 2º trimestre, e o resultado ficou muito abaixo da estimativa, baseada no comportamento favorável do comércio varejista e dos serviços prestados às famílias, afirmou o economista.

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