Luiza Trajano, a ‘titã’ mais influente do mercado brasileiro pela Time

A empresária, uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela Time, é uma das mais atuantes na defesa pelos direitos das mulheres


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Luiza Trajano, a ‘titã’ mais influente do mercado brasileiro pela Time

Uma das 100 pessoas mais influentes do mundo da lista de 2021 da revista Time, a mulher mais rica do Brasil no ano de 2020, líder dos relevantes movimentos “Unidos pela Vacina” e “Mulheres do Brasil”. Esses são apenas alguns dos atributos de Luiza Helena Trajano, a Luiza que liderou a transformação do conglomerado Magazine Luiza do varejo tradicional a “Amazon brasileira”, sendo uma das líderes em varejo digital com a plataforma de vendas Magalu.

Considerada, pela revista Time, uma Titã, isto é, uma das pessoas de maior relevância em sua área de atuação, Luiza Trajano foi a única brasileira a integrar a lista de 100 pessoas mais influentes do mundo e credita às mulheres de sua família grande parte de seu sucesso.

Com uma fortuna estimada em 3,9 bilhões de dólares, é a figura central da empresa que cresceu 700 vezes nos últimos 5 anos. Saiba mais sobre a megainvestidora abaixo:

História

Nascida em 1951, seis anos antes da empresa que a levou ao topo, Luiza Trajano se acostumou a frequentar a loja da tia durante toda a infância e, aos 12 anos, passou a atuar atrás do balcões. Segundo ela, a experiência se deu de forma natural, pois queria ajudar em suas férias. Aos 18 anos, já estudante de Direito na Faculdade de Franca durante o dia, passou a integrar a empresa formalmente no período noturno.

A megaempresária considera que sua mãe e sua tia foram suas maiores influências, pois enquanto a primeira fortaleceu sua autoestima e sempre a estimulou a buscar soluções por conta própria, foi a tia homônima que garantiu a Luiza o espaço na companhia. Luiza Helena Trajano, aos 40 anos, quando passou a liderar a Magazine Luiza, já havia trabalhado em todos os departamentos e setores. E, por isso, conhece sua empresa como ninguém.

De Magazine Luiza à gigante Magalu

Luiza Helena Trajano iniciou sua trajetória na loja da tia, a Luiza original que deu nome ao empreendimento hoje bilionário. Fundada em 1957, a Magazine Luiza começou sua atuação em Franca, interior de São Paulo, como uma pequena rede de lojas que vendia artigos para confecções, perfumes, presentes e produtos gerais.

Fachada da primeira loja Magazine Luiza, em Franca

Em 1991, Luiza Helena chegou ao comando da empresa e buscou a digitalização quando isso ainda era um mito. Criando a “loja dos anos 2000”, foi uma das pioneiras em buscar o comércio online, quando o canal ainda era visto com extrema desconfiança. Durante sua trajetória frente a companhia, entre 1991 e 2015, a empresária sofreu pressão para que separasse o comércio online das lojas físicas e resistiu, o que hoje se prova muito acertado.

Após um ciclo de expansão avassalador, com muitas aquisições, parceiras e novos produtos, chegou a hora da consolidação do seu império através da abertura de capital. A IPO do Magazine Luiza aconteceu em maio de 2011, captando R$ 925 milhões em abertura sólida, mas sem grande destaque.

Lu, assistente digital da empresa Magalu

Com preço inicial de R$ 16 por ação, os papéis tiveram um fraco desempenho nos primeiros anos de mercado, chegando a baixar da marca de R$ 1. Apesar do desafio, a aposta no comércio digital se provaria acertada e um grande exemplo da importância de investir a longo prazo. As ações de MGLU3 caíram 93,5% do IPO até dezembro de 2014.

No entanto, a partir de 2015, se iniciou uma recuperação gradual e depois mais acelerada a partir de 2017. Neste período, a variação é positiva e superior a 80.000%, contabilizando mais dois desdobramentos.

Atualmente, a Magazine Luiza é a 12ª maior empresa do Ibovespa e a maior varejista do índice, com valor de mercado de R$ 108,51 bilhões, no dia 17 de setembro.

A titã dos direitos das mulheres

A empresária, que se ergueu em um ambiente até hoje muito masculino, sempre disse sentir incômodo com o fato de ser a única mulher na sala, em muitas reuniões. Luiza é uma defensora do aumento da presença e mulheres em conselhos de administração, tema defendida pelo grupo Mulheres do Brasil ela.

Após um episódio traumático, no qual veio a seu conhecimento que uma gerente de uma das lojas da companhia havia sido esfaqueada e morta pelo companheiro, Luiza buscou criar mais iniciativas para apoiar mulheres em situação de abuso. Em uma delas, vendeu 30.000 colheres em poucos dias, revertendo o valor arrecado para ONGs que trabalham com combate à violência doméstica. O objeto era um símbolo, parte da campanha “Meta a Colher”, contradizendo o ditado popular de que não se deve interferir em brigas entre marido e mulher.

Essa é apenas uma de suas ações nessa frente, que também visa manter uma cota de 2% para empregar mulheres que sofreram abusos. A justificativa é simples: com independência financeira, as mulheres tem força para deixar o ambiente de violência. Com tal análise, Luiza Trajano expõe sua capacidade de relacionar e analisar o todo, como a ação da Magalu de ajudar a buscar recolocação profissional para parceiros de colaboradoras que topam mudar de cidade à trabalho.

Nessa frente de apoio aos direitos das mulheres, a empresária lidera o movimento “Mulheres do Brasil”, que reúne mais de 95 mil mulheres, de forma apartidária, que atua para buscar parceria com diferentes esferas de poder para fomentar a adoção de políticas afirmativas e eliminar as desigualdades de gênero, raça e condição social. Fundado em 2013, ao lado de 40 empresárias, a iniciativa tem crescido e recebido cada vez mais atenção e, hoje, tem a meta de todos os conselhos de empresas tenham um mínimo de 30% de participação feminina.

Iniciativas transformadoras de Luiza Trajano

Com papel de protagonismo durante a pandemia, a empresária, desde o início, colocou a capacidade de venda e distribuição remota à serviço de comerciantes que foram obrigados a fechar suas portas. Auxiliando pequenos negócios a realizarem sua integração ao digital, evitando, em muitos casos, a falência.

A atuação de Luiza Helena também se mostrou no movimento “Unidos pela Vacina”, quando usou de sua influência junto à empresários para criar uma linha de auxílio para logística e conservação das vacinas, com foco em acelerar o processo. Em uma de suas ações, a Magalu colocou a disposição refrigeradores em cidades pequenas, para armazenagem dos produtos nas condições adequadas.

A busca por uma sociedade mais justa, empreendida por Luiza Trajano, vem ao encontro do conceito de ESG que tem sido trabalhado atualmente. Disso, Luiza Trajano entende, pois foi alvo de uma polêmica há poucos meses por abrir um programa de trainee exclusivamente para negros.

Apesar de uma iniciativa festejada por diversos setores sociais, considerando que busca por diversidade é hoje um dos pilares de qualquer grande empresa, a medida foi atacada por uma minoria. A resposta de Magalu? Contratar o dobro de trainees. “É preciso quebrar paradigmas, corrigir desigualdades”, declarou a empresária à revista Cláudia.

A mulher mais influente do Brasil entende que sua posição de sucesso tem mais poder que apenas o próprio. E quer, com seu exemplo, que mais mulheres acreditem na própria capacidade. “Sei que conhecer histórias de luta e dedicação assim inspiram outras mulheres, mostram a elas que também são capazes”, disse a titã brasileira.

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