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Varejo: Entenda como o possível fim da escala 6×1 pode impactar as varejistas

Custos trabalhistas podem subir; período de transição pode mitigar impactos

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Custos trabalhistas podem subir; período de transição pode mitigar impactos

À medida que as notícias em torno do debate sobre a jornada 6×1 (e 44 horas semanais) se intensifica, parecendo provável no curto prazo, embora ainda sujeito à aprovação do Congresso, mapeamos a exposição dos varejistas a um potencial aumento de custos de mão de obra. Em linhas gerais, caso os varejistas não consigam repassar o aumento de custos, estimamos um impacto médio de 8–18% em EBITDA e Lucro Líquido, respectivamente, no conjunto da nossa cobertura, embora com ampla variação entre as empresas. As companhias mais diversificadas internacionalmente (ex.: SMFT, MELI) e/ou com maiores margens de EBITDA/lucro líquido (VIVA, TFCO, VULC, LREN) tenderiam a ser as menos afetadas, enquanto aquelas com margens de EBITDA mais baixas (varejo farmacêutico/alimentos) e/ou com maior alavancagem seriam as mais afetadas. No entanto, discute-se um período de transição, o que poderia suavizar o impacto nos resultados, já que um repasse de preços mais gradual poderia ajudar a compensar esse vento contrário.

Debate sobre a jornada de trabalho se intensifica. Conforme noticiado recentemente, o debate sobre a jornada 5×2 vem ganhando força e aparece como uma prioridade relevante do governo antes das eleições presidenciais. Embora ainda esteja em estágio inicial, as discussões giram em torno de três pilares principais: (i) encerrar a escala 6×1 (dias de trabalho/descanso) e migrar imediatamente para 5×2; (ii) reduzir a carga semanal para 40 horas (de 44), com possível período de transição; e (iii) manter os salários inalterados.

Nova desoneração da folha não encontra apoio no governo. De acordo com notícias locais, parte do Congresso tem pressionado pela renovação da desoneração da folha de pagamentos para mitigar o aumento de custos associado para as empresas. No entanto, segundo nossa equipe política, o governo não parece alinhado com essa ideia.

Proposta pode ser votada até maio. Notícias sugerem que a proposta pode ser levada a votação até maio, dando ao governo a oportunidade de destacá-la no Dia do Trabalhador. Ainda é incerto se a discussão ocorrerá por meio de um projeto de lei ou de uma emenda constitucional (PEC), embora o Congresso favoreça a segunda alternativa para permitir mais tempo de debate. No governo federal, há preocupações de que uma PEC possa enfrentar votos insuficientes ou prazo limitado para aprovação antes das eleições.

Um tema-chave para o varejo. À medida que a probabilidade de aprovação parece aumentar e os varejistas utilizam a escala 6×1 na maior parte das lojas, CDs (centros de distribuição) e/ou fábricas, vemos investidores cada vez mais preocupados com os potenciais efeitos no setor. Já observamos alguns varejistas ajustando ou testando a escala 5×2 (ex.: RD, Panvel, GPA), mas a jornada semanal de 40 horas implicaria necessariamente maiores custos de mão de obra. Ainda assim, discute-se um período de transição, que poderia suavizar os impactos nos resultados, já que um repasse de preços mais gradual poderia mitigar o vento contrário.

Um impacto forte em um setor com alta empregabilidade. Mapeamos os custos de mão de obra na nossa cobertura para avaliar o impacto potencial caso as mudanças sejam aprovadas. Assumindo um aumento de 10% nos custos de mão de obra e que os varejistas não consigam repassá-los aos preços, EBITDA e Lucro Líquido cairiam 8–18%, respectivamente, em média. Empresas mais diversificadas internacionalmente (ex.: SMFT, MELI) e/ou com maiores margens de EBITDA/lucro líquido (VIVA, TFCO, VULC, LREN) tenderiam a ser as menos afetadas, enquanto aquelas com margens de EBITDA mais baixas (varejo farmacêutico/alimentos) e/ou mais alavancadas seriam as mais afetadas.

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