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Infraestrutura: Destaques Positivos da “XP Agro Conference”

Realizamos um Painel de Infraestrutura com o Governador do Mato Grosso e Principais Executivos

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Durante a ‘XP Agro Conference’ desta semana, apresentamos um painel sobre ‘Infraestrutura, Logística e Comercialização no Agronegócio’ com: Mauro Mendes (Governador, Mato Grosso); Beto Abreu (CEO, Rumo), Marcelo Lima (Presidente do Conselho, Kepler Weber); e Paulo Souza (CEO, Alvean). As principais conclusões foram: (i) leitura positiva dos nomes listados (Rumo e Kepler Weber – veja detalhes abaixo); (ii) tanto os investimentos públicos quanto os privados requerem ambiente adequado (menos burocracia e menores taxas de juros); (iii) empresas privadas também podem ajudar umas as outras; e (iv) Mato Grosso é um modelo a ser seguido (tanto em relação a investimentos públicos quanto privados em infraestrutura).

Leitura positiva para nomes listados. (1) Rumo (Buy, TP R$ 24/sh), pois: (a) seu projeto de extensão ferroviária para Lucas do Rio Verde no Mato Grosso (Projeto LRV) deve se desenvolver sem problemas devido a criação de uma estrutura regulatória eficiente e (b) a competição no longo prazo deve permanecer saudável, pois o crescimento estrutural da produção de grãos continua criando demanda logística. (2) Kepler Weber (em revisão), pois a empresa está desenvolvendo iniciativas de novos negócios para agregar valor através da cadeia de valor (como serviços), além da grande oportunidade em seu negócio principal de silos de armazenamento (crescimento estrutural da demanda e grande déficit de penetração).

Investimentos em infraestrutura exigem o ambiente correto. Foi consenso que o Brasil tem um forte potencial para destravar investimentos se certas condições forem atendidas. As mais citadas foram: (i) desburocratização, por meio da simplificação de processos (contemplando temas importantes como impactos ambientais); e (ii) taxas de juros estruturalmente mais baixas, que, segundo os palestrantes, só podem ser alcançadas por meio de uma agenda fiscal disciplinada.

  • O governador Mauro Mendes observou que muitos projetos de infraestrutura (e, portanto, investimentos) em todo o Brasil poderiam ser desbloqueados por meio de ações de desburocratização (como aconteceu com o Projeto LRV da Rumo no Mato Grosso), adicionando potencialmente 1,0-2,0p.p. ao PIB do Brasil.
  • O presidente da Rumo, Beto Abreu, destacou que a MoveInfra (entidade formada pela Rumo, CCR, Ecorodovias, Santos Brasil e Ultracargo) foi criada exatamente para coordenar esforços para promover um ambiente de negócios mais eficiente para a infraestrutura do Brasil e defender medidas para promover a redução dos juros (como uma agenda fiscal apertada). Essas cinco empresas juntas têm mais de R$ 100 bilhões em investimentos em andamento.

Empresas privadas também podem ajudar umas as outras. Não só é importante ter uma coordenação harmoniosa entre os setores público e privado, mas para o Brasil fechar sua lacuna de infraestrutura, o setor privado também deve se articular entre seus participantes para criar novas soluções. Os exemplos positivos fornecidos foram: (i) a Rumo se unindo a outros quatro players de infraestrutura para criar o MoveInfra, conforme mencionado anteriormente; (ii) operadoras e usuários/clientes compartilhando o risco de investimentos no mesmo projeto (por exemplo, tradings potencialmente investindo em terminais, vagões, etc.), como observou Paulo Souza da Alvean (uma trading de açúcar).

O Mato Grosso é um modelo a ser seguido. Quando o governador Mauro Mendes assumiu, em jan/19, o estado caminhava para o que ele considerava um paradoxo, pois o setor privado ia bem, mas a situação fiscal estava longe do ideal. Ele observou que sua estratégia começou por suportar um ajuste fiscal apertado para, entre outras coisas, criar uma dinâmica positiva de investimentos em infraestrutura (tanto no lado público quanto no privado).

  • Investimentos públicos: Uma vez que as condições financeiras permitiram, o governo planejou os investimentos públicos para alocar os recursos onde era mais necessário (construção de pontes e pavimentação de estradas de terra, melhorando significativamente o tráfego em todo o estado). Um bom exemplo é a MTPar, empresa estatal criada para operar o trecho da BR-163 da OTP (Odebrecht Transportes), uma rodovia federal em dificuldades financeiras que teve seu processo de releitura atrasado por anos. Assim, se aprovado oficialmente, o governo garantirá os investimentos necessários nesta que é a mais importante rodovia do Mato Grosso, ligando Sorriso a Rondonópolis.
  • Investimentos privados: Com uma abordagem pragmática e voltada para os negócios, o governo do estado conseguiu encontrar uma solução regulatória rápida para acomodar os planos da Rumo de estender sua ferrovia de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde (Projeto VLT). Enquanto a Rumo vinha passando por um longo processo regulatório com o governo federal e órgãos reguladores, o governador Mauro Mendes mencionou que o estado conseguiu encontrar uma solução em um período de 6 meses (desde as negociações iniciais até a publicação do edital). Isso permitiu que a Rumo iniciasse as obras já em 2022, por meio de um quadro de autorização estadual (uma inovação regulatória).
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