Análise Fundamentalista - Ações EMBJ3

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Vale a pena investir nas ações da EMBJ3?

Em maio de 2026, atualizamos nossas estimativas para a Embraer, reiterando nossa recomendação de Compra e nosso preço-alvo para 2026 de R$ 87,00/ação (US$ 70,00/ADS). Embora os resultados do 1T26 tenham trazido uma leitura mais fraca no curto prazo, entendemos que o trimestre oferece pouca visibilidade sobre a trajetória de resultados do ano, dado o efeito combinado de sazonalidade nas entregas e itens não recorrentes entre divisões. Nesse contexto, vemos a queda recente de aproximadamente 13% das ações desde os resultados como excessiva, colocando peso desproporcional em um trimestre sazonalmente mais fraco, cujas implicações para o médio prazo parecem limitadas. A tese segue sustentada por (i) um backlog robusto de US$ 32,1 bilhões, que amplia a visibilidade multianual de receitas e reduz a dependência da aviação comercial isoladamente, (ii) melhora de visibilidade em Defesa, incluindo o acordo recente nos Emirados Árabes Unidos e negociações em andamento com Colômbia e Chile, e (iii) maior contribuição de Executiva, Defesa e Serviços, que continua reduzindo o risco do perfil de lucros e geração de caixa da companhia. Por fim, seguimos vendo melhora gradual na geração de caixa ao longo dos próximos anos, apoiada por maiores entregas, conversão do backlog e mix mais diversificado, com upside adicional vindo de opcionalidades como Eve e potenciais novas footprints produtivas nos EUA e na Índia.

O 1T26 não deve ser extrapolado para o ano. Embora os resultados recentes tenham vindo mais fracos e provocado uma correção relevante nas ações, entendemos que o trimestre oferece pouca leitura sobre a trajetória de resultados de 2026, dado o efeito combinado de sazonalidade nas entregas e itens não recorrentes entre divisões. A concentração estrutural de entregas no fim do ano segue limitando a alavancagem operacional nos primeiros trimestres, enquanto efeitos pontuais em Defesa compensaram parcialmente margens recorrentes mais fracas em Comercial e Executiva. Ainda assim, vemos mudanças limitadas nas estimativas, mantendo margem EBIT de 9,6% para 2026E, ligeiramente acima do guidance da companhia, já incorporando a isenção tarifária nos EUA.

A carteira de pedidos segue como o principal fator de redução de risco. Continuamos vendo o backlog da Embraer como o elemento central da tese, com a carteira total atingindo US$32,1 bilhões e oferecendo visibilidade multianual nas principais divisões. Em Aviação Comercial, os pedidos firmes sustentam visibilidade até 2029E, enquanto em Aviação Executiva os acordos com operadores fracionados seguem ancorando a demanda à medida que são convertidos em pedidos firmes. Em Defesa, o acordo recente nos Emirados Árabes Unidos aumenta a visibilidade até o fim da década, enquanto negociações em andamento com Colômbia e Chile podem estender ainda mais o horizonte de entregas. Com maior contribuição de Executiva, Defesa e Serviços, vemos uma carteira menos dependente apenas da Aviação Comercial, o que melhora a visibilidade de lucros e geração de caixa frente a ciclos anteriores.

As mudanças nas estimativas foram limitadas. Incorporamos os resultados recentes e uma atualização macro às nossas projeções, com ajustes marginais na rentabilidade recorrente após o 1T26. Para 2026E, seguimos com EBIT de US$811 milhões e margem EBIT de 9,6%, ainda acima do centro do guidance da companhia, enquanto nossas estimativas de EBIT para 2026E e 2027E ficam, respectivamente, 2% acima e em linha com o consenso. No lucro líquido, porém, nossos números ficam 4% e 8% abaixo do consenso em 2026E e 2027E, refletindo principalmente efeitos abaixo da linha. Em termos estruturais, a tese segue apoiada no aumento de entregas, na conversão do backlog e na maior participação de divisões com melhor visibilidade, com margens EBIT caminhando para 10,1% em 2027E e 10,6% em 2028E.

A underperformance recente reforça o ponto de entrada. Após a queda de aproximadamente 13% desde os resultados, vemos a reação do mercado como excessiva, atribuindo peso desproporcional a um trimestre sazonalmente mais fraco e com implicações limitadas para o médio prazo. A ação negocia a múltiplos P/E de 20,2x em 2026E e 15,8x em 2027E, enquanto o desconto frente ao basket de pares globais voltou a se ampliar, agora em torno de 9%. Ao mesmo tempo, enxergamos melhora gradual no perfil de geração de caixa, com FCF yield em termos reais avançando para cerca de 8,0% a 8,5% até 2030E, sustentado mais pela execução da carteira atual do que por novas premissas incrementais de demanda. Além disso, Eve, já incluída no nosso preço-alvo, e potenciais novas footprints produtivas nos EUA e na Índia seguem como opcionalidades de upside para a tese.

Nossos principais conteúdos sobre EMBJ3

Acesse o nosso último relatório mais completo sobre as ações de EMBJ3 aqui.

Quais os principais riscos de investir nas ações de EMBJ3?

Vemos (i) aceleração dos pedidos do C-390 em meio a tensões geopolíticas; e (ii) o potencial de valor da Eve (com o primeiro pedido firme de 50 eVTOLs da Revo) como fontes de riscos de upside.

Embora os riscos negativos incluam (i) concorrência mais acirrada no lado E2 (com potencial aumento de capacidade para o Airbus A220); (ii) incertezas relacionadas com a guerra comercial que afetam a procura e as cadeias de abastecimento da aviação; e (iii) valorização do real.

Como a Embraer está posicionada no tema ESG?

Além da visão fundamentalista das ações por parte dos nossos analistas fundamentalistas, temos um time dedicado ao tema ESG que analisa diversas empresas com a visão sobre o tema. Vemos a empresa no caminho certo para a agenda ESG, estando bem posicionada na frente S, principalmente por conta dos grandes padrões da empresa para fornecedores, aliada a um sólido desempenho em segurança, embora vejamos espaço para melhorias na gestão do trabalho.

Clique aqui para acessar o relatório completo sobre a visão ESG da Embraer

Quem é a Embraer?

A Embraer foi fundada em 1969 como uma sociedade de economia mista, com capitalização inicial do estado. Iniciou suas operações com a produção de aeronaves para a Força Aérea Brasileira e atualmente é a terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo. Atua em quatro segmentos: aviação comercial, aviação executiva, defesa e segurança e divisão de serviços e suporte, com clientes espalhados pelo mundo, incluindo Força Aérea Nacional, companhias aéreas comerciais, entre outros.

Aviação Comercial: O foco da Embraer em aeronaves de até 150 assentos lhe confere um posicionamento de destaque em seus principais mercados, com o E-175 E1 (76-80 assentos) como um produto forte para rotas regionais (especialmente nos EUA), e o E-195 E2 (120-146 assentos) para competir em rotas de maior densidade

Aviação Executiva:

  • Jatos executivos leves e muito leves: lançado oficialmente em 2008, o programa Phenom da Embraer é um dos jatos executivos de maior sucesso da história, contando com mais de 1.000 entregas até o momento
  • Jatos executivos de médio porte: A Embraer lançou oficialmente sua família Praetor em 2018, com o Praetor 500 e 600 como versões remodeladas do Legacy 450 e 500, respectivamente, com a primeira entrega ocorrendo no 2T19

eVTOL: Uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) usa energia elétrica para pairar, decolar e pousar verticalmente. A Embraer possui entregas previstas para ocorrer entre 2025-2027 (uma vez que todas as licenças de certificação sejam concedidas.

Para mais detalhes institucionais sobre a companhia, acesse o site de relação com investidores da empresa aqui.

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