29/07,13h| Vivendo de renda: ações que pagam dividendos acima da Selic e impacto da Reforma Tributária

Com o aumento da taxa básica de juros muitos investidores podem ficar tentados a migrar todos os investimentos para a renda fixa, mas você sabia que existem ações que pagam um rendimento de dividendos (dividend yield) acima da taxa Selic? Veja o painel e saiba como montar uma carteira com ações de empresas que pagam mais dividendos e como a Reforma Tributária pode impactar esses investimentos.

Veja aqui um breve resumo dos principais assuntos do painel

Encerrando mais um evento 100% online e gratuito da XP Investimentos, tivemos nesta quinta-feira um painel dedicado a um dos principais instrumentos para Viver de Renda através de seus investimentos: os dividendos. Com a taxa Selic em ciclo de alta, com meta de 7% ao ano no final de 2021, o grande desafio é encontrar ações que tenham um dividend yield – relação entre o preço da ação e o valor do dividendo pago por ação – acima da taxa básica de juros brasileira.

Para falar sobre esse assunto a estrategista de ações da XP, Jennie Li, recebeu Guto Leite, Head de Renda Variável na Western Asset. Os especialistas também abordaram um assunto que se tornou relevante para o tema nos últimos meses, que é a tributação de dividendos proposta no último texto da Reforma Tributária brasileira.

Selic é o menor dos riscos

Sobre o ciclo de alta da Selic, os especialistas acreditam que apesar de colocar uma pressão sobre o mercado de ações, existem outros ricos mais preocupantes para a retomada da economia. Guto Leite reconhece o descontrole inflacionário como um dos mais relevantes e que devem ser observados para que a retomada seja mais saudável.

O gestor da Western Asset acredita que para 2022, a volatilidade seguirá presente por conta do cenário político e eleitoral. Com esses pontos em visão, o mercado de ações focado em dividendos é construtivo, pois a remuneração do ativo oferece um segurança e sustentabilidade para a carteira, visando navegar esse contexto complicado.

Principais oportunidades

“Alguns setores, pelas suas características de fluxo de caixa e regulação, carregam dividendos muito bons. Então, o setor de transmissoras de energia e bancos tem potencial para rentabilizar acima desses 7%”, ponderou Guto Leite, como bons mercados para observar dividendos acima da Selic. Empresas de commodities, principalmente em ciclos de alta de preços, como o caso da Vale (VALE3) atualmente, também são boas opções.

O especialista também enfatizou as métricas que devem ser observadas ao analisar esse tipo de ativo, focando principalmente no dividend yield. No entanto, além da taxa Selic, Guto acredita que o investidor deve buscar comparar o desempenho das ações com outros indicadores como o próprio índice Ibovespa.

Outro ponto importante citado, é o olhar a longo prazo, visando empresas que se valorizem e também agreguem maiores pagamentos de dividendos durante seu crescimento. Os cuidados para não concentrar seus aportes em empresas ou setores muito semelhantes também é importante, visando mitigar riscos setoriais. Neste caso, um bom exemplo apontado por Guto Leite é a Renner (LREN3), que se aproveita de um setor bem distinto das pagadoras tradicionais de dividendos, mas que depois de momento de reinvestimento, será boa pagadora de rendimentos.

Riscos da reforma tributária

Assunto que movimentou e muito o mercado recentemente, a proposta da Reforma Tributária que inclui o fim do mecanismo de JCP (Juros sobre Capital Próprio) e tributação de dividendos também foi discutido. Para Guto Leite, apesar de relevante, essas mudanças dificilmente se concretizarão.

Ainda assim, o gestor se prepara para possíveis riscos e adotou uma postura para se defender dessa possível reforma. “A gente ainda está acompanhando, mas já adotamos uma postura mais cuidadosa. Adicionamos Multiplan (MULT3) observando naquele potencial de crescimento a longo prazo, compensando a tributação, mesmo que tenha sido impactada logo no anúncio. Os maiores cuidados foram com o JCP, que é algo muito exclusivo do nosso mercado e já foi discutido outras vezes, que tem maior probabilidade de acontecer”, acrescentou o especialista.

Ainda sobre o JCP, os mais impactados serão bancos, Ambev (ABEV3), empresas de telecomunicações e saneamento, pois naturalmente são grandes pagadoras. No entanto, os impactos no lucros devem ser diminuídos pela redução na tributação para empresas, também incluso na proposta de reforma.

Para a taxação de dividendos, o impacto deve se concentrar nas pagadoras de dividendos, como já era esperado. “Do lado da empresa, será impactada quem paga muito dividendo atualmente. Para quem está naquele momento de reinvestimento que comentamos, não deve afetar muito, pois a relação com o fluxo de caixa é diferente” relatou Guto.

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