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Câmara dos Deputados aprova requerimento que altera o rateio dos custos da contratação de sistemas de armazenamento | Café com ESG, 14/10

Leilão de BESS em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de terça-feira fechou em território negativo, com o IBOV e ISE caindo 1,04% e 2,36% respectivamente.

• No Brasil, (i) o Ministério de Minas e Energia (MME) realizou um primeiro encontro entre produtores e representantes do governo para regulamentar o uso de biocombustíveis na navegação, com foco na mistura de etanol ao óleo bunker – segundo os produtores, a adição de apenas 10% de etanol ao bunker representaria um mercado potencial de cerca de 50 bilhões de litros; e (ii) a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, o requerimento de urgência para o projeto de lei 3716/2026, que altera o rateio dos custos da contratação de sistemas de armazenamento (BESS) – o PL, de autoria de Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), altera a Lei nº15.269/2025, que estabelece que o custo do armazenamento é arcado pelas geradoras de energia, estabelecendo uma nova divisão dos valores com os consumidores.

• No internacional, as autoridades chinesas buscam endurecer as normas para o desenvolvimento e testes de veículos elétricos, após um incidente de grande repercussão desencadear um debate nacional sobre se o rápido lançamento de novos modelos pela indústria estaria comprometendo a segurança – segundo as novas regras, as montadoras serão obrigadas a realizar testes mais rigorosos em recursos “inovadores”, abrangendo pelo menos 30 mil quilômetros ao longo de um período mínimo de um ano.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

IA exige novas posturas dos conselhos e gestores

“A rápida disseminação da inteligência artificial na economia e nas empresas transforma sua adoção, muito além de uma indispensável decisão de incorporação tecnológica, em uma questão estratégica de governança. Cabe reconhecer que ela oferece oportunidades extraordinárias, podendo aumentar a eficiência, estimular a inovação, melhorar análises, apoiar decisões e criar produtos e serviços que sequer imaginávamos há poucos anos. Porém, não existe inovação sustentável sem responsabilidade, prevenção e gerenciamento de riscos, garantia de privacidade, segurança cibernética, ética, conformidade regulatória, reputação e cultura organizacional. É justamente nesse ponto que os conselhos precisam focar seu olhar. Não creio ser necessário transformar seus membros em especialistas em programação, algoritmos ou arquitetura de sistemas, mas considero indispensável que tenham conhecimento suficiente para fazer as perguntas certas e compreender as consequências das respostas. Onde a IA está sendo utilizada? Quais processos e decisões dependem dela? Quais riscos foram identificados? Quem é responsável por uma decisão tomada com apoio das plataformas? Os dados utilizados são confiáveis, seguros e adequados? Como são identificados e corrigidos eventuais vieses? Existem mecanismos de supervisão humana? O uso da tecnologia está de acordo com a legislação e com os princípios éticos da organização?”

Fonte: Valor Econômico; 13/10/2026

NIL elabora modelo de contrato de financiamento para apoiar projetos de redução de emissões

“Apontada como um dos principais entraves para que projetos de reflorestamento e de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (Redd+) consigam acessar linhas de financiamento, a modelagem dos contratos passará a ter um padrão, que está em desenvolvimento pelo Nature Investment Lab (NIL). A minuta desse contrato modelo foi apresentada publicamente durante a Semana do Clima que aconteceu recentemente em Nova York e, para elaborá-la, o NIL conversou com 25 importantes instituições. No próximo passo, o rascunho do contrato modelo será colocado em audiência pública e deve ganhar destaque durante a COP31, que acontecerá entre os dias 9 e 20 de novembro na Turquia. A meta é concluir o trabalho até o final deste ano. O NIL aposta no processo de amadurecimento desse mercado, que já vem durando mais de 20 anos e que deverá elevar o carbono ao status de commodity, com possibilidade de ser negociado internacionalmente.”

Fonte: Eixos; 13/10/2026

Geração distribuída de energia está em crise — os fundos vão às compras

“Após anos de crescimento impulsionado por incentivos na tarifa e pelo barateamento de placas solares, o setor de geração distribuída de energia enfrenta dificuldades financeiras e alto nível de endividamento. Esse momento virou um catalisador para fundos irem às compras. A geração distribuída é um dos vetores da expansão que tornou a energia solar a segunda maior fonte da matriz brasileira, depois das hidrelétricas, em potência instalada. O setor engloba consumidores individuais com placas solares em seus telhados e pequenas usinas mantidas por empresas que vendem energia para consumidores na mesma rede de distribuição. O setor cresceu rápido demais e a receita não veio no ritmo que as dívidas pressupunham. O gatilho mais visível foi a recuperação judicial da Pontal-Thopen, uma das maiores geradoras do setor, que entrou em concordata em agosto com um passivo de R$ 4,56 bilhões.”

Fonte: Capital Reset; 13/10/2026

Hydro abre concorrência para comprar fatia de parque eólico

“A Hydro, controladora da refinaria de alumina Alunorte, abriu uma concorrência para se tornar sócia de um parque eólico e contratar cerca de 120 megawatts-médios (MW médios) de energia, apurou a CNN com fontes a par do assunto. A previsão é que o fornecimento comece em 2029. Em equivalências energéticas, este montante poderia suprir anualmente cerca de 700 mil residências populares no Brasil. Segundo interlocutores, a Hydro já está em reuniões com os principais players de geração eólica do Brasil. A contratação deve ser estruturada no modelo de autoprodução, associando a participação acionária no empreendimento a um contrato de fornecimento de longo prazo. Procurada, a Hydro não quis comentar o assunto. Se o procersso avançar, a Hydro deve adquirir cerca de 30% do capital da empresa titular do parque eólico, em uma estrutura desenhada para atender às novas regras do setor elétrico. Nesse formato, o consumidor participa da sociedade responsável pela usina e destina uma parcela da geração ao próprio consumo. As negociações envolvem um contrato de compra de energia de longo prazo (conhecido como PPA, na sigla em inglês) com a Hydro Rein. A empresa de energia renovável tem como acionistas a Hydro, com 50,1%, e a gestora australiana Macquarie Asset Management, com 49,9%.”

Fonte: CNN; 13/10/2026

Crise climática leva amazônidas a necessitar de poços e cisternas

“A rápida disseminação da inteligência artificial na economia e nas empresas transforma sua adoção, muito além de uma indispensável decisão de incorporação tecnológica, em uma questão estratégica de governança. Cabe reconhecer que ela oferece oportunidades extraordinárias, podendo aumentar a eficiência, estimular a inovação, melhorar análises, apoiar decisões e criar produtos e serviços que sequer imaginávamos há poucos anos. Porém, não existe inovação sustentável sem responsabilidade, prevenção e gerenciamento de riscos, garantia de privacidade, segurança cibernética, ética, conformidade regulatória, reputação e cultura organizacional. É justamente nesse ponto que os conselhos precisam focar seu olhar. Não creio ser necessário transformar seus membros em especialistas em programação, algoritmos ou arquitetura de sistemas, mas considero indispensável que tenham conhecimento suficiente para fazer as perguntas certas e compreender as consequências das respostas. Onde a IA está sendo utilizada? Quais processos e decisões dependem dela? Quais riscos foram identificados? Quem é responsável por uma decisão tomada com apoio das plataformas? Os dados utilizados são confiáveis, seguros e adequados? Como são identificados e corrigidos eventuais vieses? Existem mecanismos de supervisão humana? O uso da tecnologia está de acordo com a legislação e com os princípios éticos da organização?”

Fonte: Valor Econômico; 14/10/2026

Descarbonização industrial e os limites da agenda acadêmica

“O Brasil dispõe de uma base científica relevante: o país ocupa a 13ª posição mundial e produção de artigos científicos, com a publicação de cerca de 458 mil trabalhos entre 2019 e 2023, segundo levantamento apresentado pela Capes com base em dados da plataforma acadêmica Clarivate. Mas essa capacidade nem sempre se traduz em soluções para os problemas tecnológicos enfrentados pela indústria, em particular no campo da descarbonização industrial. Nesse caso, o descompasso não decorre apenas da disponibilidade de conhecimento ou da qualidade da pesquisa. Ele está relacionado a três problemas: a forma como os incentivos acadêmicos orientam as agendas de pesquisa, a fragmentação das competências existentes e a baixa articulação entre universidade e indústria. A primeira questão é que há um desalinhamento dos incentivos acadêmicos. Atualmente, os mecanismos de reconhecimento, avaliação e financiamento da pesquisa atribuem peso significativo à produção científica de alta visibilidade e à inserção em redes internacionais, mas isso não necessariamente direciona os pesquisadores para os problemas tecnológicos mais relevantes para o país.”

Fonte: Eixos; 14/10/2026

Câmara dos Deputados aprova urgência de PL que muda rateio de custos das baterias

“A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (13/10), o requerimento de urgência para o projeto de lei 3716/2026, que altera o rateio dos custos da contratação de sistemas de armazenamento (BESS). O PL, de autoria de Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), altera a Lei nº 15.269/2025, que estabelece que o custo do armazenamento é arcado pelas geradoras de energia. A nova proposta estabelece a divisão dos valores com os consumidores. O pedido de urgência foi apresentado à Mesa, nesta terça, pelos deputados Danilo Forte (PP/CE), Evair Vieira de Melo (Republicanos/ES), Vitor Lippi (PSD/SP) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB/AL). Agora, o texto segue direto para plenário. O PL ainda não tinha sido distribuído para nenhuma comissão. A matéria é apoiada por diversas organizações do setor que esperam a mudança na divisão do rateio antes dos leilões de baterias, marcados para 2 e 4 de dezembro. A Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) defende que o avanço da proposta é importante para ampliar a segurança jurídica para os certames e que a legislação estabelece um tratamento desigual para o armazenamento.”

Fonte: Eixos; 13/10/2026

Incêndios na Amazônia: imagens mostram avanço da fumaça e impactos do El Niño na floresta

“Em Manaus, as aulas da rede municipal estão suspensas e moradores têm sido orientados a usar máscaras por causa das nuvens de fumaça que se espalham por essa região da Amazônia, em uma onda de incêndios agravada pelo fenômeno climático El Niño. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) diz que o avanço das queimadas é ‘mais grave’ do que o previsto, com perda de áreas no coração da floresta, e enviou força-tarefa para conter as chamas. A seca associada acende o alerta das autoridades para o risco da morte de animais e impacto às comunidades mais isoladas, que dependem dos rios para receber alimentos e se deslocarem. A capital do Amazonas teve leve melhora na qualidade do ar na manhã desta terça-feira (13/10), após chuvas atingirem alguns bairros durante a madrugada. Mesmo assim, a capital amazonense continua com o ar mais poluído do país, segundo a plataforma internacional IQAir.”

Fonte: Eixos; 13/10/2026

MME promove discussões sobre regulamentação do uso de etanol por navios

“O Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou as discussões para regulamentar o uso de biocombustível por embarcações, com foco na mistura de etanol ao óleo bunker, combustível derivado de petróleo usado nos navios. Um primeiro encontro entre produtores e representantes do governo foi realizado no início de outubro, em Brasília, e os produtores sugeriram a criação de uma agenda de trabalho para tratar da regulamentação. Segundo o presidente do Sindaçúcar-PE e vice-presidente da Bioenergia Brasil, Renato Cunha, a adição de apenas 10% de etanol ao bunker representaria um mercado potencial de cerca de 50 bilhões de litros. O percentual, porém, ainda não foi definido como regra. O MME também afirmou, durante o 2º Workshop do Programa Nacional de Combustível de Navegação, em 29 de setembro, que enviará ao Congresso, ainda em 2026, um projeto de lei para criar uma política nacional de combustíveis sustentáveis de navegação. A pasta sugere caráter obrigatório para as metas, e o setor defende que a política mantenha alinhamento com as regras em discussão na Organização Marítima Internacional (IMO).”

Fonte: NovaCana; 13/10/2026

Gestão de resíduos no Rio evita 7,2 mil internações por ano, diz estudo

“A gestão adequada de resíduos sólidos urbanos evita cerca de 7,2 mil internações por ano no de Janeiro, segundo estudo da Pezco Economics. Ao considerar os oito municípios contemplados pela Regena Rio no estado, a estimativa é de que a gestão adequada dos resíduos está associada à prevenção de 28 mil a 44 mil casos anuais de doenças. Os dados foram apresentados durante evento nesta terça-feira (13) realizado pela companhia, que é a unidade de gestão e tratamento de resíduos sólidos do Grupo Aegea. Em relação às despesas hospitalares diretas do SUS (Sistema Único de Saúde), o estudo estima uma economia de R$ 4,2 milhões a R$ 34,1 milhões por ano. A análise considerou impactos sobre atividade econômica, saúde pública, meio ambiente e território em sete municípios: Itaguaí, Mangaratiba, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Piraí, Seropédica e a capital fluminense, que, juntas, somam mais de 7 milhões de habitantes.”

Fonte: CNN; 13/10/2026

Internacional

Crise energética põe financiamento climático sob pressão

“Dirigentes de bancos centrais e representantes de ministérios das finanças de 191 países estão nesta semana em Bangkok, na Tailândia, para as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. O evento é dominado por discussões sobre a crise global energética e suas consequências, e dá a dimensão do tamanho do desafio que será avançar medidas de financiamento climático na COP31 daqui a um mês, na Turquia. O encontro ocorre no momento em que Bangkok, cidade com 11 milhões de habitantes, se recupera de chuvas que deixaram danos estimados em US$ 178 milhões. Mais temporais são previstos enquanto as participantes se reúnem, e o governo emitiu ordens de emergência para evitar novas perdas de vidas. Os países em desenvolvimento enfrentam encargos crescentes de dívidas e catástrofes climáticas, como a recente tragédia no Nepal, exigindo fundos de recuperação urgentes e acessíveis. Mas os orçamentos nacionais estão, cada vez mais, comprometidos com um dos principais responsáveis pelas mudanças climáticas: o petróleo.”

Fonte: Capital Reset; 13/10/2026

Volkswagen e Stellantis demonstram confiança em veículos elétricos e buscam aprender com a China

“As duas gigantes da indústria automobilística europeia, Volkswagen e Stellantis, aproveitaram o Salão do Automóvel de Paris deste ano para demonstrar uma confiança crescente em seus veículos elétricos, incorporando lições de concorrentes e parceiros chineses que estão transformando o mercado europeu. Ambas as empresas passam por reformulações estratégicas para enfrentar a crescente concorrência das montadoras chinesas no mercado europeu, mas os anúncios feitos pela Stellantis na segunda-feira também mostraram um espaço maior para colaboração. O grupo automobilístico franco-italiano, que reúne marcas como Citroën, Peugeot, Opel e Fiat na Europa, está utilizando suas joint ventures com a Leapmotor e a Dongfeng para estudar as vantagens competitivas das chinesas em tecnologia, disse o diretor-presidente da Stellantis, Antonio Filosa, a jornalistas.”

Fonte: Valor Econômico; 13/10/2026

Aclara revisa para R$ 2,5 bi custo de refinaria de terras raras nos EUA

“A Aclara Resources revisou de US$ 277 milhões para US$ 494 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) a estimativa de investimento para construir uma refinaria de terras raras nos Estados Unidos, um aumento de 78%. A unidade, planejada para o estado da Louisiana, deverá processar minerais provenientes de projetos da companhia no Brasil e no Chile. A atualização foi anunciada nesta terça-feira (13), após a conclusão dos estudos de engenharia básica do empreendimento, denominado projeto Dynamo. Segundo a mineradora, a revisão reflete principalmente a ampliação da capacidade industrial, a inclusão de novas linhas de processamento e o maior detalhamento dos custos de construção. Com as mudanças, a produção total projetada de óxidos separados de terras raras deverá aumentar 157%, passando de aproximadamente 1.265 para 3.255 toneladas anuais, considerando o funcionamento dos projetos fornecedores de matéria-prima em plena capacidade. A companhia pretende iniciar a preparação do terreno no primeiro trimestre de 2027 e concluir a construção no segundo semestre de 2028. O cronograma, no entanto, depende da obtenção de financiamento e do cumprimento das demais condições necessárias ao desenvolvimento do empreendimento.”

Fonte: CNN; 13/10/2026

Eletrificação mundial com energias renováveis deve ser prioridade da década, diz Irena

“As fontes renováveis têm adicionado energia à matriz elétrica, mas não estão substituindo os combustíveis fósseis – uma tendência que deve ser rompida rapidamente. A aceleração da eletrificação, impulsionada por energias renováveis, deve se tornar prioridade para a década. A meta global é chegar à 35% de eletrificação até 2035. “Uma verdadeira transição energética significa substituir progressivamente os sistemas baseados em combustíveis fósseis e não simplesmente adicionar nova capacidade de geração a um mix energético inalterado”, alerta o novo relatório da Irena, a agência internacional de energias renováveis com sede em Abu Dhabi. O 2026 World Energy Transition Outlook (Weto) lançado hoje mostra a reforma urgente que deve ser feita no sistema energético global se o que se espera é uma trajetória de emissões de gases-estufa compatível com o limite de 1,5°C de aquecimento da temperatura neste século. Mesmo com este limite sendo superado em breve, como se espera, é preciso que a ultrapassagem do 1,5°C aconteça por um período curto e sem que as emissões de gases-estufa fiquem fora do controle. Nas estimativas da Irena, a capacidade global de energia renovável precisa crescer dos atuais 5,2 terawatts (TW) para 38,2 TW até 2050. Além do grande salto, a participação da eletricidade no consumo de energia deve chegar a 35% em 2035 e superar 50% até 2050. Mais de 80% da eletricidade viria de fontes solares e eólicas até 2050.”

Fonte: Valor Econômico; 13/10/2026

China cria regras mais rígidas para conter ritmo frenético de lançamento de carros elétricos

“As autoridades chinesas buscam endurecer as normas para o desenvolvimento e testes de veículos elétricos, após um incidente de grande repercussão desencadear um debate nacional sobre se o rápido lançamento de novos modelos pela indústria estaria comprometendo a segurança. As montadoras serão obrigadas a realizar testes mais rigorosos em recursos “inovadores”, abrangendo pelo menos 30 mil quilômetros ao longo de um período mínimo de um ano que inclua dois invernos e um verão, de acordo com uma minuta de regulamentação divulgada no fim de semana pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT). Recursos como maçanetas totalmente embutidas e telas dobráveis serão proibidos nos veículos. “Nos últimos anos, algumas montadoras correram para lançar novos produtos em resposta às tendências do mercado sem realizar testes e validações suficientes, o que aumentou os riscos de segurança e ambientais”, afirmou o ministério, que também atua como o principal órgão regulador do setor automotivo na China.”

Fonte: Valor Econômico; 13/10/2026

França amplia controle estatal sobre gigante de minerais críticos

“O governo da França anunciou que ampliará sua participação na Eramet, uma das principais mineradoras de metais críticos do mundo, em uma operação que fará do Estado francês o maior acionista da companhia. A medida busca fortalecer a situação financeira do grupo e ampliar a segurança do abastecimento de minerais estratégicos para a indústria europeia. A operação será realizada por meio de um aumento de capital de € 500 milhões, previsto para o quarto trimestre de 2026. O investimento será conduzido pela APE (Agência de Participações do Estado), que atualmente detém 27,1% das ações da Eramet. Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (13), o governo francês chegou a um acordo com a Sorame-CEIR, grupo ligado à família Duval e um dos principais acionistas da mineradora, para ampliar sua participação por meio da aquisição de direitos de subscrição de novas ações.”

Fonte: CNN; 13/10/2026

A nova estratégia da Europa para lidar com os EVs chineses

“Para não ser inundada por carros elétricos chineses, a União Europeia impôs em 2024 tarifas de até 45% nestes veículos – mas acabou inundada pelos híbridos. Como os híbridos são tarifados com o imposto padrão de 10%, foi neste segmento que as chinesas investiram para conquistar clientes na Europa. Agora, os europeus mudaram de estratégia. Em negociação com os chineses, decidiram estabelecer cotas para a importação dos híbridos. Serão inicialmente 350 mil veículos ao ano, com um aumento anual de 6% no volume a partir do segundo ano. As cotas valerão para as importações originárias de qualquer país – para não ferir as regras da OMC. Mas o alvo principal, obviamente, é a China. A exportação chinesa de híbridos para os 27 países da UE somou US$ 7,5 bilhões no primeiro semestre – o triplo do mesmo período do ano passado, segundo a Reuters. No segundo tri, as marcas da China atingiram uma participação de 15% nas vendas de veículos 100% elétricos (EVs) – e isso com a muralha tarifária.”

Fonte: Brazil Journal; 13/10/2026

EPA propõe realocação total das isenções de biocombustíveis para refinarias

“A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) propôs, na terça-feira, que as grandes refinarias misturem mais biocombustíveis aos seus produtos nos próximos dois anos — uma medida que provavelmente agradará aos eleitores de estados agrícolas antes das eleições legislativas de novembro. A proposta ajudaria a amenizar as preocupações com a perda de demanda para produtores de etanol e agricultores, após a EPA anunciar, em agosto, que dispensaria 29 pequenas refinarias das obrigações de volume de combustíveis renováveis, sob o argumento de que tais exigências causariam dificuldades econômicas. A EPA propôs realocar 100% desses volumes dispensados ​​e está consultando a opinião pública após apresentar duas abordagens: uma dividiria o volume adicional referente à isenção das pequenas refinarias de 2025 igualmente entre os anos de cumprimento de 2026 e 2027, enquanto a outra alocaria a totalidade para 2027.”

Fonte: Reuters; 13/10/2026

Índia pode precisar aumentar a capacidade de geração a carvão com o aumento da demanda, diz autoridade

“A demanda por eletricidade da Índia, em rápido crescimento, pode forçar o país a adicionar uma capacidade de geração a carvão substancialmente maior do que o planejado, afirmou na terça-feira o chefe do órgão de planejamento do setor elétrico. A nação sul-asiática, que no ano passado planejava adicionar 97 GW de capacidade a carvão para atingir 307 GW até 2035, conta atualmente com cerca de 230 GW de capacidade. “Agora, provavelmente esse número subirá para 105 GW ou até mesmo 150 GW”, disse Ghanshyam Prasad, presidente da Autoridade Central de Eletricidade (CEA), referindo-se à capacidade adicional necessária além da meta estabelecida no ano passado. “A demanda está crescendo e, à medida que ela aumenta, precisamos também de fontes de suprimento estáveis ​​para atendê-la”, declarou ele em um evento organizado pela Câmara de Comércio da Índia. Os comentários ressaltam como a demanda por energia — mais forte do que o esperado — está levando a Índia a elaborar planos significativos de expansão da geração a carvão, mesmo enquanto o país amplia agressivamente sua capacidade de energia renovável.”

Fonte: Reuters; 13/10/2026

Donald Trump retoma esforço para barrar a construção do parque eólico offshore da Ørsted.

“A administração de Donald Trump retomou uma tentativa fracassada de interromper a construção de um grande parque eólico offshore (em alto-mar), apenas algumas semanas depois de sinalizar que abandonaria a iniciativa. Na sexta-feira, o Departamento de Justiça apresentou uma petição argumentando que a administração de Joe Biden agiu de forma equivocada ao aprovar o projeto Revolution Wind, da empresa Ørsted — um parque eólico de 704 megawatts situado ao largo da costa de Rhode Island — em agosto de 2023. No documento, protocolado em nome do Departamento do Interior, o governo alegou que a administração Biden aprovou o projeto mesmo sabendo que ele prejudicaria a pesca, a pesquisa científica e a paisagem local. O Departamento de Justiça solicita ao tribunal que devolva o projeto para reavaliação. “O projeto Revolution Wind terá, inquestionavelmente, impactos adversos sobre o meio ambiente, propriedades históricas e marcos históricos nacionais”, afirmou o órgão. A medida da administração Trump ocorre após o Departamento do Interior ter tentado barrar cinco parques eólicos offshore — incluindo o Revolution Wind — em dezembro, citando preocupações com a segurança nacional. No entanto, os responsáveis ​​por cada projeto recorreram à Justiça e obtiveram autorização para concluir as obras.”

Fonte: Financial Times; 13/10/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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