XP Expert

Debate sobre uso do gás natural no Redata segue mantendo Fazenda e MME em lados opostos | Café com ESG, 28/09

Redata com incertezas sobre suas fontes de energia

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou a semana passada em território levemente negativo, com o Ibovespa e o ISE caindo 0,98% e 0,70%, respectivamente. O pregão de sexta-feira fechou em território misto, com o IBOV recuando 0,27%, enquanto o ISE andou de lado (+0,03%).

• No Brasil, o governo federal segue dividido quanto à regulamentação do Redata, programa para o desenvolvimento do setor de data centers no país, que espera atrair investimentos da ordem de R$500 bilhões – por um lado, a Fazenda tem pressionado para que o presidente Lula sancione o decreto regulamentador do Redata sem incluir o gás natural como fonte energética incentivada; por outro, o Ministério de Minas e Energia se posicionou publicamente favorável ao uso do gás natural no programa.

• No internacional, (i) a União Europeia tem pressionado o Reino Unido a elevar as tarifas sobre carros da China e alinhar sua política comercial à do bloco como condição para evitar que produtos britânicos sejam atingidos pelas novas barreiras da chamada política “Made in Europe” – a exigência coloca Londres diante de um dilema entre preservar a autonomia comercial conquistada com o Brexit e garantir acesso ao mercado europeu para setores estratégicos de sua economia, como o automotivo, químico e de energia; e (ii) o Departamento de Transportes dos EUA finalizará hoje as normas de economia de combustível para veículos drasticamente mais brandas até 2031, revertendo a iniciativa do governo Joe Biden de forçar as montadoras a fabricar mais veículos elétricos – as novas normas reduziriam o custo dos veículos novos, mas aumentariam o consumo de combustível e as emissões de dióxido de carbono por décadas, segundo estimativas do próprio departamento.

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mail? Clique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Crise hídrica pode gerar impacto de US$ 397 bilhões para empresas, aponta CDP

“Principal fonte de geração de energia do país, as usinas hidrelétricas vêm tendo seu papel transformado diante da maior participação de fontes renováveis intermitentes, sobretudo dos painéis solares. Cada vez mais acionadas para compensar oscilações da geração e momentos de maior demanda, as hidrelétricas passaram a um liga e desliga mais frequente, o que aumenta o desgaste das máquinas e abre uma discussão sobre o modelo de remuneração. Estudo da Volt Robotics obtido com exclusividade pelo Valor mostra que as hidrelétricas geraram em média só 42% da capacidade instalada em 2025. Foi o segundo menor fator de utilização desde 2010, abaixo de 2021, quando a crise hídrica restringiu a geração a 39%. No início da década de 2010, esse índice chegava a 60%, mas nos últimos 15 anos a relação entre a capacidade hidrelétrica instalada e a geração efetiva diminuiu, em média, 1,2% ao ano. O cenário é agravado pela redução da vazão nas principais bacias hidrográficas e pelo aumento do uso da água por outros segmentos, como o agronegócio.”

Fonte: Valor Econômico; 25/09/2026

Leilão de bateria já move mercado, mas setor busca visão de longo prazo

“A perspectiva da realização de um leilão para baterias de grande porte a serem incorporadas no Sistema Interligado Nacional (SIN) é vista pelo segmento como o pontapé que faltava para estabelecimento de um mercado para esta tecnologia no país. Agora, contudo, para além das pendências do próprio certame, essa indústria aguarda a definição de uma política de longo prazo que indique novas frentes de atuação, inclusive via outros leilões, para cravar seu tamanho no Brasil. Levantamento da Deloitte estima que o desenvolvimento do mercado brasileiro de armazenamento de energia poderá atrair mais de R$ 57 bilhões em investimentos nos próximos dez anos. A própria consultoria pondera, no entanto, que tal avanço dependerá de “uma política que seja atrelada a essa evolução constante” do mercado. A expectativa do certame já havia mobilizado anúncios de investimentos. A fabricante de motores e equipamentos eletrônicos WEG informou, em março deste ano, uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) em Itajaí, em Santa Catarina, com aporte de R$ 280 milhões. A montadora chinesa de veículos elétricos BYD disse que investirá até R$ 500 milhões na produção de baterias no país.”

Fonte: Valor Econômico; 25/09/2026

Brasil terá de pedir licença para inovar?

“O Brasil corre o risco de descobrir que, na próxima revolução tecnológica, ter dinheiro para comprar será insuficiente, porque também poderá ser necessário obter autorização de quem chegou primeiro. A computação quântica torna essa possibilidade concreta e expõe o preço de esperar que pressões externas transformem conhecimento disponível em prioridade política. Em setembro de 2024, os Estados Unidos instituíram controles de exportação sobre determinados computadores quânticos, componentes e tecnologias, enquanto regras vigentes desde janeiro de 2025 passaram a proibir certos investimentos americanos em atividades quânticas ligadas à China. A disputa pelas condições de acesso já começou, embora a utilidade comercial da tecnologia ainda esteja em desenvolvimento. comparação com as terras raras deveria incomodar um país com reservas estimadas em 21 milhões de toneladas e dificuldades para transformar riqueza geológica em capacidade industrial. Segundo a Agência Internacional de Energia, a China respondeu por 91% do refino mundial das terras raras usadas em ímãs em 2024, o que ajuda a explicar por que possuir o minério não assegura o comando da cadeia que lhe atribui valor.”

Fonte: Valor Econômico; 28/09/2026

Conhecimento ancestral é chave para o resultado

“O sucesso da atividade de restauração florestal depende não só da disponibilização de recursos e da organização da cadeia, mas da pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e da disseminação de conhecimentos ancestrais. “Podemos ter muitos bilhões em dinheiro para reflorestar, mas [o resultado] depende do que fazer com isso. Se não direcionar bem, não se faz muita coisa”, afirmou Hudson Freire Laviola Filho, responsável pela Fazenda Anauá, em Caravelas (BA), que possui um viveiro de árvores nativas. Para ele, que é agricultor e biólogo, a chave para que a restauração florestal ocorra de forma acelerada e dê conta de mitigar a crise climática global é “imitar a natureza”. “E imitar a natureza não é tao fácil”, afirmou. E, para realizar isso, o setor terá que aprender mais com os conhecimentos populares. “O acesso ao conhecimento popular e ancestral tem nos dado resultados até superiores que a academia. A diversidade é muito grande e cada espécie tem um cuidado especial, um segredo a desvendar. E o conhecimento popular nos ajuda muito a desvendar segredos”, disse.”

Fonte: Valor Econômico; 28/09/2026

Minerais críticos ilegais ligam alerta em portos, e apreensões batem 25 mil toneladas

“A exploração ilegal e o contrabando de minerais críticos se tornaram um dos principais desafios do setor de mineração. Nas alfândegas da Receita Federal, o problema tem chamado atenção pelo volume, escala e velocidade de expansão. Do segundo semestre de 2024 para cá, mais de 50 mil toneladas de minerais classificados como estratégicos ou críticos tentaram sair do Brasil de forma irregular por diferentes portos. Dados obtidos pela Folha junto à Receita Federal em Santos (SP) mostram que, nos últimos dois anos, 943 contêineres foram interceptados por alfândegas brasileiras. Eles estavam carregados ilegalmente com cobre, manganês, ilmenita, zirconita, quartzo e outros minerais. As apreensões somam 25 mil toneladas. O volume retido só não é o dobro porque uma única carga com 25 mil toneladas de manganês ilegal conseguiu ser exportada em um navio a granel do porto de Belém (PA) antes da ação da Receita.”

Fonte: Folha de São Paulo; 28/09/2026

CVM se distancia de reguladores que cuidam do capital

“A narrativa de que a regulação socioambiental e climática perdeu força não corresponde à realidade do ecossistema financeiro e securitário do país. Enquanto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recua, os órgãos responsáveis pela guarda prudencial do capital de longo prazo e pela solvência da economia real do Brasil — o Banco Central (Bacen), a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) — tomam exatamente o caminho diametralmente oposto. O ESG não morreu no Brasil. O seu relevo apenas migrou da autarquia do mercado de valores mobiliários para as instâncias regulatórias que efetivamente gerenciam o horizonte de resiliência financeira e de crédito, das reservas atuariais e dos riscos sistêmicos nos diversos setores da economia. A CVM, por meio da Resolução CVM nº 244/2026, revogou a obrigatoriedade dos reportes de sustentabilidade e clima sob os padrões globais IFRS S1 e S2 (CBPS 01 e 02), retrocedendo o mercado de capitais nacional ao confortável e opaco modelo voluntário do “pratique ou explique“. Ao atropelar a Análise de Impacto Regulatório (AIR) e ignorar os pareceres de sua própria área técnica (a Superintendência de Normas Contábeis), que defendia a manutenção da obrigatoriedade mediante um escalonamento (phase-in) atuarial até 2029, o comando da CVM optou por “legalizar” a opacidade para ocultar a sua própria incapacidade operacional de fiscalização.”

Fonte: Capital Reset; 25/09/2026

Fazenda pressiona para que Lula assine decreto do Redata sem gás

“O governo federal segue em tensão quanto à regulamentação do Redata, programa para o desenvolvimento do setor de data centers no Brasil, que espera atrair investimentos da ordem de R$ 500 bilhões. A Fazenda, responsável pelo desenho do programa, tem pressionado para que o presidente Lula sancione o decreto regulamentador do Redata sem incluir o gás natural como fonte energética incentivada, mantendo assim a ênfase em fontes renováveis. A expectativa da pasta é que o decreto seja assinado na segunda (28/9). A possibilidade de incluir o gás natural no programa surgiu a partir de uma emenda de redação aprovada no Congresso Nacional durante a tramitação do projeto. Essa alteração abriu brecha para a entrada do gás natural como fonte complementar. O texto original do Redata priorizava energias renováveis e “limpas”, este último termo foi substituído por “de baixa emissão”. A disputa coloca em lados opostos o Ministério de Minas e Energia, publicamente favorável ao uso do gás natural no programa, e a Fazenda, contrária à inclusão. Na sexta-feira (25/9) à tarde, representantes do setor privado de gás natural se reuniram com interlocutores do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e para tentar destravar as conversas, que permanecem bloqueadas na Fazenda.”

Fonte: Eixos; 26/09/2026

Brasil se consolida como “powerhouse” energético em meio à reconfiguração geopolítica global, apontam executivos da Bratecc

“A ampliação da presença internacional na ROG.e 2026, marcada pelo retorno de um pavilhão dos Estados Unidos após dez anos de ausência e pela presença de CEOs globais de empresas como Total e Shell, reflete a nova centralidade do Brasil no tabuleiro energético mundial. A avaliação é de Carla Lacerda e Hélder Waiandt, presidente e vice-presidente da Bratecc — Câmara de Comércio Brasil-Texas —, em entrevista ao estúdio eixos durante o evento, no Rio de Janeiro. Segundo os dirigentes da entidade, que completa 25 anos de atuação, a instabilidade geopolítica internacional e os riscos crescentes em outras regiões produtoras abriram uma “janela absurda de oportunidade” para o país, hoje maior produtor offshore do mundo e detentor de uma matriz energética que combina óleo e gás, biocombustíveis, eólica, solar e potencial nuclear. “Nós temos hoje uma questão geopolítica mundial […] e isso propiciou ao Brasil uma nova janela absurda de oportunidade”, afirmou Waiandt destacando que a bacia do Atlântico — que inclui a Margem Equatorial, entre Venezuela e o litoral brasileiro — concentra hoje estimativas de mais de 100 bilhões de barris em reservas.”

Fonte: Eixos; 26/09/2026

Às vésperas da eleição, Aneel determina bandeira verde para energia em outubro

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (25/9), que a bandeira tarifária para o próximo mês será verde, após cinco meses de vigência da bandeira amarela. O anúncio chega nove dias antes de os brasileiros irem às urnas para as eleições presidenciais de 2026, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Segundo a Aneel, houve aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Desse modo, será possível reduzir o acionamento de térmicas. Pouco antes do comunicado da agência reguladora, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), antecipou a redução da tarifa em publicação no X, e atribuiu a bandeira verde às ações de planejamento energético adotadas pelo governo ao longo do ano, além da contribuição das chuvas para as hidrelétricas.”

Fonte: Eixos; 25/09/2026

Internacional

CEO da Anthropicse reunirá com Trump em meio à preocupação crescente com a segurança da IA

“O CEO da Anthropic PBC, Dario Amodei, deve jantar com o presidente Donald Trump na noite de domingo (27), segundo pessoas a par do assunto. O encontro reunirá dois homens em lados opostos do debate sobre a segurança da inteligência artificial. O jantar marcará a primeira reunião privada entre Amodei e Trump após meses de relações turbulentas entre o chefe da Anthropic e o governo. As tensões vieram à tona durante uma acirrada disputa contratual com o Pentágono no início deste ano e se Chefe da empresa defende freios na tecnologia; presidente rejeita alertas apocalípticos e cobra avanço. Encontro antecede agenda da Casa Branca com outros executivos do setor aprofundaram quando o Departamento de Comércio impôs brevemente, em junho, controles de exportação ao Mythos, modelo inovador da Anthropic.”

Fonte: Folha de São Paulo; 27/09/2026

Tesla inicia entregas do caminhão elétrico Semi

“A Tesla está começando a entregar nesta semana os primeiros caminhões Semi a um grupo inicial de clientes, anunciaram executivos na fábrica da empresa em Sparks, Nevada, quase nove anos depois de o presidente-executivo da companhia, Elon Musk, apresentar o modelo elétrico para transporte de carga pesada. Desenvolvido para operações de longa distância, o Semi amplia a atuação da Tesla, conhecida por seus sedãs e SUVs elétricos, para o segmento de transporte comercial de cargas, em um momento em que os preços do diesel nos Estados Unidos atingiram níveis recordes. A montadora não divulgou metas de produção nem o preço dos caminhões durante uma transmissão realizada na noite de quinta-feira (24), mas reiterou o plano de fabricar 50 mil unidades do Semi por ano na fábrica de Nevada. Musk não participou do evento. Em uma mensagem de vídeo gravada, afirmou: “eu recomendaria fazer mais pedidos, caso ainda não tenham feito isso, embora a lista de espera já seja bastante significativa”. Clientes como PepsiCo, DHL e US Foods participaram do evento e tiveram caminhões com suas marcas exibidos do lado de fora da fábrica. O modelo de maior autonomia do Semi pode percorrer 500 milhas (cerca de 805 km) mesmo carregado. “São 500 milhas em condições reais de operação. Nossos clientes validaram isso”, disse Dan Priestley, diretor de engenharia do programa Semi da Tesla. A versão padrão tem autonomia de 325 milhas (aproximadamente 523 km).”

Fonte: Valor Econômico; 25/09/2026

Barrick Mining fecha acordo com sindicatos em mina de ouro no Mali, amenizando ameaça de greve

“A canadense Barrick Mining (ABX.TO) assinou um novo acordo coletivo de trabalho com sindicatos que representam os trabalhadores de sua mina de ouro Loulo-Gounkoto, no oeste do Mali, informaram no domingo um porta-voz da empresa e um representante sindical, amenizando a ameaça de greve. “Confirmamos que assinamos um novo Acordo Coletivo de Trabalho com os sindicatos de LG”, disse o porta-voz. Bani Sacko, representante sindical no complexo Loulo-Gounkoto da Barrick, confirmou à Reuters, por telefone, que a greve foi cancelada. “Na segunda-feira, dia 21, após uma reunião, chegou-se a um acordo e a greve foi cancelada. Aparentemente, todas as outras paralisações também foram canceladas”, disse Sacko. Os sindicatos de Loulo-Gounkoto haviam apresentado uma lista de 15 reivindicações, acrescentou Sacko. O acordo foi noticiado anteriormente pela Bloomberg News, citando Abdoulaye Coulibaly, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Mali. “A ameaça de greve foi resolvida”, disse Coulibaly, segundo a reportagem da Bloomberg. Ele acrescentou que o acordo envolvia trabalhadores da Food & Events Africa, Somilo SA e Gounkoto SA. No início deste mês, sindicatos que representam os trabalhadores da Somilo e da Gounkoto haviam anunciado que iniciariam uma greve no final de setembro, caso não fossem atendidas as reivindicações sobre pagamento de horas extras, reembolso de despesas de trabalho e implementação de acordos trabalhistas.”

Fonte: Reuters; 25/09/2026

Governo Trump deve propor normas mais brandas para economia de combustível em veículos

“O Departamento de Transportes dos Estados Unidos finalizará na segunda-feira (28) normas de economia de combustível para veículos drasticamente mais brandas até 2031, revertendo a iniciativa do governo Joe Biden de forçar as montadoras a fabricar mais veículos elétricos. O presidente Donald Trump afirmou ter aprovado novas normas de economia de combustível para carros e caminhões, que, segundo ele, reduzirão o preço dos veículos novos. “Uma grande vitória para os trabalhadores da indústria automobilística dos Estados Unidos está chegando na segunda-feira”, disse o secretário dos Transportes, Sean Duffy, neste sábado (26). As novas normas reduziriam o custo dos veículos novos, mas aumentariam o consumo de combustível e as emissões de dióxido de carbono por décadas, segundo estimativas do próprio departamento. A iniciativa de Trump ocorre em um momento em que os motoristas norte-americanos enfrentam uma forte alta dos preços dos combustíveis desde o início da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.”

Fonte: Folha de São Paulo; 27/09/2026

Adeus, gasolina: alta de combustíveis provoca salto nas vendas de elétricos na Europa

“Depois de anos de esforços em grande parte fracassados para afastar os motoristas dos motores a combustão, as vendas de veículos elétricos estão disparando na Europa, impulsionadas pela alta dos preços dos combustíveis provocada pela turbulência geopolítica. Os emplacamentos de carros 100% elétricos saltaram 52% na região em agosto na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados publicados na quinta-feira (24) pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis. A Alemanha, maior mercado, liderou o avanço, com alta de 75%, enquanto as vendas na França mais que dobraram. “Quando os preços dos combustíveis sobem, a questão do custo de uso se torna superconcreta para os clientes”, disse Xavier Chardon, chefe da Citroën, marca da Stellantis, em entrevista à Bloomberg News. “Comprar um carro elétrico deixa de ser uma escolha tecnológica e passa a ser uma escolha econômica.””

Fonte: Bloomberg; 27/09/2026

Custos de energia e demanda de eletricidade para IA remodelam as negociações climáticas em Nova York

“A guerra envolvendo o Irã e o boom da inteligência artificial transformaram as discussões sobre energia limpa entre líderes políticos e empresariais reunidos para a Semana do Clima de Nova York, à medida que a disparada dos preços do petróleo e do gás natural impulsiona consumidores de muitos países em direção a fontes renováveis, baterias e veículos elétricos. No primeiro evento desse tipo realizado paralelamente à Assembleia Geral da ONU desde o início das hostilidades entre os EUA e o Irã, a instabilidade nos mercados globais de energia dominou um debate que, anteriormente, concentrava-se mais na redução de emissões. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã — que já dura sete meses e está por trás da escalada vertiginosa dos custos de petróleo e gás — reforçou os argumentos econômicos e de segurança apresentados por defensores do clima a favor da redução da dependência de combustíveis fósseis importados. Ao longo de discursos, painéis e reuniões nesta semana, políticos e executivos argumentaram que a crise estava acelerando uma tendência já em curso: a transição de apresentar a energia limpa principalmente como uma resposta aos danos causados ​​pelos gases de efeito estufa — responsáveis ​​pelas mudanças climáticas — para promovê-la como uma fonte de energia mais barata e segura. “Acho que as pessoas agora enxergam o imperativo da segurança energética e da independência energética proporcionados pela energia limpa”, disse Ed Miliband, secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, na cerimônia de abertura, afirmando que a guerra envolvendo o Irã — assim como a invasão da Ucrânia pela Rússia anteriormente — expôs os riscos de se estar na “montanha-russa dos combustíveis fósseis”.”

Fonte: Financial Times; 25/09/2026

Alemanha apresenta seu mapa do caminho para longe dos fósseis

“A Alemanha se tornou o terceiro país a apresentar um plano para retirar os combustíveis fósseis de sua matriz energética. Durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que acontece em Nova York (EUA), o ministro do meio ambiente alemão, Carsten Schneider, apresentou o “mapa do caminho” que a nação pretende implementar. Mapas do caminho são roteiros em que cada país detalha como pretende reduzir, e eventualmente eliminar, o uso de combustíveis fósseis como petróleo, gás e carvão. França e Países Baixos já haviam divulgado um documento com o mesmo fim, em abril e setembro deste ano, respectivamente. O movimento surgiu como compromisso voluntário na COP30, em Belém, quando um grupo de países tentou incluir o tema na agenda oficial do encontro. A ideia era avançar com a declaração feita na COP28, em Dubai, em 2023, quando os países citaram, pela primeira vez no acordo oficial, a necessidade de diminuir o uso de fósseis. Dados apresentados referentes a 2024 mostram que os combustíveis fósseis representam quase dois terços do consumo de energia da Alemanha, sendo 36% no petróleo, 24% no gás natural e 4% no carvão. Grande parte do petróleo e do gás é importada. Em comunicado, o ministro Schneider enfatizou que a transição representa “não apenas uma estratégia climática, mas também uma estratégia de política econômica”, fazendo referência a eventos recentes, como a guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel e o consequente fechamento do Estreito de Ormuz – que destacaram a dependência de fontes de energia importadas.”

Fonte: Capital Reset; 25/09/2026

Preocupações com o financiamento climático levantadas em negociações da ONU

“A newsletter de hoje concentra-se nas discussões sobre financiamento climático realizadas durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nesta semana — evento que coincidiu com a Semana do Clima de Nova York, antecedendo a Conferência das Partes (COP31), marcada para novembro. A cúpula da COP31 deste ano será realizada na província de Antália, no sul da Turquia, entre 9 e 20 de novembro. Conforme um acordo estabelecido, a Austrália liderará as negociações formais na COP31, enquanto a Turquia ficará responsável pela presidência e pela agenda de ações. Na Assembleia Geral da ONU, o presidente turco, Tayyip Erdogan, afirmou que não é realista esperar que todos os países avancem da mesma forma nas políticas climáticas enquanto persistirem desigualdades no acesso a financiamento e tecnologia; ele acrescentou que espera o apoio de todas as nações à agenda de ações da Turquia para a COP31. “As medidas que fortalecerão a prosperidade dos países devem ser moldadas por suas próprias condições, recursos e prioridades de desenvolvimento. Enquanto persistirem desigualdades no acesso a financiamento e tecnologia, não é realista esperar que todos os países avancem no mesmo ritmo”, completou. Mantendo o foco na desigualdade do financiamento climático, o primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, solicitou, na Assembleia Geral da ONU, apoio internacional na forma de doações para ajudar a nação do Himalaia a se recuperar de uma inundação causada pelo rompimento de um lago glacial, tragédia que matou pelo menos 1.450 pessoas. O líder nepalês afirmou que a inundação — descrita por ele como um alerta para os riscos crescentes das mudanças climáticas — destruiu estradas, pontes, escolas, casas e meios de subsistência, interrompendo o progresso do desenvolvimento do Nepal. Shah informou que as necessidades de recuperação e reconstrução do Nepal foram estimadas em cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) após a inundação que atingiu comunidades montanhosas há quatro semanas.”

Fonte: Reuters; 25/09/2026

EUA e China concordam com alívio tarifário para US$ 30 bilhões em produtos não sensíveis de cada lado

“Os EUA e a China concordaram com recomendações para um “tratamento tarifário mais favorável” abrangendo US$ 30 bilhões em produtos não sensíveis comercializados em ambas as direções, informou a Casa Branca na noite de sexta-feira, logo após os presidentes dos dois países concluírem uma cúpula em Washington. As exportações americanas propostas incluem produtos agrícolas, peixes e frutos do mar, toras e produtos de madeira, cosméticos e dispositivos médicos, de acordo com uma ficha informativa. Os produtos chineses elegíveis incluiriam eletrodomésticos de pequeno porte, brinquedos, decorações festivas e cadeirinhas de carro para crianças. A China é a principal fornecedora de árvores de Natal e acessórios relacionados para os EUA. O alívio tarifário limitado poderia ajudar pelo menos algumas pequenas e médias empresas — que representam 99% de todas as companhias americanas e têm enfrentado dificuldades gerais para diversificar suas cadeias de suprimentos para fora da China desde que Trump impôs tarifas sobre produtos chineses. Os dois países também concordaram que a China importará pelo menos 10 milhões de toneladas métricas de carvão americano no próximo ano e novamente em 2028, segundo o documento. Esse volume representa uma fração das importações totais da China, que somaram cerca de 42 milhões de toneladas apenas em agosto, de acordo com a administração alfandegária do país.”

Fonte: Valor Econômico; 26/09/2026

UE pressiona Reino Unido a elevar tarifas sobre carros da China, diz jornal

“A União Europeia tem pressionado o Reino Unido a elevar as tarifas sobre carros da China e alinhar sua política comercial à do bloco como condição para evitar que produtos britânicos sejam atingidos pelas novas barreiras da chamada política “Made in Europe”, segundo informações publicadas pelo Financial Times nesta sexta-feira. A exigência coloca Londres diante de um dilema entre preservar a autonomia comercial conquistada com o Brexit e garantir acesso ao mercado europeu para setores estratégicos de sua economia, como o automotivo, químico e de energia. Duas pessoas a par do assunto disseram ao FT que a exigência de Bruxelas se deu após semanas de intenso lobby do governo britânico para garantir tratamento igualitário aos seus produtos, ao que a UE respondeu que a melhor solução seria Londres aderir à união aduaneira do bloco. A gestão do primeiro-ministro Andy Burnham, porém, continua descartando tanto essa possibilidade quanto o retorno ao mercado único, compromissos assumidos pelo Partido Trabalhista nas últimas eleições. A política “Made in Europe” busca privilegiar fabricantes do bloco na concessão de subsídios e nas compras públicas, em meio aos esforços europeus para proteger a indústria da crescente concorrência chinesa.”

Fonte: Valor Econômico; 25/09/2026

Órgão de solução de controvérsias da OMC aprova pedido da Rússia para criação de painel sobre a taxa de carbono na fronteira da UE

“O órgão de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) concordou, na sexta-feira, com o pedido da Rússia para estabelecer um painel que examine a taxa de carbono na fronteira da União Europeia. A Rússia iniciou a disputa sobre o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) da UE no ano passado, argumentando que a medida — que impõe uma cobrança de carbono sobre certas importações para equipará-las aos custos de carbono enfrentados pelos produtores europeus — é discriminatória e protecionista; o país solicitou à OMC que determine se a medida viola as regras do comércio internacional. Sua primeira solicitação, feita em julho deste ano, não obteve sucesso, mas o pedido foi aceito na sexta-feira, após uma segunda tentativa. O CBAM foi concebido para proteger as indústrias europeias contra importações mais baratas provenientes de países com normas climáticas menos rigorosas. No entanto, a medida tem enfrentado críticas de parceiros comerciais, incluindo Brasil, África do Sul e Índia, que alegam que ela penaliza as economias em desenvolvimento. A Rússia argumenta que o CBAM impõe barreiras comerciais aos produtos abrangidos importados pela UE e sustenta também que a concessão de licenças de emissão a algumas empresas no âmbito do Sistema de Comércio de Emissões (ETS) — a principal política do bloco para reduzir as emissões de gases de efeito estufa — equivale a um subsídio à exportação destinado a fortalecer a competitividade europeia. A UE manifestou confiança de que suas medidas são compatíveis com as regras da OMC e participará do processo.”

Fonte: Reuters; 25/09/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
.


Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.