Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de terça-feira fechou em território levemente positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,44% e 0,24%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a Superintendência de Seguros Privados (Susep) abriu uma consulta pública para atualizar as regras de sustentabilidade das empresas do setor, com o objetivo de aprimorar os requisitos de divulgação e gestão de riscos de sustentabilidade – entre as mudanças propostas, destacam-se alterações nas tabelas que integram o relatório de sustentabilidade das companhias com metas e métricas mais objetivas sobre governança, responsabilidades da administração, e processos de gestão de riscos; e (ii) após receber em setembro a autorização do Ibama, a Petrobras deve começar a perfurar os três novos poços na Bacia da Foz do Amazonas em janeiro, segundo a diretora de engenharia da companhia, Renata Baruzzi – de acordo com a empresa, as novas perfurações vão permitir delimitar melhor a descoberta e avaliar a quantidade de óleo e se há comercialidade.
• No internacional, um estudo realizado em parceria pelo think tank Chatham House e pelo grupo de certificação Forest Stewardship Council (FSC) mostrou que a produção global de biocombustíveis pode crescer 70% até 2030 em relação aos níveis de 2025, à medida que os principais países produtores avançam com o aumento das obrigações de mistura em resposta à crise energética desencadeada pela guerra envolvendo o Irã – segundo os autores, diante da competição entre a produção de biocombustíveis e a produção de alimentos em algumas regiões, sobretudo na Europa, ao priorizar a segurança energética no curto prazo, algumas respostas políticas podem acabar gerando um aumento da insegurança alimentar no médio prazo.
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Brasil
Empresas
Petrobras deve começar a perfurar novos poços na Foz do Amazonas em janeiro, diz diretoria
“A Petrobras deve começar a perfurar os três novos poços na Bacia da Foz do Amazonas em janeiro, segundo a diretora de engenharia da companhia, Renata Baruzzi. Após participar da ROG.e, convenção do setor de petróleo e gás organizado pelo IBP, a executiva disse a jornalistas que a primeira perfuração naquela região, chamado poço Morpho, deve acabar em outubro. “Devemos acabar o Morpho em outubro. Depois, a sonda que está na Foz do Amazonas vai sair e vamos levar outra sonda para lá, mas que ainda precisa passar pela limpeza do coral-sol. Prevemos que, em janeiro, vamos começar a perfurar os poços contingentes”, disse Baruzzi. A estatal recebeu em setembro a autorização do Ibama para perfurar mais três poços na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo a companhia, as novas perfurações vão permitir delimitar melhor a descoberta e avaliar a quantidade de óleo e se há comercialidade. Os novos poços foram batizados pela Petrobras de Manga, Crotalus e Morpho Extensão (ou PAD Morpho) e são chamados de contingentes, uma vez que são perfurados apenas sob determinadas condições, a depender dos resultados do poço principal. Em geral, são abertos para avaliar com mais detalhes uma descoberta.”
Fonte: Valor Econômico; 22/09/2026
Susep propõe novas regras para sustentabilidade e recebe contribuições até 19 de outubro
“A Superintendência de Seguros Privados (Susep) abriu consulta pública para atualizar as regras de sustentabilidade das empresas do setor. A autarquia recebe contribuições até 19 de outubro. A ideia com a nova regulamentação é aprimorar os requisitos de divulgação e gestão de riscos de sustentabilidade, além de incorporar referências aos padrões internacionais de reporte. Entre as mudanças propostas estão alterações nas tabelas que integram o relatório de sustentabilidade das companhias. A proposta detalha informações sobre governança, responsabilidades da administração, estratégias, processos de gestão de riscos, métricas e metas. Também passam a ser contemplados aspectos como modelo de negócios e cadeia de valor, resiliência e análise de cenários climáticos. Antes de as novas regras serem elaboradas, foi realizado um estudo técnico que avaliou diferentes níveis de convergência aos padrões CBPS 01 e 02, considerando o porte e a complexidade das instituições, segundo a Susep. Foram consultadas 196 supervisionadas, das quais 183 responderam ao questionário. A proposta também estabelece prazo para adaptação das companhias. Caso aprovada, a nova resolução entrará em vigor em 31 de dezembro de 2026, com as informações sendo coletadas ao longo do exercício de 2027 e divulgadas em 2028.”
Fonte: Valor Econômico; 22/09/2026
BNDES aprova R$ 180,7 milhões para implantação de duas plantas de biometano no ES e em SP
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou, nesta terça-feira (22/9), que aprovou financiamentos de R$ 180,7 milhões para a implantação de duas plantas de produção de biometano a partir de biogás gerado em aterros sanitários administrados pelo Grupo Lara. No Espírito Santo, o investimento será realizado pela GNR Vila Velha, e, em São Paulo, pela GNR Mauá. As duas empresas são sociedades formadas por meio entre os grupos Lara e MDC Energia. Do total, R$ 78,8 milhões serão destinados ao projeto em Vila Velha (ES) e R$ 101,9 milhões à iniciativa em Mauá (SP). Juntas, as plantas terão capacidade instalada para produzir 97 mil Nm³ por dia de biometano, sendo 32 mil Nm³/dia no Espírito Santo e 65 mil Nm³/dia em São Paulo. Os recursos são provenientes do Fundo Clima e da linha BNDES Finem. O investimento total na implantação dos projetos soma R$ 245 milhões. A entrada em operação comercial está prevista para o primeiro semestre de 2027 e a produção será comercializada pela Ultragaz. “Esses projetos apoiam uma cadeia produtiva nacional inovadora e a oferta de combustível sustentável na matriz energética brasileira”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota.”
Fonte: Eixos; 22/09/2026
Em novo recorde, Fundo Clima pode ter R$ 54 bi em 2027
“O Fundo Clima pode ter um orçamento recorde para 2027: R$ 54,7 bilhões, um avanço de 28% em relação ao deste ano. O montante foi proposto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o ano que vem, enviado pelo Executivo ao Congresso no fim de agosto. Do total projetado, a maior parte é destinada a operações de crédito, via empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Eco Invest. A proposta para a parcela de recursos não reembolsáveis é de R$ 5,9 milhões, 0,01% do valor total. O Fundo Clima é um dos principais instrumentos de financiamento climático do país. Seu objetivo é financiar projetos de redução das emissões de gases de efeito estufa e de adaptação às mudanças climáticas. Nos últimos anos, seu orçamento vem batendo recordes: R$ 13,6 bilhões em 2024, R$ 24,2 bilhões em 2025 e R$ 42,5 bilhões em 2026. Antes de 2024, o orçamento era na casa dos milhões. Apesar do orçamento recorde, o que se vê é uma lentidão nos desembolsos. Neste ano até agora, o gasto autorizado de empréstimos via BNDES foi de R$ 27,5 bilhões (pouco mais da metade do orçado) e, deste total, o saldo ainda disponível é superior a R$ 20 bilhões. Ou seja, até o fim de agosto, o banco havia aprovado operações somando R$ 6,6 bilhões do Fundo Clima.”
Fonte: Capital Reset; 22/09/2026
Política
Grupos defendem mais debate sobre clima nas urnas
“A agenda socioambiental e climática começa a ganhar espaço na corrida eleitoral com mobilizações da sociedade civil que buscam inserir temas como adaptação climática, proteção dos biomas e sociobiodiversidade no debate. O movimento ocorre em momento decisivo para o Brasil: os eleitos em 2026 terão pela frente a reta final para cumprir metas como zerar o desmatamento ilegal e reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa até 2030. Uma das principais iniciativas é o Vote pelo Clima, plataforma on-line apartidária criada pela organização independente Clima de Política, para aproximar eleitores de candidaturas comprometidas com a agenda climática e socioambiental, especialmente nas disputas para o Legislativo. “Já temos as soluções e cientistas apontando os caminhos para enfrentar a crise climática, mas falta decisão política. A crise climática não é uma agenda apenas técnica ou ambiental. Ela exige olhar para a política como um sistema, envolvendo União, Estados, municípios, Congresso e participação social”, afirma Beatriz Pagy, especialista em políticas públicas e co-fundadora da Clima de Política.”
Fonte: Valor Econômico; 23/09/2026
Aneel aprova edital de leilão de transmissão de outubro com previsão de R$ 8,9 bi em investimentos
“A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (22), o edital do leilão de transmissão previsto para 30 de outubro. A previsão é que os investimentos somem R$ 8,9 bilhões com os oito lotes a serem ofertados. O colegiado da reguladora já havia, em junho, dado aval à minuta do edital do leilão, quando decidiu excluir o projeto de interligação elétrica com a Bolívia. A matéria, contudo, ainda dependia de análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A Corte de Contas decidiu dispensar o acompanhamento do certame e encerrou o processo sem fazer determinações ou recomendações de mudanças nos documentos da licitação. Após a análise do TCU, porém, a Aneel incorporou ajustes ao edital. Entre eles, estão a revisão da estimativa de investimentos e da Receita Anual Permitida de um dos lotes e alterações relacionadas ao ressarcimento de estudos dos lotes 7 e 8. O edital também excluiu o lote 9, porque as instalações previstas permanecem vinculadas a um contrato de concessão vigente. Segundo o relator, diretor Gentil Nogueira, uma nova licitação para os ativos dependeria de decisão prévia sobre eventual recomendação de caducidade da concessão atual.”
Fonte: Valor Econômico; 22/09/2026
Na ONU, Lula cobra retomada da agenda climática e mira minerais críticos
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou parte de sua fala na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), em Nova York, para reagir a um recuo que classificou como perigoso: a saída do clima do centro da agenda das grandes potências. “Até pouco tempo, a resposta à mudança do clima estava consolidada no centro da agenda internacional. Neste ano, o tema desapareceu dos debates do G7 e do G20”, afirmou, referindo-se aos fóruns que reúnem as maiores economias, que também são os maiores emissores de carbono do planeta. “É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo.” Lula disse que o Brasil é prova de que crescimento econômico e redução de emissões não são objetivos excludentes. Citou a autossuficiência em petróleo conquistada pelo país e a intenção de seguir “estudando o potencial” das reservas da Margem Equatorial — a abertura de novas fronteiras de exploração divide opiniões dentro do próprio governo e entre ambientalistas, por tensionar o discurso de liderança climática que o presidente tenta reafirmar globalmente. “Não vamos abandonar a agenda ambiental”, disse, prometendo dar sequência ao Mapa do Caminho para a descarbonização da economia brasileira. Lula encomendou, em dezembro do ano passado, que os ministérios de Minas e Energia, do Meio Ambiente e da Fazenda e a Casa Civil apresentassem diretrizes para uma “transição energética justa e planejada”, com redução gradual da dependência brasileira de combustíveis fósseis. O plano era esperado para fevereiro, mas ainda não foi concluído.”
Fonte: Capital Reset; 22/09/2026
“”O Brasil tem minerais críticos e terras raras de que o mundo precisa para realizar a transição energética”, afirmou o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça-feira (22/9), na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Mas, segundo o presidente, o acesso internacional a esses recursos deverá ter contrapartidas para o país: geração de valor em território nacional, transferência de tecnologia e suprimento de setores estratégicos brasileiros. A declaração reforça a estratégia do governo de tentar deslocar a posição do Brasil nas cadeias globais de minerais críticos da simples exportação de recursos naturais para etapas de maior valor agregado. “Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro — e é em benefício dele que serão exploradas”, disse Lula. O discurso ocorre menos de uma semana após a sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), que tem entre seus objetivos justamente ampliar o beneficiamento e a transformação desses recursos no país, além de estimular pesquisa, inovação e industrialização. Aprovada pela Câmara no início de maio, a PNMCE ficou parada por meses no Senado e só voltou à pauta em agosto, após a entrada do governo dos Estados Unidos no projeto de terras raras Serra Verde, em Goiás.”
Fonte: Eixos; 22/09/2026
Internacional
Empresas
Data centers dos EUA garantem à Mitsubishi pedidos firmes de turbina a gás até 2030
“A Mitsubishi Heavy Industries prevê que a demanda global por turbinas a gás permanecerá forte no próximo ano, com um aumento nos negócios nos Estados Unidos abastecendo a carteira de pedidos da empresa, segundo o chefe das operações norte-americanas em declaração ao “Nikkei Asia”. “Observando o ritmo de pedidos para o período de janeiro a junho de 2026, espera-se que a demanda fique no mesmo nível do ano passado ou até mais alta, ultrapassando novamente a marca de 100 gigawatts este ano”, disse na segunda-feira Takao Tsukui, presidente do conselho e executivo-chefe (CEO) da Mitsubishi Heavy Industries America. Os Estados Unidos estão impulsionando grande parte dessa demanda devido à expansão de data centers voltados para a inteligência artificial (IA). A necessidade de geradores de energia de carga de base, capazes de operar de forma estável 24 horas por dia, está aumentando. A demanda global por turbinas a gás em 2025 atingiu o nível mais alto desde 2000, segundo a Mitsubishi Heavy. A empresa japonesa é uma das três maiores fabricantes mundiais de turbinas a gás para geração de energia, ao lado de suas concorrentes GE Vernova e Siemens Energy. O principal produto da Mitsubishi Heavy é a turbina de grande porte e alta eficiência da série J, utilizada em usinas de ciclo combinado a gás (GTCC).”
Fonte: Valor Econômico; 23/09/2026
Demanda de energia da IA acelera a busca da China pela fusão nuclear
“A rápida expansão de centros de dados de IA, que consomem enormes quantidades de energia, está acelerando as pesquisas da China no setor nuclear, à medida que o país corre para construir uma nova geração de reatores. Das 58 novas usinas nucleares convencionais em construção no mundo, mais da metade está na China. O país investe pesadamente em uma classe emergente de pequenos reatores modulares (SMRs), ao mesmo tempo em que concentra esforços de pesquisa e desenvolvimento no chamado “Santo Graal” da energia: a fusão nuclear. Com preocupações relacionadas a custos e ao meio ambiente freando o desenvolvimento nuclear em grande parte do mundo, a competitividade da China lhe confere a chance de dominar mais uma indústria do futuro. A crescente importância do setor nuclear na corrida pela IA ocorre em um período de tensão nas relações entre EUA e China, marcado por controles abrangentes sobre a venda de tecnologia americana para o país asiático. Espera-se que a IA seja um dos principais pontos de atrito no encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, em Washington, nesta semana. Embora a China ainda dependa de chips de IA projetados nos EUA, a natureza de planejamento centralizado da economia chinesa e a ausência de mecanismos democráticos de controle são vistas como fatores que conferem a Pequim vantagens na construção dos sistemas de energia e infraestrutura necessários para a IA. A China terá a “indústria nuclear mais dinâmica e significativa do mundo” na próxima década, “com ampla vantagem”, afirmou Damien Ma, especialista não residente do grupo de pesquisa Gavekal, sediado em Pequim.”
Fonte: Financial Times; 22/09/2026
Política
“Espera-se que a produção global de biocombustíveis cresça quase 70% até 2030 em relação aos níveis de 2025, à medida que os principais países produtores avançam com o aumento das obrigações de mistura em resposta à crise energética desencadeada pela guerra envolvendo o Irã; essa é a conclusão de um estudo publicado na terça-feira. O estudo foi elaborado em parceria pelo think tank Chatham House, sediado em Londres, e pelo grupo de certificação sem fins lucrativos Forest Stewardship Council (FSC). Biocombustíveis como o etanol podem ser produzidos a partir de diversas matérias-primas orgânicas, mas são geralmente fabricados a partir de culturas alimentares ou de insumos para ração animal. Eles são comumente misturados à gasolina ou ao diesel e tornam-se mais competitivos à medida que os preços dos combustíveis fósseis sobem. Esses combustíveis estão há muito tempo no centro de um debate sobre se ajudam a combater as mudanças climáticas ou se contribuem para a inflação dos alimentos e o desmatamento. Os autores do estudo alertaram que o recente aumento na demanda traz o risco de agravar esse último problema. “Ao priorizar a segurança energética no curto prazo, algumas respostas políticas podem acabar gerando um aumento da insegurança alimentar no médio prazo; além disso, qualquer choque adicional, como eventos climáticos extremos, poderia afetar severamente os preços dos alimentos”, afirmaram.”
Fonte: Reuters; 22/09/2026
“Os países europeus passaram nos últimos meses por situações pouco vistas em uma passado recente. Ondas de calor de mais de 40 graus em alguns locais, focos de incêndios em áreas muito próximas a regiões urbanas, interrupção de aulas e outras atividades e eventos pelo calor extremo, interrupções no abastecimento de energia, mortes por afogamento, com pessoas buscando uma forma de se refrescar e a certeza de que as cidades – e os prédios – não estão preparados para altas temperaturas. Houve até disputa de consumidores pelas últimas unidades de ar condicionado nos estoques. A refrigeração virou, inclusive, uma pauta política, com o crescimento de riscos e pressões para a rede elétrica. Não foi o primeiro ano de ondas de calor. Em 2025, as altas temperaturas e incêndios já havia levado a pauta aos gabinetes públicos. A Comissão Pan-Europeia sobre Clima e Saúde, por exemplo, chegou a divulgar um boletim alarmante que trazia o aumento de 30% na mortalidade relacionada ao calor na Europa nas últimas duas décadas, com mais de 100.000 mortes registradas. Contudo, em 2026, o assunto parece ter sido levado mais à sério nos fóruns públicos.”
Fonte: Um Só Planeta; 22/09/2026
América Latina e Caribe passam de um milhão de veículos eletrificados, diz Olacde
“A América Latina e o Caribe registraram frota de 1.016.034 veículos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV) em junho de 2026, segundo o Monitor da Mobilidade Elétrica na América Latina e no Caribe (.pdf), elaborado pela Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (Olacde). É a primeira vez que as regiões superam a marca de um milhão. De acordo com a Olacde, o resultado foi impulsionado pela incorporação de 285.785 unidades no primeiro semestre do ano. O Brasil lidera o volume de vendas no primeiro semestre, com 91.483 unidades, e concentra a maior frota regional, com mais de 580 mil veículos. Em termos de crescimento interanual, o país está em quarto lugar, tendo aumentado em 193%. Na frente dele estão Argentina (+873%), Equador (+261%) e Colômbia (+236%). O Brasil se destaca, ainda, por ser o país com mais estações públicas para recarga de eletrificados, com 25.429 em junho deste ano. Segundo o levantamento, as regiões tiveram, ainda, avanço do transporte público elétrico, chegando a 10.685 ônibus elétricos, com a incorporação de 967 unidades em três trimestres. O Brasil é o segundo país com mais ônibus elétricos, 2.317, atrás apenas do Chile, que tem 5.059 unidades. A organização considera que a frota elétrica em circulação nas regiões gera economia de US$ 1,519 bilhão por ano, ao reduzir o gasto com combustíveis fósseis.”
Fonte: Eixos; 22/09/2026
Adoção de energia renovável precisa dobrar para atingir meta de 2030, diz relatório
“A implantação global de energias renováveis precisa mais que dobrar para atingir a meta climática estabelecida para 2030, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira (21). A adoção de formas limpas de produção de energia atingiu um nível recorde no ano passado, mas o movimento ainda acontece em um ritmo mais lento do que o necessário. Na COP28, cúpula das Nações Unidas sobre mudança climática realizada em Dubai, em 2023, mais de 100 países concordaram em triplicar a capacidade de energia renovável global até 2030. A capacidade instalada global total de energia renovável atingiu 5,15 terawatts no final de 2025, segundo o relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia Renovável, pela presidência da COP31 e pela Aliança Global de Energias Renováveis. O valor é menos da metade da meta de 11,2 TW. No último ano, o mundo adicionou pouco mais de 690 gigawatts de capacidade de energia renovável. Assim, ainda é preciso acelerar as instalações para cerca de 1.200 GW, em média, a cada ano até 2030, para atingir a meta. Em termos simples, eletrificação significa substituir por alternativas elétricas tecnologias que queimam combustíveis fósseis diretamente — como sistemas de aquecimento a gás e veículos a gasolina.”
Fonte: Folha de São Paulo; 22/09/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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