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Onde Investir | Setembro de 2026

Entenda a visão do Research da XP e saiba como investir nas principais oportunidades no mês de setembro de 2026

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  • Agosto foi um mês de avanço dos mercados globais, mas o equilíbrio seguiu relativamente frágil. O MSCI ACWI subiu 2,7% no mês, sustentado pela força da inteligência artificial, enquanto a dívida americana ultrapassou US$ 40 trilhões e voltou a pressionar os juros longos ao redor do mundo.
  • No Brasil, o mês também foi de “duas faces”. A saída de capital estrangeiro determinou o movimento no início do mês, na esteira do fluxo global em direção a IA e de uma temporada de resultados relativamente fraca por aqui. Na reta final, entretanto, o apetite ao risco retomou espaço com o acirramento da corrida eleitoral e retomada dos preços de petróleo, levando o Ibovespa a encerrar agosto próximo da estabilidade.
  • O alívio na inflação e economia mais fraca também contribuíram, ao elevarem expectativas de cortes de juros. Com índices de inflação abaixo do esperado e a atividade econômica perdendo fôlego antes do esperado, revisamos nossa projeção para a Selic no fim de 2026, de 14,00% para 13,25%, mantendo a expectativa de convergência para 11,50% em 2027.
  • O fiscal seguiu como o principal contraponto, aqui e lá fora. A incerteza político-fiscal manteve taxas historicamente altas no mercado de renda fixa doméstico, enquanto nos Estados Unidos a dívida pública também se tornou destaque – impulsionando juros de longo prazo e ativos considerados de proteção, como o ouro.
  • Setembro começa com “bons ventos” para o Brasil, mas deve guardar volatilidade adiante. Uma potencial elevação de juros nos Estados Unidos pode desestabilizar parcela do equilíbrio pautada no ciclo de afrouxamento monetário por aqui, enquanto o campo eleitoral ganha espaço como motor de apetite/aversão ao risco doméstico.
  • Em nossas recomendações de alocação, fizemos ajustes pontuais para setembro. Reduzimos a exposição ao crédito privado pós-fixado e elevamos a alocação em prefixados, com duration recomendada reduzida de quatro para três anos.
  • Nas carteiras recomendadas, reiteramos a seletividade nas classes domésticas, e o destaque para IA no mundo. Em renda fixa e na bolsa brasileira, a precificação de risco pode trazer oportunidades e a seletividade será a chave. Ainda, reiteramos visão positiva para a temática de IA na renda variável global, e reforçamos o papel dos ativos alternativos, como o ouro, na diversificação das carteiras.
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