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Frente à demora, membros da indústria buscam garantir os incentivos previstos sob o Redata | Café com ESG, 04/02

UE vai propor parceria com os EUA para minerais críticos; mercado busca plano B diante do atraso da MP Redata

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de terça-feira em alta, com IBOV e o ISE avançado 1,58% e 1,34%, respectivamente.

• No Brasil, (i) as movimentações geopolíticas serão um dos focos do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) em 2026, segundo o presidente interino do órgão, Fernando Azevedo – conforme o executivo, desde as discussões sobre o tarifaço promovido pelo presidente americano, Donald Trump, o Brasil tem aprofundado conversas com o encarregado de negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, sobre os interesses americanos nos minerais críticos brasileiros; e (ii) diante da demora e da falta de consenso para votar a Medida Provisória 1318/2025, que institui o Regime Especial para Equipamentos de Data Center (Redata), representantes da indústria contam com a apresentação pelo governo de um projeto de lei, ainda nesta semana, para garantir os incentivos setoriais previstos para 2026.

• No internacional, a União Europeia vai propor aos Estados Unidos uma parceria em minerais críticos para conter a influência da China, em busca de moldar a iniciativa do governo Trump de fechar acordos globais nesta semana – a UE está preparada para assinar um memorando de entendimento com os EUA para desenvolver um “Roteiro de Parceria Estratégica” dentro de três meses.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

A obrigação do SAF vem aí, mas as aéreas ainda não sabem como vão cumpri-la

“Faltam 11 meses para que as companhias áreas brasileiras tenham que colocar uma pequena porcentagem de combustível sustentável de aviação (SAF) nos tanques de seus aviões. Elas ainda não sabem exatamente como vão cumprir a obrigação regulatória, mas têm uma certeza: a maioria desse querosene verde provavelmente será importado. Apesar do potencial para ser um dos maiores produtores mundiais de SAF, essa nova indústria ainda está tomando forma no país. “O Brasil provavelmente não vai ter produção para 2027. O desafio são os investimentos, que são muito grandes. As empresas estão se preparando, mas aguardam o mercado se consolidar”, diz Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, uma das líderes na produção de biodiesel no Brasil e que tem projetos de SAF em andamento. De um lado, produtores buscam contratos de longo prazo para viabilizar esses investimentos. Do outro, companhias aéreas veem o preço e uma particularidade da regulação brasileira como obstáculos para fechar acordos.”

Fonte: Capital Reset; 03/02/2026

Brasil tem conversas avançadas com EUA em minerais críticos

“As movimentações geopolíticas serão um dos focos do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) em 2026, segundo o presidente interino do órgão, Fernando Azevedo. Conforme o executivo, desde as discussões sobre o tarifaço promovido pelo presidente americano, Donald Trump, o Brasil tem aprofundado conversas com o encarregado de negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, sobre os interesses americanos nos minerais críticos brasileiros. “Os Estados Unidos querem fomentar o setor”, disse Azevedo, em entrevista coletiva nesta terça-feira (3). “Eles viram que a China detém todo o ciclo de terras raras e é a primeira do mundo em termos de reservas. O Brasil é o segundo. Quanto mais a tecnologia avança, mais o mundo precisa de terras raras.” Segundo o presidente interino do Ibram, o instituto tem o costume de ser procurado por entidades de outros países, por representar a indústria de mineração do Brasil. “Nós recebemos todos que nos procuram. Já conversamos com a Coreia do Sul e com a China, por exemplo”, disse. Conforme Azevedo, os americanos estão planejando realizar um simpósio sobre minerais críticos no Brasil nos próximos meses, mas ainda sem detalhes.”

Fonte: Valor Econômico; 04/02/2026

Subsecretário da Fazenda assume presidência de iniciativa para alinhar taxonomias internacionais

“O subsecretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda, Matias Cardomingo, foi eleito para a presidência do Comitê Diretor do Roteiro da Taxonomia (Taxonomy Roadmap Initiative em inglês — TRI). A designação está alinhada à presidência brasileira da COP30, vigente até 1º de dezembro de 2026. Já o Secretariado da TRI será composto pelo representante do Banco Central do Azerbaijão (CBAR), Rustam Tahirov, e da Corporação Financeira Internacional (IFC), Delgermaa Begz. A TRI foi lançada em 2024, durante a COP29 no Azerbaijão. A iniciativa visa a discussão e implementação das taxonomias sustentáveis, regras que ajudam a identificar quais atividades econômicas realmente ajudam o meio ambiente e a sociedade e podem ser consideradas sustentáveis. O Roteiro inclui ainda o apoio aos esforços para que países emergentes e em desenvolvimento possam construir taxonomias interoperáveis, oferecendo clareza para investidores internacionais sobre os requisitos de conformidade entre diferentes jurisdições.”

Fonte: Eixos; 03/02/2026

Após demora, mercado conta com plano B para MP do Redata

“Diante da demora e da falta de consenso para votar a Medida Provisória 1318/2025, que institui o Regime Especial para Equipamentos de Data Center (Redata), representantes da indústria contam com a apresentação pelo governo de um projeto de lei, ainda nesta semana, para garantir os incentivos setoriais previstos para 2026. Em entrevista à eixos, o diretor de relações institucionais e governamentais da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais do Brasil (Brasscom), Sérgio Sgobbi, diz que a sinalização é que o governo deixará a MP caducar e o texto será incorporado a um projeto de lei, com algumas alterações. Dentre elas, a inclusão de um dispositivo para a depreciação acelerada dos equipamentos, além da exceção de combustíveis para geradores de backup nos critérios de energia renovável ou limpa. Ele e outros representantes do setor de data centers foram recebidos na semana passada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB/SP), para tratar do Redata.”

Fonte: Eixos; 03/02/2026

Parceria da Zurich e Rede Origens Brasil movimenta R$ 35 milhões com bioeconomia amazônica

“Às margens do Rio Erepecuru, no norte do Pará, os barcos ancorados na comunidade de Pancada representam mais do que meios de transporte: são sinônimo de transformação social. A região, no Baixo Amazonas, abriga um grande número de territórios quilombolas e indígenas que baseiam seu modo de vida na agricultura familiar e extrativismo sustentável. A Pancada é uma das 414 comunidades beneficiadas pela parceria entre a seguradora Zurich e a Rede Origens Brasil, iniciativa que movimentou R$ 35 milhões na bioeconomia da Amazônia em cinco anos. A cidade mais próxima é Oriximiná, conhecida como a “Princesa do Trombetas”, o segundo maior município em área do estado e com forte economia na mineração de bauxita e na agropecuária. Para chegar até lá, a rota mais rápida é pelo terminal hidroviário de Santarém, de onde saem as embarcações. Se for de barco, a viagem dura cerca de 12 horas. De lancha rápida, até quatro. Na Pancada, moram 37 famílias quilombolas e todas têm na castanha-do-pará sua principal fonte de renda, ativo natural abundante no território amazônico.”

Fonte: Exame; 04/02/2026

Internacional

Japonesa IHI produzirá mais peças de usinas nucleares para atender data centers

“A empresa japonesa IHI planeja investir 20 bilhões de ienes (US$ 128 milhões) nos próximos três anos para aumentar a produção de componentes para usinas nucleares, visando atender à demanda por usinas nucleares gerada por centros de dados de inteligência artificial. A empresa de engenharia estudará a possibilidade de adicionar linhas de produção e modernizar os equipamentos em sua fábrica em Yokohama, onde são fabricadas essas peças. A capacidade será definida posteriormente. A IHI pretende elevar a produção de vasos de contenção e vasos de pressão, componentes cruciais que protegem o núcleo do reator e os equipamentos ao redor. Esses componentes exigem chapas de aço e aço inoxidável extremamente espessas, além de concreto armado. Apenas algumas empresas no mundo, incluindo a IHI, são capazes de fabricá-los. Após o desastre de 2011 na usina nuclear de Fukushima Daiichi, todos os 36 reatores nucleares do Japão — incluindo os em construção — foram desativados. Sua retomada gradual está em andamento, principalmente na região oeste do país.”

Fonte: Valor Econômico; 04/02/2026

UE vai propor aos EUA parceria em minerais críticos contra China

“A União Europeia vai propor aos Estados Unidos uma parceria em minerais críticos para conter a influência da China, em busca de moldar a iniciativa do governo Trump de fechar acordos globais nesta semana. A UE está preparada para assinar um memorando de entendimento com os EUA para desenvolver um “Roteiro de Parceria Estratégica” dentro de três meses, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. A parceria visa encontrar, em conjunto, maneiras de obter minerais críticos, necessários para a maioria das tecnologias modernas, sem depender da China. Tanto os EUA quanto a UE tornaram-se dependentes dos minerais chineses abundantes e baratos, dando a Pequim influência sobre suas cadeias de suprimentos. A proposta oferece diversas maneiras de reduzir essa dependência, disseram as pessoas, que falaram sob condição de anonimato para discutir deliberações privadas. O memorando sugere que a UE e os EUA explorem projetos conjuntos de minerais críticos e mecanismos de apoio aos preços.”

Fonte: Valor Econômico; 03/02/2026

Arábia Saudita construirá usinas solares de US$ 2 bilhões na Turquia, diz o ministro de energia turco

“A Arábia Saudita investirá US$ 2 bilhões para construir duas usinas solares com capacidade total de 2.000 MW na Turquia, disse o ministro de energia turco na terça-feira. Durante a visita do presidente turco Tayyip Erdogan a Riade, o ministro de Energia da Turquia, Alparslan Bayraktar, e seu homólogo saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, assinaram um acordo sobre projetos de usinas de energia renovável, disse Bayraktar em uma postagem no X. Segundo o acordo, empresas sauditas construirão uma usina solar na província oriental de Sivas e outra na província central de Karaman, com capacidade total de 2.000 MW na primeira fase, disse Bayraktar, acrescentando que a capacidade total das usinas solares e eólicas que as empresas sauditas construirão atingirá 5.000 MW. “Consideramos esses investimentos um dos exemplos mais importantes de investimento estrangeiro direto em nosso setor de energia, e serão financiados inteiramente por meio de financiamento externo. O crédito também será fornecido por instituições financeiras internacionais”, disse Bayraktar.”

Fonte: Reuters; 03/02/2026

EUA emitem proposta de regra para crédito fiscal para combustíveis limpos

“O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu na terça-feira uma proposta de regra que regula como os fabricantes de biocombustíveis podem acessar um crédito fiscal de US$ 1 por galão para combustíveis de transporte de baixo carbono, incluindo combustível de aviação. A regra foi bem recebida por grupos comerciais de biocombustíveis, que afirmaram que o plano poderia proporcionar mais segurança para produtores de etanol, biodiesel e outros produtos que buscam o crédito. O programa, chamado 45Z, foi criado sob a Lei de Redução da Inflação do ex-presidente Joe Biden e foi alterado no ano passado no projeto de lei One Big Beautiful do presidente Donald Trump. As mudanças incluíram permitir a utilização de combustíveis de baixo carbono produzidos com matérias-primas cultivadas no Canadá e no México, bem como ajustes na metodologia para calcular a intensidade do uso da terra de uma matéria-prima. “A regra proposta de hoje sobre o 45Z é um passo na direção certa para proporcionar a clareza e a certeza que os produtores de etanol buscam”, disse Geoff Cooper, presidente e CEO da Renewable Fuels Association.”

Fonte: Reuters; 03/02/2026

O uso de etanol na França cresce 15% em 2025, impulsionado pela demanda por gasolina

“O consumo francês de etanol na gasolina subiu 15%, para 19 milhões de hectolitros em 2025, à medida que os registros de carros a gasolina aumentaram, e a tendência deve continuar, informou o grupo de produtores Bioetanol França nesta terça-feira. Do volume global consumido na França no ano passado, 60% foi produzido localmente, feito a partir de beterraba açucareira, trigo, milho e resíduos agrícolas, disse o grupo em uma coletiva de imprensa. O volume restante veio em grande parte de outras partes da União Europeia, disseram. O aumento do consumo de etanol foi maior do que o aumento de 5,6% no consumo total de gasolina na França no ano passado, enquanto os consumidores recorreram ao combustível mais barato produzido por culturas. A França registrou 1,63 milhão de carros de passeio em 2025, com gasolina e híbridos representando 74%, contra 41% em 2015, destacando uma grande mudança para o afastamento do diesel, que caiu para 6% ante 58%, segundo dados da Bioethanol France.”

Fonte: Reuters; 03/02/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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