Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território misto, com IBOV recuando 0,08% e o ISE avançando 0,15%.
• No Brasil, (i) a prefeitura de Congonhas (MG) suspendeu os alvarás de funcionamento das unidades de Fábrica e Viga, da Vale, após os transbordamentos de água ocorridos nos últimos dias – a administração municipal também exigiu a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental pela companhia; e (ii) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem os sete fundos selecionados na chamada pública de mitigação climática que vai destinar R$ 4,3 bilhões em aportes do BNDESPAR, braço do banco para atuação no mercado de capitais – a expectativa é que os investimentos mobilizem cerca de R$ 16,2 bilhões adicionais em capital privado.
• No internacional, a Grade Nacional da Grã-Bretanha (NG. L) e a TenneT da Alemanha farão uma parceria para desenvolver uma interligação de energia conectando parques eólicos offshore britânicos e alemães no Mar do Norte para abastecer ambos os países, disseram as empresas na segunda-feira – o anúncio ocorre enquanto Reino Unido, Alemanha e outros países europeus assinam um pacto de energia limpa em uma cúpula em Hamburgo, comprometendo-se a fornecer 100 gigawatts de energia eólica offshore por meio de projetos conjuntos de grande escala.
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Brasil
Empresas
Governo de MG detecta danos ambientais após incidente em cava da Vale e diz que autuará mineradora
“O governo de Minas Gerais afirmou nesta segunda-feira (26) que foram identificados danos ambientais decorrentes do extravasamento em uma cava da mineradora Vale na madrugada de domingo (25), acrescentando que a companhia será autuada. Os danos ambientais foram decorrentes do carregamento de sedimentos e do assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão, de acordo com comunicado do governo mineiro. A Vale será autuada por ações de poluição, degradação ou danos aos recursos hídricos e às espécies vegetais e animais, entre outros. O incidente, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na região conhecida como Mina de Fábrica, provocou também o alagamento de áreas da instalação Pires, da CSN Mineração. Não houve feridos e a população do entorno não foi afetada, segundo as informações das empresas. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou que a Vale cumpra imediatamente uma série de medidas emergenciais, incluindo ações de limpeza do local afetado, assim como o monitoramento do curso d’água atingido.”
Fonte: Valor Econômico; 26/01/2026
Prefeitura suspende alvarás de minas da Vale em MG
“A prefeitura de Congonhas (MG) suspendeu os alvarás de funcionamento das unidades de Fábrica e Viga, da Vale, após os transbordamentos de água ocorridos nos últimos dias. A administração municipal também exigiu a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental pela companhia. A mineradora afirmou, na noite desta segunda-feira (26), ter suspendido as operações nas unidades mencionadas e que irá se “manifestar tempestivamente sobre as ações demandadas, colaborando integralmente com as autoridades competentes e prestando todos os esclarecimentos necessários”. Depois dos dois transbordamentos, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cobrou a efetiva solução da situação, ameaçando, inclusive, com a interdição da operação, se preciso, para garantir a segurança das comunidades locais e do ambiente. Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que determinou o acionamento dos órgãos federais, estaduais e municipais competentes para fiscalização e eventual penalização, bem como a adoção das medidas cabíveis voltadas à reparação de possíveis danos materiais, ambientais e pessoais. Cobrou ainda a abertura de processo para apuração das responsabilidades no evento, “com rigor e celeridade”, e estabeleceu que a pasta seja mantida informada, de forma contínua, sobre as ações de fiscalização e demais providências adotadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM).”
Fonte: Valor Econômico; 27/01/2026
Política
Sete fundos receberão até R$ 4,3 bi do BNDES para transição climática
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (26) os sete fundos selecionados na chamada pública de mitigação climática que vai destinar R$ 4,3 bilhões em aportes do BNDESPAR, braço do banco para atuação no mercado de capitais. A expectativa é que os investimentos mobilizem cerca de R$ 16,2 bilhões adicionais em capital privado voltado a iniciativas de transição ecológica, restauração ambiental e descarbonização da economia. Os recursos devem ser aplicados em projetos e empresas no Brasil. Os selecionados seguem para a etapa de diligência e definição final das condições de investimento, antes dos desembolsos. Lançada em setembro do ano passado, a chamada recebeu 45 propostas de gestores nacionais e internacionais. Os escolhidos foram divididos em duas categorias: transformação ecológica, que apoia projetos de descarbonização e transição industrial, e soluções baseadas na natureza, voltada a iniciativas de conservação, restauração e uso sustentável dos biomas.”
Fonte: Capital Reset; 26/01/2026
Apenas nove dos 25 blocos previstos para leilão de partilha têm aval ambiental
“Dos 25 blocos exploratório aprovados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para compor o edital do próximo leilão de partilha, somente nove têm aval ambiental. Os outros 16 aguardam a emissão de manifestação conjunta do Ministério de Minas e Energia (MME) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A minuta do edital do 4º ciclo da oferta permanente de partilha foi aprovada pela diretoria da ANP na segunda-feira (26/1). O documento agora segue para apreciação do MME. Em seguida, está prevista a realização da uma audiência pública. A expectativa da agência é ter o aval ambiental para todas as áreas até lá. Cumpridas essas etapas, a versão final do edital será publicada e as empresas inscritas poderão enviar declaração de interesse, acompanhada da garantia de oferta, para um ou mais blocos previstos no documento. A manifestação conjunta é uma etapa necessária em razão das ausência das avaliações ambientais de área sedimentar (AAAS), mecanismo criado há mais de uma década. Desde 2012, quando a então presidenta Dilma Rousseff (PT) criou as AAAS, somente duas avaliações foram realizadas, para as bacias do Solimões (terra) e Jacuípe (mar).”
Fonte: Eixos; 26/01/2026
Varejistas europeias pressionam tradings a cumprirem regras da Moratória da Soja da Amazônia
“Um grupo de 13 grupos europeus de varejo pediu às maiores tradings agrícolas que informem se vão continuar individualmente no acordo da Moratória da Soja e quais instrumentos de verificação utilizarão para garantir que a soja comprada na Amazônia é livre de desmatamento. As empresas afirmaram que as respostas orientarão “futuras decisões de originação”. A demanda foi apresentada em carta enviada pelo Retail Soy Group, organização de empresas de varejo da União Europeia criado em 2013 para “encontrar soluções” para uma produção de soja sustentável. A carta, obtida pela reportagem, é assinada por empresas como as britânicas Tesco, Lidl e Marks and Spencer, as alemãs ALDI Nord Group e ALDI Süd, e pela organização suíça Swiss Soy Network, entre outras.”
Fonte: Globo Rural; 26/01/2026
Internacional
Empresas
Fornecedores chineses de materiais para painéis solares se unem para conter sobreoferta
“Dez empresas chinesas envolvidas na fabricação de polissilício para painéis solares uniram-se em um sinal de consolidação em um setor sobrecarregado por excesso de capacidade. A joint venture, Beijing Guanghe Qiancheng Technology, foi formada em dezembro e conta com o apoio de grandes fornecedores como Tongwei, GCL Technology Holdings e Xinjiang Daqo New Energy, de acordo com a provedora de dados comerciais chinesa Qichacha. “Ela inclui quase todos os principais fabricantes chineses de polissilício”, disse Junko Okazaki, pesquisadora sênior da consultoria de energia solar RTS, com sede em Tóquio. A Guanghe Qiancheng não divulgou nenhuma informação publicamente. Mas, de acordo com a Associação da Indústria Fotovoltaica da China (CPIA), ela funcionará como uma plataforma para a reestruturação da capacidade de produção. O objetivo da joint venture é que o setor coopere sob a orientação do governo para corrigir a concorrência acirrada que ocorre na cadeia de suprimentos, afirmou a CPIA.”
Fonte: Valor Econômico; 27/01/2026
“Minerador australiano Ionic Rare Earths (IXR. AX) disse na terça-feira que sua unidade recebeu uma oferta de subsídio de capital de 12 milhões de libras (US$ 16,42 milhões) do governo britânico para apoiar sua instalação de reciclagem de ímãs em Belfast. A bolsa contribuirá para o investimento de capital da instalação, administrada pela unidade da empresa, Ionic Technologies. O Reino Unido, como muitos países ao redor do mundo, está impulsionando o desenvolvimento doméstico de minerais críticos para reduzir a dependência de suprimentos estrangeiros até 2035. Sujeito à devida diligência e condições, o valor será fornecido por meio do financiamento DRIVE35 do governo do Reino Unido, que apoia a industrialização das tecnologias de veículos de emissão zero. “O desenvolvimento de uma planta comercial de reciclagem de ímãs permanentes de terras raras em Belfast apoiará as indústrias automotiva e de manufatura avançada do Reino Unido”, disse Ian Constance, CEO do Advanced Propulsion Centre UK, um dos financiadores da DRIVE35.”
Fonte: Reuters; 27/01/2026
Política
Turquia define presidente e climate champion da COP31
“A COP31 já tem parte de sua liderança definida. Enquanto o ministro do Meio Ambiente, Planejamento Urbano e Mudanças Climáticas da Turquia, Murat Kurum, foi designado presidente da conferência, Samed Agırbaş, assume a função de Climate Champion (Campeão de Alto Nível do Clima), conforme anunciado na última sexta-feira (24). Atualmente, Agırbaş preside a Zero Waste Foundation. Sua trajetória inclui passagens pela Assembleia da Juventude da Prefeitura Metropolitana de Istambul e pela ONU-Habitat. A 31º edição da Conferência das Partes está prevista para acontecer entre 9 a 20 de novembro, na cidade de Antália. Assim como ocorreu no Brasil, é provável que a cúpula de líderes aconteça antes do início oficial da COP, desta vez em Istambul. A Turquia garantiu a sede da COP31, que disputava com a Austrália, após negociações lideradas por Kurum na COP30, realizada no Brasil. O acordo final estabeleceu que a Turquia serviria como sede, delegando as responsabilidades de negociação à Austrália. No último dia 11, foi realizada a primeira reunião preparatória para a conferência, em Antália, cidade mediterrânea que é um importante centro diplomático, além de destino turístico turco muito popular.”
Fonte: Exame; 27/01/2026
Nos EUA, novas grandes compradoras de concreto de baixo carbono
“Os centros de dados consomem enormes quantidades de energia para alimentar a inteligência artificial (IA). Mas suas pegadas ambientais começam a aumentar mesmo antes do primeiro servidor ser ligado, devido à imensa quantidade de concreto com alta emissão de carbono necessária para construí-los. À medida que a construção de “data centers” nos Estados Unidos aumenta, com o início de instalações multimilionárias dos estados do Texas ao Wisconsin, as empresas de tecnologia estão se tornando compradoras de concreto de baixo carbono. Até 2030, a expansão dos “data centers” deverá exigir 2 milhões de toneladas métricas de cimento, o agente aglutinante do concreto, segundo a organização ambiental sem fins lucrativos RMI (antes conhecida como Rocky Mountain Institute), que atua para acelerar a transição energética. Se essas instalações forem construídas com concreto tradicional, poderão gerar 1,9 milhão de toneladas métricas de emissões de CO2, diz Chandler Randol, da RMI. Isso equivale às emissões anuais de 415 mil carros a gasolina.”
Fonte: Valor Econômico; 27/01/2026
“A Grade Nacional da Grã-Bretanha (NG. L) e a TenneT Alemanha da Alemanha fará parceria para desenvolver um interligação de energia conectando parques eólicos offshore britânicos e alemães no Mar do Norte para abastecer ambos os países, disseram as empresas na segunda-feira. O anúncio ocorre enquanto Reino Unido, Alemanha, Dinamarca e outros países europeus assinam um pacto de energia limpa em uma cúpula em Hamburgo, comprometendo-se a fornecer 100 gigawatts de energia eólica offshore por meio de projetos conjuntos de grande escala. A Europa busca aumentar sua independência energética e se afastar das importações de energia russa em resposta à invasão russa da Ucrânia. O interconector, chamado GriffinLink, poderia conectar até 2 GW de energia eólica offshore aos dois países e poderia estar operacional até o final da década de 2030, disseram as empresas.”
Fonte: Reuters; 26/01/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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