Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira novamente em alta, com IBOV e o ISE avançando 2,20% e 2,56%, respectivamente.
• Do lado das empresas, a Rumo, uma das principais companhias responsáveis pelo transporte pesado ligado ao agronegócio, reforçou sua principal meta de reduzir em 21% suas emissões de carbono até 2030 (tendo 2020 como ano‑base) – a estratégia, de acordo com Natalia Marcassa, VP de Regulatório, Institucional e Comunicação da Rumo, passa por duas frentes principais: aumentar o volume transportado em cada viagem, e aprimorar a eficiência energética a partir de tecnologias de ponta.
• Na política, (i) o Ministério de Minas e Energia (MME) deu início aos trabalhos técnicos que vão embasar a formulação da Estratégia Nacional de Terras Raras – a iniciativa visa organizar o desenvolvimento da cadeia desses minerais estratégicos no Brasil, em conexão com a política industrial e a agenda de transição energética; e (ii) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou essa semana uma audiência pública sobre a resolução para regulamentar os procedimentos técnicos relativos à emissão do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB) – dentre as principais propostas da minuta estão os requisitos para certificação do produtor e importador de biometano.
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Brasil
Empresas
Trens elétricos e autônomos: a aposta da Rumo para cortar 62 mil toneladas de CO2
“Mais cargas em menos viagens — e com menos emissões: essa é a premissa da Rumo, gigante do transporte ferroviário. A companhia atua há 10 anos e já chega a mais de 14 mil quilômetros de ferrovias ao longo de nove estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Hoje, a empresa é uma das principais responsáveis pelo transporte pesado ligado ao agronegócio, com mais de 1.400 locomotivas e 35 mil vagões. No lado ambiental, a principal meta da Rumo é reduzir suas emissões específicas em 21%, valor que deve ser alcançado até 2030, com base nos dados de 2020. Até o momento, a queda acumulada já soma 12%, mas o histórico desde a criação da empresa, em 2015, chega próximo aos 30% de redução nas emissões. A estratégia, de acordo com Natalia Marcassa, vice-presidente de Regulatório, Institucional e Comunicação da Rumo, passa por duas frentes principais: aumentar o volume transportado em cada viagem, reduzindo a quantidade de composições necessárias, e aprimorar a eficiência energética a partir de tecnologias de ponta.”
Fonte: Exame; 22/01/2026
EPE recomenda uso de baterias com rede elétrica independente em regiões do Acre
“A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou a utilização de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) com tecnologia grid-forming, que pode formar uma rede elétrica independente, nas regiões de Cruzeiro do Sul e Feijó, no Acre. A solução é inédita e custará R$ 230,48 milhões. A região de Feijó foi interligada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em junho de 2023, já Cruzeiro do Sul foi interligada em dezembro de 2024. As áreas não têm recursos de geração centralizada instalada e eram, até então, abastecidas por usinas termelétricas locais. Com a entrada no SIN, as termelétricas passaram a operar como backup do abastecimento até o fim dos contratos, em setembro do ano passado. Entretanto, desde as interligações, houve uma série de interrupções na transmissão. Para garantir o suprimento das regiões no período entre o fim dos contratos das termelétricas e a implementação de soluções estruturais, um estudo da EPE (.pdf) recomenda a implantação de baterias com tecnologia grid-forming, potência de 100 megawatts (MW) e capacidade de armazenamento de 200 megawatt-hora (MWh).”
Fonte: Eixos; 22/01/2026
“O nível socioeconômico do trabalhador impacta seu senso de pertencimento dentro da empresa onde atua, e isso é válido também para quem ocupa cargos de liderança. Essa constatação surgiu em um estudo global recente do Boston Consulting Group (BCG), antecipado ao Valor. A pesquisa ouviu 27.800 profissionais em 16 países, sendo 2.007 no Brasil, e mostra que pessoas que cresceram em contextos de maior desvantagem financeira relatam, em média, um índice de inclusão 13 pontos menor do que seus pares mais privilegiados. Em posições executivas, globalmente, essa diferença chega a 14 pontos, indicando que a lacuna não desaparece com a progressão na carreira. Os respondentes são de 19 setores da economia, desde profissionais em início de carreira até a liderança sênior. Cecilia Aureliano, diretora executiva e sócia do BCG, comenta que essa diferença ocorre porque a origem socioeconômica impacta diretamente o acesso a recursos que sustentam a progressão na carreira. Segundo o levantamento, profissionais de origem desfavorecida são 38% menos propensos a sentir que se beneficiam de redes profissionais, 30% menos propensos a desenvolver competências comportamentais (soft skills) e 24% menos propensos a se sentir confortáveis assumindo riscos.”
Fonte: Valor Econômico; 23/01/2026
Política
MME inicia estudo para estruturar Estratégia Nacional de Terras Raras
“O Ministério de Minas e Energia (MME) deu início, na terça-feira (21/1), aos trabalhos técnicos que vão embasar a formulação da Estratégia Nacional de Terras Raras. A iniciativa visa organizar o desenvolvimento da cadeia desses minerais estratégicos no Brasil, em conexão com a política industrial e a agenda de transição energética. Segundo o ministério, a reunião marcou o início do estudo que irá formular diretrizes, metas e instrumentos que orientem o desenvolvimento organizado da cadeia de terras raras no Brasil. A proposta é estruturar instrumentos que apoiem decisões públicas relacionadas à exploração, processamento e uso das terras raras no país, em alinhamento com as políticas industrial, ambiental, de inovação e de transição energética. A secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, afirmou que a estratégia é fundamental para alinhar a política mineral às prioridades de desenvolvimento do país. “Queremos avançar da produção primária para a transformação mineral, capturando mais valor no território nacional e promovendo benefícios duradouros para toda a sociedade brasileira”, disse em nota.”
Fonte: Eixos; 22/01/2026
ANP debate certificados de biometano com foco em certificadoras e soluções contra dupla contagem
“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou audiência pública na quarta (21/1) sobre a resolução para regulamentar os procedimentos técnicos relativos à emissão do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB). O tema passou por consulta pública e recebeu 150 contribuições de 13 agentes econômicos. As sugestões recebidas serão avaliadas por técnicos da ANP e a agência irá decidir pela alteração ou não da minuta original. O texto consolidado ainda passará por análise jurídica da Procuradoria Federal junto à ANP e será submetido à diretoria colegiada da ANP. Dentre as principais propostas da minuta estão os requisitos para certificação do produtor e importador de biometano. Para fins de emissão do CGOB, é obrigatória a certificação da unidade produtora, mesmo que seja um produtor estrangeiro de biometano. A minuta traz, ainda, os requisitos para a geração de lastro do CGOB, incluindo para autoconsumo. A ANP deverá desenvolver sistema informatizado para geração do lastro necessário à emissão de CGOB que avalie a conformidade das operações fiscais envolvidas.”
Fonte: Eixos; 22/01/2026
Custo de fertilizante nitrogenado renovável já é competitivo com o de origem fóssil, diz estudo
“O custo para produzir fertilizantes nitrogenados com matérias-primas renováveis no Brasil já é muito similar ao da produção nacional com gás natural, de acordo com o estudo “Decarbonizing the Ammonia Fertilizer Supply Chain in Brazil”, desenvolvido pelo think tank brasileiro Instituto E+ Transição Energética e a organização não-governamental norte-americana Rocky Mountain Institute (RMI), que atua em mais de 50 países. O documento considera a produção de nitrogenados utilizando biometano para produzir amônia, matéria-prima base desse tipo de fertilizante, além do uso de eletricidade gerada por fontes renováveis. O biometano é o gás obtido da purificação de outros gases gerados pela decomposição de matéria orgânica, como resíduos agrícolas – vinhaça a partir da cana-de-açúcar e dejetos de animais, por exemplo – e urbanos, e é um substituto do gás natural, de origem fóssil.”
Fonte: Globo Rural; 22/01/2026
Internacional
Empresas
“Sensores e satélites aéreos capturaram mais de 20 grandes plumas de metano emitidas no ano passado pela EQT Corp e Expand Energy, dois dos maiores produtores de gás da Bacia dos Apalaches, além de eventos isolados envolvendo a Berkshire Hathaway Energy, segundo grupos ambientais. A Gas Leaks and Earthworks analisou dados fornecidos pelos satélites do Carbon Mapper de mais de 80 grandes liberações de metano observadas em instalações de petróleo e gás na Virgínia Ocidental e Pensilvânia de novembro de 2024 a outubro de 2025. O FT verificou os dados comparando as coordenadas onde a liberação foi detectada com registros públicos para identificar o operador. A maioria dos liberamentos foi estimada como eventos de superemissores de metano — definidos nos EUA pela Agência de Proteção Ambiental como mais de 100 kg de metano por hora liberados na atmosfera. O metano é incolor e invisível a olho nu, sendo o principal componente do gás natural, e é mais de 80 vezes mais potente que o dióxido de carbono para reter calor na atmosfera ao longo de um período de 20 anos. Seu controle está entre os principais alvos dos compromissos da ONU de limitar o aquecimento global.”
Fonte: Financial Times; 23/01/2026
Política
Domínio sobre terras raras faz disparar preços de ações de empresas chinesas do setor
“As ações chinesas relacionadas a metais de terras raras estão em alta, com o mercado apostando que a China seguirá como ator dominante do setor. Baotou, uma cidade antes em dificuldades, localizada a cerca de 600 quilômetros a oeste de Pequim, na Mongólia Interior, foi revitalizada e se tornou o que o Conselho de Estado do governo central chamou de maior base de terras raras do país. A cidade possui algumas das maiores reservas de terras raras leves, incluindo neodímio, usado em ímãs de alto desempenho. Um distrito comercial ao redor da estação ferroviária da cidade abriga a líder do setor, a China Northern Rare Earth High-Tech, com sede em Baotou, e empresas do grupo, bem como instituições de pesquisa e universidades ligadas ao governo. A China Northern Rare Earth lançou uma nova linha de produção de neodímio em 2025. Seu lucro líquido atingiu 2,1 bilhões de yuans (US$ 302 milhões) no ano encerrado em dezembro, o dobro do 1 bilhão de yuans do ano anterior.”
Fonte: Valor Econômico; 23/01/2026
A Austrália oferece três novas permissões para eólicas offshore
“A Austrália ofereceu três licenças de energia eólica offshore para projetos na costa sul da Austrália Ocidental que poderiam adicionar 4 gigawatts de energia limpa ao sistema de energia isolado do estado, informou o governo na sexta-feira. A oferta vem após vários outros projetos de energia eólica offshore na costa leste da Austrália terem sido retirados nos últimos 18 meses, prejudicando o impulso do setor. Ressaltando as dificuldades para a transição para uma energia mais limpa, o estado concedeu um subsídio para manter uma mina de carvão viva por mais cinco anos, com base em preocupações com segurança energética. Duas licenças finais de viabilidade foram concedidas à Bunbury Offshore Wind, apoiadas pela EDF do governo francês, e mais uma para a Westward Wind, apoiada pela espanhola EDP Renewables e pela francesa Engie. Eles marcam um primeiro passo para o desenvolvimento da energia eólica offshore. “Além de fornecer eletricidade confiável e renovável durante todo o dia, a energia eólica offshore pode continuar gerando até a noite, aproveitando os ventos consistentes e rápidos da costa australiana”, disse o Ministro da Energia e Mudanças Climáticas, Chris Bowen.”
Fonte: Reueters; 23/01/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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