XP Expert

Maior fundo soberano do mundo pede flexibilização do principal padrão net zero | Café com ESG, 21/01

Eve anuncia captação de recursos para acelerar o desenvolvimento do eVTOL; maior fundo soberano pede relaxamento do padrão net zero

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]Onde Investir 2026 mobile

Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de terça-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 0,87% e 0,88%, respectivamente.  

• No Brasil, (i) a Eve anunciou ontem a captação de um financiamento de US$ 150 milhões junto a um consórcio de bancos para acelerar o desenvolvimento do seu “carro voador” – o empréstimo reforça o objetivo da Eve de atender à crescente demanda global por soluções de transporte sustentáveis e de baixa emissão; e (ii) a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) reagiu à pressão que o mercado de combustíveis vem exercendo pela abertura do mercado de biodiesel com o fim da proibição de importações – em nota assinada pelo presidente, a frente argumenta que a concorrência com o biodiesel importado pode desregular o mercado, desestimular investimentos, comprometer a previsibilidade do setor, criando condições desiguais de competitividade para a indústria nacional. 

• No internacional, o fundo soberano da Noruega, que administra mais de US$ 2 trilhões em recursos, quer que o principal padrão de net zero corporativo flexibilize os estritos requerimentos de descarbonização que exige para conceder seu prestigioso selo de aprovação – se não houver flexibilização nas exigências, as companhias podem deixar de traçar estratégias baseadas na ciência, o que significaria o enfraquecimento da iniciativa Science Based Targets (SBTi).

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Eve obtém US$ 150 milhões em financiamento para acelerar ‘carro voador’

“A Eve anunciou, nesta terça-feira (20), a captação de um financiamento de US$ 150 milhões junto a um consórcio de bancos para acelerar o desenvolvimento do seu “carro voador”. O empréstimo, com prazo de cinco anos, contou com a participação do Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Citi e MUFG Bank, reforçando a posição da Eve para atender à crescente demanda global por soluções de transporte sustentáveis e de baixa emissão. Com essa transação, o financiamento total da Eve atinge US$ 1,2 bilhão, consolidando a empresa como uma das mais capitalizadas do setor de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês). Recentemente, a companhia concluiu com sucesso o primeiro voo do protótipo de engenharia em escala real, realizado nas instalações de testes da Embraer em Gavião Peixoto (SP), um passo fundamental rumo à comercialização.”

Fonte: Valor Econômico; 20/01/2026

No mercado de capitais, gestoras de grandes bancos saem na frente em sustentabilidade, aponta pesquisa da Anbima

“Entre os agentes que fazem parte do mercado de capitais brasileiro, os bancos e, consequentemente, suas gestoras de recursos próprias são os agentes mais maduros em práticas sustentáveis. É o que mostra uma pesquisa da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha, obtida com exclusividade pelo Prática ESG. De acordo com a quarta edição da pesquisa “Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais”, 83% dos bancos publicam relatórios ESG (sigla em inglês para questões ambientais, sociais e de governança corporativa), percentual bem acima da média geral de 30%, considerando as mais de 200 instituições financeiras e empresas ouvidas para o levantamento. É comum que essas grandes instituições financeiras tenham gestoras de investimentos próprias e que essas áreas também contribuam para as práticas ESG. As instituições bancárias também se destacam na adoção de indicadores ESG em projetos e na seleção de fornecedores: 70% adotam esse tipo de critério, contra 48% da média geral. “Isso é importante porque elas [grandes instituições financeiras] têm uma capacidade de indução muito grande. Estamos falando de uma fatia que responde por 70% ou mais do mercado de fundos [de investimentos]. A capacidade desse ‘pedaço’ de mercado de induzir fortemente a questão da agenda de sustentabilidade e práticas ESG é muito grande”, comenta Cacá Takahashi, diretor da Anbima e coordenador da Rede Anbima de Sustentabilidade.”

Fonte: Valor Econômico; 21/01/2026

FPBio reage à ofensiva do mercado pelo fim da proibição de importação do biodiesel

“A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) reagiu à pressão que o mercado de combustíveis vem exercendo pela abertura do mercado de biodiesel com o fim da proibição de importações. Em nota assinada pelo presidente, deputado Alceu Moreira (MDB/RS), a frente argumenta que a concorrência com o biodiesel importado pode desregular o mercado, desestimular investimentos, comprometer a previsibilidade do setor e criar condições desiguais de competitividade para a indústria nacional. O tema foi objeto de uma consulta pública, concluída em 12 de janeiro, que prevê que todo o biodiesel comercializado para cumprir com o mandato de 15% no diesel seja oriundo de unidades produtoras autorizadas pela ANP. A discussão se refere a 20% da demanda, já que 80% do total precisa ter origem de produtores que detém o Selo Biocombustível Social.Segundo a FPBio, a capacidade instalada do setor opera com ociosidade próxima a 50%, “o que evidencia que não há risco de desabastecimento que justifique a abertura do mercado ao produto importado”. No outro polo, entidades empresariais do setor de combustíveis defendem a abertura para o mercado externo. Em nota de posicionamento conjunta, o IBP, Abicom, Brasilcom, Semove, SindTRR e Fecombustíveis defendem que ao menos 20% do volume possa ser atendido por importação, preservando 80% do mercado aos produtores detentores do Selo Biocombustível Social.”

Fonte: Eixos; 20/01/2026

MPTCU quer investigação de esquema com créditos de carbono envolvendo a família Vorcaro

“O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), Lucas Furtado, quer que a corte de contas apure as irregularidades relacionadas ao esquema de créditos de carbono envolvendo a família de Daniel Vorcaro, banqueiro do Master. O caso foi revelado pela Folha de S. Paulo. De acordo com a reportagem, o pai e a irmã de Daniel Vorcaro são os controladores da empresa Alliance, responsável por um projeto ambiental de créditos de carbono que inflou fundos do banco Master de maneira irregular. O projeto era desenvolvido em uma fazenda localizada em Apuí, no Amazonas, que na verdade é uma área pública pertencente à União. Segundo a reportagem, em 2023 foi firmado um acordo em que a Alliance passou a deter 80% das unidades de carbono associadas à fazenda, que foram para as empresas Golden Green (que tem como investidor o fundo Jade) e a Global Carbon (cujo investidor é o fundo New Jade 2). Os dois fundos por trás das empresas são administrados pela Reag e investigados desde a Operação Carbono Oculto. Ainda em 2023, um relatório da Unesp traçou uma estimativa sobre o estoque de carbono da propriedade: 168,8 milhões de toneladas de CO₂. Porém, para chegar ao número foi utilizado um método que não é aplicado no mercado.”

Fonte: Eixos; 20/01/2026

Internacional

O chefe da Nestlé culpa Trump pelo fato da empresa ficar em silêncio sobre sustentabilidade

“O CEO da Nestlé, Philipp Navratil, culpou parcialmente Donald Trump pela falha da empresa em falar o suficiente sobre sustentabilidade, enquanto o presidente dos EUA desmonta as regulamentações ambientais do país e rotulou as mudanças climáticas como “uma farsa”. Em um evento para funcionários da Nestlé em dezembro, Navratil disse que “é um pouco uma pena” que a maior empresa alimentícia do mundo não seja mais vocal em questões de sustentabilidade. O chefe da Nestlé disse que, embora devesse carregar parte da culpa, “também foi culpa do presidente Trump”, segundo imagens do evento vistas pelo FT. “Se você pensar bem, cinco ou três anos atrás, se você fosse encontrar investidores, receberia muitas perguntas sobre sustentabilidade”, disse Navratil. “De alguma forma, nos EUA, isso saiu totalmente da agenda”, acrescentou. “Em todas as reuniões com investidores que fiz, ninguém pergunta, nenhum perguntou — acho que talvez um — sobre sustentabilidade.” Líderes corporativos têm se tornado cautelosos em criticar publicamente as posições veementes de Trump — em tudo, desde mudanças climáticas até tarifas e imigração — durante o segundo mandato do presidente.”

Fonte: Financial Times; 21/01/2026

Maior fundo soberano do mundo defende relaxamento de padrão net zero

“O fundo soberano da Noruega, que administra mais de US$ 2 trilhões em recursos, quer que o principal padrão de net zero corporativo relaxe os estritos requerimentos de descarbonização que exige para conceder seu prestigioso selo de aprovação. O Norges Bank Investment Management (NBIM) diz que o argumento é pragmático. Se não houver flexibilização nas exigências, as companhias podem deixar de traçar estratégias baseadas na ciência, o que significaria o fim da iniciativa Science Based Targets (SBTi). Criada em 2015, a entidade analisa os planos net zero de empresas e dá a eles o carimbo de aprovação mediante adesão a critérios alinhados com o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C neste século. O fundo defende o relaxamento das novas regras do SBTi, que estão em fase de elaboração. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal britânico Financial Times, isso pode ter impacto na velocidade do corte de emissões de gases de efeito estufa, que precisa acelerar, não diminuir de ritmo. Os movimentos do NBIM são acompanhados de perto não só pelo tamanho do fundo, que é o maior soberano do mundo. O gigante norueguês é conhecido por sua política de investimento orientada pelo clima.”

Fonte: Capital Reset; 21/01/2026

TEPCO vai reiniciar o reator nuclear pela primeira vez desde Fukushima

“Tokyo Electric Power (TEPCO) (9501.T) reiniciará na quarta-feira um reator na usina nuclear Kashiwazaki-Kariwa após a conclusão das inspeções, sua primeira medida desse tipo desde o desastre de Fukushima em 2011. A TEPCO informou que colocará em operação, após as 19h (10h00 GMT), o reator nº 6 de 1,36 gigawatt (GW), um dos sete em Kashiwazaki-Kariwa, a maior usina nuclear do mundo capaz de produzir 8,2 GW de eletricidade quando em plena capacidade. A retomada foi adiada a partir de 20 de janeiro, pois a TEPCO investigava uma falha no alarme. No início da quarta-feira, o equipamento em questão estava funcionando normalmente, informou a TEPCO. Espera-se que o Reator nº 6 retome a operação comercial, aumentando o fornecimento de energia na área de Tóquio – a mais movimentada do Japão – até o final de fevereiro. Espera-se que o Reator nº 7 seja ativado por volta de 2030 e alguns outros poderão ser desativados. A retomada do Kashiwazaki-Kariwa eleva o número total de reatores atualmente reiniciados no Japão para 15, dos 33 reatores que permanecem operacionais após o desligamento de toda a frota japonesa de 54 reatores após o derretimento do reator de Fukushima Daiichi da TEPCO em 2011.”

Fonte: Reuters; 21/01/2026

Gigantes da energia solar chinesa alertam para prejuízo recorde de US$ 5 bilhões

“As principais fabricantes de painéis solares da China previram prejuízos de até 38,4 bilhões de yuans (US$ 5,5 bilhões) para 2025. Sobrecapacidade, aumento dos preços das matérias-primas e guerra de preços são apontados como responsáveis pelos resultados. TCL Zhonghuan Renewable Energy, Trina Solar, Longi Green Energy Technology, JA Solar Technology e Tongwei, em conjunto, esperam prejuízos líquidos entre 34,2 bilhões e 38,4 bilhões de yuans, segundo comunicados divulgados pelas empresas à bolsa de valores até segunda-feira. Mesmo o limite inferior dessa faixa superaria o prejuízo anual recorde de 33,5 bilhões de yuans registrado em 2024. No final de novembro, a China possuía 1,16 terawatts de capacidade instalada de energia solar, um aumento de 41,9% em relação ao ano anterior, de acordo com a Administração Nacional de Energia. Mas o aumento nas instalações foi superado por uma grande entrada de oferta, à medida que as empresas correm para aproveitar o incentivo de Pequim às energias renováveis. “O problema temporário de excesso de oferta do setor ainda não foi resolvido”, disse Tongwei, acrescentando que espera registrar o maior prejuízo do setor, entre 9 e 10 bilhões de yuans. “Devido à liberação concentrada da capacidade de produção em vários segmentos da cadeia principal da indústria fotovoltaica nos últimos anos, o que levou a um desequilíbrio temporário entre oferta e demanda, a competição no setor continuou a se intensificar”, afirmou a JA Solar Technology.”

Fonte: Valor Econômico; 21/01/2026

Era da ‘falência global da água’ começou para bilhões de pessoas, alerta ONU

“Começou uma nova era de “falência global da água”, em que os seres humanos esgotam os sistemas de água doce a ponto de não conseguirem se recuperar, de acordo com um novo relatório das Nações Unidas. Três quartos da população mundial – cerca de 6,1 bilhões de pessoas – vivem atualmente em países onde o abastecimento de água doce é inseguro ou criticamente inseguro, de acordo com o relatório, publicado nesta terça-feira (20) pelo Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde da Universidade das Nações Unidas. Quatro bilhões de pessoas enfrentam grave escassez de água durante pelo menos um mês por ano. Cidades estão passando por mais eventos do “Dia Zero”, nos quais os sistemas municipais de água estão próximos do colapso. Uma escassez aguda de água em Teerã levou recentemente o presidente do Irã a advertir que talvez seja necessário evacuar partes da cidade ou até mesmo transferir a capital de localização. Na Turquia, cerca de 700 buracos – alguns com até 30 metros de profundidade – surgiram em locais em que aquíferos entraram em colapso depois que suas águas subterrâneas foram drenadas. É provável que a seca e a escassez de água provoquem migrações em partes da África Subsaariana, do Sul da Ásia e da América Latina, apontou o relatório, que se baseia em um artigo revisado por pares.”

Fonte: Bloomberg Línea; 20/01/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
.


Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.