Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou a semana passada em território misto, com o IBOV avançando 0,88%, enquanto o ISE recuou 0,68%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram leve queda de 0,46% e 0,60%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) receberam 16 propostas para o primeiro edital do ProFloresta+, com o objetivo do primeiro edital sendo a aquisição de 5 milhões de créditos, distribuídos em cinco contratos de 1 milhão de Unidades de Carbono Verificadas (VCUs, em inglês) cada; e (ii) o mercado brasileiro de energia solar fotovoltaica registrou uma retração expressiva em 2025, com uma queda de 29% na potência nova instalada em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) – no último ano, foram adicionados 10,6 gigawatts (GW), ante os 15 GW de 2024.
• No internacional, a Alemanha oferecerá subsídios de até US$ 7.000 para famílias com pequenas e médias rendas para comprar novos carros elétricos, em uma tentativa de Berlim de reviver as vendas lentas de uma das principais indústrias do país – as montadoras alemãs estão enfrentando dificuldades na transição para veículos elétricos, apresentando uma demanda significativamente menor do que o inicialmente esperado.
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Brasil
Empresas
Petróleo barato dificulta corte de carbono no setor marítimo, diz executivo da Cargill
“Os preços fracos do petróleo estão dificultando a descarbonização do setor de transporte marítimo, de acordo com o presidente do negócio de comércio de frete da gigante de commodities Cargill. Com uma frota fretada de mais de 600 navios, a Cargill tem estado na vanguarda dos esforços do setor de transporte marítimo para reduzir o carbono. Agora, ela está contratando cinco novos cargueiros que poderão operar com metanol de baixa emissão, bem como com combustível tradicional derivado do petróleo. O primeiro deles, o Brave Pioneer, chegará em breve a Singapura, onde será abastecido com metanol verde – um tipo de combustível que, segundo a Cargill, reduz as emissões de carbono em até 70%. No entanto, as realidades econômicas de hoje significam que o navio provavelmente estará funcionando com petróleo em um futuro não muito distante, disse Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, em entrevista à Bloomberg News. “Não posso queimar um combustível que é três ou quatro vezes mais caro”, disse ele, acrescentando que os baixos preços do combustível derivado de petróleo estão entre os ventos contrários para alguns investimentos em novas tecnologias, alongando o tempo de retorno para dispositivos de economia de energia.”
Fonte: Bloomberg Línea; 15/01/2026
Edital ProFloresta recebe 16 propostas de venda de créditos de carbono
“A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) receberam 16 propostas para o primeiro edital do ProFloresta+. Segundo as organizações, o resultado é bem superior à expectativa de contratação prevista e evidencia o interesse do mercado em projetos de restauração florestal com geração de créditos de carbono de alta integridade. A Petrobras e o BNDES consideram, ainda, que o resultado reforça o papel do ProFloresta+ como instrumento para o desenvolvimento do mercado voluntário de carbono no Brasil e para a ampliação da restauração ecológica na Amazônia. Lançado em novembro passado, durante a COP 30, o edital prevê a compra, pela Petrobras, de créditos de carbono originados a partir de projetos de restauração ecológica com espécies nativas no bioma amazônico com padrões rigorosos de integridade através de contratos de longo prazo. O objetivo do primeiro edital é adquirir 5 milhões de créditos, distribuídos em cinco contratos de 1 milhão de Unidades de Carbono Verificadas (VCUs, em inglês) cada. O prazo para entrega de propostas se encerrou na última sexta-feira (9/1). Os projetos vencedores poderão acessar financiamento diferenciado do BNDES, como linhas do Fundo Clima voltadas à restauração com espécies nativas.”
Fonte: Eixos; 16/01/2026
Eve fecha financiamento de US$ 15 milhões para viabilizar despesas com ‘carro voador’ nos EUA
“A Eve anunciou nesta sexta-feira (16) um acordo com o Export-Import Bank dos Estados Unidos (Exim Bank) e a Private Export Funding Corporation (Pefco) para viabilizar o financiamento de despesas junto a fornecedores americanos. O valor agregado do empréstimo garantido pode chegar a até US$ 15 milhões, que serão utilizados para o pagamento de serviços de engenharia e componentes da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês). Os recursos serão utilizados para a aquisição de baterias e serviços de engenharia do fornecedor americano BAE Systems durante as fases de desenvolvimento e testes do “carro voador” da controlada da Embraer. Segundo a empresa, o acordo representa um passo fundamental no processo de mitigação de riscos do programa da Eve, ao trazer novas fontes de financiamento com o apoio da agência oficial de crédito à exportação dos EUA. A iniciativa permitirá financiar despesas junto a fornecedores estratégicos, oferecendo suporte adicional nas fases de desenvolvimento e testes e assegurando maior participação da cadeia de suprimentos americana no programa.”
Fonte: Valor Econômico; 16/01/2026
Política
Mercado de energia solar no Brasil encolhe 29% em 2025, aponta Absolar
“O mercado brasileiro de energia solar fotovoltaica registrou uma retração expressiva em 2025, com uma queda de 29% na potência nova instalada em relação ao ano anterior. É o que revela um levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). No último ano, foram adicionados 10,6 gigawatts (GW), ante os 15 GW de 2024. A retração também foi acentuada nos investimentos, que caíram de R$ 54,9 bilhões em 2024 para R$ 32,9 bilhões nos últimos 12 meses, uma redução de 40% entre os períodos. Segundo a ABSOLAR, a desaceleração é resultado de uma combinação de fatores. Para as grandes usinas, os recorrentes cortes de geração sem o devido ressarcimento financeiro têm causado prejuízos e desincentivado novos projetos. Já na geração distribuída – que inclui sistemas em telhados e pequenos terrenos –, o principal obstáculo tem sido a dificuldade de conexão à rede, com muitas distribuidoras alegando incapacidade técnica ou limitando novas adesões devido à inversão de fluxo de potência. Além disso, o setor enfrentou um cenário macroeconômico adverso, com custo elevado de capital, alta volatilidade do dólar e alíquotas de imposto de importação que impactaram diretamente a viabilidade de novos investimentos.”
Fonte: Exame; 16/01/2026
Internacional
Política
“Um tratado global histórico para salvaguardar a biodiversidade nos mares entrou em vigor no sábado, fornecendo aos países um marco legalmente vinculativo para enfrentar ameaças como a sobrepesca e cumprir a meta de proteger 30% do meio ambiente oceânico até 2030. O tratado da ONU, também conhecido como Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional (BBNJ), foi finalizado em março de 2023 após 15 anos de negociações, e permitirá a criação de uma rede global de “áreas marinhas protegidas” em vastos e anteriormente não regulados ecossistemas oceânicos situados em águas internacionais. “São dois terços do oceano, (e) metade da superfície do planeta que, pela primeira vez, terão um regime jurídico abrangente”, disse Adam McCarthy, primeiro secretário assistente do ministério das Relações Exteriores da Austrália e co-presidente do comitê preparatório do tratado, falando em uma coletiva de imprensa. O tratado atingiu o limite de 60 ratificações nacionais em 19 de setembro do ano passado, o que significa que entraria formalmente em vigor em até 120 dias. O número de ratificações desde então subiu para mais de 80, com China, Brasil e Japão adicionando seus nomes à lista. Outros, incluindo Reino Unido e Austrália, devem seguir em breve. Os Estados Unidos assinaram o tratado durante a administração anterior, mas ainda não o ratificaram.”
Fonte: Reuters; 17/01/2026
China e Rússia dominam mercado de energia nuclear com 90% dos novos reatores
“China e Rússia estão consolidando posições dominantes no mercado global de energia nuclear, respondendo por 90% das usinas nucleares construídas no ano passado. Ao promover a construção de usinas nucleares sob a liderança do Estado, Pequim e Moscou estão expandindo sua influência por meio do desenvolvimento de fontes de energia e exportações para países emergentes. Das nove usinas nucleares de grande porte que iniciaram a construção no ano passado, sete estão na China, uma na Rússia e a outra na Coreia do Sul, segundo a Associação Nuclear Mundial e a Agência Internacional de Energia Atômica. China e Rússia têm dominado a indústria de energia nuclear na última década. Das 63 usinas nucleares que iniciaram a construção em todo o mundo desde 2016, as usinas chinesas e russas representam mais de 90%. As únicas usinas nucleares não construídas pela China ou pela Rússia foram cinco na Coreia do Sul e no Reino Unido. De acordo com o Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China, 27 reatores estão em construção no país. Uma associação industrial ligada ao governo prevê que a capacidade de geração de energia nuclear na China atingirá 110 gigawatts até 2030, ultrapassando os Estados Unidos e se tornando o maior produtor mundial de energia nuclear.”
Fonte: Valor Econômico; 19/01/2026
Trump tem pressa por acordos sobre minerais críticos
“Em uma “proclamação presidencial” nesta semana, Donald Trump anunciou que seu governo quer negociar acordos com nações estrangeiras para garantir que os Estados Unidos tenham suprimentos adequados de minerais críticos e para mitigar, o mais rapidamente possível, as vulnerabilidades da cadeia de abastecimento. Trump determinou ao chefe do USTR, a agência de representação comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e ao secretário de Comércio, Howard Lutnick, que “negociem acordos para lidar com a ameaça à segurança nacional relacionada às importações de minerais críticos processados e seus produtos derivados de qualquer país”. Em comunicado, o chefe do USTR lembrou que não é segredo que os Estados Unidos precisam de cadeias de abastecimento mais resilientes para minerais críticos. E afirmou que, “ao negociar com as partes interessadas para criar um mercado economicamente viável para minerais críticos, podemos promover a demanda e aumentar o fornecimento desses minerais em nosso país e nos países parceiros”. Conforme a Casa Branca, nas negociações o governo, em colaboração com seus aliados, promoverá a adoção de preços mínimos para o comércio de minerais críticos. Trump poderá tomar outras medidas que considere necessárias para ajustar as importações desses produtos e eliminar ameaças à segurança nacional – por exemplo, aumentar a tarifa de importação para alguns produtos.”
Fonte: Valor Econômico; 16/01/2026
Alemanha oferecerá subsídio de até US$ 7.000 para veículos elétricos, informa a Bild
“A Alemanha oferecerá subsídios de até US$ 7.000 para famílias com pequenas e médias rendas para comprar novos carros elétricos, informou o jornal Bild na sexta-feira, em uma tentativa de Berlim de reviver as vendas lentas de uma das principais indústrias do país. As montadoras alemãs estão enfrentando dificuldades na transição para veículos elétricos, apresentando uma demanda significativamente menor do que o inicialmente esperado. O governo está planejando novos subsídios entre 1.500 e 6.000 euros (US$ 1.700-US$ 7.000), informou o Bild, citando o Ministério do Meio Ambiente. Não havia menção no relatório Bild de quaisquer exigências locais de produção para o subsídio. As inscrições podem ser enviadas retroativamente para novos registros a partir de 1º de janeiro, disse o relatório, acrescentando que um site para inscrições deve ser lançado em maio. “Os fundos são suficientes para cerca de 800.000 veículos nos próximos três a quatro anos”, disse o ministro do Meio Ambiente, Carsten Schneider, citado pela Bild. O Ministério do Meio Ambiente recusou-se a comentar sobre o relatório Bild.”
Fonte: Reuters; 16/01/2026
Empresas podem mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano para acelerar transição climática, aponta WBA
“As empresas mais influentes do mundo têm potencial para mobilizar cerca de US$ 1,3 trilhão por ano para a transição climática sem depender de avanços tecnológicos adicionais. Segundo o relatório “Benchmark Hub 2026”, divulgado nesta semana pela World Benchmarking Alliance (WBA), até 30% da lacuna anual de investimentos em energia limpa necessária até 2030 poderia ser fechada caso as companhias elevassem seus aportes para níveis já observados no mercado, aproximando a economia global de uma trajetória alinhada ao limite de aquecimento de 1,5°C do planeta. O estudo avaliou 2.000 das empresas mais influentes do mundo, responsáveis por cerca de US$ 53 trilhões em receitas e aproximadamente 54% das emissões globais de gases de efeito estufa. Juntas, elas empregam diretamente 107 milhões de pessoas. A mudança do clima é classificada pela WBA como um risco sistêmico, com impactos capazes de remodelar regulações, fluxos de capital e modelos de negócios em escala global. Nesse cenário, o relatório ressalta que a ambição declarada não é suficiente: o planejamento da transição torna-se um indicador central da resiliência e da capacidade de adaptação das empresas, ao sinalizar como pretendem se posicionar ao longo da próxima década.”
Fonte: Valor Econômico; 16/01/2026
Pequim despeja dinheiro em financiamento da Faixa e Rota em busca de recursos globais
“O principal programa internacional de financiamento de infraestrutura da China, a Iniciativa do Cinturão e Rota, aumentou três quartos, atingindo um recorde de US$ 213,5 bilhões em 2025, enquanto Pequim buscava aproveitar a influência instável dos EUA ao redor do mundo, investindo em projetos de desenvolvimento. O aumento de novos investimentos e acordos de construção foi dominado por megaprojetos de gás e energia verde, segundo pesquisas da Universidade Griffith da Austrália e do Centro de Finanças Verdes e Desenvolvimento em Xangai. Pequim assinou 350 contratos no ano passado, um aumento em relação aos 293 no valor de $122,6 bilhões em 2024. O boom dos investimentos ocorre enquanto as tensões entre os EUA e a China sobre comércio e tecnologia desestabilizam as cadeias de suprimentos e as intervenções militares do presidente Donald Trump abalam os mercados globais de energia. Christoph Nedopil Wang, especialista em energia e finanças da China na Universidade Griffith e autor do estudo, previu que os gastos de Pequim com a BRI aumentarão ainda mais este ano, impulsionados por investimentos em energia, mineração e novas tecnologias.”
Fonte: Financial Times; 18/01/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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