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Eleições no Chile: Jeanette Jara e José Antonio Kast disputarão 2º turno

O resultado representa um revés para os partidos tradicionais do Chile; saiba mais

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Com 99% dos votos apurados, Jeanette Jara (Partido Comunista) e José Antonio Kast (Partido Republicano) devem se enfrentar em um segundo turno, conforme as expectativas iniciais. O cenário no Congresso, porém, se desenhou de forma diferente do previsto: o bloco de centro-direita não conseguiu garantir maioria na Câmara dos Deputados, já que o Partido de la Gente (PDG) — uma força de oposição não alinhada nem ao governo nem à direita — superou as projeções e conquistou uma fatia decisiva de cadeiras.

Percentual de votos (99% apurados):
• Jeanette Jara: 26,85%
• José Antonio Kast: 23,92%
• Franco Parisi: 19,71%
• Johannes Kaiser: 13,94%
• Evelyn Matthei: 13,46%
• Harold Mayne-Nicholls: 1,26%
• Marco Enríquez-Ominami: 1,20%
• Eduardo Artés: 0,66%
Fonte: Servel

O resultado representa um revés para os partidos tradicionais do Chile, especialmente à esquerda, mas também para a coalizão de centro-direita Chile Vamos, que agora perde protagonismo dentro da oposição para os Republicanos. O PDG de Parisi se consolida como uma terceira força competitiva.

A soma dos votos dos três candidatos de direita — Kast, Matthei e Kaiser — supera o apoio a Jara, reforçando a vantagem estrutural que Kast levaria para o segundo turno caso a tendência se mantenha. O desempenho de Jara ficou abaixo das expectativas, enquanto outros candidatos de esquerda tiveram apoio marginal.

Após a divulgação dos resultados, tanto Matthei quanto Kaiser reconheceram rapidamente a derrota e declararam apoio público a Kast, juntando-se a ele no comitê de campanha e sinalizando uma rápida consolidação no campo de centro-direita. Matthei, apesar das tensões anteriores com Kast, pediu explicitamente que os eleitores do Chile Vamos, Amarillos e Demócratas o apoiem no segundo turno. Kaiser adotou tom semelhante, dizendo que seu apoio é “pelo Chile”.

A surpresa da noite foi Franco Parisi (PDG), que superou as projeções iniciais e ultrapassou Kaiser e Matthei. Embora ideologicamente flexível, vale lembrar que em 2021 ele acabou apoiando Kast. Em declarações após os resultados, Parisi sinalizou que não fará um endosso automático e reiterou a postura não ideológica do PDG. Ele deixou claro que está aberto a conversas com os candidatos “no momento certo”, destacando pragmatismo e afirmando que “não assina cheque em branco”.

Um segundo turno entre Jara e Kast exigirá que ambos ampliem seu alcance para o centro político. Sinais dessa recalibragem já surgiram: Jara suavizou partes de sua plataforma e trouxe figuras da antiga Concertación, enquanto Kast moderou sua retórica e enfatizou unidade no campo de centro-direita.

Segurança e imigração continuam sendo as principais preocupações dos eleitores, reforçando as condições que favoreceram candidatos da oposição durante a campanha e sustentando a posição mais forte de Kast no espectro de centro-direita.

No Senado, as forças de centro-direita podem alcançar uma maioria técnica se um dos independentes se alinhar a elas — por enquanto, têm 25 das 50 cadeiras, uma a menos do necessário. Na Câmara, a direita conquistou 76 cadeiras no total, abaixo das expectativas, já que o desempenho acima do previsto do PDG alterou a distribuição.

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