27/07,18h| Para onde vão os FIIs pós-pandemia e com a alta de juros

Apesar do impacto da pandemia da Covid-19, com o IFIX fechando 2020 com queda de 10,2%, os fundos imobiliários continuam atrativos diante da reabertura da economia com avanço da vacinação. Mesmo com a tendência de alta da taxa de juros, o patamar histórico ainda baixo da taxa Selic, a recuperação da economia e as transformações de mercado pós-pandemia continuam propiciando um cenário favorável para os investimentos imobiliários. Veja a live e saiba quais segmentos oferecem mais oportunidades e como ficam os investimentos com a reforma tributária.

Veja os melhores momentos do painel

Veja o painel na íntegra

Veja aqui um breve resumo dos principais assuntos do painel

O mercado cada vez mais crescente dos Fundos Imobiliários pode parecer enfrentar um cenário desfavorável diante da alta da Selic e a recuperação econômica. No entanto, ainda existem muitas oportunidades e formas de obter rentabilidade através desse ativo.

Esse foi o assunto do painel liderado pela Analista de Real Estate e Fundos Imobiliários da XP Investimentos, Maria Fernanda Violatti, que discutiu junto com Guilherme Bueno Netto, Sócio-fundador da RBR Asset, e Caio Conca, Sócio responsável pelo segmento imobiliário da Capitânia Investimentos, como agregar os FIIs na sua carteira para o futuro.

Cenário desafiador

Depois das movimentações de alta da taxa de juros básica brasileira, a SELIC, e a proposta de Reforma Tributária que incluía tributação dos dividendos, os FIIs foram impactados fortemente, apesar de manterem um desempenho sólido. Junto com os impactos da pandemia, que com maiores taxas de vacância e renegociação de contratos, ainda seguram o desempenho dessa classe de ativo, saber como investir no mercado imobiliário virou um desafio.

No entanto, os especialista acreditam que o pior já passou, e os próximos meses e anos devem ser bons para o segmento. Caio Conca menciona uma boa perfomance, mesmo na pandemia, destacando a resiliência do mercado além da questão dos juros: “Mesmo com juros altos, o mercado performou bem. O juro real, historicamente, tem um prêmio de risco interessante”, disse o gestor.

Futuro promissor

Com o bom desempenho dos recebíveis na pandemia, a expectativa da retomada econômica é mais importante para os fundos de tijolos – nome de fundos que possuem ativos físicos. Para os especialistas, além ds galpões logísticos que seguem aquecidos pela demanda do ecommerce, os segmentos de shoppings e lajes corporativas, corporativas, devem se recuperar rapidamente, retomando as receitas e diminuindo consideravelmente a vacância.

“Principalmente as lajes corporativas em áreas nobres como a Faria Lima, em São Paulo, devem receber boas notícias nos próximos 6 meses a um ano. Eles estão baratos e são um bom ponto de entrada para os próximos meses, pois sofreram muito”, destacou Guilherme Bueno Netto.

Caio Conca também acredita que a retomada econômica deve destravar um crescimento exponencial de oferta de fundos de tijolo, abrindo espaço para mais diversificação de lugares e segmento. A tendência do home office também não assusta os especialistas, que acreditam que o movimento mais forte será de locação e não devolução.

Para os shoppings, a qualidade dos ativos é tão importante quanto para os corporativos. No entanto, com a reabertura gradual, não estão tão baratos, já que recuperaram parte do que foi perdido durante as restrições. Ainda assim, a demanda será crescente e guiará a recuperação do setor principalmente até o final de 2021.

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.